terça, 18 de dezembro de 2018
05/09/2018 09:06

China substituirá soja dos EUA por produto do Brasil e de outros países

No total, as importações de soja da China, principal comprador da oleagionosa do mundo, baixarão, no ano, para 84,67 milhões de toneladas, uma queda de 10,79 milhões de toneladas com relação aos volumes comprados no ano passado milhões

A China substituirá quase inteiramente suas importações de soja dos Estados Unidos por grãos brasileiros e de outros países na próxima temporada, mas poderá ficar sem a oleaginosa no início de 2019, prevê Guo Yanchao, vice-presidente da Jiusan Group, nesta terça-feira. A Jiusan é uma das grandes esmagadoras de soja da China.

A soja americana foi alvo de um sobretaxa chinesa de 25% em meio à guerra comercial entre os dois países. As importações dos Estados Unidos, que normalmente ocupam o segundo lugar entre os maiores fornecedores da China, vão cair para apenas 700 mil toneladas na temporada 2018/19 a partir deste mês, disse Yanchao. Isso se compara a 27,85 milhões de toneladas de soja em grão importada nos EUA no ano anterior.

No total, as importações de soja da China, principal comprador da oleagionosa do mundo, baixarão, no ano, para 84,67 milhões de toneladas, uma queda de 10,79 milhões de toneladas com relação aos volumes comprados no ano passado, declarou o executivo.

As importações do Brasil, por sua vez, devem saltar para 71,06 milhões de toneladas, com o restante vindo da Argentina, Canadá, Rússia e outros países, disse Guo em uma conferência do setor. No entanto, admite o executivo, os estoques podem acabar até fevereiro ou março do ano que vem, quando a oferta de soja do Brasil é limitada.

Chineses consultam oráculos sobre a guerra comercial com os EUA

Este ano, até agosto, as exportações de soja do Brasil atingiram 64,6 milhões de toneladas, crescimento de 13,5% na comparação com o volume exportado no mesmo período do ano passado.

Os comentários de Guo são similares aos emitidos por outro executivo de uma importante empresa processadora chinesa, que, na semana passada, disse que as importações de soja poderiam cair para 86 milhões de toneladas.




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