A CONTEINERIZAÇÃO DOS PORTOS!
13/08/2008
O desenvolvimento, de todas as iniciativas, da ciência, também, do trabalho em geral, levou um segmento da economia, no caso, os exportadores, importadores e empresas de navegação marítima, a mudarem sua forma de transportar a produção no mundo.
Reclamamos, vez por outra, a presença infindável de contêineres, nas cidades, entretanto, é preciso registrar que mais de 90% da carga internacional é transportada pelos portos marítimos e 80% desta, se move através de contêineres. As empresas em geral, tanto importadoras, como exportadoras, necessitam de um aumento na eficiência dos portos, para maximizar suas receitas, e por sua vez, os portos precisam encontrar maneiras de diminuir o tempo de operação do navio, para que se possa atender o maior número de navios possíveis.
Porisso se modernizam dia a dia, melhorando a economia com eficiência e modernidade.
Os 13 Terminais de Contêineres brasileiros, já concentram mais de 70% da movimentação no país, nos termos da avaliação feita através da Associação Brasileira de Terminais de Contêineres (ABRATEC), entidade que possui 10 terminais membros (Multi-Rio, TECON Salvador, Libra T-37, Santos Brasil, TECON Rio Grande, Libra T-1, TCP – Paranaguá, Terminal de Vila Velha, TECONVI e TECON SUAPE, Sepetiba TECON, Manaus, São Francisco e TECONDI), que não são membros da referida entidade, que possuem uma posição significativa no cenário nacional, já conteinerizaram suas atividades. Procuram se modernizar, oferecendo sempre mais eficiência.
Estudiosos da atividade portuária, falam que o número de re-movimentações de um contêiner é um indicador muito importante para a satisfação dos clientes do terminal. Afirmam que o tempo de deslocamento no pátio e o tempo de espera pelo serviço dependem do número de re-movimentações que o guindaste de transferência irá fazer durante a operação de um contêiner.
Atualmente os terminais portuários modernos, já utilizam portêineres (pórticos sobre rodas de cais) capazes de movimentar simultaneamente mais de um navio, já que correm ao longo cais, prestam um serviço com maior qualidade e velocidade, o que tem que ser acompanhado pelos portos que pretendam crescer.
Já se noticia, inclusive, a construção de um portêiner flutuante, que é o novo projeto do Porto de Roterdã na Holanda.
Diante do fantástico movimento de contêineres, atualmente no mundo, medidas tem sido tomadas para diminuir o número de re-movimentações, para o que, é necessária uma estratégia de alocação de espaço, que consiste em adequar a altura em que eles irão estar empilhados com mais espaço no pátio. Portanto, quanto mais alto estiverem os contêineres no pátio, menos é o espaço no chão necessário para os mesmos.
Nos grandes portos do mundo, para ser um arrumador ou estivador, é necessário ter curso superior, com graduação em ciências da computação, administração, engenharia mecânica e/ou de produção. Portos como Hamburgo na Alemanha, Roterdã, já utilizam, inclusive, um modelo de localização de container, de alta tecnologia, com o objetivo de diminuir o tempo que leva a chegar ao navio, tarefas planejadas e colocadas em prática pelos Sindicatos dos Portuários, através de arrumadores, que trabalham de fato e são altamente capacitados.
Prevendo a necessidade de maior capacitação e habilitação dos trabalhadores, a MARINHA DO BRASIL, através da DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS e ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO, já desenvolvem um CURSO DE OPERAÇÃO DE PORTÊINER, entre os vários outros, já existentes, que contribuem, orientam e habilitam os portuários em suas atividades.
Diante, pois, da crescente conteinerização, os Portos direcionam suas pesquisas, analisando a eficiência de um terminal de contêiner, apenas com base na utilização de recursos específicos como, por exemplo, os guindastes tradicionais, que daqui a pouco estarão fora de moda, nas grandes operações e servirão apenas para as atividades de uma grande área do pátio.
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