domingo, 20 de outubro de 2019
28/01/2016 00:00

Reunião do colegiado aborda desafios para fortalecer Santa Catarina contra cenário de crise econômica nacional

O encontro ocorre em Lages, na Serra Catarinense, reunindo todo o secretariado.

O governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira abriram reunião do colegiado pleno do Governo do Estado na manhã desta quinta-feira, 28, destacando os desafios do cenário econômico brasileiro em 2016, que vai exigir ainda mais esforços para manter o equilíbrio das contas públicas e a proteção da sociedade catarinense contra a crise. O encontro ocorre em Lages, na Serra Catarinense, reunindo todo o secretariado.

Colombo destacou os esforços de Santa Catarina e reconheceu os desafios do cenário nacional neste novo ano. "Nos preparamos para enfrentar a crise e hoje estamos com as contas equilibradas e temos o compromisso de não aumentar impostos, não vamos fazer isso em Santa Catarina. Mas sabemos que o desafio é grande e 2016 precisa ser cuidado mês a mês. Vamos continuar fazendo economia, cortando desperdícios", explicou.

O vice Eduardo Pinho Moreira ressaltou a importância da integração do secretariado e da conscientização em relação aos desafios econômicos de 2016. "O esforço de cada um vai garantir o sucesso coletivo. Santa Catarina precisa mais do que nunca da racionalidade, da unidade e da lealdade do nosso secretariado", acrescentou.

Na mesma linha, o governador convocou todo o secretariado a participar cada vez mais deste processo de enfrentamento à crise. "Teremos um ano difícil e a obrigação do governo não é só cuidar das suas contas, mas também ajudar a sociedade a enfrentar a crise", ressaltou. Colombo lembrou, por exemplo, que o bom andamento das obras estaduais é uma ação essencial pois, além de garantir as melhoras necessárias nas diferentes áreas, cada obra ajuda a dinamizar a economia gerando empregos locais.

Na área de investimentos, foi anunciado no encontro desta quinta o repasse de R$ 24 milhões para obras de conservação de rodovias em todas as regiões catarinenses. O montante será pago ao longo de 2016, sendo repassado para as 35 Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) e superintendências regionais do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), de acordo com a quilometragem de estradas dentro de cada região.

Outro fator citado por governador foi a maior atenção às oportunidades no mercado externo, diante do atual câmbio. O dólar alto inibe as viagens ao exterior e favorece o turismo interno, onde Santa Catarina se destaca, tendo recebido mais de 5,5 milhões de turistas desde o início de dezembro – número que inclui estrangeiros, pessoas de outros estados do Brasil e catarinenses que visitam outras cidades. E o câmbio também favorece as exportações. "Para manter os empregos dos catarinenses e gerar novos postos de trabalho estamos em contato com as empresas dos setores exportadores para saber o que o governo pode fazer para ajudar a proteger cada um destes segmentos", explicou.

O secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, também comentou as expectativas para 2016, reconhecendo os desafios, mas mantendo o otimismo. "Com muita competência, toda equipe do Governo do Estado conseguiu enfrentar o ano difícil que foi 2015 com as contas equilibradas e colocar Santa Catarina como referência nacional. Em 2016, teremos um ano tão ou mais difícil. E a regra mais uma vez é investir todas as energias em qualificação da gestão pública, com economia e dedicação de todos", afirmou.

Gavazzoni reforçou o compromisso de não aumentar impostos, defendido pelo governador Colombo. "Depois que esta crise passar, não ter aumentado impostos no Estado vai fazer com que Santa Catarina seja ainda mais competitiva. E enquanto isso, a equipe da Fazenda continuará aplicando todo o trabalho de inteligência em gestão pública e executando seu papel de fiscalização para manter as regras dentro do jogo", explicou.

O encontro do colegiado segue durante a tarde desta quinta-feira. Pela manhã, a programação contou também com palestras do professor Ubiratan Rezende, Ph.D. em Administração Pública pela Universidade do Sul da Califórnia (EUA), que foi secretário de Estado da Fazenda em 2011; e do jornalista Eduardo Oinegue, com experiência em cobertura política e econômica, consultor empresarial e de governos.




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