quarta, 10 de agosto de 2022
29/11/2021

Jucesc lança observatório para acompanhar dados sobre abertura de empresas em SC


A Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc) lançou o Observatório Jucesc. Trata-se de uma plataforma que integra bases estratégicas e painéis estatísticos sobre o número de empresas. Dessa forma, os catarinenses, por meio de filtros, poderão analisar dados sobre o procedimento de registro de empresas no estado e/ou por município. A novidade foi apresentada no último Fórum Simplifica do ano, realizado nesta sexta-feira, 26, de forma híbrida, no Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Consultoria, Perícias, Informações e Pesquisa da Grande Florianópolis (Sescon GF).

“Nossa missão, orientados sempre pelo governador Moisés, é com a transparência. E tendo esta ferramenta de acesso gratuito, nossa intenção é fazer com que todos os públicos interessados tenham acesso a informações atualizadas e fidedignas. A ideia é também fomentar uma concorrência sadia, ao estimular a celeridade e simplificação dos processos mercantis por meio das ações da Junta, além de facilitar cada vez mais o ambiente de negócios”, salienta o presidente da Jucesc, Gilson Lucas Bugs.

Segundo o diretor de administração da Jucesc, Diego Holler, que apresentou o Observatório no fórum, os municípios poderão fazer, inclusive, cruzamento de dados. “Isto vai gerar subsídios para a formulação de políticas de incentivo locais, assim como promover insights para a tomada de decisões com qualidade aos investidores. O cidadão poderá acompanhar o número de empreendimentos abertos e fechados, inclusive com detalhes sobre ramo de atuação e natureza jurídica, ou seja, qual tipo de atividade está crescendo ou caindo”, detalha.

Responsável pela criação dos painéis estatísticos, o gerente de tecnologia da Jucesc, Aiter Sena Silvera, alerta para o cuidado ao utilizar os filtros. “Fique atento ao utilizar os filtros, como período, natureza, porte, município e setor/ramo de atuação. Eles podem ser combinados entre si, visando a melhor visualização dos dado e de acordo com as necessidades. Mas, é importante sempre conferir se as marcações ficaram corretas, para que a pessoa não corra o risco de sair com um número errado”, explica.

Além do Observatório Jucesc, o site da Junta passa a contar também, com um submenu para acesso ao painel Mapa de Empresas, do Governo Federal, que traz o tempo total de registro e viabilidade em cada município. E ainda, traz o mapa de integração à RedeSim em Santa Catarina. Até o momento, são 289 cidades catarinenses integradas à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios. Apenas Aurora, Calmon, Campo Belo do Sul, Ermo, Matos Costa e São José ainda não estão conectados ao sistema integrador.

Para o Presidente do Sescon GF, o fórum foi histórico e mostra resultados, como é o caso do Observatório Jucesc, que foi uma sugestão dada em um dos encontros deste ano, para tornar os números mais disponíveis ao empresário do estado.

Mais três municípios integram o programa SC Bem Mais Simples

O SC Bem Mais Simples, um programa de política pública de simplificação do Governo do Estado, passa a contar com a integração de 41 municípios catarinenses. O anúncio também foi feito no encontro do Fórum Simplifica. Entre as últimas cidades que colocaram o sistema a rodar e já podem abrir ou fechar um negócio em apenas alguns cliques estão: Ibirama, Otacílio Costa e Florianópolis, que inclusive lançou a novidade no evento.

“Estamos muito satisfeitos com a entrada de Florianópolis no programa. Hoje somos a Capital que mais liberamos CNAEs no baixo risco, 543 atividades. Integrados ao programa, vamos ampliar estes números também para os de médio risco, por meio da autodeclaração, diminuindo o tempo para abrir ou fechar uma empresa. Nosso município continua na vanguarda de integração com a Jucesc, além de segurança, os investidores encontram aqui, um local propício para abrir seus negócios”, declara o secretário municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Juliano Richter Pires.

Instituído pela lei 17.071/17, o SC Bem Mais Simples funciona por meio do Enquadramento Empresarial Simplificado (EES). Desta forma, com base nas informações constantes da autodeclaração dos empreendedores, a lei permite que estabelecimentos com baixo potencial poluidor, baixo risco sanitário e pouca complexidade sejam abertos de forma simples e ágil.

Para fazer parte do programa, o primeiro passo é emitir uma legislação por parte do município, aderindo à lei estadual que institui o programa. Mais detalhes podem ser acessados aqui no site.

 

Parceria firmada

Com foco no fortalecimento do programa e na simplificação do processo de abertura de empresa também nos municípios, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e a Jucesc, contará com a parceria do Sebrae SC, para levar o programa SC Bem Mais Simples aos municípios que fazem parte do Programa Cidade Empreendedora.

Outras pautas em destaque

O Fórum Simplifica, que é uma iniciativa conjunta do Sescon GF e Jucesc, contou ainda, com uma apresentação do diretor de Registro Mercantil da Junta, Deoclésio Beckauser, sobre as alterações legais e os avanços para registros e legalizações de empresas; uma visão geral sobre a emissão de atestados de funcionamento e melhorias previstas no ambiente pelo Corpo de Bombeiros de SC; entre outras pautas.

 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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