17/03/2008

Mais 7 mil empregos na indústria naval de Niterói


Investimentos de mais de R$ 1,2 bilhões em projetos que devem gerar mais de 7 mil empregos em Niterói. A pujança da indústria naval promete alavancar o desenvolvimento econômico do município nos próximos anos. As perspectivas não poderiam ser melhores para o setor, informou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Jandira Fegali, em entrevista exclusiva para O Fluminense. Segundo Jandira, a Petrobras já aprovou o Terceiro Plano de Renovação da Frota e vai anunciar a construção de 146 novas embarcações, na área de apoio a atividade off-shore. "Isso só de barcos, sem contar as plataformas e os insumos", disse Jandira, acrescentando que a perspectiva é de que o lançamento do projeto seja em Niterói, no final deste mês. De acordo com a secretária, esse projeto deve ser concluído em cinco anos (até 2012) e servirá de incremento ao projeto já anunciado anteriormente pela empresa - construção de três novas embarcações no prazo de seis meses e, ainda, em um ano mais 15 barcos, com potencial para gerar 14.650 empregos. Niterói tem chances de abocanhar uma boa parcela do projeto, haja vista a robustez dos estaleiros e a posição estratégica do município, que fica entre as bacias de Campos e de Santos, as maiores no que se refere a exploração de petróleo e gás, no País. Confirmação - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, José Mascarenhas, confirmou a informação referente ao barcos de apoio a atividade off-shore e informou que a teria recebido da direção da Petrobras. Mascarenhas disse, ainda, que os contratos da estatal com os barcos de apoio às plataformas estão expirando e sendo substituídos por outros novos. "Esses barcos geralmente levam suprimentos de apoio para as plataformas. A maioria deles são de empresas estrangeiras e o objetivo é trocá-los por barcos brasileiros", disse. Mão-de-obra - O estaleiro Mauá, na Ilha da Conceição, -- que emprega atualmente 4 mil trabalhadores --, conta já com a adaptação da plataforma Olinda Star em andamento. Além disso, os quatro navios contratados da Transpetro, subsidiária da Petrobras, com verba do fundo de Marinha Mercante, requerem a soma de R$ 280 milhões em investimentos para garantir a manutenção dos empregos dos trabalhadores. No estaleiro MacLaren, na Ponta da Areia, a construção do dique seco, o primeiro construído na Região Sudeste e terceiro do Brasil, terá capacidade para construir de forma simultânea uma plataforma submersível e uma embarcação do tipo PSV - que leva mantimentos para as plataformas. O dique pode ser utilizado também para se fazer reparos de plataformas e barcos. O dique gerará 5 mil empregos diretos e 1 mil indiretos, a partir da conclusão da obra, em outubro de 2009. O investimento é de R$ 142 milhões - o agente financeiro é o banco do Brasil - e a verba também é do fundo de Marinha Mercante. O estaleiro não sabe precisar a quantidade de mãe-de-obra necessária para a obra, no entanto, só para a primeira fase, que está prevista para o final deste primeiro semestre, serão contratados 500 trabalhadores temporários para atender a demanda. O estaleiro CBO/Aliança, no Barreto, que conta com um total de 481 trabalhadores, tem encomendas de seis navios PSV. Sendo que para construir cada um dos navios são necessários US$ 25 milhões. A previsão de conclusão das obras é somente em 2015. Um dos primeiros desdobramentos da Fenashore, de acordo com Jandira Fegali, é a dragagem do canal de São Lourenço, que deve começar daqui a quatro meses. "A verba, R$ 20 milhões, será repassada pelo governo federal. Sendo que o canal é só uma parte do projeto, que é para toda a enseada", explicou a secretária. Para ela, o cenário é de otimismo para um setor que se lança novamente para competir em escala global. Fonte: O Fluminense


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