A importância da gestão de custos nas atividades do transporte rodoviário de carga28/04/2007 As últimas estatísticas sobre o perfil do transporte rodoviário de carga no Brasil apontam que no setor de atuam 50 mil empresas de transporte de carga (ETC), 48 mil empresas de transporte de carga própria (TCP) e 500 mil caminhoneiros autônomos. A frota nacional de caminhões, que hoje é de aproximadamente 1.836.000 unidades das mais diversas marcas e modelos, movimentam anualmente 561 bilhões de toneladas por quilômetro, representando 60% da matriz de transporte de carga no Brasil. Uma radiografia rápida do setor de transporte do Brasil aponta questões que afetam diretamente a sobrevivência destas empresas no mercado, tais como: • Frota envelhecida, obsoleta e altamente poluente. • Mão-de-obra despreparada • Malha rodoviária em péssimo estado de conservação. • Acidentes de trânsito com envolvimento de caminhões. • Roubo de carga. • Concorrência predatória entre as empresas. • Avanço do modal ferroviário e aquaviário na participação da matriz de transporte de carga no Brasil. • Modelo de gestão empresarial que não mais atende as necessidades das empresas de enfrentarem a concorrência e competitividade. Sobreviver exige uma série de ações e uma delas é a gestão dos custos operacionais. Mais importante do que implantar um sistema de apropriação de custos operacionais no TRC é a capacidade do gestor lidar com os números ou relatórios gerados pela metodologia de custeio implantada na empresa Classicamente, os custos são indispensáveis para tomada de decisão, controle das operações e apuração de resultado. Várias são as decisões a serem tomadas no dia-a-dia das empresas de transporte rodoviário de carga, tais como: • Cálculo do valor do frete. • Seleção de equipamento mais adequado para as operações de transportes. • Decisão quanto a terceirização do transporte (contratação de terceiros) ou mesmo da oficina de manutenção da frota de veículos próprios da empresa. • Cálculo da idade ideal para substituição do veículo da frota. • Elaboração de orçamento, etc. As diversas metodologias usadas na gestão de custos das empresas de transporte apresentam vantagens e desvantagens. A metodologia ou ferramenta de gestão mais indicada para auxiliar na correta gestão econômica e financeira das empresas de TRC é um conceito já usado na Europa desde a 2ª. Guerra Mundial, chamado atualmente de Custo Médio Desagregado. Os contabilistas conhecem como Sistema de Custeio Direto. Anos de experiência no gerenciamento de frotas e do transporte rodoviário de cargas permitiu uma adaptação desta metodologia, que agora chamamos de Custo: Espaço-Tempo. Na verdade, duas dimensões exercem influência direta nos níveis de custos, ou seja: • A dimensão espaço: que representa a distância a percorrer (percorrida) pelo veículo de transporte para atender um determinado cliente ou demanda, numa determinada viagem. • A dimensão tempo: que representa o tempo de utilização do veículo e motorista, para atender este mesmo cliente ou demanda. A metodologia aqui apresentada (figura) classifica os custos operacionais em duas categorias distintas: custos fixos e custos variáveis. Os custos fixos geralmente são expressos em reais por mês e os custos variáveis são expressos em reais por quilômetro rodado. É importante lembrar que os custos fixos são fixos por período de tempo (mês) e variáveis por quilômetro rodado, pois a medida que o veiculo de transporte aumenta sua produção em termos de quilômetros rodados por mês, o custos fixos por quilômetro rodado diminui. Já os custos variáveis são fixos por quilômetro rodado e variáveis por período de tempo, pois a medida que o veículo de transporte aumenta sua produção em termos de quilômetros rodados por mês, os custos variáveis aumentam proporcionalmente à distância percorrida. Após cálculo e apropriação dos custos operacionais, surge uma questão que tira o sono dos gestores de transporte: Como reduzir custos nas atividades de transporte? A resposta é muito simples. O gestor deve praticar a regra do 2SC1SP, 24 horas por dia; 7 dias por semana; 30 dias por mês e 365 dias por ano. Esta regra afirma que o gestor deve: Saber Comprar. Saber Consumir. Saber Produzir. Gastar exige do gestor um verdadeiro ritual para ter a certeza que o gasto a realizar vai realmente gerar resultados ou atender as necessidades empresariais. Saber comprar vai exigir do gestor habilidades de negociação na compra de pneus, combustível, do veículo, na compra de frete; ou seja, dos insumos de transporte. Saber consumir significa habilidade do gestor em promover a eliminação de desperdícios. Desperdícios de tempo, de combustível, de pneus, ou seja, de recursos de toda a natureza e tipo. Saber produzir envolve conhecimentos de novos modelos de gestão, de novas ferramentas e metodologias no sentido de maximizar resultados pela máxima eficiência. A palavra chave aqui é otimização. Negociar, eliminar desperdícios e otimizar quando combinados e usados com criatividade pelos gestores nas organizações, favorece a competitividade e a sobrevivência das empresas de transporte rodoviário de carga. Vamos reduzir custos nas empresas de transporte rodoviário de carga. A batalha já começou! Compartilhe no Twitter |
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