quarta, 02 de dezembro de 2020
06/04/2020 16:24

Coronavírus: 78% das pequenas empresas estimam perder mais de 30% de faturamento, aponta levantamento

Após três semanas de quarentena, sondagem mostra que 85% dos pequenos negócios não tem reserva financeira

Um levantamento mostra os primeiros impactos para o pequeno empreendedor após duas semanas de quarentena do comércio por causa da Covid-19. De acordo com a startup de gestão empresarial vhsys, 78% das pequenas empresas brasileiras preveem uma queda superior a 30% no faturamento por causa da pandemia de coronavírus. Para 28%,  o faturamento deve despencar para a metade e 21% acreditam que a crise fará os negócios perderem mais de 80%.

Segundo a sondagem, cerca de 69% acreditam que a crise vai durar mais de três meses, enquanto 11% dos negócios acham que a crise se resolverá em um mês. A vhsys  selecionou mais de 10 mil clientes de todo o país, extraídos da base da empresa. A maior parte delas fica em São Paulo e Paraná.

Ainda segundo o levantamento, o corte de gasto é a principal medida que os empreendedores tomaram para tentar equilibrar as contas (58%), mas também estão se concentrando em vendas online (30%), equipes de trabalho em home office (39%) e até fechamento do negócio temporariamente (40%).

As respostas mostram que apenas 11% das empresas estão satisfeitas com as medidas que os governos estão tomando para ajudar os micro e pequenos negócios. Cerca de 44,1% estão parcialmente satisfeitas e 44,8% não estão satisfeitas de forma alguma.

Os dados apontam que 85% das empresas não estavam preparadas para um momento como esse. De acordo com Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, o número alto chama a atenção e acende um alerta. "Embora a situação seja extremamente atípica para qualquer pessoa, isso mostra claramente que o pequeno empreendedor ainda não trabalha com caixa para riscos e imprevistos. Claro que há diversas variáveis nessa situação, mas é um bom momento para pensar como uma gestão mais analítica e organizada pode fazer a diferença em emergências", analisa.

A pandemia causada pelo coronavírus impôs o fechamento do comércio e de serviços em diversas regiões do país, causando preocupações sobre a sobrevivência dos negócios, especialmente entre as pequenas empresas, que dependem da receita mensal.

Para Stocco, o momento exige resiliência. “As micro e pequenas empresas são as responsáveis pelo aumento de geração de empregos formais no país e vão precisar de muita força de gestão nesse momento tão delicado. Será uma tarefa difícil, mas com apoio de empresas privadas e do Governo Federal, sobreviveremos a mais esse desafio”, diz.

Após decretar estado de calamidade pública, o governo federal publicou medida provisória que flexibiliza as regras trabalhistas, prorroga o vencimento de tributos e também facilita o acesso ao crédito. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.




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