A insentatez da Guerra
06/03/2008
O clima de guerra, para alegria da indústria bélica, em especial dos EE.UU., está criado. Como se não bastasse tudo o que acontece, em especial, no Oriente, onde os povos estão assistindo diariamente, o sacrifício da vida e da mutilação de seus filhos, agora, temos em nossa fronteira um conflito em potencial.
Tudo feito premeditadamente, para alimentar as indústrias de armamentos, que historicamente, foram sempre os fomentadores das discórdias religiosas, de fronteiras, intesses econômicos, razões as mais perversas e injustificadas a luz da razão.
Assiste-se há tempo os esforços do Presidente da Venezuela, em busca de uma guerra. Armou-se para isso e em 2006, foram US$ 3,1 bilhões (o dobro de 2005) investidos por Chávez na compra, entre outros, de 24 caças russos, navios de guerra espanhóis e cem mil fuzis AK-103. Seu alvo principal sempre foi a Colômbia. Faz pose de mediador com os terroristas, mas nunca teve o elemento necessário a qualquer mediação, a neutralidade.
Além de tentar aumentar o seu prestígio interno, Hugo Chavez em verdade, atende inteiramente ao espírito belecista de Gerorge Bush, embora a sua popularidade tenha caido de 60% para 38% como a imprensa da Venezuela tem divulgado. Apesar de ter saido de uma ditadura sanguinária, a verdade é que uma guerra só interessa a indústria bélica.
A morte de um dos chefes das FARC da Colombia, em território do Equador acendeu o estopim da guerra, bem a gosto dos fomentares de um conflito. Esquecem de dizer que os guerrilheiros recebem abrigo tanto naquele país como na Venezuela.
Felizmente as fronteiras do Brasil, estão bem preservadas, “sendo impossível que as FARC se instalem em território brasileiro e não sejam descobertas. A área é de selva fechada e, para alimentar o grupo, eles teriam que fazer movimentos até alguma localidade. Como há pouca gente, todo estranho é notado” como afirmou o General Heleno Pereira.
Já em 1998 a Colômbia invadiu o Brasil. Chegou com uma brigada de pára-quedistas, desceu numa instalação militar brasileira e ocupou com aviões, helicópteros e centenas de soldados. O Brasil chamou o Embaixador e falou com o ministério em Bogotá para que eles saíssem imediatamente. Eles saíram e acabou o episódio.
Os atos das FARC e o que ela têm feito são odiosos. Os países vizinhos têm sido usados como forma de fugir dos confrontos com o Exército colombiano e de lá preparar as ações criminosas. Isso não parece incomodar nem o governo do Equador, nem o da Venezuela. Achamos que seja natural que o presidente Rafael Correa se ofenda, mas deve-se levar em conta que Integrantes das FARC que cometem crimes hediondos, são bandidos, torturadores e apóiam a exportação de cocaína. Claro, não deveriam ser mortos, mas serem presos e encaminhados para julgamento quando estiverem no território da Colômbia.
Hugo Chávez, nos seus delírios nazistas, autodenominou-se defensor dos países vizinhos e não esconde que apóia o terror na Colômbia. Ele considera que as FARC representam os ideais de Bolivar.
Para se meter nestes embates, ele tem se aproveitado do lucro exorbitante com a alta do petróleo. Considerando as exportações de petróleo, hoje a Venezuela lucra por mês US$ 5 bilhões a mais que em 1999, quando Chávez assumiu. Esses recursos não são investidos no desenvolvimento do país, mas sim, na preparação de uma eventual guerra.
O Brasil, que em gastos militares é o maior da América do Sul, ou seja, ainda é o mais poderoso, tem que ter extremo cuidado na sua atuação. É assunto para diplomatas profissionais e a “solidariedade” entre “vizinhos simpáticos” ou quaisquer outras baboseiras, mas deveria e precisa seguir sua tradição diplomática de não tomar partido na briga e trabalhar pela pacificação na região, pois não nos interessa o conflito.
É hora de nosso país estar, rigorosamente, contra a insensatez da guerra e será melhor exercer a liderança: pela pacificação, embora nossa chancelaria ainda não tenha mostrado a neutralidade necessária, pois tem feito criticas apenas ao lado colombiano.
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