quarta, 10 de agosto de 2022
08/11/2021

Mesmo com superávit, infraestrutura e burocracia são desafios para o comércio exterior


Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na última quarta-feira (03/11) mostraram que a balança comercial brasileira atingiu novos resultados históricos no ano. O superávit acumulado de 2021 chegou a US$ 2 bilhões em outubro, com saldo positivo no acumulado do ano, em um total de US$ 58,578 bilhões, alta de 29,6%. Apesar disso, ainda existem muitos desafios para o comércio exterior brasileiro e, ao mesmo tempo, temos as condições necessárias para melhorarmos esses gargalos.
Segundo Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa de assessoria no comércio exterior, a padronização dos processos e a diminuição da burocracia devem ser prioridades para o avanço do setor. "Hoje vivemos em um mundo globalizado em que a integração do comércio internacional deve ser prioridade. Porém, o Brasil tem a capacidade de importar e exportar muito mais produtos, mas isso deve ser feito por intermédio de ações públicas como formas de desburocratizar o processo. Este ano, tivemos o OEA Integrado, um grande passo nessa direção, mas ainda precisamos buscar a simplificação dos impostos e a diminuição burocrática", afirma o executivo.
Um dos principais problemas encontrados no Brasil ainda são relacionados a logística e problemas estruturais nas estradas. O Índice da Movimentação de Cargas do Brasil, realizado pela AT&M, o Brasil registrou, no primeiro quadrimestre de 2021, R$ 3 milhões em movimentação de cargas, um aumento de 38% em comparação ao ano anterior. Porém, a 23ª Pesquisa CNT de Rodovias mostra que 59% das estradas apresentam problemas, como o pavimento, sinalização e geometria.
"Outro ponto que devemos destacar são as tarifas cobradas pelo transporte aéreo e marítimo. Isso, somado às dificuldades estruturais aumentam o valor dos produtos nacionais, dificultando muito em relação a competitividade dos produtos brasileiros quando falamos de exportação. Precisamos simplificar as taxas além do setor público precisa pensar em isenções. Tudo isso poderá gerar mais competitividade para os produtos nacionais", afirma Fábio.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para o avanço do setor e a maior competitividade da indústria nacional, é necessária redução de entraves, como a complexidade das leis, greves, encargos, taxas e tarifas, além da diminuição do tempo para a liberação das mercadorias destinadas ao comércio exterior. Atualmente, o Brasil leva cerca de 13 dias para a exportação de produtos e tem um prazo ainda maior para a importação, cerca de 17 dias.
O executivo ainda completa, afirmando que a solução dos problemas encontrados no comércio exterior do Brasil podem transformar a realidade da importação e exportação no país, destacando que o potencial existe mas acaba sendo reprimido por dificuldades logísticas, estruturais e principalmente tributárias e administrativas.

Sobre a Efficienza

A Efficienza é uma empresa fundada em 1996 com o intuito de prestar serviços de assessoria em comércio internacional, a Efficienza se destaca como solução integral na área de despacho aduaneiro, logística internacional e assessoria em comércio internacional.

 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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