segunda, 18 de novembro de 2019
24/06/2019 10:55

Retomadas obras da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí

Hoje, os portos de Itajaí e Navegantes recebem embarcações de no máximo 305 metros. Com a nova bacia, o limite salta para 336 metros – tamanho dos maiores navios que hoje navegam a costa brasileira

As draga Simom, do tipo Backhoe, e Gepot 15; mais o batelão Jan Blanken, contratadas pela Superintendência do Porto de Itajaí para concluir as obras dos novos acessos aquaviários do complexo portuário, iniciaram os trabalhos nesta segunda-feira, 24. O equipamento, da empresa Van Oord, chegou em meados do mês passado para concluir as obras da nova bacia de evolução, contratadas inicialmente à Triunfo Construtora e que ficaram incompletas. Esse serviço está gerando um custo adicional de R$ 40 milhões ao município, que serão pagos pelo porto em forma de aditivo à multinacional holandesa; mais R$ 5,5 milhões ao terminal de uso privado (TUP) Portonave S/A – Terminal Portuário Navegantes, que arcou com os custos de deslocamento da draga de Santos para Itajaí.

Os equipamentos são indicados para projetos que exigem grande força hidráulica e possibilitam remover também boa parte das pedras que ainda estão no fundo do rio com maior agilidade, garantindo a conclusão até setembro e possibilitando ao complexo receber navios de até 336 metros de comprimento a partir de novembro, com a homologação dos novos parâmetros pela Autoridade Marítima. Hoje, o limite é de 305 metros.

Levantamento apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí mostra que ainda há 1,2 bilhão de metros cúbicos de material a ser retirado da área da nova bacia de evolução. Há pontos em que a dragagem, que deveria atingir 13 metros, chegou a apenas sete. O prefeito Volnei Morastoni destaca que as obras são essenciais e estratégicas para todo o Complexo Portuário do Itajaí, pois irão garantir a competitividade e o desenvolvimento econômico da região.

“Com muito empenho e esforço, conseguimos adequar este aditivo junto ao contrato de manutenção de dragagem, que já está em curso. Itajaí e Navegantes estão assumindo uma responsabilidade que até então era do Governo do Estado, pois não podíamos ficar pensando em alternativas que colocassem em risco a atividade dos trabalhadores portuários e de todo um município economicamente”, diz Morastoni.

“Um dos principais objetivos dessa obra é fazer com que o Complexo Portuário do Itajaí não perca linhas no futuro. Após encerrada a primeira etapa, em poucos meses poderemos receber embarcações de 336 metros de comprimento, o que certamente aumentará a atratividade de novos arrendatários”, afirma o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga. Inclusive, segundo o superintendente, a conclusão da nova bacia vai possibilitar que sejam feitas duas manobras simultâneas em Itajaí. “Navios de até 305 metros poderão girar na atual bacia de manobras, enquanto os de tamanho superior utilização a nova bacia”, acrescenta.  

Parceria público-privada

O investimento, por meio de parceria público-privada, foi a solução encontrada para que o trabalho da bacia não se perdesse. Em abril, o Estado considerou as obras concluídas de acordo com o contrato, que previa dragagem de 3 milhões de metros cúbicos. No entanto, a quantidade de detritos aumentou ao longo dos anos e prejudicou o tamanho final da bacia. O Estado argumentou que não era mais possível fazer aditivos ao contrato, nem de prazo e nem financeiro, e a obra paralisou. Desde o início dos trabalhos a Triunfo recebeu do Estado R$ 128 milhões.

 




Últimas Notícias

Notícias

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt