domingo, 05 de julho de 2020
03/07/2020

Ibovespa sobe com ajuda de dados econômicos e fecha semana em alta de 3%


A bolsa brasileira fechou em alta nesta sexta-feira, 3, com ajuda de dados econômicos que voltaram a surpreender positivamente os investidores. Contudo, com o mercado americano fechado devido ao feriado, o pregão foi marcado pela baixa volatilidade, com o Ibovespa, principal índice de ações, operando próximo da estabilidade pela maior parte do dia. O Ibovespa subiu 0,55% e encerrou em 96.764,85 pontos. Com isso, o índice encerrou a semana em alta de 3,1%.

“O movimento segue ilustrando a ponderação de investidores entre a visão de uma recuperação em ‘V’ e a preocupação com novos surtos da Covid-19 que passaram a atrasar a reabertura dos negócios ao redor do mundo”, afirmam analistas da Guide em nota a clientes.

Na véspera, os Estados Unidos voltaram a apresentar recorde de casos diários, reportando mais de 50.000 novos infectados. Conforme os números da doença seguem aumentando na maior economia do mundo, reduzem as expectativas de uma recuperação intensa no segundo semestre. Em estados do sul e oeste do país, onde o ritmo de contaminação segue acelerado, processos de reabertura foram retardados.

“O temor com o crescimento de novos casos nos EUA começou a ganhar maior força e deve passar para o fim de semana. Há preocupação sobre retrocessos nos processos de abertura”, comentou Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos.

Por outro lado, dados de algumas das principais economias do mundo voltaram a sair acima do esperado. Na zona do euro, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto de junho ficou em 48,5 pontos. Embora tenha saído abaixo dos 50 pontos que delimitam a expansão da contração da atividade econômica, o número ficou acima dos 47,5 pontos projetados pelo mercado. O PMI composto do Reino Unido também superou as expectativas, ficando em 47,7 pontos ante os 47,6 pontos esperados.

Já na China, que foi um dos primeiros países a deixar para trás a pior fase do coronavírus, os dados econômicos já apontam para a melhora econômica. Por lá, o PMI composto, divulgado na noite de ontem, ficou em 55,7 pontos.

“Os dados econômicos mostram alguma retomada, o que favorece o preço do minério de ferro e frigoríficos brasileiros, que têm uma relação muito forte com a China”, disse Bertotti.

No radar do mercado também seguem os desdobramentos sobre a lei de segurança nacional imposta pela China sobre o território de Hong Kong. Na última quinta-feira, 2, o gigante asiático ameaçou retaliar o Reino Unido por ter se colocado disposto à receber refugiados de sua ex-colônia. Estados Unidos, Taiwan e Austrália também avaliam acolher refugiados de Hong Kong.

“Essa tensão acaba pesando nos mercados. É uma questão que vai e vem, mas afeta a diplomacia e até o livre tráfego de mercadorias e serviços. Mas o mercado segue olhando mais para a recuperação da atividade econômica e para o coronavírus”, afirmou Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos.



Blog

Retomada dragagem no Complexo Portuário do Itajaí

 

Está prevista para abril a conclusão dos serviços de dragagem de estabelecimento da cota de -14 metros nos canais de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí. Os serviços foram contratados pela União – Secretaria Nacional de Portos, ligada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil – à DTA Engenharia em janeiro do ano passado, pelo valor de R$ 38,8 milhões, e já deveriam estar concluídos.

Inclusive a dragagem foi paralisada em outubro de 2017 porque o objeto do contrato teria sido atingido. No entanto, levantamentos batimétricos comprovaram que a profundidade não foi atingida em alguns pontos e os serviços precisam ser retomados. A conclusão deverá levar cerca de 50 dias.

Segundo o superintendente Marcelo Werner Salles, no ano passado o Complexo Portuário registrou ganhos operacionais que refletiram as boas condições de segurança de navegabilidade. No entanto, o impacto da não conclusão dos serviços já foi sentido pelos operadores.

A empresa responsável pelos serviços informa que a dragagem será retomada pela bacia de evolução, passará pelos berços de atracação, na APMT (berços 1 e 2), TUP Portonave (berços 1,2 e 3), seguindo para o canal externo.

De acordo com informações da equipe de Gerência de Dragagem da DTA, entre abril e outubro do ano passado, em volume, foram dragados cerca de 2,18 milhões de metros cúbicos e até o final do contrato que está em vigor, estima-se que o volume de sedimentos se aproxime de 3,5 milhões de metros cúbicos.

Complexo Portuário inicia o ano com movimentação em queda

O Complexo Portuário do Itajaí encerrou o primeiro mês do ano com recuo de 6% na movimentação de cargas. Em janeiro foram registrados ao todo 87 atracações, sendo 23 escalas na APM Terminals, 58 atracações no terminal de uso privado (TUP) Portonave, em Navegantes, e seis atracações nos terminais a montante e no píer da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí.

A movimentação de cargas somou 943.631 toneladas, sendo 152,27 mil toneladas na margem direita, com retração de 14%, e 770,58 mil toneladas na Portonave. O recuo verificado na margem esquerda foi de 7%. Em TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o Complexo operou 85,34 mil, com retração de 6%. A APM Terminals movimentou 13,88 mil TEUs na margem direita, 17% abaixo dos números registrados em janeiro do ano passado; e, em Navegantes, o TUP embarcou e desembarcou 71,45 mil TEUs, com retração de 4%.

Os resultados de janeiro, abaixo das mais conservadoras projeções, foi impacto do bloqueio na compra de carnes de frango congelado e de suínos feito pela Rússia, desde novembro de 2017. As importações por esses mercados continuam paradas, o que resultou numa queda nos embarques das cargas frigorificadas (Reefer). A expectativa é de que embate seja resolvido em breve, pois se trata de procedimentos comerciais entre países quanto a questões de valores nas compras dos produtos. No entanto, o número de escalas vem sendo mantido mediante o último semestre e início deste ano e oscila entre 80 a 90 atracações/mês.

Otimismo - Para o Superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, apesar dos pouco animadores resultados verificados em janeiro, há uma boa expectativa de crescimento nas operações a partir de fevereiro e março, principalmente na margem direita. O otimismo de Salles é justificado pelo início de três novos serviços operados pela APM Terminals na margem direita, em fevereiro, o que deve dobrar a movimentação. Outro serviço, com destino à Ásia - que é um grande mercado para a produção brasileira, principalmente de carnes – também teve início no TUP Portonave, o que deve alavancar as operações da margem esquerda. Salles espera operar em março nos mesmos patamares de três anos atrás, 2015, quando a APMT movimentava 20 mil contêineres por mês.

Antaq autoriza Porto a vender terreno do CIS

A Antaq autorizou à Superintendência do Porto de Itajaí vender à Prefeitura de Itajaí o terreno de propriedade do porto, na margem da Avenida Adolfo Konder, onde foi edificado o Centro Integrado de Saúde (CIS), no bairro São Vicente. O terreno tem a área de 26 mil metros quadrados e foi avaliado em R$ 19 milhões. Será pago pelo município em 36 parcelas mensais e o prefeito Volnei Morastoni assegura que os recursos serão investidos em melhorias na infraestrutura do Porto Público.

Porto de Itajaí cria nova tarifa

O Porto de Itajaí poderá, em breve, iniciar a cobrança de mais uma tarifa como forma de incrementar sua receita. A afirmação foi do prefeito Volnei Morastoni, que retornou de Brasília na quinta-feira, 08, otimista com a posição da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) com relação ao tema. O trabalho de revisão tarifária feito pelo porto deve incrementar a arrecadação decorrente das tarifas de armazenagem, que foi de R$ 42 milhões no ano de 2008 e caiu para R$ 70 mil em 2016. Com essa nova tarifa em vigor os gestores do porto esperam equilibrar as contar públicas.

Os estudos que justificam a nova tarifa foram elaborados com base em levantamento feito pela Antaq em 2016, quando o então superintendente Antonio Ayres dos Santos Jr alegou que, como as receitas de armazenagem são ínfimas – porque a carga que vem pro porto público acaba indo para estações aduaneiras e TUPS – havia necessidade de criar uma nova tarifa para compensar a saída dessas cargas.

Baseados nisso, o corpo técnico do porto fez um levantamento junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) que deu uma visão de mais de vinte anos da atividade de comercio exterior em Itajaí: tipo de carga, percentuais de exportação e importação, valor médio da carga de importação.

Com esses dados foi feito uma média em relação a capacidade estática do porto e a ideia agora é que o operador portuário possa a requisitar praças dentro da área primária e pague por elas.

Conforme o superintendente Marcelo Salles exemplificou em entrevista publicada na edição de janeiro da Revista Portuária – Economia & Negócios, se um operador solicitar uma área para armazenar 200 contêineres por 30 dias, em função da sua demanda, vai pagar pelos 200 contêineres, independente se é contêiner vazio, de exportação ou de importação. A tarifa proposta por contêiner de 20 pés é de R$ 235,00 por dia

Essa cobrança passará a garantir ao porto uma receita adicional de R$ 2 milhões por mês se a área de armazenagem for ocupada em sua totalidade e ainda fomentará os operadores como um todo, porque os TUPs e demais pré-qualificados poderão ter uma área de operações dentro do porto público.

APMT anuncia três novos serviços na margem direita

A APM Terminals Itajaí, empresa arrendatária do terminal de contêineres do Porto de Itajaí anunciou nesta sexta-feira, 09, a reconquista de mais três serviços para a margem direita do Complexo Portuário do Itajaí. Segundo o superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten, esses serviços devem dobrar a movimentação da APM Terminals, ou seja, os 18 mil TEUs/mês que a APM operava até janeiro, devem chegar a 36 mil TEUs a partir de março. Para o município, o Imposto Sobre Serviço que a APMT recolhe, de R$ 2 milhões, deve chegar a R$ 4 milhões/mês.

O primeiro serviço é do armador nacional Log In, que opera cabotagem na costa brasileira e transbordo de cargas provenientes da Argentina e Uruguai, ou seja, faz a distribuição das cargas oriundas do Mercosul que ficam concentradas em Itajaí.

O segundo serviço é o Brazex - operado pelo armador CMA-CGM, Melfi, Maersk Line e Sealand – com destino ao Caribe, Colômbia, Jamaica e Estados Unidos. A expectativa da APMT é de que esse serviço escoe uma parcela significativa da produção catarinense, com ênfase para as carnes congeladas e madeira.

O terceiro serviço que retornou a APMT é o Samwaf, ligando Itajaí à África. É operado pelos armadores CMA-CGM, NileDutch, Safmarine, MAresk Line, Hapag Lloyd e Hamburg Sud e deve movimentar cerca de mil contêineres – 2 mil TEUs – por escala.

A expectativa de Arten é de que esses serviços, juntamente com a Linha Ásia, que retornou à APMT em outubro do ano passado, alavanquem as operações da empresa, que hoje representam uma fatia de pouco mais de20% da movimentação do complexo portuário. Os 80% restante continuam sendo movimentados pela Portonave, que operava os três serviços desde 2015.

Vantagens competitivas

Para trazer essas rotas novamente para Itajaí a APMT ofereceu uma série de vantagens competitivas para os armadores, que segundo Arten, têm muito poder de barganha. Sem sombra de dúvidas, a redução nos preços foi o item com maior peso na negociação. Para chegar aos custos ideais para os armadores, a empresa e a Autoridade Portuária formalizaram um acordo com os trabalhadores avulsos, que reduziram custos em suas tarifas de movimentação.

O vereador Robinson Coelho, que também é trabalhador portuário, não soube precisar o percentual de desconto, por se tratar de uma tabela progressiva, ou seja, quanto maiores os volumes movimentados, maiores os descontos, podendo chegar ao máximo em 10%.

A alta produtividade por equipamento – de 38 a 40 movimentos/hora -, a vasta possibilidade de atracação nos berços operados pela empresa e a flexibilidade que a APMT tem hoje com seus clientes também contou muito na decisão dos armadores que retornaram à margem direita, acredita Arten.

 

 

 

Portonave opera mais um serviço para Ásia

O TUP Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes começa em março as operações de um novo serviço para a Ásia. O terminal já responde por mais de 80% das operações do Complexo Portuário do Itajaí e com mais uma linha para o continente asiático tende a ampliar essa participação.

O serviço SSA (Sino South América) é exclusivo e inédito do armador PIL (Pacific International Lines), que tem sede em Cingapura. De início as escalas serão quinzenais, como um serviço expresso Brasil – Ásia, com escalas no Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá e Navegantes, seguindo direto para Cingapura, Hong Kong e Xangai.

Este novo serviço terá cinco navios dedicados com capacidade para 4 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) e o primeiro está previsto para atracar em Navegantes no início de março.

O tráfego com a Ásia é um dos que mais cresce nas rotas marítimas que envolvem o Brasil e é muito importante para a economia catarinense. Hoje, a Ásia representa aproximadamente 51% das importações de Santa Catarina. A Portonave fará a movimentação do maior volume do primeiro navio do Serviço SSA, Kota Gunawan, com previsão de movimentar 844 TEUs.

Com este serviço, o Terminal de Navegantes soma três serviços para a Ásia (Ipanema, ESA e SSA). A decisão do armador de escalar na Portonave levou em consideração a solução mais produtiva, eficiente e segura do Terminal de Navegantes, que ocupa a segunda posição no ranking nacional de movimentação de contêineres, entre portos públicos e terminais privados.

 

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt