domingo, 20 de setembro de 2020
18/09/2020

IBGE: desemprego na pandemia atinge maior patamar em agosto


A taxa de desocupação atingiu 14,3%, na quarta semana de agosto, um aumento de 1,1 ponto percentual frente à semana anterior (13,2%), alcançando o maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, iniciada em maio.

Essa alta acompanha o aumento na população desocupada na semana, representando cerca de 1,1 milhão a mais de pessoas à procura de trabalho no país, totalizando 13,7 milhões de desempregados. Os dados foram divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 74,4 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (75 milhões) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 26,7 milhões de pessoas (ou 35,8% da população fora da força de trabalho). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (26,9 milhões ou 35,9%) e à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 16,8 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 22,6% das pessoas fora da força. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (17,1 milhões ou 22,9%), mas diminuiu frente à semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, destaca o crescimento da taxa de desocupação, que era de 10,5% no início de maio, e explica que a alta se deve tanto às variações negativas da população ocupada quanto ao aumento de pessoas que passaram a buscar trabalho.

“No início de maio, todo mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, disse, em nota, a pesquisadora.

Isolamento social

A pesquisa também indica mudança no comportamento da população em relação às medidas de isolamento social. Segundo o IBGE, o número de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas diminuiu pela segunda semana seguida. Entre 23 e 29 de agosto, 38,9 milhões de pessoas seguiram essa medida de isolamento, uma queda de 6,5% em relação aos 41,6 milhões que estavam nessa situação na semana anterior.

Segundo Maria Lucia Vieira, há relação entre o aumento das pessoas em busca de trabalho e a flexibilização do isolamento. “A gente está vendo uma maior flexibilidade das pessoas, uma maior locomoção em relação ao mercado de trabalho, pressionando o mercado de trabalho, buscando emprego. E esses indicadores ficam refletidos no modo como eles estão se comportando em relação ao distanciamento social”.

A parcela da população que ficou em casa e só saiu por necessidade permaneceu estável. São 88,6 milhões de pessoas nessa situação, representando 41,9% da população do país. Houve estabilidade também no contingente dos que não fizeram restrição, chegando a 5 milhões de pessoas, e dos que reduziram o contato, mas que continuaram saindo de casa ou recebendo visitas, situação de 77 milhões de pessoas.

O número de pessoas ocupadas que estavam afastadas do trabalho por causa das medidas de isolamento social foi reduzido em 363 mil e esse contingente passou a 3,6 milhões. As pessoas que estão nessa situação agora representam 4,4% de toda a população ocupada, estimada em 82,2 milhões. Dos 76,1 milhões de pessoas que estavam ocupadas e não foram afastadas do trabalho, 8,3 milhões trabalhavam remotamente.

Estudantes sem atividades escolares

A pesquisa estima em 45,6 milhões o número de estudantes matriculados em escolas ou universidades na quarta semana de agosto. Desse total, 7,2 milhões (15,8%) não realizaram atividades escolares em casa no período. O número permaneceu estável em relação à semana anterior. As férias foram apontadas como motivo para 970 mil alunos não realizarem atividades escolares.

Segundo o IBGE, o contingente de estudantes que tiveram atividades ficou em 37,4 milhões. “Ainda estamos no patamar de 82% de pessoas que referiram ter atividades escolares”, afirmou Maria Lucia.

Síndrome gripal

Na quarta semana de agosto, 11,3 milhões de pessoas apresentaram pelo menos um dos sintomas investigados pela pesquisa, como febre, tosse e dor de garganta. O número é inferior ao estimado na semana anterior, quando 12,4 milhões de pessoas relata ter algum dos sintomas. “Isso representa 5,3% da população. Em maio esse percentual chegou a 12,7%”, disse a pesquisadora.

Das pessoas que apresentaram algum sintoma, 2,6 milhões buscaram atendimento em estabelecimento de saúde como postos de saúde, pronto socorro, hospital do Sistema Único de Saúde ou privado. O número de pessoas que procurou atendimento em hospital público, particular ou ligado às forças armadas foi estimado em 799 mil. Desses, 15,2%, ou 121 mil, foram internados.



Blog

Afrouxados os cintos

Esse aumento na arrecadação fez com que a administração optasse por suspender o decreto de emergência financeira, válido desde junho do ano passado e que determinava a redução dos gastos públicos em Itajaí. No entanto, duas ações, fundamentais para o enxugamento da máquina pública, não foram cumpridas: a reforma administrativa e a revisão no número de comissionados.

Em contrapartida, segundo analistas da comunidade “Itajaí em Números”, 2017 foi o pior ano da história de Itajaí com relação a investimentos. O estudo foi feito com base nos dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Itajaí.

No total do ano, as despesas foram de R$ 1.015.259.281,45 (um bilhão, quinze milhões, duzentos e cinquenta e nove mil, duzentos e oitenta e um reais e quarenta e cinco centavos). Deste total, foram destinados a investimentos na cidade apenas R$ 27.281.328,82 (vinte e sete milhões, duzentos e oitenta e um mil, trezentos e vinte e oito reais e oitenta e dois centavos), o que equivale a apenas 2,69% de tudo o que a Prefeitura pagou no ano passado.

É o menor nível de investimentos da história, mesmo com o aumento de receita. Em compensação, os gastos com pessoal e encargos sociais explodiram e já chegam a 55% de tudo o que o município gasta.

 

 

 

Cresce a arrecadação de Itajaí

A administração municipal comemora o aumento de 13% na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2017. Os índices foram divulgados pela Secretaria da Fazenda de Itajaí na última semana e representam um avanço significativo depois de dois anos de baixa arrecadação. Em 2015, quando o porto perdeu metade da movimentação a partir do segundo semestre, o imposto fechou com redução de 0,8%. Já em 2016, com a economia em baixa, o crescimento de apenas 2,5%.

O retorno da Linha Ásia – que havia migrado para Navegantes – para o Porto de Itajaí, o avanço nas exportações que passaram pela cadeia logística local e uma maior disposição para os gastos no comércio alavancaram esse aumento na arrecadação do ICMS, corresponde a 35% da arrecadação municipal.

A arrecadação total do município também cresceu dois dígitos: 16%. Isso pode ser creditado também à arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), cuja inadimplência passou de 50%, em 2016, para 28% em 2017.

O contribuinte que tinha dívidas com o município também buscou regularizar sua situação. O Refis, que termina em fevereiro, já arrecadou R$ 28 milhões. A meta, que era de R$ 20 milhões, foi alcançada no início de dezembro.

 

Secretaria da Infraestrutura se manifesta sobre o aditivo para a continuidade das obras dos novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí

Em nota, a Secretaria de Estado da Infraestrutura se manifesta sobre a possível paralisação da sobras dos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí:

“Em relação às obras dos novos acessos aquaviários (nova bacia de evolução e adequações nos canais interno e externo) do Complexo Portuário do Itajaí, a Secretaria de Estado da Infraestrutura informa que o termo aditivo proposto, no valor de R$ 25 milhões para a conclusão do projeto, continua em análise pelo Governo do Estado. Não existe decisão tomada pela paralisação das obras em razão da não assinatura do aditivo até o final deste mês. O assunto está sendo tratado pelo governo com a máxima atenção, de modo que seja encaminhada em breve uma solução para o caso.”

Com a palavra o fiscal da obra, engenheiro Ivan Amaral, do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura.

Obras da bacia de evolução podem parar

Passada a parada de final e ano e agora com as atividades em dia, o Blog da Redação volta com força total. E abrimos o ano de 2018 com uma notícia nada boa para a atividade portuária de Itajaí e região e o tema é recorrente: os novos acessos do Complexo Portuário do Itajaí.

Como este blog já publicou em primeira mão no ano passado, a continuidade das obras dos novos acessos aquaviários (nova bacia de evolução e adequações nos canais interno e externo) do Complexo Portuário do Itajaí está vinculada a assinatura de um termo aditivo no valor de R$ 25 milhões pelo Governo do Estado. Os recursos já estão autorizados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde o segundo semestre de 2018. No entanto, a aplicação destes recursos na obra dependem da vontade política do governador Raimundo Colombo.

O engenheiro Ivan Amaral, do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura e fiscal da execução da obra, é enfático ao afirmar que, ou o governo do Estado assina o aditivo ainda neste mês, ou a obra paralisa, ou seja, Raimundo Colombo tem dez dias para resolver um problema que se arrasta há meses.

O valor a ser aditivado é pertinente às condicionantes ambientais exigidas pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que engloba os molhes dos pescadores e da Marina de Itajaí. Isso porque o governo federal não liberou os recursos para a segunda fase da obra, que seria realizada simultaneamente à primeira e alargaria o canal para 200 metros e prolongaria a extensão do molhe.

A assessoria de Colombo foi acionada, mas ainda não se manifestou com relação ao assunto.

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