sábado, 04 de abril de 2020
03/04/2020 15:19

Logistique aposta na retomada da economia


Embora a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tenha avançado rapidamente nas últimas semanas no mundo todo, os mercados importador e exportador ainda não esboçaram reações no primeiro trimestre desde ano. O bom desempenho foi puxado pelas commodities, uma vez que os embarques de bens como soja, petróleo e minério de ferro não foram afetados, segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão. Exemplo desse bom desempenho foi o Porto de Paranaguá. Que registrou recorde na exportação de grãos.

“Em algum momento, exportadores relataram preocupação com falta de contêineres para embarcarem seus produtos, mas não tivemos confirmação de que isso ocorreu”, disse Brandão durante a divulgação da balança comercial de março. Já o consultor Leandro Carelli Barreto, da Solve Shipping Intelligence Specialists, diz que os navios com destino a Ásia estão cheios e muitos armadores só estão aceitando reservas para maio. Barreto credita parte disso aos Blank Sailing ocorridos no continente em fevereiro e março.

Os navios que fazem as rotas Europa/Mediterrâneo e América do Norte/Golfo também não demonstraram variações importantes nos níveis de utilização, embora seja nas importações ou exportações, muito embora alguns agentes de carga já venham notando a queda de algumas reservas para Nova York.

No entanto, há certo otimismo no mercado, pois assim como a economia chinesa está em plena recuperação, a expectativa é que os demais países que mantêm relações comerciais com o Brasil retomem em breve suas operações comerciais. O fato de todos os portos do mundo continuarem operando [inclusive Genova e portos da Índia, que operam com restrições e atrasos] é outro bom sinalizador.

Nos portos e terminais marítimos catarinense o cenário é também tranquilizador. “Há um aparente quadro de normalidade porque as importações continuam e os embarques são realizados. No entanto, essa nova realidade exige maior planejamento, mais entendimento e conhecimento”, diz a coordenadora da Câmara de Comércio Internacional da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Teresa Bustamante.

Quebra de paradigmas

É nas grandes crises que a economia se reinventa. E com a pandemia do Covid-19 não será diferente. O momento é visto, inclusive, como uma oportunidade da economia global se reorganizar. E nesse contexto entra também a economia brasileira.

“Haverá quebra de paradigmas e as mudanças ocorrerão fortemente sob várias vertentes. Desde um forte aumento do protecionismo, o maior desenvolvimento de cadeias de valor agregadas [com maior presença de fornecedores nacionais e inter-regionais] e um maior uso acordos comerciais e as vantagens das uniões aduaneiras”, diz Maria Teresa.

A especialista acredita ainda no fortalecimento dos negócios com a União Europeia e com a Zona de Livre Comércio na África, devido aos acordos existentes. “Apesar dos enormes desafios a serem enfrentados”, acrescenta. No entanto, Maria Teresa diz que as indústrias enfrentarão essa crise com mais inovação, tecnologia, foco e um uso mais intenso do e-Commerce e da vida virtual.

“Teremos, certamente, muito a aprender mas, também a contribuir. E nós da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), sob minha coordenação, estamos nos debruçando em estudar, pesquisar e investir em desenhar como atuaremos no pós-crise”, conclui.

Logistique

Neste contexto, de quebra de paradigmas e com maior valorização de relacionamentos,  a Logistique - Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais de Cargas reúne de 1 a 3 de setembro, no Centro de Convenções da Expoville, em Joinville, SC, importantes players do setor para discutir o futuro das cadeias logística e de comércio exterior, apresentar práticas de sucesso e gerar negócios.

Posicionada como importante e estratégico agente para negócios, conteúdo e network para a região sul, a Logistique reúne os principais player’s do setor, fornecendo soluções para atender as necessidades de toda  a cadeia logística, seja na intralogística, transporte multimoda e comércio exterior.

A programação conta ainda com conteúdo de alto nível através de conferências, workshops, rodada de negócios, áreas de demonstração prática de soluções para intralogística, espaço de tecnologia dentre outros. Tudo isso direcionado a um público altamente especializado.

“A edição 2019 da Logistique reuniu um público com alto potencial de negócios em torno de grandes players que formam a complexa cadeia logística. A feira cresceu e ganhou corpo. As expectativas para a terceira edição são as melhores, porque acreditamos plenamente na retomada de nossa economia”, diz o diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi. A escolha de Santa Catarina para sediar o evento é estratégica.




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