domingo, 07 de junho de 2020
03/04/2020 15:15

Pesquisa aponta que região da Foz do Itajaí tem altos índices de desemprego com a pandemia do Covid-19


A região da Foz do Itajaí deve ser uma das mais impactadas pelo desemprego devido a pandemia do novo coronavírus (Covid -19) Segundo pesquisa divulgada pelo Sebrae/SC na quinta-feira, 2. A pesquisa analisou o universo dos pequenos negócios e apurou que cerca de 148 mil pessoas já perderam seus empregos desde o início do isolamento social no Estado, dia 18 de março.

Dos entrevistados, 19,5% das micro e pequenas empresas afirmam já terem feito em média duas demissões nesse período. As regiões mais impactadas, de acordo com o Sebrae/SC, são do Planalto Serrano, Sul e Foz do Itajaí, com 22,83%, 22,82%, 22,81% respectivamente das empresas apontando demissões no período.

O alto impacto do desemprego na região está ligado a atividade turística. Depois de uma temporada de verão que ficou muito aquém do esperado, o isolamento social atingiu em cheio o setor de hotéis, bares e restaurantes, resultando, inclusive, no fechamento de muitos estabelecimentos.

Segundo levantamento feito pelo Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau entre os dias 24 e 26 de março, mais da metade das empresas devem fazer cortes durante a crise. E estudo apurou que, inicialmente, 79,9% dos colaboradores dos setores ligados à atividade turística entraram em férias, 10,6% continuaram trabalhando e 9,5% dos colaboradores tiveram contratos encerrados após o Decreto Nº515 do Governo do Estado, que dispõem sobre a necessidade de isolamento social. No entanto, essa realidade tende a ficar ainda pior.

A fatia de 52,9% das empresas entrevistadas informaram que farão futuras demissões, 22,6% das empresas estão analisando o cenário antes da tomada de decisão, enquanto que 24,5% das empresas não pretendem fazer novas demissões. Já no setor de alimentação, mais da metade das empresas, o total de 53%, seguiram trabalhando através de delivery e 47% das empresas estão com a atividade totalmente desativada. No entanto, para muitas, esse serviço não é suficiente para manter as empresas abertas. Para os empresários, a maior reocupação é a manutenção da folha de pagamento dos colaboradores, seguida pelas despesas fixas, como alugueis, condomínios, energia elétrica.

Segundo a presidente do BC Convention, Margot Rosenbrock Libório, mesmo com a estagnação da atividade em praticamente 90% do setor turístico, o empresariado ainda resiste em fazer novas demissões. “Há esperança que o trabalho se restabeleça e que as equipes voltem a atuar. Vemos que as medidas governamentais para ajuda às empresas do setor são tímidas e lentas. Este panorama pode afetar a decisão das empresas que ainda estão analisando o cenário e, pela falta de apoio rápido e contundente as novas demissões, poderão acontecer em maior número do que pensado em um primeiro momento”, analisa.




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