quinta, 29 de outubro de 2020
02/08/2019 16:30

Preço do frete tem defasagem média de 16% em 2019


O preço do frete teve uma defasagem média de 16% no primeiro semestre de 2019. A informação é de pesquisa da NTC&Logística, apresentada na tarde desta quinta-feira, 1º de agosto, para lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) de todo o Brasil. O evento acontece até hoje, 2 de agosto, em São Luís, no Maranhão.

No segundo semestre de 2018 esta defasagem era de 13%. O crescimento surpreendeu o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, presente no evento. “Com um ano de vigência, essa defasagem deveria ser muito menor”, ponderou. Outro apontamento da pesquisa é que a maioria (62%) das empresas do TRC não cobram o frete valor, que quer dizer o percentual sobre o valor da carga constante na nota fiscal e variável com a distância a ser percorrida, o qual se destina a cobrir os custos com o seguro obrigatório de responsabilidade civil. Além disso, 71% não cobram o GRIS (taxa de Gerenciamento de Risco) e 83% o EMEX (Taxa de Emergência Excepcional) – cobrado para regiões que se encontram em estado de insegurança para o transporte (roubo de cargas).

Destas empresas, 41% acreditam que a realidade será mantida estabilizada, percentual similar ao de janeiro de 2018, quando 42% tinham este pensamento. O número caiu, por sua vez, em relação aos que acreditavam em melhora: de 44,5% em janeiro de 2018, no mesmo período em 2019 este número foi de 24%. Já os que esperavam piora se elevaram de 13,5% para 35%.

 

Piso mínimo – A pesquisa da NTC&Logística também demonstrou que 41,5% das empresas do TRC consideram o Piso Mínimo do Frete bom para o setor, contra 29,2% indiferente e 29,3% prejudicial.

Nesta realidade, apenas 10% das empresas continuam contratando transportadores autônomos. E, com a tabela, 38,5% substituíram os terceiros por mão de obra própria. 50,9%, todavia, não foram afetadas.

 

O tema também foi abordado pelo professor José Vicente Caixeta Filho, coordenado geral da ESALQ-LOG da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela elaboração da tabela de frete publicada e revogada em julho deste ano. Ele falou sobre a metodologia utilizada para a elaboração do documento e comentou a realização das audiências públicas que coletaram mais de 500 contribuições.

Para o líder do TRC de Santa Catarina, Ari Rabaiolli, a nova tabela corrigiu muitas distorções que a primeira (publicada em junho de 2018) apresentava, mas ainda deixa muitas dúvidas, “principalmente quando se trata de estabelecer lucro, pois o transporte tem muitas características diferentes, a exemplo dos tipos de cargas e segmentos”. 

Opinião com a qual o presidente do Setram, Riberto Lima, integrante da comitiva catarinense no evento, concorda. Inclusive ele avalia que, “com esta abertura de negociações e acordos entre as partes das onze categorias da tabela, acho que será o melhor caminho”. O coordenador da COMJOVEM Joinville, Geovani Serafim, acredita que, embora a tabela tenha surgido na tentativa de regular o mercado, “não precisaria de piso mínimo se houvesse mais fiscalização”.




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