sexta, 24 de novembro de 2017
22/06/2017 14:12

Cresce a importação de produtos têxteis no Brasil

A expectativa da Abit é que as importações cresçam até 10% em 2017, saltando para 1,21 milhão de toneladas, ao mesmo tempo em que as exportações tendem a crescer em ritmo menor (5%), com 209 mil toneladas

A importação total de produtos têxteis no Brasil cresceu 32,82,% de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Tal crescimento tem ainda maior representatividade em empresas de logística como a Allog International Transport, cujas importações  de produtos têxteis cresceram nada menos que 152% nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2016, apenas no modal aéreo. A Abit trabalha número totais da importação, sem diferenciar o tipo de modais.

 De acordo com Silvano dos Santos, coordenador do Produto Aéreo da Allog, o aumento das importações aéreas é resultado das estratégias comerciais da empresa, alinhado com as necessidades dos clientes, acordos comerciais entre países - elevando a competitividade das empresas - e um possível aumento no valor da matéria-prima no mercado nacional, encarecendo o produto final. “Conseguimos alinhar o aquecimento das importações têxtil para o Brasil à competitividade dos serviços aéreos ofertados para nossos clientes, obtendo assim resultados superiores ao mercado neste início do ano." 

 A expectativa da Abit é que as importações cresçam até 10% em 2017, saltando para 1,21 milhão de toneladas, ao mesmo tempo em que as exportações tendem a crescer em ritmo menor (5%), com 209 mil toneladas. A entidade destaca que a falta de produção suficiente de fibra e filamento químicos fez a importação desses produtos aumentarem significativamente nos últimos anos, substituindo o algodão que era a maior parte dos produtos do Brasil.

 Ainda segundo a entidade, não há muito para que a indústria possa fazer quando o país não é competitivo. Mesmo que elabore produtos diferenciados, com alto valor agregado, existe um peso que segura as empresas sem poder ganhar mais mercados chamado “Custo Brasil”.




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