domingo, 07 de junho de 2020
31/03/2020 15:12

Setor ainda tenta retomar a construção civil nesta semana

Os impactos para a construção civil em Itajaí e região são muito graves, podendo resultar na falência de empreiteiras e construtoras de menor porte

 O segmento da construção civil está em tratativas com o governo do Estado, por meio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e espera para esta terça-feira, 31, um decreto do governador Carlos Moisés. “No discurso o governo tem concordado conosco, porém, necessitamos do decreto autorizando. Esperamos esse decreto ainda para hoje”, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) da Foz do Rio Itajaí, engenheiro civil Bruno Pereira.

Hoje, segundo Pereira, está tudo parado, a não ser uma ou outra obra de pequeno porte de pessoas não associadas ao sindicato, que estão tentando dar continuidade. “Mas cremos que podemos trabalhar, pois entendemos que também somos indústria, e assim como as demais, temos condições de trabalhar com capacidade reduzida.”

O dirigente diz ainda que o setor criou protocolo de segurança sanitária e “acreditamos que podemos voltar em segurança, dando boas condições aos nossos trabalhadores.”

Impactos

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) atingiu em cheio um setor que iniciou 2020 com a expectativa de dobrar o número de novos empregos em relação a 2019. De janeiro a dezembro do ano passado, o setor registrou saldo positivo de 334 vagas formais, o que remeteu à estimativa de quase 700 vagas para este ano. O aumento expressivo nas contratações ocorreu por conta dos lançamentos, que deveriam dobrar em 2020 no mercado imobiliário de Itajaí.

“Os impactos são bastante graves. Para as incorporadoras vai depender de como será a retomada da economia pós-crise. Já para as pequenas construtoras e empreiteiras de mão de obra, o impacto pode ser até mesmo a falência”, diz Pereira. Ele acrescenta que muitos funcionários são de renda mais baixa e devem, inclusive, estar passando dificuldades. “Muitas empresas tem enviado cestas básicas, mas nem todos tem condições de fazer isso.”

 

 




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