sábado, 19 de outubro de 2019
10/05/2019 10:34

Exportação de animais vivos deve repetir o bom desempenho de 2018

Com a ajuda dos turcos, as exportações totais brasileiras deverão superar 600 mil animais em 2019

As exportações de animais vivos, após o bom desempenho do ano passado, também mantêm um ritmo acelerado nos primeiros meses de 2019.

De janeiro a abril, as receitas com as vendas externas —80% vêm de gado bovino—  somaram US$ 148 milhões. Nesse ritmo, o volume financeiro de 2019 deverá ficar próximo dos US$ 624 milhões de 2018.

Gastão Carvalho Filho, da Boi Branco, diz que este será um ano bastante promissor. O Brasil busca novos mercados e alguns países, que já são importadores e tiveram problemas internos, se recuperam e retomam às compras, como é o caso da Turquia.

A situação econômica teve um pequeno alívio, e as perspectivas são que os turcos importem 1 milhão de cabeças da América Latina neste ano.

Com a ajuda dos turcos, as exportações totais brasileiras deverão superar 600 mil animais em 2019.

Gil Reis, presidente-executivo da Abeg (Associação Brasileira dos Exportadores de Gado), também acredita em exportações melhores. O país vai ter, no entanto, de avançar em terreno alheio.

O mercado de gado vivo é um nicho de apenas 5 milhões de cabeças por ano no mundo, e a tendência é o Brasil aumentar a concorrência e crescer nesse mercado.

Preço, frete e custos internos do boi serão decisivos para essa evolução externa, segundo o presidente da Abeg.

Uma das principais vantagens do país nessa disputa pelo mercado é a sanidade do animal brasileiro, acreditam Carvalho Filho e Reis.

O Brasil já está forte no Oriente Médio, mas deverá avançar também pela Ásia, principalmente no Vietnã, na Malásia e na Indonésia, mercados que começam a abrir as portas para o gado brasileiro, segundo Reis.

Para Carvalho, o Iraque mostra uma tendência de crescimento, e o Egito é um mercado em expectativa. A Arábia Saudita começa a despontar, e o padrão de renda da população desse país permite um avanço das exportações brasileiras.

Outro mercado que volta a ser importante é o do Líbano. Além da demanda interna do país, há uma passagem do gado importado do Brasil pelas fronteias da Síria.

As exportações de gado em pé começam a chamar a atenção também dos confinadores. Muitos deles buscam informações na Assocon (Associação Nacional da Pecuária Intensiva).

Parte deles se prepara para esse tipo de operação, segundo Bruno Andrade, gerente-executivo da entidade.

Os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apontam Egito, Turquia e Iraque na liderança das importações dos animais brasileiros neste ano. Em 2018, Turquia, Líbano e Jordânia estiveram à frente.

 




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