domingo, 16 de dezembro de 2018
07/05/2018 14:18

Classe empresarial reforça cobrança, em Brasília, para liberação de recursos para o aeroporto de Navegantes

O acordo previa a liberação de três parcelas de R$ 40 milhões, uma por ano até 2019, e a última, em 2020, de R$ 30 milhões, totalizando um repasse de R$ 150 milhões. O fato é que, até o momento nenhuma parcela foi repassada, nem a do ano passado

O presidente da Associação Empresarial de Navegantes, Rinaldo Luiz de Araújo, esteve reunido recentemente em Brasília com membros da Infraero e com o atual coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal Jorginho Mello (PR). O empresário representou a classe empresarial da região em duas reuniões. O primeiro encontro, na sede da Infraero, tratou sobre a situação que envolve o fim do contrato do órgão com os Bombeiros Voluntários de Navegantes. Segundo Rinaldo, a medida parece irreversível, primeiro pela forma tardia como foi trazido o assunto até a Associação Empresarial, já na fase de implantação, e também porque a Infraero vai passar a utilizar os próprios funcionários, remanejados de outros aeroportos, para o terminal de Navegantes e com isso irá rescindir o contrato com os Bombeiros Voluntários da cidade, que desde dezembro de 2016 atuavam, com cerca de 30 profissionais, na prevenção, salvamento e combate a incêndios em aeronaves e instalações do terminal.

O contrato estabelecia o serviço até o dia 30 de novembro de 2021, com um valor total de pouco mais de R$ 14 milhões, cerca de R$ 245 mil por mês. “Esse é um assunto que parece finalizado e sem volta. Em função das privatizações de outros aeroportos, a Infraero optou por treinar e remanejar seus próprios funcionários para atuar no aeroporto de Navegantes e outros aeroportos e o serviço não será mais realizado pelos Bombeiros Voluntários da cidade. Infelizmente o órgão tem a prerrogativa de rescindir o contrato e decidiu nesse sentido. Este não é um fato isolado, o remanejamento está ocorrendo em vários aeroportos, informou.

Desapropriações… 

Na reunião que tratou da liberação de recursos para as desapropriações das áreas que serão utilizadas para expansão do aeroporto, também em Brasília, o presidente da Associação Empresarial de Navegantes (Acin), Rinaldo Luiz de Araújo, cobrou agilidade no repasse dos recursos que foram prometidos através de um Acordo de Cooperação Técnica, assinado em 27 de janeiro de 2017, pelo então ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Lessa, em evento realizado em Navegantes.

O acordo previa a liberação de três parcelas de R$ 40 milhões, uma por ano até 2019, e a última, em 2020, de R$ 30 milhões, totalizando um repasse de R$ 150 milhões. O fato é que, até o momento nenhuma parcela foi repassada, nem a do ano passado, que chegou a ser destinada pela bancada catarinense, recursos de Santa Catarina que em dezembro, furtivamente o governo federal direcionou para os estados onde haviam demandas políticas do ex-ministro, já que ele pretendia ser candidato a senador este ano. A classe empresarial vem atuando junto ao Fórum Parlamentar Catarinense no sentido de pressionar o Governo para a liberação dos recursos, conforme estabelece o acordo assinado no município, com direito a festividades e discursos de promessas.

De acordo com o presidente da Acin, nos próximos dias, uma nova reunião será marcada, em Brasília, com políticos, Infraero e representantes da classe empresarial da região do Vale, para deliberar sobre o tema. Um dossiê com todas as informações pertinentes ao aeroporto e com detalhes das desapropriações está sendo elaborado para fundamentar, ainda mais, as tratativas. O documento foi solicitado pelo deputado federal Jorginho Mello (PR), que segundo Rinaldo Luiz de Araújo, lamentavelmente, devido as mudanças de coordenação do Fórum Parlamentar Catarinense, demonstrou pouco envolvimento com a situação até aqui.

O presidente da Acin informou ainda que uma comitiva de representantes da classe empresarial será composta para ir até ao Distrito Federal para cobrar a liberação imediata de R$ 80 milhões. “R$ 40 milhões porque nos devem e os outros R$ 40 milhões porque nos prometeram publicamente, com direito a assinatura de Convênio e discursos de promessas.  Vamos cobrar, considero um bom momento para definição dessa situação, teremos eleições esse ano e está na hora do Vale do Itajaí ser respeitado pelo que representa para o estado e para o país. Aos prefeitos da nossa região, também está na hora de criarem vergonha na cara e se dedicarem em voz única nesses assuntos estruturantes da nossa economia regional. Vamos nos manter focados na liberação desses recursos, já que são fundamentais e extremamente necessários para o desenvolvimento do aeroporto, do turismo e da economia de toda a região. Um acordo dessa magnitude não pode ser ignorado pela classe política. Estamos engajados nas cobranças e não tenho dúvida que iremos lograr êxito, independentemente dos ventos que sopram contrários ao trabalho que estamos desenvolvendo, enfatizou.




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