quinta, 18 de julho de 2019
14/05/2019 09:01

Portonave movimenta 761,43 mil TEUs e gera receita operacional bruta de R$ 597,4 milhões

O terminal está entre os 20 maiores portos da América Latina e na 24ª posição entre as 100 maiores empresas de Santa Catarina

A Portonave S/A – Terminal Portuário Navegantes divulgou no último dia 13 o seu relatório de sustentabilidade referente ao exercício de 2018, ano em que o terminal de uso privado (TUP) completou 11 anos de mercado, operando na margem esquerda do Complexo Portuário do Itajaí. Foram 761,43 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados, representando uma receita operacional bruta de R$ 597,4 milhões e 49% de Market Share em Santa Catarina. Isso coloca o TUP navegantino como terceiro terminal brasileiro em movimentação de contêineres, segundo números da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq). O terminal ainda está entre os 20 maiores portos da América Latina e na 24ª posição entre as 100 maiores empresas de Santa Catarina.

“Duplicamos nossa capacidade de armazenagem há dois anos. Em termos de pátios, hoje vivemos uma realidade bastante confortável. A nossa grande dificuldade é na operação com navios maiores, devido às limitações dos nossos acessos aquaviários, que não permite operarmos navios com mais de 306 metros de comprimento”, informa o superintendente administrativo-financeiro da Portonave, Osmari Castilho Ribas. A Portonave tem hoje um serviço para a Ásia que opera no terminal o qual contém navios de 336 metros, que não conseguem entrar.

“Quando chega a vez destes navios, eles omitem, o que representa aproximadamente 20 escalas neste ano (2019), com aproximadamente 20 mil contêineres (cerca de 35 mil TEUs) que deixarão de passar pelo terminal”, diz Castilho. Tomando base o valor de R$ 1,2 mil que cada contêiner representa para a cadeia logística – da porta da indústria ao costado do navio –, essa limitação deve representar perdas de aproximadamente R$ 24 milhões neste ano. As obras dos novos acessos aquaviários foram contratados pelo Governo do Estado à Construtora Triunfo, que além de significativos atrasos, entregou as obras incompletas.

Com relação aos acessos terrestres, o executivo garante que não há gargalos. “As operações estão fluindo dentro do projetado. Internamente a operação de carga ou descarga de um caminhão não dura mais que 12 minutos e a operação total de embarque ou desembarque leva de 21 a 22 minutos.”

Esse tempo de operação está dentro da média, o que garante à Portonave, por meio de um processo de planejamento adequado, uma boa produtividade de berço: em torno de 37 movimentos por hora e acima de 100 por navio, o que é padrão internacional. “Em termos de logística hoje estamos com capacidade adequada, não temos gargalo. O nosso problema são vias de acesso, principalmente, aquaviárias”, diz Castilho.

Procurada para explicar o motivo pelo qual concordou receber as obras incompletas da Construtora Triunfo, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEI), por nota, disse que “o contrato prevê a dragagem de 2.236.000, dois milhões duzentos e trinta e seis mil metros cúbicos, além da derrocagem e enrocamento, e tudo isso foi feito.” Ainda segundo a justificativa, “devido a dois defesos do camarão de três meses cada um, 2017 e 2018, totalizando seis meses, houve assoreamento de 540 mil metros cúbicos (90 mil metros cúbicos por mês e, quando há chuvas de pico nas nascentes, este volume e maior) logo houve um retrabalho da empresa para retirar este material, o que ocasionou um volume não retirado próximo ao molhe de Navegantes de 300 mil metros cúbicos. Ou seja, a empresa trabalhou além da planilha contratual 240 mil metros cúbicos, chegamos na cota de projeto que é -13,00 metros para todo o local da obra, com exceção do local onde ficou o saldo de volume.”

Integração Porto x Cidade

A Portonave está conectada ao mundo e a comunidade na qual está inserida e é comprometida a impulsionar o desenvolvimento sustentável da cidade e região. No ano passado a empresa operou com 975 trabalhadores diretos (814 homens e 161 mulheres) e 1,26 mil fornecedores e prestadores de serviços, atendeu 11 armadores e 3,39 mil clientes, entre empresas importadoras e exportadoras. A empresa ainda investiu R$ 2,8 milhões em projetos sociais, é responsável por 45% de todo o Imposto Sobre Serviços de Qual Natureza (ISSQN) em Navegantes

Em 2018 a empresa investiu cerca de R$ 800 mil em cursos e treinamentos das equipes, mais R$ 804 mil em bolsas de estudo em cursos de inglês, graduação, pós-graduação e cursos técnicos. Mesmo ano em que a Companhia conquistou a certificação OHSA 18001, que é uma norma internacional que estabelece requisitos de saúde e segurança ocupacional a serem cumpridos por empresas de diferentes portes e setores.

A empresa ainda deu continuidade no ano passado à estratégia de apoiar projetos sociais por meio de mecanismos de renúncia fiscal vigentes no Brasil, revertendo uma parcela do valor pago em impostos pela Companhia em ações de benefício social, especialmente nas áreas de saúde, educação, esporte e cultura, com a destinação de R$ 2,16 milhões em recursos a diversas ações de interesse comunitário.

Tem ainda o Instituto Portonave de Responsabilidade Social, uma associação sem fins lucrativos que tem por objetivo desenvolver e apoiar programas e projetos que contribuam para a cidadanis e sustentabilidade em Navegantes e região. Incentivo ao voluntariado, esporte, cultura, proteção do meio ambiente e educação formam os principais eixos de atuação da entidade.

Meio Ambiente

A Portonave trabalha intensamente para minimizar os impactos de suas operações sobre o meio ambiente por meio do desenvolvimento de programas ambientais orientados pela Política Integrada de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Companhia, que se reflete no Sistema de Gestão Ambiental, certificado desde 2010 conforme os requisitos da ISO 14001. Em 2018, os investimentos em ações de prevenção, monitoramento, gestão e cumprimento de obrigações legais relacionadas ao meio ambiente somaram R$ 1,82 milhão.

Esses programas envolvem a adoção de uma série de procedimentos preventivos para mitigar eventuais impactos sobre o lençol freático – especialmente em caso de vazamentos de produtos químicos ou derivados de petróleo utilizados nas suas atividades, entre outros impactos decorrentes da atividade portuária.

O consumo de energia direta, representado pela soma da energia elétrica e dos combustíveis utilizados, totalizou 124 mil Giga Joules (GJ) em 2018 – uma redução de 35,27% em relação a 2016, último ano reportado. A energia elétrica corresponde a 99,9% desse valor. Isso devido a eletrificação dos guindastes que fazem o movimento do contêiner do caminhão para o pátio de armazenagem e vice-versa, o que contribui para o reduzido consumo de combustíveis fósseis, principalmente diesel, o que reduziu, em média, em 98% a emissão de gases poluentes dos RTGs e em 62% o consumo de diesel da Portonave.

A empresa também segue as determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos em relação a não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final adequada de seus resíduos.

 




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