sábado, 08 de agosto de 2020
07/08/2020

Custo da construção tem alta de 0,49% em julho


Publicado em 07/08/2020 - 10:39 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 0,49% em julho deste ano. É a maior taxa em 2020. Em junho, o Sinapi havia ficado em 0,14%.

Com o resultado de julho, o indicador acumula inflação de 1,97% no ano e de 3,33% em 12 meses. O custo da construção passou a ser de R$ 1.181,41 por metro quadrado.

Os materiais de construção tiveram alta de 0,48% e passaram a valer R$ 619,58 por metro quadrado. Já o custo da mão de obra por metro quadrado subiu 0,50% e passou a ser de R$ 561,83.



Blog

Levantamento mostra que vendas devem aumentar no Dia dos Pais

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) sobre a intenção de compra de presentes para o dia dos pais mostrou que nas duas semanas que antecedem a data há tendência de aumento na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre as categorias tradicionais de produtos presenteados, a pesquisa notou aumento na intenção de comprar de 48,9% para TV, 48,1% para notebooks, 25,4% para smartphones, 48,9% para adega e 48,9% para ferramentas.

"O que explica esse aumento da intenção de compra em 2020 é o crescimento muito grande das vendas online e o fato de as pessoas que estão isoladas em suas casas precisam demonstrar de alguma forma sua presença e o seu vínculo afetivo com a família, que de alguma forma acaba sendo prejudicado pelo isolamento prolongado", afirmou o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni.

Apesar do aumento das vendas online, Felisoni disse que esse tipo de comercialização não compensará a queda das vendas físicas no varejo. "Temos assistido uma queda significativa do varejo motivada pelas questões relacionadas à pandemia de covid-19, pelo desemprego e pela insegurança das pessoas que estão empregadas", disse o presidente do Ibevar.

Felisoni ressaltou que as promoções devem ocorrer como é natural para as datas comemorativas. "Os produtos não têm muita diferença de uma loja para a outra, o que diferencia é o preço e as condições de pagamento. Portanto, é natural que as promoções sejam acirradas por conta da intensificação da competição".

Banco Central anuncia lançamento da nota de R$ 200

A partir do fim de agosto, os brasileiros poderão circular com um novo tipo de cédula. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (29) a criação da nota de R$ 200.

A cédula terá como personagem o lobo-guará, espécie que ficou em terceiro lugar em uma pesquisa realizada pelo BC sobre quais animais em extinção deveriam ser representadas em novas cédulas. O anúncio foi feito pelo Banco Central (BC), que convocou uma entrevista coletiva para apresentar a nova nota.

A diretora de administração do Banco Central, Carolina de Assis Barros, disse que o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda.

Segundo o BC, entre março e julho deste ano, um dos efeitos econômicos da pandemia de covid-19 foi o aumento de R$ 61 bilhões no entesouramento de moeda, ou seja, notas que deixaram de circular porque a população deixou o dinheiro em casa. 

De acordo com a diretora, não há falta de numerário no mercado, mas o BC entende que o momento é oportuno para o lançamento da nova cédula diante da possibilidade de aumento na demanda. 

“Estamos vivendo neste momento um período de entesouramento, efeito derivado da pandemia. O Banco Central nesse momento não consegue precisar por quanto tempo os efeitos do entesouramento devem perdurar”, disse a diretora. 

Em entrevista coletiva, Carolina também afirmou que a imagem da nota de R$ 200 ainda não está disponível porque está na fase final de testes de impressão. O lançamento está previsto para o final de agosto deste ano.

Segundo o BC, a tiragem em 2020 será de 450 milhões de unidades, equivalentes a R$ 90 bilhões.

Porto de São Francisco do Sul tem crescimento de 13,3% no semestre

A SCPar Porto de São Francisco do Sul mantém o ritmo de crescimento das operações, com aumentos sucessivos na movimentação de cargas. O avanço no acumulado do primeiro semestre de 2020 é de 13,3%, se comparado ao mesmo período do ano passado.

 

Em junho, o percentual de crescimento foi de 15,7%, comparado ao mesmo mês de referência em 2019.

 

Segundo o Diretor-Presidente do Porto, Fabiano Ramalho, “esses números expressam o compromisso e a responsabilidade do Porto de São Francisco do Sul com o crescimento do comércio exterior, sobretudo do agronegócio brasileiro”.

 

Custo da construção nacional cresce 0,84% em julho

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), variou 0,84% em julho deste ano. O percentual é superior ao observado em junho (0,32%). Com o resultado, o INCC-M acumula taxas de inflação de 2,55% no ano e de 3,95% em 12 meses.

O custo com materiais e equipamentos subiu, em julho, 0,92%. O principal aumento de preços foi observado nos materiais para instalação elétrica, que tiveram alta de 1,98%.

Assim como os materiais e equipamentos, a mão de obra também ficou 0,92% mais cara no mês. Já os preços dos serviços subiram 0,09%.

Contas externas têm saldo positivo de US$ 2,2 bilhões em junho

As contas externas registraram saldo positivo em junho, informou hoje (28) o Banco Central (BC). O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 2,235 bilhões. Esse foi o terceiro mês seguido de superávit e, de acordo com dados revisados, é o maior saldo positivo para junho da série histórica do BC, iniciada em 1995.

Em junho de 2019, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 2,659 bilhões. “Essa mudança decorreu, principalmente, da redução de US$ 2,2 bilhões no déficit em serviços e do aumento de US$ 2,2 bilhões no superávit comercial”, disse o BC, em relatório.

No primeiro semestre, as transações correntes tiveram déficit de US$ 9,734 bilhões, recuo de 53,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo chegou a US$ 20,998 bilhões.

Em 12 meses encerrados em junho, o déficit chegou a US$ 38,2 bilhões (2,35% do Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 43,1 bilhões (2,58% do PIB) até o mês anterior.

Balança comercial

Em junho, as exportações de bens totalizaram US$ 17,997 bilhões e as importações, US$ 11,099 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 6,898 bilhões, contra US$ 4,714 bilhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a junho, o superávit comercial chegou a US$ 19,327 bilhões, ante US$ 22,412 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,371 bilhão em junho, ante US$ 3,550 bilhões em igual período de 2019. No primeiro semestre, o saldo negativo chegou a US$ 11,187 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a junho de 2019, de US$ 17,653 bilhões.

“A pandemia de covid-19 permanece afetando a conta de viagens internacionais, na qual se observou diminuição interanual de 93,7% nas despesas líquidas [receitas de estrangeiros no Brasil menos gastos de brasileiros no exterior] para US$ 72 milhões em junho de 2020, em comparação a US$ 1,2 bilhão no mesmo mês do ano anterior. Ainda na comparação interanual, ocorreram recuos de 55,3% e de 84,3% nas receitas e despesas de viagens, respectivamente”, informou o BC.

O banco destacou “reduções de 28,7% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, para US$ 941 milhões, e de 83,4% nas despesas líquidas de transporte, para US$90 milhões”, que também fazem parte da conta de serviços.

Viagens internacionais

Em julho, até o último dia 23, a conta de viagens gerou receitas de US$ 93 milhões e despesas de US$ 181 milhões, resultando no déficit de US$ 88 milhões. A conta de viagens internacionais tem sido afetada pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Rendas

Em junho de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 3,452 bilhões, contra US$ 3,876 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a junho, o saldo negativo ficou em US$ 18,608 bilhões, ante US$ 26,420 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 160 milhões, contra US$ 52 milhões em junho de 2019. Nos seis meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 734 milhões, ante US$ 662 milhões em igual período de 2019.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 4,754 bilhões no mês passado, ante US$ 574 milhões em junho de 2019.

No primeiro semestre, o IDP chegou a US$ 25,349 bilhões, ante US$ 32,233 bilhões nos cinco meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em junho de 2020, o IDP totalizou US$ 71,7 bilhões, correspondendo a 4,41% do PIB, em comparação a US$ 67,5 bilhões (4,05% do PIB) no mês anterior.

Em junho, após quatro meses de saídas líquidas, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 2,380 bilhões, dos quais US$ 1,948 bilhão em títulos de dívida e US$ 432 milhões em ações e fundos de investimento. Nos seis primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 31,252 bilhões, de ingressos líquidos de US$ 9,087 bilhões, em período similar do ano anterior. Nos 12 meses até junho, a saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico somou US$ 47,9 bilhões.

Confiança do comércio sobe 1,7 ponto em julho

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 1,7 ponto de junho para julho deste ano. Essa foi a terceira alta consecutiva do indicador. Com o resultado, a confiança do empresário do comércio brasileiro passou para 86,1 pontos, em uma escala de 0 a 200.

No mês, a confiança subiu em três dos seis principais segmentos do comércio pesquisados pela FGV.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, avançou 6,4 pontos, para 88,4 pontos, e recuperou 83% do que foi perdido desde o início da pandemia de covid-19. O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, caiu 3 pontos, para 84,5 pontos, e está 22,5 pontos abaixo do patamar de fevereiro, antes da pandemia.

“A confiança do comércio mantém a trajetória de recuperação em julho, porém em ritmo menos intenso. Ainda é preciso cautela na interpretação do resultado, considerando que houve recuperação de apenas 65% do que foi perdido no início da pandemia. Para os próximos meses, persiste o cenário de elevada incerteza e de fragilidade no mercado de trabalho, sugerindo dificuldades na recuperação total do setor “, afirma o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.

Mercado financeiro reduz projeção de queda do PIB para 5,77% neste ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,95% para 5,77%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há nove semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC também ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 1,72% para 1,67%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há seis semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

Investimentos no Tesouro Direto superaram resgates em R$ 330 milhões

Foram realizadas 405.828 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto em junho, no valor total de R$ 2,05 bilhões. Durante o mês, os resgates foram de R$ 1,72 bilhão. Dessa forma, houve emissão líquida de R$ 330,14 milhões, informou hoje (27) o Tesouro Nacional.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 67% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação ficou em R$ 5.056,28.

Os títulos mais demandados pelos investidores foram os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic), que totalizaram R$ 1,03 bilhão, representando 50% das vendas. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram, em vendas, R$ 590,97 milhões e corresponderam a 28,8% do total, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 434,61 milhões em vendas, ou 21,2% do total.

Nas recompras (resgates antecipados), também predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 1,03 bilhão (59,9%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 453,66 milhões (26,3%), os prefixados, R$ 237,39 milhões (13,8%).

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 55% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 26,8%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam a 18,2% do total.

Base de Investidores

Em junho de 2020, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, atingiu a marca de 1.298.767 pessoas, aumento de 23.354 investidores no mês. Já o número de investidores cadastrados no programa cresceu em 396.697, ou 5,7% na comparação com maio de 2020, atingindo a marca de 7.412.891 pessoas.

Estoque

Em junho de 2020, o estoque do programa chegou a R$ 61,77 bilhões, aumento de 1% em relação ao mês anterior (R$ 61,17 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 30,11 bilhões, ou 48,7% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 20,42 bilhões (33%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 11,26 bilhões, com 18,2% do total.

Custo do frete para agronegócio está caindo, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou hoje (24) que as políticas públicas implementadas por sua pasta já estão refletindo “fazendo a diferença” para o país, em especial no que se refere à redução de custo dos fretes para o agronegócio.

“Depois de 47 anos, concluímos a pavimentação da BR-163 no Pará. A rodovia liga Sinop (MT) a Miritituba (PA), tendo como grande beneficiado o agro de Mato Grosso. O reflexo no frete foi imediato. Tivemos uma redução de 26% no frete para Miritituba”, disse o ministro, durante cerimônia virtual de assinatura de uma ordem de serviço para construção de uma ponte sobre o Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves, em São Miguel do Araguaia (GO).

“E no ano de 2020, ano em que o agro teve safra recorde, e o produtor foi mais competitivo, tivemos uma redução média do frete em 13%. É sinal de que a política pública no setor já está fazendo diferença”, complementou Freitas.

O ministro destacou também que o governo está “na iminência” de aprovar a prorrogação antecipada dos contratos da estrada de ferro que ligará Vitória, capital do Espírito Santo, ao estado de Minas Gerais, e da Estrada de Ferro do Carajás.

“Isso é importante porque, da Estrada de Ferro Vitória-Minas, vamos assinar, como contrapartida, o contrato de integração da ferrovia de integração do Centro-Oeste. A Vale, para pagar a sua outorga, vai fazer essa ferrovia de integração, e vamos ligar o Vale do Araguaia (MT) a Água Boa (MT) e Mara Rosa (GO)”, disse o ministro.

Dólar fecha em leve queda ao fim de sessão de intensa volatilidade

O dólar fechou a volátil sessão desta sexta-feira em leve queda, depois de subir quase 0,8% mais cedo, com o vaivém nos preços da moeda seguindo um dia instável nos mercados internacionais, em meio a temores sobre as relações entre Estados Unidos e China.

 

O dólar à vista caiu 0,14%, a 5,207 reais na venda. A moeda oscilou entre alta de 0,76%, a 5,2541 reais, e queda de 1,03%, a 5,1609 reais.

 

Na semana, o dólar perdeu 3,26%. Em julho, a cotação recua 4,28%, mas ainda dispara 29,76% em 2020.

Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,15%, a 5,2050 reais, às 17h02.

 
 
Tarifa adicional de US$ 18, cobrada em voos internacionais, pode deixar de existir

O governo federal ainda calcula e estuda como viabilizar o fim do adicional de US$ 18 cobrados na tarifa de embarque internacional a partir do ano que vem, medida aprovada pelo Congresso mas que ainda depende da sanção presidencial.

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, o Ministério da Infraestrutura aguarda com “esperança” a manutenção do artigo, principalmente para tornar os voos internacionais economicamente mais interessantes no pós-pandemia.

O Ministério da Economia está fazendo as contas na tentativa de tornar a extinção do adicional viável. Em anos regulares, a taxa gera uma arrecadação de cerca de R$ 700 milhões ao governo. “Tem impacto, o cobertor é curto”, reconhece Glanzmann ao Estadão/Broadcast.

 

 

O interesse do Ministério da Infraestrutura em acabar com o adicional é antigo. Desde o ano passado, o ministro Tarcísio de Freitas pontua que o governo quer dar um fim a taxa, que encarece o bilhete de voos internacionais. A informação chegou a ser confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro por meio das redes sociais. Como a mudança mexe no orçamento, no entanto, os planos acabaram adiados. Em seguida, a medida foi aprovada pelos parlamentares, mas Bolsonaro pode barrar.

Pandemia

O fim do adicional tornou-se ainda mais prioritário com a chegada da pandemia, que afeta bruscamente o transporte aéreo, principalmente os voos internacionais, avaliou Glanzmann. O governo já espera que esse setor se recupere mais lentamente do que a aviação doméstica (nacional) e, portanto, enxugar o custo do bilhete é visto como uma medida relevante para fomentar a retomada das viagens para o exterior.

Nos voos com destino a países da América Latina, esse adicional de US$ 18 tem ainda mais impacto, chegando a representar até 20% do preço da passagem.

“Esse incentivo dos US$ 18 passa a ser muito mais importante para fomentar a retomada do setor, e ganhar um pouco mais de velocidade nessa retomada. Principalmente para mercados de rotas mais curtas”, disse o secretário.

Nesse sentido, o fim do adicional também seria importante para o Brasil retomar a agenda de atração das empresas aéreas low cost (de baixo custo), apontou Glanzmann. Essas empresas operam com bilhetes mais acessíveis e qualquer corte é importante no custo final.

“Todo mundo é muito a favor do mérito (de acabar com a taxa). O ponto agora é fazer conta, como a gente amortece isso dentro do orçamento”, afirmou Glanzmann. Bolsonaro tem até 5 de agosto para sancionar a proposta, que foi adicionada pela Câmara na medida provisória (925) de socorro ao setor aéreo.

Lindt abre sua primeira loja em Santa Catarina

A Lindt, líder global na categoria de chocolates premium, anuncia sua chegada em Santa Catarina. A partir de setembro, os consumidores de Balneário Camboriú terão acesso a loja do Balneário Shopping - da rede de shopping centers Almeida Junior - e ao repleto e variado portfólio de chocolates Lindt, cuidadosamente elaborados pelos Maître Chocolatiers da marca suíça, desde 1845. A loja conta também com uma área dedicada a cafeteria para os fãs da combinação café e chocolate.
A abertura da 49ª loja da Lindt faz parte do plano de expansão 2020, no Brasil, ano em que a marca completa 175 anos no mundo, 51 anos de presença no país e seis anos desde a inauguração da primeira loja própria. "É com muita alegria que anunciamos a nossa chegada na cidade de Balneário Camboriú, a primeira loja de Santa Catarina. Esta é uma praça muito importante para nossa marca, pois sabemos o quanto os consumidores da região aguardavam por este momento. Nosso plano de expansão segue até o final de 2020, quando completaremos 51 unidades abertas em todo o país", comenta Walter Angst, CEO da Lindt no Brasil.
Os produtos da marca podem ser encontrados também no e-commerce e nas lojas Lindt localizadas nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Barueri, Campinas, Santos, Piracicaba, Jundiaí, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Brasília, Goiânia, Porto Alegre, além dos principais supermercados e empórios do país.

Sobre a Lindt & Sprüngli Fundada há 175 anos, em Zurique, a Lindt & Sprüngli é líder mundial no setor de chocolates premium e, atualmente, possui doze unidades de produção na Europa e nos EUA e mais de 14 mil funcionários. Os produtos da marca são distribuídos por 26 subsidiárias pelo mundo, além de uma rede global de cerca de 100 distribuidores independentes. Em 2019, a empresa faturou 4 bilhões de Francos suíços (cerca de 25 bilhões de reais). No Brasil, a Lindt & Sprüngli é distribuída desde 1969 nos melhores supermercados e empórios e, desde 2014, possui operação própria no pais. Atualmente a filial brasileira emprega mais de 400 funcionários e em 2020 irá inaugurar sua 51ª loja própria.

Dólar cai para R$ 5,11 e fecha no menor nível em cinco semanas

Num dia de otimismo no mercado externo, a moeda norte-americana caiu para o menor nível em cinco semanas. O dólar comercial fechou esta quarta-feira (22) vendido a R$ 5,114, com forte recuo de R$ 0,097 (-1,87%). A divisa está no valor mais baixo desde 12 de junho, quando tinha fechado em R$ 5,045.

O euro comercial encerrou o dia em baixa, sendo vendido a R$ 5,909, com queda de 0,91%. A libra esterlina comercial caiu 0,94% e fechou em R$ 6,522.

Nos últimos meses, os investidores compraram dólares para montarem posições contra o real e protegerem aplicações em outros mercados (como bolsa e renda fixa). Com a melhora do ambiente global e sinais de fragilidade do dólar no mundo, essa aposta estaria sendo desfeito, possibilitando o ajuste mais forte na cotação.

O recuo da moeda norte-americana estendeu-se depois da queda expressiva de ontem (21). Nem o acirramento das tensões entre os Estados Unidos e a China, com a ordem do governo norte-americano para que o país asiático feche o consulado em Houston, interferiu na cotação.

Além de avanços com pesquisas nas vacinas contra o novo coronavírus, o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) está irrigando o sistema financeiro internacional com dólares, aliviando a pressão sobre o câmbio em países emergentes, como o Brasil.

Bolsa

O otimismo no mercado cambial não se repetiu na bolsa. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou esta quarta-feira aos 104.290 pontos, com leve queda de 0,02%. O indicador oscilou bastante durante o dia, alternando altas e baixas, até fechar próximo da estabilidade.

* Com informações da Reuters

Caixa espera liberar R$ 5 bi em antecipação de saque-aniversário

A Caixa Econômica Federal espera liberar R$ 5 bilhões em crédito de antecipação do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde o último dia 26, todos os bancos estão autorizados a operar essa nova linha de crédito, que tem como garantia essa modalidade de saque do FGTS. A Caixa foi o primeiro banco a anunciar o lançamento da linha.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em pronunciamento transmitido por redes sociais, 6,1 milhões de pessoas aderiram o saque-aniversário, número que corresponde a 10% dos trabalhadores com FGTS.

Entre esses que aderiram à modalidade de saque, 3,9 milhões são clientes da Caixa (63%). Segundo Guimarães, a expectativa do banco é que mais de 1 milhão de clientes solicitem o crédito.

A taxa de juros será de 0,99% ao mês. “É muito inferior às taxas de CDC [crédito direto ao consumidor] normais e à grande maioria de taxas de crédito consignado”, afirmou Guimarães.

O primeiro passo para ter acesso ao crédito é acessar o aplicativo ou site do FGTS. Depois, se a opção tiver sido for pegar o empréstimo pela Caixa, será preciso entrar no internet banking. Poderá ser feita a antecipação de até três saques. Dessa forma, além do valor que receberiam em 2020, os clientes que optarem pelo crédito poderão receber o valor do benefício correspondente ao dos próximos dois anos.

Para contratação pela Caixa, o trabalhador deve indicar o banco como instituição financeira para recebimento do crédito do FGTS quando aderir ao saque-aniversário ou a qualquer momento. De acordo com o banco, a liberação da linha de crédito de antecipação do saque-aniversário poderá ser realizada de 100% digital, com avaliação de risco simplificada e sem consulta aos órgãos de proteção de crédito.

A liquidação da operação de empréstimo será feita de uma só vez pelo agente operador, diretamente na conta FGTS do trabalhador no dia do pagamento do saque-aniversário.

Aplicativo

Segundo o presidente da Caixa, a liberação do crédito começa na próxima segunda-feira (27), mas já é possível manifestar a intenção de contratação de operação de crédito e indicar a instituição financeira de interesse.

No aplicativo ou no site do FGTS, o trabalhador poderá realizar os seguintes serviços: autorização de consulta ao valor do saque-aniversário disponível para alienação/cessão fiduciária; autorização para a instituição financeira consultar e solicitar bloqueio de parte do saldo da conta FGTS; acompanhar a evolução da operação de alienação ou cessão fiduciária contratada com a instituição financeira.

A autorização apresentada pelo trabalhador para consulta de saldo e solicitação de bloqueio terá vigência de acordo com sua opção de contratação.

Saque-aniversário

O saque-aniversário permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do FGTS a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa.

O dinheiro poderá ser retirado até dois meses depois do mês de aniversário. O valor a ser liberado varia conforme o saldo de cada conta em nome do trabalhador. Além de um percentual, ele receberá um adicional fixo, conforme o total na conta. O valor a ser sacado varia de 50% do saldo sem parcela adicional, para contas de até R$ 500, a 5% do saldo e adicional de R$ 2,9 mil para contas com mais de R$ 20 mil.

Ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

O ministério lembra que uma das regras da nova operação aprovada pelo Conselho Curador do FGTS determina que o titular da conta vinculada que tiver optado pelo saque-aniversário pode solicitar o retorno à sistemática de saque-rescisão somente após encerrados todos os contratos de cessão e alienação fiduciária que eventualmente tiver contratado. Além disso, caso o trabalhador esteja com a modalidade de saque-aniversário vigente, mas tenha solicitado a alteração para a de saque-rescisão, o retorno a essa modalidade deverá ser cancelado pelo trabalhador previamente à contratação da operação de crédito.

Caixa divulga orientação para desbloqueio de contas

A partir de hoje (23), os usuários do Caixa Tem, usado no recebimento do auxílio emergencial, que tiveram contas bloqueadas preventivamente por inconsistência cadastral poderão realizar o envio de documentos por meio do aplicativo para realizar o desbloqueio em até 24 horas. O Caixa Tem apresentará as orientações necessárias que o beneficiário deverá seguir no próprio aplicativo.

No caso de contas bloqueadas por indícios de fraudes, os usuários serão informados por meio do aplicativo Caixa Tem para que se dirijam a uma agência de acordo com calendário escalonado por mês de aniversário. Segundo o banco, o objetivo é evitar filas nas agências e aglomerações.

 

Combate a fraudes

O banco disse ainda atua de forma conjunta com os órgãos de segurança pública para mitigar riscos de fraudes e garantir nível adequado de segurança no pagamento do auxílio emergencial e demais benefícios sociais.

A Caixa reforça que o aplicativo tem” múltiplos mecanismos integrados de segurança, mantendo-se inviolável e seguro”. “Recomenda-se aos usuários utilizar apenas os aplicativos oficiais da Caixa e jamais compartilhar informações pessoais”, diz o banco.

 
Receita abre consulta ao terceiro lote do IR 2020 na sexta-feira

Receita abre na próxima sexta-feira, 24, às 9 horas, a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2020. 

Para saber se a declaração foi liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na Internet (receita.fazenda.gov.br). 

Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

Crédito 

Neste terceiro lote 3.985.007 contribuintes foram contemplados. O crédito será liberado no dia 31 de julho, totalizando 5,7 bilhões de reais. A restituição ficará  disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Calendário

Este ano, a Receita reduziu o número de lotes de pagamento, passando de sete para cinco. Os dois primeiros já foram pagos. Veja o calendário abaixo:

Veja o cronograma da restituição

Lote             Data
1º lote            29/05
2º lote            30/06
3º lote            31/07
4º lote            28/08
5º lote            30/09
Dólar recua após EUA anunciar aquisição de 100 mi de doses de vacina

O dólar segue em trajetória de queda contra o real, nesta quarta-feira, 22, com os investidores esperançosos de que a pandemia pode estar com os dias contados. Isso porque, nesta manhã, os Estados Unidos anunciaram a aquisição de 100 milhões de doses da vacina que vem sendo desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNtech.

A quantia deve ser suficiente para atender cerca de um terço da população americana, mas a vacina, que está na terceira e última fase de testes, ainda precisa ser aprovada pela agência reguladora FDA.

Às 12h30, o dólar comercial recuava 2% e era vendido por 5,109 reais. Com variação semelhante, o dólar turismo era cotado a 5,38 reais.

Apesar da medida aumentar as esperanças sobre o fim da pandemia, a escalada de tensões sino-americanas mantém os investidores cautelosos, após os Estados Unidos ordenarem o fechamento do consulado chinês no Texas. A atitude, segundo o governo americano, foi necessária para proteger a propriedade intelectual.

O estopim para a medida ocorreu após bombeiros de Huston constarem queimadas dentro do consulado chinês. Em vídeo que circula na internet é possível identificar pessoas queimando materiais em barris com fogo.

Na véspera, Washington havia acusado China de roubar dados sobre a vacina contra o coronavírus que vem sendo desenvolvida no país. A corrida pela vacina tem sido encarada com forte simbolismo pelas duas nações, que brigam pela soberania mundial.

“As tensões entre Estados Unidos e China ganharam mais um degrau. Mas tem pouco desse risco sendo precificado no mercado, praticamente nada. É um ponto que o mercado acaba deixando de lado porque está olhando muito mais para as questões da vacina e estímulos”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

No exterior, o dólar tem mais um dia de perdas contras as principais moedas do mundo. O índice Dxy que mede o desempenho do dólar contra algumas das divisas mais negociadas, recua puxado pela valorização do euro, que segue para o seu quarto dia consecutivo de valorização, impulsionado pela aprovação do pacote de 750 bilhões de euros para a recuperação da Europa. Contra divisas emergentes, o dólar opera misto, se desvalorizando contra o peso mexicano e o real, mas ganhando força frente ao rublo russo e a lira turca.

Pedidos de falência caem 2,8% no primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, 601 empresas de todo o Brasil optaram pelo processo de recuperação judicial para evitar fechar as portas. Segundo a Serasa Experian, que levanta os dados com base no que é documentado em órgãos do Poder Judiciário e Diários Oficiais, o percentual é 2,8% inferior ao registrada no primeiro semestre de 2019. Em relação ao mês passado, houve aumento de 38,3%.

Neste ano, micro e pequenas empresas (PMEs) concentraram 377 (62%) dos pedidos formalizados para impedir a falência. Já as médias responderam por 148 (24%) requerimentos e as grandes companhias, por 64.

Quanto aos segmentos, o de serviços foi aquele em que se verificou piora nos índices. Foram oficializados 310 pedidos, contra 252 do ano passado. Nos setores primário, de indústria e de comércio, as variações foram de queda, mudando, respectivamente, de 127 para 108, de 176 para 135 e de 63 para 48. 

Setores

O balanço da Serasa Experian indica que o volume de pedidos de declaração de falência teve redução de 32,9%, na comparação anual, de junho de 2019 com junho de 2020. A soma caiu de 678 para 455, de 2019 para 2020. De maio para junho, o número passou de 80 para 60, uma diferença de 25%.

O setor que mais recorreu à medida foi o de prestação de serviços, que passou de 291 para 224 pedidos. Entre empreendimentos industriais, 132 pediram falência no primeiro semestre deste ano, ante 213 em 2019. No comércio e no setor primário, os resultados passaram de 163 casos para 98 e de 11 para 1. 

Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, o índice mensal evidencia o efeito da pandemia de covid-19 sobre as pequenas e médias empresas, que, via de regra, têm mais limitações quanto aos recursos financeiros. Rabi acrescenta que a instabilidade econômica no país ainda não terminou e que isso também pode refletir no volume de pedidos de recuperação judicial na segunda metade do ano.

Dólar recua na esperança de estímulo europeu e expectativa por vacinas

O dólar cai contra o real, nesta segunda-feira, 20, acompanhando a desvalorização global da moeda americana. No radar dos investidores seguem as negociações na União Europeia para a aprovação do fundo de estímulo para a recuperação econômica da Europa e os resultados de testes preliminares da potencial vacina contra a Covid-19 que vem sendo desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Às 15h40, o dólar comercial caía 0,8% e era vendido por 5,337 reais. Com variação semelhante, o dólar turismo era cotado a 5,62 reais.

“O mercado espera que uma vacina possibilite uma retomada econômica mais rápida, reduzindo o risco de reaberturas”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

De acordo com a publicação, a potencial vacina é segura e apresenta resposta imunológica. Embora os efeitos colaterais vão desde febres a dores cabeça, eles podem ser atenuados com doses de parecetalmol. A potencial vacina já está na terceira – e última – fase de testes. Há a expectativa de que até setembro, comecem a vacina já esteja pronta para ser produzida em massa. Outra vacina experimental que tem mostrado sucesso em testes é a desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech. Nesta segunda, foram divulgados dados adicionais que mostram que ela também é segura e apresenta imunidade contra a Covid-19.

Mas antes mesmo dos resultados da Pfizer e AstraZeneca animarem os investidores, o dólar já vinha em queda, com o mercado repercutindo os debates sobre o estímulo europeu. A princípio, o valor do fundo de recuperação seria de 750 bilhões de euros, mas deve ficar em 390 bilhões de euros, segundo o que fontes contaram à agência Bloomberg.

“E expectativa era de que o pacote fosse maior que 390 bilhões de euros. Apesar disso, o mercado não recebeu a informação de forma ruim. Pelo contrário”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

Na Europa, o euro se valoriza frente ao dólar, puxando para baixo o índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra divisas algumas das divisas mais negociadas do mundo.

Contra as principais moedas emergentes, o dólar tem um dia misto, ganhando força contra a lira turca e o peso mexicano, mas perdendo em relação ao rublo russo e a rúpia indiana.

Ibovespa sobe e supera 104 mil com otimismo sobre potenciais vacinas

A bolsa brasileira inciou a semana em alta, com os investidores repercutindo os resultados da potencial vacina contra o coronavírus que vem sendo desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Nesta segunda-feira, detalhes da primeira e segunda fase de testes em seres humanos foram publicados na revista científica The Lancet. Às 15h41, o Ibovespa, principal índice de ações, subia 1,26% para 104.181 pontos.

“O mercado espera que uma vacina possibilite uma retomada econômica mais rápida, reduzindo o risco de reaberturas”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

De acordo com a publicação, a potencial vacina é segura e apresenta resposta imunológica. Embora os efeitos colaterais vão desde febres a dores cabeça, eles podem ser atenuados com doses de parecetalmol. A potencial vacina já está na terceira – e última – fase de testes. Há a expectativa de que até setembro, comecem a vacina já esteja pronta para ser produzida em massa. Outra vacina experimental que tem mostrado sucesso em testes é a desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech. Nesta segunda, foram divulgados dados adicionais que mostram que ela também é segura e apresenta imunidade contra a Covid-19.

Outro fator que anima os investidores é a possível aprovação  do fundo para a recuperação econômica da Europa, que vem sendo discutido por líderes da União Europeia. A princípio, seria de 750 bilhões de euros, mas deve ficar em 390 bilhões de euros, segundo o que fontes contaram à agência Bloomberg.

“E expectativa era de que o pacote fosse maior que 390 bilhões de euros. Apesar disso, o mercado não recebeu a informação de forma ruim. Pelo contrário”, afirmou Lima.

Por outro lado, o ritmo de contágio do coronavírus no mundo segue minando a expectativa de uma recuperação mais forte da economia mundial no segundo semestre. Na véspera, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou o maior número de novos casos globais, com 260.000 infectados em 24h, mostrando que mesmo quatro meses após o início da pandemia, o ritmo de contágio segue mais alto do que nunca.

Além dos Estados Unidos, que possui o maior número de infectados do mundo, casos no Brasil, Índia e África do Sul foram os maiores responsáveis pelo novo recorde de infectados.

No cenário corporativo, a proposta da Tim, Vivo e Claro por ativos da Oi Móvel impulsionam as ações do setor. Na liderança do Ibovespa, figuram as ações da Tim e da Telefônica Brasil (controladora da Vivo), com respectivas altas de 7,39% e 7,19%. Fora do índice, os papéis da Oi abriram com forte valorização, de 16,5%, mas arrefeceram os ganhos, subindo 6,6%.

“A venda da parte móvel vai ajudar muito no processo de desalavancagem da Oi, que já era bastante esperado pelo mercado”, comentou Henrique Esteter, analista de renda variável da Guide Investimentos.

EXAME

IGP-M acumula taxa de inflação de 9,05% em 12 meses, diz FGV

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 2,02% na segunda prévia de julho deste ano, taxa superior ao 1,48% da segunda prévia de junho. Com o resultado, divulgado hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de inflação de 9,05% em 12 meses.

A alta da taxa na segunda prévia de julho foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 2,20% na prévia de junho para 2,72% na prévia de julho.

O Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,25% para 0,64% no período. Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de uma deflação (queda de preços) de 0,14% na prévia de junho para uma inflação de 0,49% na prévia de julho.

Nova linha de crédito para empresas depende de regulamentação do CMN

O governo criou o programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE). É para auxiliar empresários a enfrentar o cenário de dificuldades econômicas decorrentes da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a medida provisória que instituiu a nova ferramenta, as linhas de créditos poderão ser contratadas até o dia 31 de dezembro deste ano. Entretanto, para os bancos começarem a oferecer o crédito ainda é preciso haver regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

As empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões terão mais uma linha de crédito para ajudar a enfrentar as dificuldades geradas pela pandemia. A Medida Provisória nº 992/2020 foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União de ontem (16).

Potencial de concessão

Segundo o Banco Central (BC), a estimativa é que o novo programa tenha potencial para aumentar a concessão de crédito para microempresas e empresas de pequeno e médio porte em R$ 120 bilhões, “sendo os riscos e recursos integralmente suportados pelas instituições financeiras”.

O BC destacou que o novo programa “complementa e auxilia as medidas anteriores de combate aos efeitos econômicos do covid-19, gerando novos estímulos de acesso ao crédito às empresas com faturamento até R$ 300 milhões, as chamadas microempresas e a empresas de pequeno e de médio porte.”

“A despeito da edição de diversas medidas para combater os efeitos da covid-19 na economia real, o canal de crédito começou a perder força recentemente, afetando principalmente microempresas e empresas de pequeno e médio porte”, acrescentou o BC.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, os bancos e instituições que concederem empréstimos por essa nova linha de crédito poderão utilizar parte das suas perdas para ter benefício fiscal no pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

A secretaria acrescentou que essas regras também serão aplicadas às linhas de crédito emergenciais já existentes - Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) e Fundo Garantidor de Investimentos (FGI). 

“A operação será simplificada e não exigirá contrapartidas específicas, o que deverá atender a inúmeras empresas que não se qualificavam para as linhas de crédito anteriores”, acrescentou a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Garantia compartilhada

Outra medida prevista na MP é a possibilidade de oferecer um mesmo bem para garantir mais de uma operação de crédito (alienação fiduciária com compartilhamento do bem). Com isso, explicou a Secretaria-Geral, respeitado o valor total do bem, um mesmo imóvel, por exemplo, poderá servir como garantia para mais de uma operação de crédito perante um mesmo credor, o que deverá diminuir os juros para o tomador do empréstimo.

“Com a redução gradual da razão entre o saldo devedor e o valor da garantia nas operações de crédito garantidas pelo imóvel, à medida em que as prestações são pagas, abre-se espaço para que novas operações de crédito sejam contratadas com base na mesma garantia da operação em curso, de acordo com a necessidade e o interesse do tomador de crédito”, explicou o BC.

Acrescentou que esse compartilhamento do bem como garantia deve gerar prazos mais longos e juros menores para os clientes. “A vantagem do compartilhamento da alienação fiduciária por mais de uma operação de crédito é que, devido à qualidade desta modalidade de garantia, as novas operações tendem a ser contratadas em prazos e juros mais favoráveis ao tomador, se comparadas a outras modalidades de crédito sem garantia”, destacou o BC.

Venda de título ao BC

A MP ainda dispensa a exigência da apresentação de documentação comprobatória de regularidade perante do Poder Público por parte dos interessados em realizar operações de venda de título privado ao Banco Central na forma prevista no artigo 7º, inciso II, da Emenda Constitucional nº 106, de 7 de maio de 2020. 

“A medida visa a dar efetividade e agilidade à realização das operações, voltadas ao pronto enfrentamento da calamidade pública nacional [pandemia], e de seus impactos no sistema econômico, em benefício do setor produtivo real, do emprego e da renda do trabalhador. Tendo em conta a urgência na adoção de ações que minimizem os efeitos econômicos da pandemia, outras medidas previram a mesma dispensa da verificação de tal regularidade, a exemplo da Medida Provisória 958, de 24 de abril de 2020 [flexibilizou regras para renovação ou contratação de crédito em bancos públicos]”, diz o BC.

BB e Caixa oferecerão crédito com garantia do saque-aniversário

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal vão oferecer o crédito com garantia do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde o último dia 26, todos os bancos estão autorizados a operar essa nova linha de crédito.

Segundo o diretor do Departamento de Gestão de Fundos do Ministério da Economia, Gustavo Tillmann, há cinco instituições financeiras aptas a oferecer o empréstimo. Tillmann afirmou que a garantia do saque-aniversário ajudará a tornar o custo do crédito mais barato para trabalhadores da iniciativa privada.

Ele citou que os servidores públicos têm atualmente acesso ao crédito consignado com taxas mais baixas, o que não acontece com os trabalhadores da iniciativa privada. “As operações de crédito consignado em maio para setor público chegaram a R$ 230 bilhões, enquanto para a iniciativa privada, eram de R$ 23,8 bilhões. Isso se deve muito pela falta de garantia nessas operações [para empregados de empresas privadas]. O saque-aniversário preenche essa lacuna, popularizando o acesso ao crédito”, disse hoje (15), ao participar de entrevista coletiva virtual sobre o boletim Macrofiscal.

O vice-presidente de Varejo da Caixa, Celso Leonardo Derziê de Jesus Barbosa, disse que o crédito será “inovador”. Ele afirmou que inicialmente o empréstimo será oferecido nas agências, mas será criada uma ferramenta digital para facilitar a contratação. “Nossa expectativa é de grande contratação”, disse.

O vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, João Pinto Rabelo Júnior, afirmou que em breve o empréstimo estará disponível para os clientes. “O cliente vai poder procurar as agências, central de relacionamento e mobile [pelo celular ou internet]. O banco vai fazer o bloqueio da garantia junto à Caixa e a liberação do recursos, tudo isso no prazo máximo de uma hora. É uma garantia bem forte que vai garantir uma redução importante da taxa de juros”, disse Rabelo Júnior.

Segundo o Ministério da Economia, pelo aplicativo do FGTS os trabalhadores já podem manifestar a intenção de contratação de operação de crédito e indicar a instituição financeira de interesse.

De acordo com a Caixa, mais de 5,3 milhões de trabalhadores já optaram pela sistemática saque-aniversário do FGTS, o que corresponde a cerca de R$ 6,7 bilhões de recursos que serão liberados, por ano.

Dólar passa por cima de otimismo com vacina e fecha em alta

O dólar fechou em alta, nesta quarta-feira, 15, com a escalada de tensões entre a China e os Estados Unidos, após o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciar restrições de vistos a funcionários de companhias chinesas de tecnologia, incluindo a Huawei.

Em mais um dia de altíssima volatilidade no câmbio, o dólar comercial subiu 0,7% e encerrou sendo vendido por 5,384 reais — a máxima da sessão. O dólar turismo, com menor liquidez, avançou 0,9%, cotado a 5,68 reais.

“Esse novo capítulo da briga entre a China e os Estados Unidos trouxe mais cautela para os negócios”, disse Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti. Segundo Ruik, a recente declaração do presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, também injetou algum pessimismo no mercado.

Em entrevista ao The Wall Street Journal, ele disse que o ressurgimento de novos casos de coronavírus no país aumenta as incertezas sobre a recuperação da economia americana.

Apesar do clima negativo, o pregão iniciou com os investidores otimistas com o resultado da potencial vacina contra a covid-19 da farmacêutica americana Moderna apresentados na revista científica The New England. De acordo com a publicação, todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes apresentaram imunidade contra o vírus.

“Os resultados criaram expectativa de uma retomada mais rápida da atividade econômica e maior crescimento do PIB mundial”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da EXAME Research.

 

Lima também ressalta que há grande expectativa sobre os resultados dos testes da potencial vacina desenvolvida pela britânica AstraZaneca em parceria com a Universidade de Oxford. Embora já estejam na terceira fase de testes, os detalhes da primeira fase ainda não foram revelados. Segundo a Reuters, eles devem ser publicados nesta quinta-feira, 16.

“A notícia de que amanhã sairá detalhes da evolução da vacina da AstraZeneca também deu mais uma puxada no mercado. Tem muita coisa nova nessa frente”, disse Lima.

No exterior, o dólar teve desempenho misto ante as moedas emergentes, valorizando em relação ao rublo russo, mas perdendo força frente ao peso mexicano, a rúpia indiana e a lira turca.

Ibovespa atinge pico desde início da pandemia com expectativa de vacina

A bolsa brasileira encerrou em alta, nesta quarta-feira, 15, com o otimismo sobre os resultados da potencial vacina contra a covid-19 da farmacêutica americana Moderna apresentados na revista científica The New England. De acordo com a publicação, todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes apresentaram imunidade contra o vírus.

O bom humor dos investidores com a possível vacina elevou o principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, à maior pontuação desde o início da pandemia, declarada pela OMS em 11 de março, subindo 1,34% e encerrando em 101.790,54 pontos.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou 0,91% e encerrou próximo do patamar em que iniciou o ano.

A Moderna foi a primeira a fazer testes em seres humanos e já está com a segunda fase, com 600 voluntários, em andamento. A terceira fase deve ser iniciada em 27 de julho, com 30.000 pessoas.

“Os resultados criaram expectativa de uma retomada mais rápida da atividade econômica e um maior crescimento do PIB mundial”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da EXAME Research.

Lima também ressalta que há grande expectativa sobre os resultados dos testes da potencial vacina desenvolvida pela britânica AstraZaneca em parceria com a Universidade de Oxford. Embora já estejam na terceira fase de testes, os detalhes da primeira fase ainda não foram revelados. Segundo a Reuters, eles devem ser publicados nesta quinta-feira, 16.

“A notícia de que amanhã sairá detalhes da evolução da vacina da AstraZeneca também deu mais uma puxada no mercado. Tem muita coisa nova nessa frente”, disse Lima.

Apesar do clima positivo, a escalada de tensões entre a China e os Estados Unidos chegou a arrefecer a alta ao longo do dia, após o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciar restrições de vistos a funcionários de companhias chinesas de tecnologia, incluindo a Huawei.

Na bolsa, as ações do setor aéreo, um dos mais atingidos pelas medidas de isolamento impostas pela pandemia, apresentaram forte valorização, com Azul e Gol encerrando em alta de 7% e 4,4%, respectivamente. Na ponta do índice ficaram os papéis da Embraer, que subiram 9,9%, após a empresa anunciar a encomenda da Helvetic Airways por quatro jatos E2.

As ações da Sabesp também dispararam nesta quarta e encerraram com apreciação de 8,3%. Os papéis da companhia vinham com baixo desempenho desde que o Senado aprovou o novo marco do saneamento básico. Hoje, subiram na esteira da sanção do projeto pelo presidente Jair Bolsonaro. As ações da Copasa subiram 5% e as da Sanepar, 5,4%.

“A sanção do novo marco do saneamento foi bem recebida, uma vez que incentiva maior competição e abre espaço para a iniciativa privada, o que pode ser um propulsor de investimentos para o setor.  Entre as empresas do setor, a Sabesp tem um caminho mais simples, embora ainda incerto, até evoluir rumo à privatização”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Trabalhadores portuários recebem medicamento Ivermectina

A prefeitura de Itajaí iniciou nesta semana a distribuição do medicamento Ivermectina para todos os moradores da cidade como alternativa de prevenção ao Covid-19.

 

Para desafogar as filas no Centro de Eventos do munícipio, facilitando o acesso e também evitando aglomerações, foi realizada a distribuição do medicamento Ivermectina aos trabalhadores portuários no Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto de Itajaí (OGMO), localizado em frente ao portão (gate) 01 do Porto de Itajaí.

 

O medicamento Ivermectina foi disponibilizado a todos os trabalhadores do Porto de Itajaí que tivessem interesse no medicamento. A ação aconteceu durante todo o dia, nesta quinta (09) e sexta (10). Os colaboradores recebiam um formulário para que fosse preenchido com seus dados, junto havia também um termo de consentimento para assinar, após isso todos passavam por uma consulta médica para orientação de como consumir o medicamento e só depois desse processo o trabalhador recebia o remédio:

 

“A procura está sendo bem grande, as pessoas estão bem gratas por estarem recebendo essa atenção”, conta Rômulo Fernandes, representante da Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí.

 

A distribuição foi consequência da disposição conjunta da Prefeitura de Itajaí, Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) e do Sindicato dos Conferentes:

 

“Esta ação facilitou muito a nossa operação, e demonstra sim o respeito que a municipalidade tem por essa importante atividade que representa muito para o nosso município” ressaltou o Superintendente do Porto de Itajaí, Engº Marcelo Werner Salles.

 

Márcio Aurélio Guapiano, presidente do Sindicato dos Conferentes e vice-presidente da Intersindical Portuária, fala sobre a expectativa dos trabalhadores no recebimento do Ivermectina como uma das formas de prevenir o Covid-19:

“Os portuários estavam ansiosos por este medicamento, houve uma grande adesão de todos e muitos agradeceram por esta preocupação com eles”, conclui Guapiano.

Inflação oficial sobe para 0,26% em junho

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,26% em junho.

Ela é maior que as registradas em maio deste ano (-0,38%) e em junho de 2019 (0,01%).

Com o resultado de junho, o IPCA acumula inflação de 0,10% no ano e de 2,13% em 12 meses.

Os dados foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação em junho veio depois de duas quedas de preços consecutivas: em maio (-0,38%) e em abril (-0,31%).

Alimentos e bebidas puxam inflação

Os principais responsáveis pela inflação em junho foram os alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 0,38%, em razão da inflação de produtos como as carnes (1,19%), leite longa vida (2,33%), arroz (2,74%), feijão-carioca (4,96%) e queijo (2,48%). A refeição fora de casa também teve alta de preços (0,22%).

Os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de junho, ao registrarem inflação de 0,31%, devido a altas de preços de itens como gasolina (3,24%), etanol (5,74%), gás veicular (1,01%) e óleo diesel (0,04%).

Outros grupos de despesas com inflação em junho foram habitação (0,04%), artigos de residência (1,30%), saúde e cuidados pessoais (0,35%), educação (0,05%) e comunicação (0,75%). Ao mesmo tempo, dois grupos de despesas tiveram queda de preços (deflação): vestuário (-0,46%) e despesas pessoais (-0,05%).

 

Publicado em 10/07/2020 - 09:21 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

 
 
INPC fica em 0,30% em junho, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou inflação de 0,30% em junho deste ano. A taxa veio depois de uma deflação (queda de preços) de 0,25% em maio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumula taxas de inflação de 0,36% no ano e de 2,35% em 12 meses.

Portanto, o INPC ficou acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,26% em junho e que acumula taxas de 0,10% no ano e 2,13% em 12 meses.

Em junho, segundo o INPC, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,37%, enquanto os não alimentícios registraram inflação de 0,28%.

 

Publicado em 10/07/2020 - 10:22 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

 
 
Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia

Terminar o mês escolhendo quais boletos pagar. Essa virou a rotina de milhões de brasileiros que passaram a ganhar menos ou perderam a fonte de renda por causa da pandemia do novo coronavírus. Para reduzir o prejuízo, o governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos esse período. Tributos e obrigações, como o recolhimento das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ficarão para depois.

Em alguns casos, também é possível renegociar. Graças a resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), os principais bancos estão negociando a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural.

Além do governo federal, diversos estados estão tomando ações para adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes. No entanto, consumidores de baixa renda estão isentos de contas de luz por 150 dias em todo o país. Em alguns casos, a Justiça tentou agir. No início de abril, liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo proibiram o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso, mas a decisão foi revertida dias depois.

Alguns acordos já expiraram, como o acerto entre Agência Nacional de Saúde (ANS) e algumas operadoras para que os planos não interrompessem o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho. Outras medidas foram renovadas, como a proibição de cortes de luz, prorrogada até o fim de julho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Pagamentos adiados

Os adiamentos não valem apenas para os consumidores. O Congresso aprovou uma lei que suspende o pagamento da dívida dos estados com a União de março a dezembro e autoriza os governos locais a renegociarem débitos com bancos públicos e organismos internacionais.

Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:

Empresas

•        Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas.

•        Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho.

•        Parcelamento, em até 12 vezes, de multas administrativas aplicadas a fornecedores do governo federal.

Micro e pequenas empresas

•        Adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro.

•        Adiamento, por três meses, da parte estadual e municipal do Simples Nacional. Os pagamentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, pertencente aos estados) do Imposto sobre Serviços (ISS, dos municípios) de abril, maio e junho passaram para julho, agosto e setembro.

•        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.

Microempreendedores individuais (MEI)

•        Adiamento das parcelas por seis meses. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. A medida vale tanto para a parte federal como para parte estadual e municipal (ICMS e ISS) do programa.

•        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.

Pessoas físicas

•       O cronograma de restituições do Imposto de Renda, de maio a setembro, está mantido. Prazo da declaração, que acabaria em 30 de abril, foi adiado por dois meses e acabou no fim de junho.

Empresas e pessoas físicas

•        Suspensão, por 180 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos. Imposto deixará de ser cobrado de abril a outubro, injetando R$ 14 bilhões na economia. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 90 dias.

•        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela Receita Federal. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.

•        Prorrogação das parcelas de renegociações com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que venceriam em maio, junho e julho. Vencimento foi estendido para agosto, outubro e dezembro, respectivamente.

Empresas e empregadores domésticos

•        Suspensão das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por três meses, inclusive para empregadores domésticos. Valores de abril a junho serão pagos de julho a dezembro, em seis parcelas, sem multas ou encargos.

Compra de materiais médicos

•        Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar

•        Desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens necessários ao combate ao Covid-19

Contas de luz

•        Proibição de cortes de energia de consumidores inadimplentes até 31 de julho. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

•       Consumidores de baixa renda, que gastam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês, estarão isentos de pagarem a conta de energia até o fim de agosto. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 60 dias. O valor que as distribuidoras deixarão de receber será coberto com R$ 1,5 bilhão de subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Contas de telefone

•        Apesar de liminar da Justiça Federal em São Paulo ter proibido o corte de serviço de clientes com contas em atraso, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recorreu e conseguiu reverter a decisão. Os clientes de telefonia continuarão a ter a linha cortada caso deixem de pagar as contas. Segundo o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Mairan Maia, as operadoras precisam de recursos para manterem a infraestrutura e financiarem a crescente demanda por serviços de telecomunicação durante a pandemia”, afirmou, no texto.

Dívidas em bancos

•        Autorizados por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os cinco principais bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander – abriram renegociações para prorrogarem vencimentos de dívidas por até 60 dias.

•        Renegociação não vale para cheque especial e cartão de crédito.

•        Clientes precisam estar atentos para juros e multas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso verificar se o banco está propondo uma pausa no contrato, sem cobrança de juros durante a suspensão, ter cuidado com o acúmulo de parcelas vencidas e a vencer e perguntar se haverá impacto na pontuação de crédito do cliente.

Financiamentos imobiliários da Caixa

•        Caixa Econômica Federal ampliou, de 90 para 120 dias, a pausa nos contratos de financiamento habitacional para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Quem tinha pedido três meses de prorrogação terá a medida ampliada automaticamente para quatro meses.

•        Clientes que usam o FGTS para pagar parte das parcelas do financiamento poderão pedir a suspensão do pagamento da parte da prestação não coberta pelo fundo por 120 dias.

•        Clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso podem pedir a redução do valor da parcela por 120 dias.

•        Carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.

Fies

•        Congresso aprovou suspensão de pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até o fim do ano. Primeira versão da lei sobre o tema, sancionada em maio, isentava os financiamentos apenas durante a pandemia.

Produtores rurais

•        CMN autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados por secas e pela pandemia de coronavírus. Bancos podem adiar, para 15 de agosto, o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas desde 1º de janeiro ou a vencer.

Inscritos na Dívida Ativa da União

•        Devedores impactados pela pandemia podem pedir parcelamento especial de dívidas com a União. Adesão vai até 31 de dezembro.

•        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela PGFN. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.

Estados devedores da União

•        Congresso aprovou suspensão dos débitos dos estados com o governo federal e com bancos públicos de março a dezembro. A medida injetará R$ 35 bilhões nos cofres estaduais para enfrentarem a pandemia.

•        A nova lei também autoriza a renegociação de débitos dos estados e dos municípios com bancos públicos e organismos internacionais, deixando de pagar R$ 24 bilhões.

Cais público do Porto do Rio de Janeiro será alfandegado este ano

O “realfandegamento” de parte do cais público do Porto do Rio de Janeiro, solicitado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) à Receita Federal em fevereiro deste ano, está previsto para acontecer em breve.

 

Segundo informações do superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima, no atual momento do processo, a CDRJ contratou uma empresa de consultoria e auditoria para verificar a eficiência e a segurança dos sistemas informatizados de controle de acesso ao porto.

 

“O laudo dessa análise será entregue à Receita Federal, junto com documentos complementares que o órgão exigiu em adição aos que já foram entregues por ocasião da solicitação de anuência”, explicou Leandro.

 

Posteriormente, a CDRJ aguardará o parecer da Receita Federal, que poderá ser favorável ou gerar em nova exigência de apresentação de outros documentos que o órgão considerar pertinentes.

 

O diretor-presidente da CDRJ, Francisco Antonio de Magalhães Laranjeira ressaltou a importância dessa medida: “Com a recuperação do alfandegamento do cais público do Porto do Rio de Janeiro, a CDRJ passará a ter mais recursos próprios para investir na infraestrutura portuária”.

 

O alfandegamento da área, tornando-a sob controle aduaneiro, significa que a Alfândega terá que autorizar qualquer movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias procedentes do exterior ou a ele destinadas.

 

Relembre os fatos – A primeira etapa do processo de “realfandegamento” do cais público do Porto do Rio de Janeiro foi a obtenção da Certidão Positiva com efeitos de negativa dos tributos federais, depois de 15 anos em situação irregular. A Certidão Negativa de Débitos (CND) era uma exigência indispensável da Receita Federal para a recuperação do alfandegamento, perdido há mais de cinco anos.

SC terá 29 equipes em desafio nacional de robótica contra o coronavírus

Santa Catarina terá mais de cem estudantes da educação básica participando do desafio nacional de robótica promovido pelo SESI. As soluções devem ter como foco a prevenção, o diagnóstico ou o combate à pandemia causada pelo coronavírus. O novo desafio será todo realizado de forma virtual e premiará os três primeiros colocados e os times que se destacaram em cada um dos critérios de avaliação. Participam alunos de Blumenau, Brusque, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages, Pomerode, Pouso Redondo, Rio do Sul, Seara, Tubarão e Videira.

São quatro critérios de avaliação: criatividade e inovação, pesquisa, empreendedorismo e impacto social. “Envolver jovens estudantes da educação básica em uma questão séria como esta desafia-os a pensar coletivamente em soluções que podem, de fato, beneficiar a sociedade. Estamos enfrentando uma pandemia que tem impactos na saúde, na economia e até mesmo na educação. Por meio do desafio de robótica, eles podem protagonizar ações que amenizem os efeitos dessa crise”, observa o diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira. A rede SESI SENAI, que integra a Federação das Indústrias, está participando do desafio com 20 equipes. 

No dia 18 de agosto, serão divulgadas as 30 equipes que foram aprovadas para participar da segunda fase. Elas terão até 4 de setembro para submeter mais informações sobre o projeto, demonstrando e detalhando da sugestão proposta. A divulgação do resultado final será feita em 25 de setembro, quando serão conhecidos os times vencedores e os que se destacaram em cada um dos quatro critérios de avaliação. Os prêmios não são cumulativos, ou seja, cada equipe selecionada só poderá ser premiada em uma categoria. 

Além disso, as três primeiras colocadas participam do próximo Festival SESI de Robótica, previsto para ocorrer em março de 2021.
 

Ibovespa sobe com ajuda de dados econômicos e fecha semana em alta de 3%

A bolsa brasileira fechou em alta nesta sexta-feira, 3, com ajuda de dados econômicos que voltaram a surpreender positivamente os investidores. Contudo, com o mercado americano fechado devido ao feriado, o pregão foi marcado pela baixa volatilidade, com o Ibovespa, principal índice de ações, operando próximo da estabilidade pela maior parte do dia. O Ibovespa subiu 0,55% e encerrou em 96.764,85 pontos. Com isso, o índice encerrou a semana em alta de 3,1%.

“O movimento segue ilustrando a ponderação de investidores entre a visão de uma recuperação em ‘V’ e a preocupação com novos surtos da Covid-19 que passaram a atrasar a reabertura dos negócios ao redor do mundo”, afirmam analistas da Guide em nota a clientes.

Na véspera, os Estados Unidos voltaram a apresentar recorde de casos diários, reportando mais de 50.000 novos infectados. Conforme os números da doença seguem aumentando na maior economia do mundo, reduzem as expectativas de uma recuperação intensa no segundo semestre. Em estados do sul e oeste do país, onde o ritmo de contaminação segue acelerado, processos de reabertura foram retardados.

“O temor com o crescimento de novos casos nos EUA começou a ganhar maior força e deve passar para o fim de semana. Há preocupação sobre retrocessos nos processos de abertura”, comentou Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos.

Por outro lado, dados de algumas das principais economias do mundo voltaram a sair acima do esperado. Na zona do euro, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto de junho ficou em 48,5 pontos. Embora tenha saído abaixo dos 50 pontos que delimitam a expansão da contração da atividade econômica, o número ficou acima dos 47,5 pontos projetados pelo mercado. O PMI composto do Reino Unido também superou as expectativas, ficando em 47,7 pontos ante os 47,6 pontos esperados.

Já na China, que foi um dos primeiros países a deixar para trás a pior fase do coronavírus, os dados econômicos já apontam para a melhora econômica. Por lá, o PMI composto, divulgado na noite de ontem, ficou em 55,7 pontos.

“Os dados econômicos mostram alguma retomada, o que favorece o preço do minério de ferro e frigoríficos brasileiros, que têm uma relação muito forte com a China”, disse Bertotti.

No radar do mercado também seguem os desdobramentos sobre a lei de segurança nacional imposta pela China sobre o território de Hong Kong. Na última quinta-feira, 2, o gigante asiático ameaçou retaliar o Reino Unido por ter se colocado disposto à receber refugiados de sua ex-colônia. Estados Unidos, Taiwan e Austrália também avaliam acolher refugiados de Hong Kong.

“Essa tensão acaba pesando nos mercados. É uma questão que vai e vem, mas afeta a diplomacia e até o livre tráfego de mercadorias e serviços. Mas o mercado segue olhando mais para a recuperação da atividade econômica e para o coronavírus”, afirmou Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos.

Entidades combatem emendas que inviabilizam a reforma da Previdência e pedem urgência no corte de gastos

É impensável que, em meio à pior crise da história, o governo de Santa Catarina aumente ainda mais os gastos públicos, e o Legislativo não tenha uma  postura firme para uma reforma da Previdência que reduza o custo do Estado. Emendas que garantem aposentadorias especiais e o afrouxamento das regras de transição para alguns setores fogem completamente de uma proposta condizente com as necessidades dos catarinenses. Pelo contrário, seguem na contramão do real objetivo – enxugar a máquina estatal e garantir mais verbas para a saúde, a educação e a segurança da população.

 As entidades signatárias desta nota alertam para o déficit da Previdência catarinense, que cresceu quase 400% nos últimos 10 anos, chegando a R$ 4 bilhões em 2019. Portanto, propõem a isonomia entre os trabalhadores do serviço público e do setor privado. Também consideram um acinte o gasto de mais R$ 3,8 milhões mensais na recente contratação de 107 novos auditores e procuradores, somente para citar um exemplo. Deixar de lado a discussão, em um verdadeiro ‘jogo de empurra’ entre o Legislativo e o Executivo é tudo o que a sociedade não precisa neste momento crítico.

 

Florianópolis, 03 de julho de 2020

 

Assinam as entidades:

ABIH-SC Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Santa Catarina

ABIH-SC Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Santa Catarina

ABRAPE - Associação Brasileira de Promotores de Eventos

ABRASEL – SC

ABRES - Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú

ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia

ACATMAR - Associação Náutica Brasileira

ACATS – Associação Catarinense de Supermercados

ACEPA/CDL - Associação Comercial e Empresarial de Palma Sola

ACIAX - Xaxim

ACIB - Associação Empresarial de Blumenau

ACIBALC - Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú

ACIBIG - Associação Empresarial e Cultural de Biguaçu

ACIBr - Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá

ACIC - Associação Comercial e Industrial de Chapecó

ACIC – Associação Empresarial de Canoinhas

ACIC – Associação Empresarial de Criciúma

ACID - Associação Comercial e Industrial de Descanso

ACIF – Associação Empresarial De Florianópolis

ACIG - associação comercial e industrial de Garopaba

ACIG - Associação Empresarial de Gaspar

ACII - Associação Comercial e Industrial de Itajaí

ACIIO - Associação do Comércio e Indústria de Iporã do Oeste

ACIIO - Associação Comercial e Industrial de Iporã do Oeste

ACIJ - Associação Empresarial de Joinville

ACIL – Associação Comercial e Industrial de Lages

ACIM - Associação Empresarial de Mondaí

ACIM – Associação Empresarial de Mafra

ACIMO - Associação industrial de modelo

ACIOC - Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense

ACIP - Associação Comercial e Industrial de Palmitos

ACIP - Associação Empresarial de Palhoça

ACIP - Associação Empresarial de Pomerode

ACIP – Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho

ACIPG - Associação Empresarial de Presidente Getúlio

ACIRS – Associação Empresarial de Rio do Sul

ACIS - Associação Comercial e Industrial de Seara

ACIS - Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho

ACISA-CP - Associação Comercial e Industrial de Cunha Porã

ACISC - Associação Comercial e Industrial de Saudades e Cunhataí

ACISJO - Associação Comercial e Industrial de São João do Oeste

ACISLO – Associação Comercial e Industrial de São Lourenço do Oeste

ACISMO - Associação Empresarial de São Miguel do Oeste

ACIT - Associação Comercial e Industrial de Tijucas

ACITA - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE ITAPEMA

ACITA – Associação Comercial e Industrial de Itá

ACITC – Associação Comercial e Industrial de Trombudo Central

ACIUR - Associação Empresarial de Urubici

ACIVALE – Braço do Norte

ACIX - Associação Comercial e Industrial de Xavantina

ADAC - Associação de Distribuidores e Atacadistas Catarinenses

ADVB - SC                                 

AEA - Associação Empresarial de Agrolândia

AECF - Associação Empresarial de Coronel Freitas

AEI - Associação Empresarial de Itaiopolis

AEM - Associação Empresarial de Maravilha

AEMFLO - CDL / SÃO JOSÉ

AETTUSC - Associação das Empresas de Turismo e Fretamento de SC

AJORPEME - Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa

AMI - Associação do Município de Iraceminha

AMPE Blumenau - Associação das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Blumenau

ASSEMIT - Associação dos Empresários de Itapiranga

ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE LAR MENINO DEUS

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE PALMA SOLA

AVIP - Associação Visite Pomerode

CDL - LAGES

CDL - RIO DO SUL

CDL - Brusque

CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Salete

CDL - Florianópolis

CDL - Gaspar

CDL - Joaçaba

CDL - Nova Trento

CDL – Chapecó

CDL – Concórdia

CDL Blumenau - Câmara de Dirigentes Lojistas de Blumenau

CDL Guabiruba

CEC – Centro Empresarial de Chapecó

CORE SC - Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado De Santa Catarina

FACISC – Federação das Associações Empresariais de SC

Fampesc - Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais

FECOMERCIO – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina

FLORIPA SUSTENTÁVEL

FORTUR – Fórum de Turismo de Florianópolis

NCD-Núcleo Catarinense de Decoração

SEBRAE – SC

SEINFLO - Sindicato das Empresas de Informática e Processamento de Dados da Região Metropolitana de Florianópolis

SIACADESC - Sindicato das Academias de SC

SIESC - Sindicato da Indústria de Informática de Santa Catarina

SIESE-SC - Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado de Santa Catarina

SIFITEC - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Tinturaria e Malharia de Brusque, Botuverá e Guabiruba

Sindicato da indústria de reparação e Acessórios de Santa Catarina

Sindicato do Comércio Varejista de Criciúma - Sindilojas

Sindicato do Comércio Varejista de Itajaí

Sindicato do Comercio Varejista e Atacadista de Brusque, Botuverá e Guabiruba

SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAS DE BLUMENAU E REGIÃO

SINDISOL - Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Balneário Camboriú e Região

SINDIVEST - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento

VIVABEM - Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville e Região

Epagri gera R$6,24 para cada real investido pelo Governo do Estado

O retorno que a sociedade recebeu para cada real investido pelo Governo do Estado na Epagri, alcançou R$ 6,24 em 2019. O resultado faz parte do Balanço Social, cujos cálculos avaliaram 114 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Empresa. O retorno global gerado pelas tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições, somou R$ 5,13 bilhões – e a participação da Empresa nesse retorno é de R$ 2,18 bilhões. O documento está sendo lançado nesta sexta-feira, 3 de julho.


“Esses índices significam que a renda e a qualidade de vida das famílias rurais e pesqueiras estão melhorando ano a ano. A produção de alimentos está mais limpa e sustentável, graças ao esforço da Epagri e dos produtores dentro do Programa AgroConsciente, do Governo do Estado. Na outra ponta, o consumidor tem acesso a alimentos de qualidade e produzidos de forma responsável”, resume Edilene Steinwandter, presidente da Epagri.

Benefícios para toda a sociedade


As tecnologias e ações da Epagri se convertem em melhorias na forma como se produz alimentos em Santa Catarina. “É com essa questão que a Epagri trabalha diariamente junto às famílias rurais e pesqueiras. É o ‘como’ que vai fazer diferença na saúde, na segurança alimentar, no meio ambiente, na qualidade de vida e na geração de riquezas de toda a sociedade”, diz Edilene.

A Epagri publica o Balanço Social anualmente, desde 2009, para prestar contas à sociedade do dinheiro investido pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Esta edição também revela que em 2019 a Empresa atendeu 121 mil famílias, 3,5 mil entidades e 19,6 mil jovens rurais. Ao longo do ano, foram executados 355 projetos de pesquisa e 20 tecnologias foram lançadas.

O documento também traz reportagens com casos de sucesso pelo Estado em diferentes áreas de atuação da Empresa, como pecuária, produção de grãos, fruticultura, olericultura, aquicultura e pesca, gestão de negócios, políticas públicas e ações nas áreas social e ambiental. “Essas histórias que são exemplos da transformação que nosso trabalho é capaz de operar no Estado”, comenta Edilene.

Para baixar o Balanço Social 2019 da Epagri, clique aqui 

 
Epagri em números

 R$6,24

Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri

R$2,18 bilhões

Participação da Epagri no retorno que suas tecnologias e ações da geraram para a sociedade

R$5,13 bilhões

Retorno global das tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições

Colheita do ano

– 114 tecnologias produzidas e difundidas pela Empresa avaliadas nos cálculos
– 355 projetos de pesquisa executados
– 20 tecnologias lançadas
– 26,5 mil famílias capacitadas
– 121 mil famílias atendidas
– 3,5 mil entidades atendidas
– 19,6 mil jovens assistidos

Prestação de serviços

– 55,5 mil análises de solo
– 79,2 mil atendimentos em escritório
– 3,8 milhões de acessos à página de previsão do tempo
– 73% das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas no Estado

Acesso ao crédito

– 5,2 mil propostas elaboradas
– 4,4 mil beneficiários
– 283 municípios contemplados
– R$203 milhões em recursos viabilizados pelos projetos

Informação técnica e científica

– 801 publicações técnico-científicas
– 12,9 milhões de visualizações no canal da Epagri no Youtube
– 175 vídeos técnicos
– 260 programas de rádio veiculados em 125 emissoras

Capital Humano

– 173 pesquisadores
– 635 extensionistas
– 925 profissionais de suporte a pesquisa e extensão
– 51 jovens aprendizes

Mais informações: Edilene Steinwandter, presidente da Epagri (solicitar entrevista com a assessoria de imprensa)

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

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