quinta, 17 de outubro de 2019
12/09/2019 08:17

Município pode assumir obra da Via Expressa Portuária

Como se trata de uma via que liga a BR-101 ao Porto de Itajaí, no governo da presidente Dilma Rousseff, a obra foi federalizada, para que a União aportasse os recursos necessários, embora o trajeto passe por dentro dos bairros da cidade.

Paralisadas há cerca de sete anos, as obras da Via Expressa Portuária poderão ser retomadas. Só que em vez do governo federal, que alega estar sem recursos, o município de Itajaí se prepara para assumir a empreitada, que era de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O projeto original está orçado em mais de R$ 100 milhões. No entanto, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, já avisou que a União não dispõe dos recursos.

Como se trata de uma via que liga a BR-101 ao Porto de Itajaí, no governo da presidente Dilma Rousseff, a obra foi federalizada, para que a União aportasse os recursos necessários, embora o trajeto passe por dentro dos bairros da cidade. Entretanto, diante da negativa do governo federal, a prefeitura propôs um trajeto alternativo, abrindo mão de elevados que encarecem a obra.

O assessor especial da Secretaria de Urbanismo, Auri Pavoni, diz que a primeira ação do município será buscar o projeto executivo da obra junto ao Dnit, o que deve ocorrer nos próximos dias e obter a autorização para o município dar continuidade à via. “E caso não consigamos buscar esse projeto para fazermos as adequações necessárias, o município vai elaborar um, para aí levantarmos os investimentos que serão necessários”, diz Pavoni. Mesmo assumindo a continuidade das obras, a prefeitura precisará de autorização de Brasília para iniciar os serviços.

A obra é crucial para a mobilidade urbana de Itajaí, uma vez que, após concluída, vai retirar de algumas das principais avenidas da cidade o trânsito de cerca de 1,5 mil caminhões com contêineres por dia. Os serviços vinham sendo executados pelo 10º Batalhão de Engenharia do Exército, que por volta de 2012 abandonou a obra porque o atraso nas desapropriações impedia o avanço dos trabalhos. Desde então, o trecho já executado deteriora a olhos vistos.

 

Proposta

 

“Segundo a vontade do prefeito Volnei Morastoni, a obra será concluída, independentemente de quem a execute”, acrescenta Pavoni. A ideia é licitar primeiro a conclusão do primeiro trecho, até a Avenida Reinaldo Schmithausen, e entregar até o final do primeiro trimestre do ano que vem. A segunda fase, para retirar os caminhões da Avenida Irineu Bornhausen (Caninana), deve levar mais tempo. Uma parte da proposta prevê a criação de uma faixa exclusiva para caminhões, em mão inglesa, na Rua Blumenau.

Para reiniciar as obras da Via Expressa Portuária, a prefeitura de Itajaí precisa concluir as desapropriações e a realocação de famílias que possuem imóveis irregulares que ainda estão no traçado da via. Ainda faltam 40 famílias e a previsão é que sejam realocadas em até 90 dias.

Pavoni diz que as desapropriações estão sendo pagas com recursos da União. “Agora, no caso destas 40 famílias que ainda faltam, a União entrou com os recursos para as casas e o município está dando os terrenos e executando as obras de infraestrutura”, acrescenta Pavoni. O assessor acredita que a retirada dos caminhões das vias principais terá efeito imediato nos índices de acidentes na área urbana de Itajaí.




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