sexta, 10 de abril de 2020
21/02/2020 09:33

Exportação de petróleo para China segue normal, diz diretora da Petrobras

A China absorve cerca de 65% das exportações da companhia

A diretora de refino e gás natural da Petrobras, Anelise Lara, disse nesta quinta-feira que as exportações de petróleo da companhia para a China seguem normais, apesar dos efeitos da epidemia de coronavírus sobre a demanda pela commodity no mercado asiático. Segundo ela, contudo, a expectativa é que as exportações caiam no primeiro trimestre de 2020, devido a uma produção menor.

“Pelo menos até agora, não estamos sentindo efeitos [do coronavírus]. Todas as cargas previstas estão embarcando normalmente. Mas no primeiro trimestre haverá paradas de manutenção de plataformas. Isso provavelmente vai reduzir um pouco a exportação no primeiro trimestre”, afirmou durante teleconferência com analistas.

Ela destacou que a China absorve cerca de 65% das exportações da companhia, mas que existem outros mercados alternativos. “Os mercados europeu e americano estão recebendo bem nosso petróleo”, disse.

A executiva comentou também a estratégia comercial da companhia para aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento da demanda por óleo combustível marítimo (bunker) com baixo teor de enxofre.

Segundo Anelise Lara, a Petrobras tem feito ajustes “nos níveis de conversão” das refinarias e tem conseguido, por exemplo, degradar o diesel para produzir mais bunker. Ela afirmou, contudo, que o mercado interno de gasolina e diesel continua sendo o mais relevante para a empresa.

“No último trimestre reduzimos a produção de diesel, porque a demanda caiu, mas estamos também degradando o diesel para produzir bunker. Mas nosso principal mercado ainda é o interno e a gasolina e diesel ainda vão ser componentes muito importantes desse mercado”, disse.

A diretora disse que a Petrobras sentiu uma redução nos preços do bunker no mercado asiático por causa dos efeitos do coronavírus sobre a demanda pelo combustível. Segundo ela, contudo, a expectativa é de retomada no consumo ao longo do ano.

“Sentimos uma queda no crack spread [margem] do bunker por causa do coronavírus. Chegamos a ver o bunker chegar a quase US$ 90 o barril. Isso sentimos uma queda. Mas acreditamos que, retomando o comércio internacional e a China passando essa fase, veremos uma retomada do crack spread positiva para 2020”, afirmou. Com informações do Valor




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