sexta, 10 de abril de 2020
30/01/2020 06:10

P-70 chega ao Porto do Rio de Janeiro

A operação de fundeio foi um sucesso, mas a manobra mais importante e delicada ocorrerá nesta quinta-feira (30), quando o navio "Boka Vanguard" submergirá para a descarga da plataforma

O Porto do Rio de Janeiro recebeu, no dia 24 de janeiro, a unidade flutuante de produção, estoque e transferência de petróleo (FPSO) P-70, que vai operar no polo pré-sal da Bacia de Campos. A plataforma foi trazida pelo navio semissubmersível "Boka Vanguard", que ancorou em uma das áreas de fundeio na Baía de Guanabara, onde será descarregada. A complexa operação de fundeio mobilizou profissionais da Companhia Docas do Rio de Janeiro, da Marinha do Brasil e da Praticagem do Rio de Janeiro.

O gerente de Acesso Aquaviário do Porto do Rio de Janeiro, Roque Pizarroso, ressaltou que “uma manobra desse porte é muito técnica e requer bastante expertise dos profissionais envolvidos”. Isto porque o navio é extremamente pesado, carregando a plataforma de 78 mil toneladas, milimetricamente acomodadas na embarcação.

De acordo com Pizarroso, “a operação de fundeio foi um sucesso, mas a manobra mais importante e delicada ocorrerá nesta quinta-feira (30), quando o navio "Boka Vanguard" submergirá para a descarga da plataforma.

Após essa operação, a P-70 seguirá para área de fundeio, onde permanecerá por aproximadamente 30 dias. Durante esse período, serão realizadas, entre outras ações, o comissionamento, a nacionalização da estrutura e os preparativos para prosseguimento da viagem com destino ao Projeto Atapu 1 (pré-sal) da Bacia de Santos.

Saiba mais sobre a P-70

A P-70 faz parte da série de plataformas replicantes, que atualmente respondem por parte da produção no pré-sal, com a operação já iniciada nas unidades P-66, P-67, P-68 e P-69. Construída na China, a plataforma tem capacidade para produzir 150 mil barris de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

O transporte da P-70 foi realizado pela modalidade chamada de "dry tow" (reboque seco), o que significa que em vez de ser conduzida por rebocadores oceânicos a unidade é embarcada em um "semi-submersible heavy lift ship" (navio semissubmersível para transporte de carga pesada). Com informações da Portos e Navios




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