quarta, 24 de abril de 2024
06/06/2023 18:13

Governo publica MP do programa para baratear carros

Os descontos vão variar de R$ 2 mil a R$ 8 mil

O governo Lula publicou nesta terça-feira, 6, a Medida Provisória (MP) 1175/23, do programa que prevê descontos para a compra de carros, ônibus e caminhões. Conforme o plano, os descontos podem variar de R$ 2 mil a R$ 8 mil em automóveis e veículos comerciais.

O plano para baratear veículos por meio de incentivos fiscais gerou controvérsia dentro do governo. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não se entenderam no início sobre o modelo do programa. Alckmin teve de adiar a divulgação do programa. Ontem, Haddad fez o anúncio oficial e recuou quanto ao modelo inicial. Especialistas também criticaram o programa.

Como vai funcionar?
A MP já está em vigor e tem validade de quatro meses. Os descontos de ônibus e caminhões vão depender do tipo de carga e da quantidade de pessoas transportadas. Além disso, os preços anunciados pelas montadoras não serão necessariamente seguidos pelas concessionárias.

As montadoras e as concessionárias também podem aumentar os descontos caso desejem. Algumas já começaram a anunciar os novos valores nos veículos. Até agora, o carro zero-quilômetro mais barato é o Renault Kwid, que é comercializado a partir de R$ 58,9 mil. Já o HB20, da Hyundai, é vendido por R$ 74,2 mil.

Os descontos dos carros seguirão um sistema de pontos com base em quatro critérios: fonte de energia, consumo energético, preço e densidade produtiva. Quanto mais pontos um carro acumular, mais desconto ele tem. Por exemplo, para obter o desconto máximo de R$ 8 mil, o carro precisa fazer 90 pontos.

Montadoras aceleram produção de carros com o novo programa
A venda de carros de passeio caiu 8,6% em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2022. No entanto, a produção aumentou quase 30% no mesmo período, segundo dados da  Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). 

No total, 205,9 mil carros foram produzidos, entre comerciais leves, caminhões e ônibus. O motivo da aceleração da fabricação desde o início de maio foi a confirmação do governo federal de que iria lançar o programa de incentivos.




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