terça, 07 de abril de 2020
14/01/2020 08:00

Catarinense pesquisou mais e gastou menos neste Natal

Gasto médio por pessoa foi de R$ 515,27. Setores de vestuário e de calçados foram os preferidos dos consumidores

Os catarinenses gastaram em média R$ 515,27 neste Natal, 4% a menos em comparação a 2018. Apesar da queda, o valor médio foi 4,4% maior do que o estimado em uma pesquisa de intenção de compra divulgada em dezembro. O número médio de presentes comprados também caiu, diminuindo de 5,5 para 4,6 itens por pessoa. 

Além de gastar menos, o consumidor também pesquisou mais. Os dados mostram que 66,9% dos entrevistados realizou pesquisa de preços antes de efetuar as compras, 11% a mais do que no último Natal. O levantamento foi realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC).

Os catarinenses também mostram ter se planejado melhor em 2019, já que 35% compraram os presentes com duas semanas de antecedência, contra 23,6% do Natal passado. Outros 35,7% deixaram para comprar na semana da data, 11,6 pontos percentuais a menos do que em 2018. Já 21,7% deixaram para comprar na véspera do Natal, percentual similar aos 20,9% registrados na pesquisa anterior.

O estudo mostra também que quem pesquisou e comprou com antecedência acabou gastando mais. Os que pesquisaram tiveram um gasto médio de R$ 549,03, contra R$ 466,46 de quem não pesquisou. Já os que compraram com duas semanas de antecedência gastaram em média  R$ 714,25 contra R$ 386,51 de quem comprou na véspera do Natal. 

Segundo a Fecomércio/SC, isso se deve porque quem pesquisa e compra com antecedência acaba optando por presentes mais elaborados, como eletrônicos. "Quem se planejou investiu mais em suas compras, enquanto o gasto dos consumidores não planejados foi menor. Ou seja, quem faz pesquisa de preço e compra com antecedência não necessariamente gasta menos, diferente do que se costuma afirmar", analisou o presidente da Federação, Bruno Breithaupt.

Preferências

O local preferido para compras foi o comércio de rua (66,9%), seguido por shopping centers (22,8%) e pela internet (5,9%). Entretanto quem comprou pela internet acabou gastando mais (R$ 1.029,28) e quem comprou no comércio de rua gastou menos (R$ 499,93). Segundo a Federação, quem adquire produtos pela internet acaba escolhendo presentes mais planejados, assim como quem pesquisa e compra com antecedência, enquanto quem escolhe o comércio de rua opta por compras mais espontâneas.

"Os consumidores fizeram compras bem planejadas. Essa é uma característica interessante que pode ser bem aproveitada pelos empresários", afirmou Breithaupt. 

Os itens de vestuário foram os preferidos para 44,3% dos catarinenses. Em seguida vem o setor de calçados (17,6%), brinquedos (15,9%) e eletrônicos (4,8%). Os eletrônicos foram os itens com maior gasto médio (R$ 1.081,03), seguido por óculos, jóias e relógios (R$ 331,92), vestuário (R$ 313,06), e perfumaria e cosméticos (R$ 285,89).

A pesquisa também atribui uma nota de 0 a 10 para fatores que influenciaram na decisão de compra do consumidor. Em média o fator mais importante foi o produto (9,1), seguido pelo preço (8,8), o local (8,3) e, por último, se existe alguma promoção (6,8). Mesmo sendo considerado o fator menos importante, as promoções são mais valorizadas por quem tem renda menor. O índice é de 7,32 para consumidores com renda de R$ 1.012 a R$ 2.021, e chega a 5,5 para quem recebe de R$ 8.084 a R$ 10.104.  




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