segunda, 13 de abril de 2026
24/03/2025

Economia & Negócios: Parceria logística


Por Augusto César Diegol (acdiegoli@gmail.com)

Parceria logística

Duas empresas catarinenses uniram forças para criar um conglomerado logístico com atuação no Mercosul. O Grupo Nelson Heusi (GNH), que atua em toda a cadeia de comércio exterior, da importação à distribuição, passando pelo despacho aduaneiro, selou aliança com a Titan Cargo, especializada no transporte de cargas e de alto valor. Por ora, o acordo é para uma troca de expertises para que ambas as empresas saiam ganhando. A ideia principal, do ponto de vista estratégico, é ter todos os serviços que englobam as operações de comércio exterior. 


Navios gigantes 
Contrato de mais de R$ 300 milhões entre portos do Norte de Santa Catarina e governo do Estado vai impulsionar o Complexo Portuário da Baia da Babitonga, permitindo a entrada de embarcações com até 366 metros de comprimento e tenha profundidade de até 16 metros, o que permite a recepção desses gigantes dos mares, que figuram entre os maiores navios do mundo. 


Sem prescrição 
A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) subscreve uma reivindicação apresentada na homenagem que a entidade nacional do segmento (Abras) recebeu na Câmara dos Deputados que haja a liberação, em supermercados, da venda de remédios sem prescrição médica. 


Maquiagem 
As exportações de ovos saltaram quase 60% em fevereiro e o preço disparou, em todo o Brasil. O consumidor está perdendo duplamente: para exportação vão os ovos maiores; para o mercado interno tem ficado os que se parecem produzidos por codornas. 


Apoio à inovação 
O governo de SC conta com programas e incentivos para impulsionar a inovação, mas, agora, para que essa infraestrutura tenha mais sintonia com a de municípios para impulsionar a inovação em todo o estado. Para isso, lançou o Tratado da Inovação Catarinense, iniciativa do programa SC Mais Inovação, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com a Associação Catarinense de Fundações Educacionais. Segundo o governador, SC já tem 15 Centros de Inovação. A meta é fazer com que SC se torne o primeiro estado do Brasil com 100% dos municípios tendo leis próprias para incentivar a inovação nas cidades. 


Geografia 
Santa Catarina possui dez produtos com Indicação Geográfica (IGs). Agora, a ostra do litoral e o frescal, de São Joaquim, estão em processo de busca desse importante reconhecimento. 


UFSC
Em entrevista coletiva na Reitoria da UFSC a instituição de ensino superior estaria com problemas graves de orçamento. Irá cortar gastos com serviços terceirizados e, no cenário atual, não descarta interromper as atividades em outubro. Não há informação de protesto no campus, greve estudantil ou abraço no prédio da Reitoria. Nem manchetes sobre sucateamento das universidades federais pelo país. Se fosse em outros tempos ...


Quase perdeu
A fábrica da Coteminas (ex-Artex) em Blumenau, quase ficou para a história por estes dias. A multinacional francesa Louis Dreyfus, pediu sua alienação devido a uma dívida de R$ 123 mil. Mas na undécima hora o dono da companhia, o empresário Josué Gomes da Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), conseguiu evitar a descontinuidade das operações da empresa, que acumula dívida de R$ 2 bilhões. 


Futuro quente
Os participantes do 2º Seminário Mudanças Climática, em Florianópolis, ouviram do respeitado cientista brasileiro Carlos Nobre, conhecido mundialmente, dados de estudo mostrando que a tendência atual de aumento da temperatura terrestre acima de 1,5 graus pode ser irreversível e que entre os anos de 2000 e 2018, 48 mil mortes no Brasil foram associadas a ondas de calor. Defendeu soluções baseadas na natureza, com uma grande restauração florestal urbana em todas as cidades do Brasil. “Quando não tem vegetação na cidade, quase toda a energia radiativa que vem do sol aquece o concreto, o asfalto, fica muitos graus mais quente”. Solução tão simples mas ao mesmo tempo tão desleixada por nossos agentes públicos. 


OAB-SC
A nova diretoria da OAB-SC, tomou posse no último dia 11 em Florianópolis. A solenidade foi marcada por discursos fortes, em defesa da advocacia. Não há justiça sem advogados respeitados. Não permitiremos, que qualquer autoridade, de qualquer esfera, trate a advocacia com desprezo ou desrespeito. O recado é claro contra a postura do STF, em especial o ministro Alexandre de Moraes e a resolução do Conselho Nacional de Justiça, que passou a permitir a sustentação oral gravada. O STF não pode continuar agindo com poder absoluto. A advocacia resistirá firmemente.


Voos regionais 
O governador de SC está a fim de fazer com que o governo do Estado subsidie uma empresa aérea privada para que possa operar voos regionais em Santa Catarina. A possibilidade de criar rotas aéreas foi discutida com a classe empresarial, através da Fiesc e Facisc, que apoiam firmemente a ideia. O governo estadual vem investindo na modernização da rede de aeroportos públicos e o Plano Aeroviário de SC tem R$ 254 milhões em caixa para investimentos. 


Mundo cão 
Que o Estado perde a guerra contra o crime organizado não é nenhuma novidade. Mas, aos poucos, as evidências dessa realidade cruel começam a ganhar mais visibilidade. É o caso de um bairro em São Paulo onde uma facção instalou faixa pública na via de acesso com advertência para impedir repressão a usuários de drogas que se instalaram nas imediações. Isso aconteceu porque a comunidade local se mobilizou e montou grupos chamados de “caça-nóias”, encarregados de expulsar os dependentes químicos dali. A facção ameaça com retaliações quem for pego incomodando seus “clientes”. Interessante que tudo isso acontece perto do local de venda de drogas, chamado de biqueira, que todo mundo sabe onde é, menos a polícia. 


PIB de SC cresce
Santa Catarina encerrou 2024 com estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,3%, a segunda maior variação positiva dos últimos 10 anos (em 2021 chegou a 6,8%), informa a Secretaria de Estado de Planejamento, que faz esse estudo anual. O crescimento alcançado por SC pode ser o maior entre os estados brasileiros no ano, como indica a prévia do PIB do Banco Central, que projetou alta de 5,7% em SC. O cálculo da Seplan, feito com base em 28 indicadores da economia estadual, mostra que SC superou a alta do PIB nacional, que chegou a 3,4% em 2024, segundo o IBGE. As maiores influências para a alta do PIB de SC em 2024 vieram da indústria, que cresceu 7,6% no ano, seguida pelos serviços, com alta de 7,2% no varejo. Santa Catarina atinge o segundo maior PIB dos últimos dez anos, o que reflete a assertividade das políticas públicas que estão sendo implementadas e seus impactos positivos na economia estadual. 


Atração 
O Rio Boat Show, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, está anunciando uma de suas principais atrações. É o Azimut Grande 27 Metri, um dos maiores e mais modernos iates já construídos no Brasil, na fábrica de Itajaí. O craque Cristiano Ronaldo foi o comprador de um dos primeiros modelos, que custa a partir de R$ 57,9 milhões e tem 20 unidades vendidas no país. A embarcação tem, entre vários “luxos”, cinco suítes e seis banheiros. 


Exportações em alta 
Santa Catarina fechou o primeiro bimestre do ano com 1,76 bilhão de dólares em receita de exportações, o que significa uma alta de 2,2% frente aos mesmos meses de 2024. O resultado foi puxado pela venda de proteína animal. A carne de frango teve faturamento 16,3% maior e a carne suína de 17,6%. No acumulado do bimestre, as vendas de produtos industrializados que mais pesam na balança de SC, tiveram recuo no acumulado de janeiro e fevereiro. Em SC, os dados da balança comercial são acompanhados e analisados pelo Observatório Fiesc. 


Sardinha
O Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região informa que pediu ao governo federal revisão imediata da decisão que zera os impostos para a importação de sardinha em lata. Se aprovada, a medida pode colapsar a indústria pesqueira catarinense. Na região de Itajaí e Navegantes se produz mais de 80% de toda a sardinha em conserva comercializada no Brasil. A raiva do Sindicato é que em tempo algum o setor recebeu incentivo do governo para incrementar a produção nacional.  


Expansão 
A Shein, companhia chinesa varejista global de moda, beleza e lifestyle está anunciando um plano de expansão da plataforma para o Brasil e mais cinco estados em 2025, dentre eles SC, que diz ser um dos primeiros focos no primeiro trimestre. Até o fim deste mês espera atingir mil comerciantes no Estado, com foco inicial nas cidades de Blumenau, Joinville, Florianópolis, Brusque e Itajaí. 


Há esperanças
Ainda há esperanças diante do tenebroso festival de impunidade que assola este infeliz país, patrocinado principalmente pela corte suprema. A Procuradoria Geral da República (PGR), que infelizmente tem explicitado um viés ideológico em suas deliberações, deu uma dentro: recorreu da assombrosa decisão do ministro Antônio Dias Toffoli, que anulou, numa única canetada, de forma monocrática, condenações da Operação Lava-Jato contra o corrupto confesso Antônio Palocci, ex-ministro de Lula. 


Macrodrenagem
O colunista Lauro Jardim, de O Globo, que parece ter fixação por Balneário Camboriú, noticiou o início de uma das maiores obras de macrodrenagem do país, com custo de R$ 53 milhões. Envolve a instalação de tubulação para aumentar a velocidade de escoamento de água que deveria ter sido feita de areia da Praia Central, concluído em 2021. Só que o prefeito anterior, Fabrício Oliveira, deixou de lado. 


Burocracia 
A partir de consulta do TJ-SC, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que a assinatura eletrônica via gov.br ou certificado digital não substituem o reconhecimento de firma em cartório nas autorizações de viagem para menores de 16 anos desacompanhados. A justificativa é “garantir a autenticidade do consentimento dos responsáveis”. Neste país da piada pronta não vai demorar para a obrigatoriedade de reconhecer firma da assinatura eletrônica. 


Invest-SC
O governo de Santa Catarina comemorou os 20 anos da agência de atração de investimentos SCPAR, anunciou novo nome: InvestSC. Também lançou editais para dois projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), a construção do Complexo Prisional de Blumenau e para o Mirante da Serra do Rio do Rastro. Além disso, fez chamada de audiência pública para validar estudos de concessão da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), de Imbituba e do Kartódromo de Florianópolis no Sapiens Parque. Os anúncios foram feitos pelo governador e pelo presidente da InvestSC. Também foi lançado o Guia de Atração de Investimentos para os Municípios, elaborado pela InvestSC. 


Medicina
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem interesse na expansão de vagas do curso de medicina, já ofertado gratuitamente em Florianópolis, Araranguá e Curitibanos. Blumenau e Joinville estão no radar. 


Indústria do carvão 
A política energética do presidente dos Estados Unidos anima a indústria do carvão em Santa Catarina. Desde a campanha, o republicano tem falado “drill baby, drill” (perfure querido, perfure), como uma forma de sintetizar o seu apoio à indústria do petróleo. Trump não acredita em crise climática e defende os combustíveis fósseis. E nesse contesto que o carvão de Santa Catarina pode ganhar fôlego. 


Imóveis em alta 
O setor da construção civil de SC lançou 36,7 mil unidades residenciais em 2024, o que significa um acréscimo de 22% em relação ao ano anterior. É isso que mostra estudo feito pela Brain Inteligência de Mercado em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. O valor geral dos lançamentos (VGL) alcançou R$ 45 bilhões em Santa Catarina e a maioria é de imóvel de alto padrão na região do litoral. Segundo essa pesquisa, SC respondeu por 9% da atividade imobiliária nacional. 


Desrespeito 
É assustador o desrespeito que as duas concessionárias (CCR e Arteris) da BR-101 em SC fazem com seus usuários nos postos de pedágio. Cada praça, estima-se, fatura R$ 1 milhão por dia nesta época, mas mesmo assim ignoram cláusula contratual estabelecendo que elas devem ser abertas, caso as filas de veículos atinjam 200 metros ou 10 minutos de espera para os motoristas. Como ninguém fiscaliza ...


Residência médica 
O Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque (Unifebe) ofertará, em parceria com o Hospital Azambuja, dois novos programas de residência médica. A partir de 2026, a instituição contará com os programas de residência em Medicina Intensiva e de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Com três anos de duração cada, os programas foram aprovados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), que autorizou a oferta de duas vagas anuais por especialidade. A autorização do CNRM é mais um passo que a instituição dá rumo ao aprimoramento e à qualidade do ensino na área da saúde. 


Portos 
Os portos de SC movimentaram o equivalente a 2,56 milhões de contêineres de 20 pés em 2024. O número representou um incremento de 6,6% frente a igual período do ano anterior. Os embarques foram responsáveis por 48,1% da movimentação de contêineres e os produtos desembarcados por 51,9%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 


Coleta itinerante de sangue
Projeto de Lei apresentado e aprovado no plenário da Alesc estabelece a criação de um programa de coletas itinerantes de sangue em Santa Catarina. Denominado “Vida em Movimento”, que ainda depende de sanção do governador, deverá ser realizado por meio de veículos automotores adaptados para a coleta e o transporte de sangue, obedecendo às normas sanitárias e aos requisitos técnicos estabelecidos por órgão competente, de forma periódica em todas as regiões do estado. A proposta prevê ainda que o governo do estado deva promover ações de divulgação, conscientização e mobilização da sociedade acerca da importância da doação de sangue, informando também sobre os locais, as datas e os horários das coletas itinerantes. 


Abup Show
Entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o Núcleo do Vale das Toalhas, da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) esteve presente na Abup Show – feira de produtos têxteis, de itens para casa, decoração e outros, da Associação Brasileira de Empresas de Utilidades e Presentes. Realizada no Distrito Anhembi, na capital paulista, a feira reuniu mais de 300 expositores, das principais marcas e fornecedores da indústria de utilidades domésticas, decoração, cama, mesa e banho, têxteis decorativos, acessórios pet, presentes, artesanato e design autoral brasileiro, entre outros. Na oportunidade, o Núcleo do Vale das Toalhas se fez presente no evento através das empresas Toalhas Atlântica, Toalhas Olinda, Appel Home Têxtil e Tecelagem Caviquioli, que representaram o grupo no segmento da indústria têxtil nacional, bem como levaram a qualidade dos produtos da região de Brusque para todo o país. O evento trouxe boas perspectivas para 2025, já que o mercado de toalhas tem se mostrado bastante aquecido nos últimos anos, impulsionado por diversos fatores, como aumento do turismo, crescimento do setor hoteleiro e a valorização da vida no bem estar. 


Indústria em ritmo menor 
Diversificada e preparada, a indústria catarinense conseguiu atender à maior demanda em 2024 e, por isso, fechou o ano com crescimento robusto, acima da média nacional. Mas o setor vê um ano mais difícil em 2025 depois de ter crescido 7,3% até novembro, destaca o presidente da Federação das Indústrias de SC, em artigo no boletim sobre a conjuntura econômica e a indústria divulgado pela entidade. Para 2025, a estimativa da federação é de um crescimento mais moderado de 1,73% para o setor. Refletindo um cenário econômico mais desafiador, como o aumento da taxa básica de juros e a desaceleração do crescimento da renda familiar. Ele aponta como obstáculos também a alta do dólar e a incerteza da economia mundial em função da política tarifária do novo governo dos EUA. 


Ensino agrotécnico 
A Epagri, estatal do governo de SC que atua com pesquisa e extensão rural, vai ingressar na educação básica e profissional do estado. Vai assumir a gestão dos cinco Centros de Educação Profissional Agrotécnico de SC (Cedups). O lançamento do programa aconteceu na sede da Epagri. De acordo com o governo, a participação da Epagri no ensino médio formal e na educação profissional da rede pública de Santa Catarina foi viabilizada pela Lei 18.178 de 7 de janeiro de 2025. Também em janeiro, o Conselho Estadual de Educação fez a transferência dos cinco Cedups para a Epagri. 


Atrações que mais motivam 
Na hora de decidir viagens de lazer, o que pesa mais para os moradores da Região Sul do Brasil? Pesquisa do Ministério do Turismo apurou que gastronomia é a terceira atração turística para os viajantes do Sul. Para brasileiros de outras regiões, essa é a sétima motivação. Os números são inéditos e integram a pesquisa Tendências de Turismo Verão 2025, comportamento da população brasileira, feita em outubro do ano passado com mais de 800 entrevistas pela Nexus, empresa da FSB Holding para o ministério. Ela mostra que a primeira motivação de viagem de lazer da população da Região Sul é sol e praia com 54% das respostas. Em segundo lugar o ecoturismo (natureza) com 31% de preferência e, em terceiro lugar, gastronomia, com 17%. O levantamento mostrou que moradores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm mais preferência também por essas opções turísticas. 


MUN Roma 
O Colégio Cônsul Carlos Renaux, de Brusque, alcançou um desempenho notável em sua primeira participação no MUN Roma, simulação diplomática da ONU na Itália. A delegação formada por 10 estudantes conquistou 10 prêmios, incluindo o de Melhor Delegação, destacando-se entre participantes de diversas nacionalidades. O evento realizado entre os dias 24 e 27 de fevereiro, reuniu jovens de todo o mundo para debater temas globais de grande relevância. O Model United Nations (MUN) é uma simulação acadêmica das reuniões da ONU, na qual estudantes assumem o papel de diplomatas e representam diferentes países em debates sobre política internacional, economia e direitos humanos. A experiência desenvolve habilidades fundamentais como oratória, negociação, pensamento crítico e trabalho em equipe. Foi a primeira participação do Colégio Cônsul em um evento desse porte na Itália. Anteriormente, a instituição já havia representado a instituição em simulações nos Estados Unidos e na Inglaterra, consolidando sua presença em competições internacionais. 


Laços culturais 
A participação no MUN Roma coincidiu com as comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Brasil, tornando a experiência ainda mais especial. Como parte da preparação, os alunos do Colégio Cônsul visitaram o Consulado Geral da Itália em Curitiba, onde foram recebidos pela Cônsul Geral da Itália PR/SC. No encontro, conheceram a estrutura da Casa Diplomática e discutiram a importância das relações entre Brasil e Itália.  

 



Blog

Produção industrial catarinense acumula perda de 6,2% no ano, até fevereiro

A produção industrial catarinense registrou recuo de 6,2% no acumulado do ano até fevereiro, na comparação com igual período do ano anterior. O desempenho refletiu o declínio significativo na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,4%) e na fabricação de móveis (-22,6%). Também impactou negativamente o resultado a queda de 16,5% na fabricação de máquinas e equipamentos.

Dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE, apenas dois apresentaram crescimento no primeiro bimestre: fabricação de produtos alimentícios (+1,4%) e fabricação de produtos de borracha e de material plástico (+0,4%).

“O cenário externo ainda incerto, aliado a uma base de comparação anterior ao tarifaço, e também os efeitos da contração do crédito estão entre os fatores que impactaram a produção industrial no primeiro bimestre”, avalia o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

Variação mensal
Os dados compilados pelo Observatório FIESC mostraram ainda que a produção industrial de Santa Catarina avançou 1% em fevereiro na comparação com janeiro. Na análise comparativa com o mês anterior, oito dos 14 segmentos pesquisados tiveram crescimento. A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos subiu 8,6%, a fabricação de máquinas e equipamentos teve avanço de 5% e a confecção de artigos do vestuário e acessórios cresceu 3,8% em fevereiro frente ao primeiro mês do ano.

Do lado das quedas destacaram-se a fabricação de produtos de borracha e de material plástico, com recuo de 4,4%, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, que caiu 3,5% e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que perdeu 3% em fevereiro.

Santa Catarina tem um dos maiores salários mínimos regionais do país

Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Santa Catarina é o estado com o segundo maior salário mínimo do país. Com a sanção da nova lei pelo governador Jorginho Mello que atualiza o piso regional, os trabalhadores catarinenses passam a ter remuneração mínima entre R$ 1.842 e R$ 2.106, valores que ficam de 13,6% a 29,9% acima do salário mínimo nacional.

Mesmo na faixa inicial, o salário mínimo regional catarinense já é 13,6% superior ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621. Isso significa R$ 221 a mais no bolso do trabalhador catarinense. Na faixa mais alta essa diferença chega a R$ 485, o que representa 29,9% acima do piso nacional, reforçando o posicionamento de Santa Catarina entre os estados com as melhores remunerações mínimas do país.

“O reajuste de 6,49% aprovado para o salário mínimo regional garante ganho real para os trabalhadores catarinenses, valoriza quem produz e movimenta a nossa economia, o que significa mais dinheiro no bolso de quem trabalha”, disse o governador Jorginho Mello sobre o percentual que ficou 2,23% acima da inflação de 2025.

O piso regional é aplicado a categorias que não possuem salário mínimo definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, funcionando como uma garantia de remuneração mínima para diversos setores da economia.

Com a nova lei, os pisos catarinenses ficam distribuídos em quatro faixas, conforme as atividades econômicas:

  • Primeira faixa: passa de R$ 1.730 para R$ 1.842, abrangendo trabalhadores da agricultura, pecuária, indústrias extrativas, pesca e aquicultura, empregados domésticos, construção civil, entre outros.
  • Segunda faixa: passa de R$ 1.792 para R$ 1.908, incluindo trabalhadores das indústrias do vestuário, calçados, papel e papelão, comunicações e telemarketing, entre outros.
  • Terceira faixa: passa de R$ 1.898 para R$ 2.022, abrangendo trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas, alimentação e comércio em geral.
  • Quarta faixa: passa de R$ 1.978 para R$ 2.106, destinada a setores como indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, processamento de dados, motoristas e trabalhadores de serviços de saúde.

Os novos valores passam a valer retroativamente a 1º de janeiro de 2026, conforme estabelece a legislação sancionada pelo governador.

Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgadas no fim de 2025, cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm seus rendimentos referenciados no salário mínimo nacional. Desse total, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do INSS, 17,7 milhões são empregados, 10,7 milhões trabalhadores autônomos, 3,9 milhões empregados domésticos e 383 mil empregadores.

Santa Catarina abre mais de 45 mil novas empresas no primeiro trimestre

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/SecomGOVSC

Santa Catarina iniciou 2026 com aquecimento no empreendedorismo. Dados divulgados pela Junta Comercial do Estado (Jucesc) apontam que o saldo entre empresas abertas e fechadas no primeiro trimestre atingiu 45.350 novas empresas. O número representa, portanto, um crescimento de 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando o saldo havia sido de 42.584.

No total, foram constituídas 96.397 empresas nos três primeiros meses do ano, contra 51.047 extinções, conforme a Jucesc. O resultado confirma a pujança do ambiente de negócios catarinense e a força do pequeno empreendedor no estado.

“O catarinense não tem medo de arriscar e de empreender. Esses números históricos mostram que o Governo do Estado acertou ao simplificar a abertura de empresas, sendo parceiro de quem gera emprego e renda. Vamos continuar trabalhando para que Santa Catarina seja cada vez mais referência nacional em liberdade econômica”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Mulheres representam 58% do quadro societário
Santa Catarina registrou grande participação feminina na abertura de novas empresas. Do total de 96.397 CNPJs abertos no primeiro trimestre, os registros somam 124.656 sócios cadastrados, dos quais 72.626 são mulheres. Ou seja, 58,2% de participação no quadro societário. 

Nesse sentido, destaca-se também a participação de jovens. Os empreendedores entre 21 e 31 anos, por exemplo, somaram 37.648 no período, ou 30,2% do total de sócios cadastrados.  

Transporte, serviços e comércio lideram
Entre os setores que mais impulsionaram a criação de novos negócios, destaque para Transporte e Armazenagem, com saldo de 6.636 empresas. Na sequência, aparecem Atividades Administrativas e Serviços Complementares (5.803), Comércio e Reparação de Veículos (5.041), Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas (4.647), Construção Civil (4.529), bem como Indústria da Transformação (4.212).

O presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, celebrou os números e destacou o papel da digitalização dos processos. “A Jucesc vem investindo fortemente na desburocratização assim como na agilidade dos registros empresariais. O saldo de 45 mil novas empresas em apenas três meses é fruto sobretudo de um ambiente de negócios cada vez mais ágil e transparente. O empreendedor catarinense respondeu com confiança e os números comprovam que estamos no caminho certo”, disse Baldissera.


MEIs puxam a criação de novos negócios
Do ponto de vista do porte, o protagonismo fica por conta dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Conforme a Jucesc, foram 38.097 novos MEIs no primeiro trimestre. As sociedades limitadas (LTDA) somaram 12.950 novas empresas. O dado também aponta uma redução* de 5.796 no número de Empresários Individuais (EI), enquanto 60 sociedades anônimas (SA) foram constituídas no período.

Joinville e Florianópolis lideram entre os municípios
No ranking das cidades com maior saldo de novas empresas, Joinville aparece em primeiro lugar, com 4.305 novos negócios, seguida de perto por Florianópolis (4.204). Confira o top 10 municípios catarinenses:

1 – Joinville: 4.305

2 – Florianópolis: 4.204

3 – Itajaí: 2.627

4 – Blumenau: 2.410

5 – São José: 2.099

6 – Chapecó: 1.716

7 – Palhoça: 1.565

8 – Criciúma: 1.532

9 – Balneário Camboriú: 1.373

10 – Jaraguá do Sul: 1.349


*A figura jurídica Empresário Individual foi extinta em 2021. Portanto, consta entre as empresas extintas, mas não ocorre mais nas empresas constituídas.

Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Daniela Reinehr leva Ministério a Chapecó e impulsiona debate sobre ampliação do aeroporto regional

A deputada federal Daniela Reinehr (PL) dá mais um passo concreto na articulação pela modernização do Aeroporto Regional de Chapecó e promove, no próximo dia 13, no auditório da Acamosc, às 17 horas, uma mesa redonda no município para debater o projeto de reforma e ampliação do terminal. A iniciativa é fruto direto de uma atuação construída ao longo dos últimos anos pela parlamentar, com trabalho técnico, articulações institucionais e diálogo permanente com o setor produtivo.

O encontro contará com a presença de representantes dos governos Federal e Estadual, incluindo coordenador geral de projetos aeroportuários do Ministério de Portos e Aeroportos, Márcio Maffili, além do secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, e de representantes do LabTrans (Laboratório de Transporte e Logística), responsável pelos estudos de viabilidade técnica. Também participarão prefeitos, vereadores, lideranças regionais, representantes do setor produtivo e associações empresariais, consolidando um momento decisivo para o avanço do projeto.

A mobilização liderada por Daniela já garantiu resultados importantes. O aeroporto de Chapecó passou a ser reconhecido como estratégico para o desenvolvimento regional, incluído no Plano Nacional de Aviação Civil e também na carteira de investimentos do Governo Federal. Como consequência direta, o projeto entrou na fase de estudos técnicos, etapa essencial para viabilizar as obras.

Esse avanço ocorre em um momento de crescimento consistente da demanda. Em 2025, o Aeroporto de Chapecó registrou a maior movimentação da sua história, com quase 648 mil passageiros, superando em 4,7% o volume do ano anterior e consolidando o terminal como um dos mais relevantes do interior da região Sul.

A deputada destaca que a realização da mesa redonda em Chapecó amplia esse movimento, ao trazer o debate para perto de quem vive a realidade da região e depende da infraestrutura aeroportuária para produzir, investir e crescer. O objetivo é permitir que as lideranças e representantes do Oeste catarinense apresentem diretamente ao Ministério a necessidade concreta da ampliação do aeroporto, alinhando as demandas locais com o planejamento técnico do Governo Federal.

A expectativa é que o encontro contribua para acelerar os estudos e aproximar a execução das obras que a região aguarda há anos. “Estamos falando de desenvolvimento, de competitividade e de oportunidades para uma região que produz, exporta e sustenta uma parte importante da economia do país”, reforça Daniela.

O Aeroporto Serafim Enoss Bertaso é um dos principais terminais do interior do Sul do Brasil e atende não apenas Santa Catarina, mas também regiões do Rio Grande do Sul e do Paraná. A ampliação da sua estrutura é considerada estratégica para reduzir custos logísticos, melhorar a conectividade e impulsionar o crescimento do complexo agroindustrial da região.

Confiança do empresário varejista tem pior resultado para março em nove anos no estado

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Santa Catarina registrou 94,6 pontos em março, o pior resultado para o mês nos últimos nove anos, segundo levantamento do Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC. O indicador recuou 4,7% em relação a fevereiro e 10,3% na comparação com março de 2025, permanecendo abaixo do nível de otimismo (100 pontos).

O resultado reforça o cenário de pessimismo entre os empresários do varejo catarinense, influenciado pela deterioração das condições atuais e pela piora das expectativas. Na comparação com o período pré-pandemia, em fevereiro de 2020, a queda acumulada chega a 30,5%. Além disso, o indicador está significativamente abaixo da média nacional, que atingiu 107 pontos em março.

O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, afirma que o empresário varejista catarinense vem adotando uma postura cautelosa desde meados do ano passado. Segundo ele, os juros seguem em patamares elevados, o que limita o consumo e os investimentos. Além disso, o início da guerra no Oriente Médio trouxe preocupações quanto a uma possível retomada da inflação.

“Estávamos em um cenário de queda da inflação, o que é benéfico para a economia como um todo. Agora, com a perspectiva de alta inflacionária por conta da guerra, os empresários veem menos espaço para uma redução significativa dos juros. Com juros elevados, há retração do consumo, pois na economia tudo está interligado. Todo esse contexto pode ter contribuído para a queda da confiança”, diz Dagnoni.

A retração de março do ICEC foi disseminada entre os três componentes do índice. O indicador de Condições Atuais atingiu 63,3 pontos, com queda de 4,4% no mês e recuo de 24% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se em patamar significativamente abaixo da neutralidade. A avaliação da economia brasileira foi o principal fator de pressão negativa, seguida pelas percepções sobre o comércio e sobre as próprias empresas.

Apesar de permanecer acima de 100 pontos, o Índice de Expectativas também apresentou recuo relevante, de 4,9% frente a fevereiro, alcançando 120,8 pontos. A queda foi generalizada entre os subcomponentes, indicando perda de confiança em relação ao desempenho futuro da economia, do setor e das empresas.

No componente de Investimentos, o índice caiu 4,5% no mês, chegando a 99,6 pontos e passando a operar ligeiramente abaixo do nível de neutralidade. A intenção de contratação de funcionários registrou a queda mais expressiva, de 9,5%, sinalizando redução no ritmo do mercado de trabalho do varejo. Também houve recuo na recomposição de estoques, enquanto os investimentos nas empresas se mantiveram praticamente estáveis.

O desempenho de março evidencia um ambiente de maior cautela entre os empresários catarinenses e reforça o desafio de recuperação da confiança no setor, que atinge seu nível mais baixo para o período desde 2017.

Exportações de SC alcançam US$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre

As exportações de Santa Catarina registraram recuo de 2,6% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano anterior e somaram US$ 2,7 bilhões. O desempenho reflete, em parte, os efeitos das tarifas norte-americanas anunciadas a partir de abril de 2025, uma vez que os Estados Unidos estão entre os principais destinos das vendas externas catarinenses. No acumulado do ano até março, as exportações para os Estados Unidos recuaram 44,6% frente a 2025, período pré-tarifas.

Pauta exportadora
As vendas externas de carnes de aves seguem liderando a pauta de exportações catarinense e tiveram alta de 9,1% no primeiro trimestre, para US$ 633,3 milhões. A carne suína é o segundo item mais exportado pelo estado, somando US$ 425 milhões, um incremento de 6,9% no período. De janeiro a março, as vendas de motores elétricos atingiram US$ 128,2 milhões, um aumento de 1,9%. O aumento de 57,1% nas vendas ao exterior de outras máquinas agrícolas foi um dos destaques de alta, juntamente com o incremento de 31,1% de transformadores elétricos.

As vendas de madeira serrada - um dos setores mais afetados pelas tarifas - cederam 6,7% nos três primeiros meses do ano, para US$ 89,4 milhões, enquanto as exportações de partes de motor caíram 22,8%, para US$ 77,4 milhões. Do lado das quedas também destacaram-se outros móveis (-39,7%) e obras de carpintaria para construções (-42,7%), duramente afetados pelo recuo das vendas aos EUA.

Destinos
A China foi o principal destino das exportações de SC no primeiro trimestre, com US$ 246,2 milhões. O resultado, no entanto, foi 4,1% menor do que o realizado no mesmo período de 2025. Entre os fatores estão o crescimento mais lento da economia chinesa e políticas de priorização de produtos chineses no mercado doméstico.

As vendas para o Japão, no entanto, apresentaram incremento de 35,4% no período (US$ 223,1 milhões), muito em decorrência das exportações de carne suína catarinense. O México também comprou mais de SC (+20%), alcançando US$ 150,3 milhões.
Os Estados Unidos compraram 44,6% a menos do estado no acumulado do ano até março e os argentinos importaram 18,1% a menos.

Importações
As importações catarinenses cresceram 0,9%, para US$ 8,8 bilhões. O produto mais comprado pelo estado é o cobre refinado (US$ 457,3 milhões), com crescimento de 26% frente a igual período de 2025. As importações de pneus de borracha aumentaram 83,1%, para US$ 253,4 milhões, e as de partes e acessórios para veículos subiram 15,7%, para US$ 246,3 milhões. Já as compras internacionais de polímeros de etileno recuaram 4%. O quinto principal item da pauta importadora, revestimento de ferros laminados planos, cresceu 21,6%, para US$ 165 milhões.

A China foi a principal origem das compras externas (US$ 3,9 bilhões), com avanço de 0,4% em relação ao acumulado do ano passado. O Chile vem em segundo no ranking das importações, com alta de 7,5%, somando US$ 581,9 milhões. As importações dos Estados Unidos recuaram 20,7%, para US$ 420 milhões, as da Alemanha cederam 3,4% (US$ 384,2 milhões) e das da Argentina caíram 3,1%, para US$ 352,6 milhões.

FIESC apoia manifesto contra possível eliminação da "taxa das blusinhas"

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) é uma das signatárias do manifesto articulado por entidades empresariais e federações do setor produtivo e de trabalhadores contra uma possível revisão do imposto sobre remessas internacionais até US$ 50, a chamada “taxa da Blusinha”.

A entidade lembra que a implementação, em agosto de 2024, de mecanismos de tributação sobre essas encomendas buscou corrigir uma distorção histórica. Durante anos, produtos importados ingressaram no País com carga tributária significativamente inferior à aplicada à produção nacional, criando uma disparidade na cobrança de impostos, o que fere os princípios de isonomia e concorrência leal.

Desde agosto de 2023, sites estrangeiros de vendas passaram a recolher tributos no Brasil, iniciando com o ICMS, instituído pelos governos estaduais na ocasião da criação do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal e, um ano depois, com o estabelecimento do Imposto de Importação.

Benefícios para a economia
Entre agosto de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário e calçados cresceu 5,5%, em comparação com a queda de 0,6% registrada no mesmo período entre 2023 e 2024.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o comércio criou, desde 2023 - quando foi lançado o programa Remessa Conforme -, até dezembro de 2025, 860 mil novos empregos diretos e outros 1,5 milhão de novas vagas na cadeia produtiva. Já na indústria, no mesmo período, foram criados 578 mil novos empregos diretos. Indústria e varejo contribuíram para que o Brasil atingisse o menor desemprego da sua história: 5,1%, ao final de 2025, destaca o manifesto.

Santa Catarina tem mais de 9 mil vagas abertas de emprego pelo Sine

Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine/SC) iniciou a semana com 9.058 vagas de emprego abertas em todas as regiões do estado, consolidando um cenário positivo para quem busca inserção ou recolocação no mercado de trabalho. Do total, centenas de oportunidades são destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência (PCD).

De acordo com o diretor de Emprego e Renda da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Carlos Alberto Arns Filho, o volume de vagas reforça a importância da intermediação realizada pelo Sine. “Santa Catarina mantém um ritmo consistente na geração de oportunidades. O Sine tem um papel fundamental ao aproximar trabalhadores e empregadores, facilitando o acesso às vagas e contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado”, destaca.

Os interessados podem acessar as vagas pelo portal Emprega Brasil ou procurar uma unidade do Sine mais próxima para atendimento presencial. As oportunidades são atualizadas diariamente e estão sujeitas a alterações conforme o preenchimento pelas empresas.

Confira a distribuição das vagas por região: 
Grande Florianópolis – 1.580 vagas
Biguaçu: 96
Florianópolis: 608 pcd 12
Palhoça:03
São João Batista: 45 pcd 24
São José: 562 pcd 03
Tijucas: 266
Vale do Itajaí – 2.889 vagas
Balneário Camboriú: 347
Blumenau:577 pcd 03
Brusque: 411 pcd 15
Camboriú: 145
Gaspar:  45
Ibirama: 34
Indaial:610
Itajaí: 88 pcd 13
Itapema: 178 pcd 10
Navegantes: 151
Penha: 113
Pomerode: 143
Rio do Sul: 27
Timbó: 20
Oeste – 1.318 vagas
Abelardo Luz: 59
Chapecó: 314 pcd 01
Concórdia: 256 pcd 41
São Miguel do Oeste: 366 pcd 02
Seara: 308 pcd 100
Xanxerê: 15
Sul – 1.225 vagas 
Araranguá: 89 pcd 02
Braço do Norte: 50
Capivari de Baixo: 04
Cocal do Sul: 24
Criciúma:243
Forquilhinha: 90
Garopaba:  205 pcd 02
Gravatal: 03
Içara: 12 pcd 01
Imbituba: 23
Laguna: 53
Morro da Fumaça: 211
Praia Grande: 13
Tubarão: 202
Turvo: 03
Norte –  1.360 vagas
Araquari: 117 
Garuva: 69                   
Itaiópolis: 177
Joinville: 354 pcd 03
Mafra: 388
Papanduva:05
Porto União: 01
Rio Negrinho:  41
São Bento do Sul: 197   pcd 01
São Francisco do Sul: 11
Meio-Oeste – 505 vagas
Caçador:47
Campos Novos: 95
Capinzal:231
Joaçaba: 66 pcd 02
Videira: 66
Serra Catarinense – 81 vagas
Lages: 16 pcd 01
São Joaquim: 65

Avenida brasileira vira ‘corredor’ imobiliário de alto luxo com imóveis que dobram de valor

Principal ligação entre Itajaí e Balneário Camboriú, no litoral catarinense, duas das cidades mais valorizadas do país, a avenida Osvaldo Reis receberá investimentos urbanísticos que ultrapassam os R$200 milhões. Empreendimentos residenciais já valorizam em torno de 20% ao ano, como é o caso do primeiro prédio do Brasil assinado pela Artefacto e executado pela Construtora CK, que acumula mais de 105% de rentabilidade em menos de 5 anos.

A avenida Osvaldo Reis, principal eixo de ligação entre Itajaí e Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, virou novo ‘corredor’ imobiliário de luxo em Santa Catarina. O trecho recebe investimentos urbanísticos superiores a R$ 200 milhões em obras de mobilidade, como novos binários e duplicações, que atraem e refletem na valorização de projetos residenciais de alto padrão no entorno da Praia Brava. De acordo com dados da Construtora CK, empreendimentos na via já registram valorização de 20% ao ano, superando os índices nacionais de inflação imobiliária.

O Índice FipeZap aponta que Balneário Camboriú e Itajaí figuram entre os 5 metros quadrados mais caros do país. Com a escassez de terrenos frente-mar na região, o mercado migrou para o eixo da Osvaldo Reis. O Artefacto Towers by CK, primeiro projeto no Brasil com assinatura da grife de mobiliário, atingiu 105,8% de valorização desde seu lançamento em 2021, ou seja, o dobro do valor. O edifício possui Valor Geral de Vendas (VGV) de R$300 milhões e ticket médio de R$3,2 milhões por unidade.

A expansão do ‘corredor’ atrai investidores focados em rentabilidade e ativos reais. O empreendimento Habitah Praia Brava, com VGV de R$267 milhões, acumulou alta de 72,82% em cinco anos. "Quando decidimos investir na Osvaldo Reis já identificamos um potencial imobiliário diferenciado. A localização estratégica e o avanço das obras de infraestrutura intensificaram o interesse pelo endereço, que hoje projeta ganhos consistentes acima da média de mercado, em torno de 20% ao ano", afirma Charles Kan, diretor da Construtora CK.
 
Ambos os empreendimentos têm mais de 90% das unidades comercializadas e ficam localizados no eixo central da avenida Osvaldo Reis, a poucos minutos da orla da Praia Brava e do centro de Itajaí e de Balneário Camboriú. A empresa ainda prepara para a região o lançamento do Levels Praia Brava, projeto de studios com VGV estimado em R$ 422 milhões, previsto para o segundo semestre de 2026.

Sobre a Construtora CK
Sob direção de Charles Kan, a Construtora CK se destaca no mercado catarinense desde 2010. A empresa se consolidou como uma referência no setor devido ao seu sólido landbank e à sua atuação estratégica em três cidades do litoral norte catarinense: Navegantes, Itajaí e Balneário Camboriú. Com 15 anos de experiência, entregou até o momento 15 empreendimentos, totalizando 957 unidades habitacionais e 170 mil metros quadrados construídos. Atualmente, possui 3 obras em andamento, ambas em Itajaí: Artefacto Towers by CK, Urbe Residence e Habitah Praia Brava.

Mais informações: https://www.construtorack.com.br/.

Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos da liquidação do Banco Master

O Banco Central do Brasil (BC) determinou o sigilo de oito anos para os documentos referentes à liquidação extrajudicial do Banco Master. A restrição, que impede a consulta pública aos registros do processo até novembro de 2033, foi confirmada em resposta a um pedido de acesso à informação feito pela CNN Brasil.

A classificação foi formalizada em novembro de 2025, por determinação do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. Segundo o BC, a liberação imediata das informações poderia comprometer o interesse público, afetando a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. O BC também alegou que parte do material envolve procedimentos de fiscalização em curso e atividades de inteligência, cuja exposição poderia prejudicar ações de combate a infrações no sistema financeiro.

A decisão de manter o processo confidencial por quase uma década gerou reação no Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Jhonatan de Jesus, relator das apurações sobre a conduta do Banco Central no caso, abriu um procedimento para questionar a necessidade de um sigilo tão extenso.

Em um despacho datado de 24 de março, o magistrado solicitou ao BC esclarecimentos formais sobre o caso. O ministro quer que a autarquia detalhe quais trechos específicos da documentação justificam a restrição de acesso e se existe a viabilidade de uma liberação parcial ou integral dos arquivos, abrindo caminho para uma possível revisão da medida de confidencialidade.

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Na ocasião, o regulador justificou a intervenção extrema citando a identificação de “problemas estruturais” na instituição. Em comunicado oficial, o BC destacou a existência de uma “grave crise de liquidez” e o registro de “violações relevantes” às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional.

Intenção de consumo das famílias catarinenses recua 2,8% em março, aponta Fecomércio

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Santa Catarina registrou queda de 2,8% em março de 2026, interrompendo a sequência de altas observadas nos dois primeiros meses do ano. O índice atingiu 109,7 pontos, mantendo-se, ainda assim, acima da linha de satisfação (100 pontos) e da média nacional, que ficou em 104,6 pontos.

Na comparação com março de 2025, o indicador também apresentou retração de 2,7%, sinalizando perda de dinamismo no consumo ao longo do último ano. O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que é preciso analisar o cenário com cautela.

“Vínhamos de duas altas nos primeiros meses do ano, então precisamos ver como será o comportamento do indicador nos próximos meses. Em geral, nossas pesquisas têm apontando um consumidor mais otimista do que os empresários, fenômeno que ocorre desde meados do ano passado”, diz Dagnoni.

A queda em março foi disseminada entre os principais componentes do índice, com destaque para o recuo nas condições de consumo e nas expectativas das famílias. O nível de consumo atual foi o principal fator de pressão negativa, com queda de 5,8%, seguido pela perspectiva profissional (-5,1%) e pela perspectiva de consumo (-3,2%).

Outro ponto de destaque foi a retração de 3,0% na avaliação para compra de bens duráveis, indicando maior cautela dos consumidores. No bloco que mede a percepção do momento atual, a satisfação com a renda caiu 2,2%, enquanto a avaliação sobre o emprego recuou 0,7%.

O único indicador que apresentou resultado positivo foi o acesso ao crédito, com leve alta de 0,2% no mês e avanço de 3,6% na comparação anual, embora insuficiente para compensar as demais quedas.

No campo das expectativas, o cenário também foi de piora generalizada. A perspectiva profissional recuou 5,1% no mês, enquanto a perspectiva de consumo apresentou queda de 3,2% e retração de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar do recuo, o índice permanece em patamar considerado positivo, indicando que, embora mais cautelosas, as famílias catarinenses ainda mantêm nível de consumo acima da zona de insatisfação.

Sobre a ICF

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador calculado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado em Santa Catarina pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC. O índice avalia a percepção das famílias em relação às condições atuais e às expectativas de consumo.

Banco do Brasil prorroga até 30 de abril renegociação de dívidas

O Banco do Brasil (BB) decidiu prorrogar até 30 de abril o prazo das condições especiais para renegociação de dívidas, após o bom desempenho das negociações realizadas ao longo de março. No mês passado, a instituição renegociou R$ 1,7 bilhão, resultado de mais de 180 mil acordos firmados com clientes em todo o país.
A extensão da iniciativa ocorre após a adesão ao mutirão nacional do setor bancário e, segundo o BB, reforça o compromisso da instituição com a recuperação da saúde financeira dos clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito. As condições especiais seguem disponíveis para pessoas físicas com pendências financeiras junto ao banco.

As renegociações podem ser feitas por todos os canais de atendimento, sem necessidade de envio de documentos. O cliente pode acessar o serviço pelo aplicativo BB, pelo WhatsApp (61) 40040001, nos terminais de autoatendimento, no site do banco, pela Central de Relacionamento ou diretamente nas agências.

A iniciativa também integra o conjunto de ações do Banco do Brasil voltadas à educação financeira. Entre elas está a ferramenta Minhas Finanças, disponível no aplicativo do banco e utilizada mensalmente por mais de 7 milhões de clientes, que permite acompanhar gastos, planejar o orçamento e organizar compromissos financeiros. Segundo o BB, o objetivo é contribuir para a redução da inadimplência e estimular hábitos financeiros mais saudáveis.

Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%  aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Redução da jornada deve gerar alta de 6,2% nos preços, revela estudo

Os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido de 44 para 40 horas semanais, impactando no aumento dos preços de compras em supermercado e de roupas, por exemplo. É o que mostra levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (1º).

Os dados indicam pressão generalizada sobre os preços em diferentes segmentos da economia. As compras em supermercados podem ficar 5,7% mais caras, com os preços de produtos agropecuários subindo em torno de 4% e os de produtos industrializados podendo registrar alta de 6% em média - no caso de roupas e calçados, por exemplo, a alta de preços pode alcançar 6,6%. No setor de serviços, o reajuste pode alcançar 6,5%, afetando, por exemplo, preços de manicure, cabelereiro e pintura residencial. A conta de internet pode apresentar elevação ainda mais expressiva, de até 7,2%.

A CNI fez uma simulação dos impactos na economia em um cenário em que a redução das horas trabalhadas com o limite semanal seria compensada pela contratação de novos empregados. A projeção estima que as horas trabalhadas não serão integralmente recompostas, ao mesmo tempo em que o custo da hora trabalhada aumentará, gerando elevação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva.

Os números mostram, ainda, que a indústria será o segmento mais atingido em termos de diminuição de horas trabalhadas caso o Congresso Nacional aprove a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com queda de 4,34% das horas trabalhadas. Na sequência, aparecem o comércio, com redução de 4,03%; serviços (-2,44%); construção (-2,04%); e agropecuária (-1,70%).

“A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da Economia e afetará a vida de todos os brasileiros. As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados, considerando que a redução do limite das horas trabalhadas afeta toda a cadeia produtiva”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Debate precisa ser mais aprofundado
A CNI acompanha os projetos no Legislativo que tratam da redução da jornada de trabalho. Segundo Alban, o debate sobre o tema com a sociedade e com os setores da economia precisa ser feito de forma mais aprofundada e transparente, depois das eleições para que não haja interferência do momento político nessa importante discussão.

“A discussão da escala é 6x1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala”, destaca o presidente da CNI.

Para o presidente da CNI, além da impertinência de uma discussão tão importante em ano eleitoral, ela se mostra inoportuna no momento em que a economia global enfrenta o aumento da inflação ocasionado pela alta nos preços do petróleo e derivados, decorrente dos conflitos no Oriente Médio. Alban observa que, mesmo se a guerra do Irã terminasse hoje, seria impossível administrar uma volta aos custos anteriores no curto e médio prazo. Por isso, aponta como incoerência que o governo trabalhe pela redução da jornada de trabalho, que impactará em inflação, enquanto busca recursos para a subvenção do custo dos combustíveis a fim de evitar alta de preços em toda a cadeia produtiva.

Dados mostram aumentos dos gastos públicos
Levantamento divulgado no começo de março pela CNI já havia mostrado que os gastos com trabalhadores do setor público poderiam aumentar em até R$ 4 bilhões por ano, dependendo da estratégia adotada para recomposição das horas trabalhadas. Segundo a análise da CNI, o aumento decorreria da necessidade de pagamento de horas extras ou contratação adicional para manutenção da carga horária.

Confira a íntegra da nota técnica: Impacto da redução da escala de trabalho nos preços ao consumidor: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/04/f0/04f04592-0f48-4da1-bd33-7343e8e04706/impacto_da_reducao_da_escala_de_trabalho_nos_precos_ao_consumidor.pdf

Fonte: CNI

Indústria de SC gera 24 mil novos empregos no primeiro bimestre

A indústria de Santa Catarina (FIESC) criou 24 mil vagas no primeiro bimestre do ano. No mesmo período, o estado gerou 41,5 mil novos postos de trabalho, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

“A indústria de SC vem se mostrando resiliente mesmo com um cenário adverso, marcado por incertezas no mercado externo, alta taxa de juros e endividamento crescente das famílias”, analisou o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme. 

A despeito do saldo positivo no bimestre, a indústria catarinense mostra arrefecimento nas contratações, que ficaram abaixo no mesmo período do ano anterior, explicou Seleme.  

O que explica o desempenho?
O resultado foi puxado pela construção civil, que liderou a criação de empregos no acumulado do ano até fevereiro, com 6,7 mil vagas. A construção civil segue contratando, mesmo em um ambiente de taxa de juros elevada, impulsionada pela atratividade do litoral catarinense. Apesar do resultado positivo, na comparação com o mesmo período do ano passado, a geração de postos de trabalho recuou 18,9%, na análise do Observatório FIESC.

Confira o boletim com a análise 

O segundo setor com maior saldo positivo de vagas foi o têxtil, de confecções, couro e calçados, que registrou 4,6 mil novas oportunidades criadas no acumulado do ano. O desempenho, no entanto, ficou 34,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Para o Observatório FIESC, a queda de 6% nas vendas do comércio varejista de tecidos, confecções e calçados no estado ajuda a explicar a perda de ritmo das contratações do segmento.

No caso do ramo de alimentos e bebidas, o incremento de exportações de aves e suínos e também o aquecimento do mercado interno justificam o crescimento de 12,6% nas vagas criadas na comparação com 2025. Foram 2,6 mil novas oportunidades de trabalho no período. Análise do Observatório FIESC mostra que o recuo dos preços ao produtor e o crescimento de vendas nos supermercados e hipermercados contribuíram para o desempenho do emprego no setor.

Outros setores
No primeiro bimestre, o setor de serviços criou 15,5 mil vagas e a agropecuária gerou 4 mil empregos. Já o comércio teve saldo negativo de 1,9 mil postos de trabalho em janeiro e fevereiro.

Desempenho em Fevereiro
Considerando apenas o mês de fevereiro, o estado gerou 21,7 mil empregos, dos quais 11 mil vieram do setor de serviços. Os empregos industriais somaram 8,2 mil, enquanto a agropecuária gerou 2,5 mil postos. O comércio registrou 41 vagas. 
Entre os empregos criados pela indústria, a construção civil liderou com 2,5 mil vagas, seguida pelo segmento têxtil, de confecções, couro e calçados, com 1.060 postos, e alimentos e bebidas, com 1.056.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

CapacITAPEMA inicia nova turma do curso de manutenção e instalação de ar-condicionado

A Secretaria de Assistência Social de Itapema deu início, nesta quarta-feira (01/04),  uma nova turma do curso de manutenção e instalação de ar-condicionado, dentro da programação do Capacita Itapema. A capacitação conta com carga horária de 40 horas e está sendo realizada no CALAS, localizado na Rua 428, no bairro Morretes.

As aulas seguem ao longo do mês de abril, nos dias 1, 2, 6, 7, 8, 9, 10, 13, 14, 15, 16, 17 e 20. O curso retorna após o sucesso da edição anterior, ampliando as oportunidades de qualificação profissional e geração de renda para os moradores do município.

A secretária de Assistência Social, Íris Bispo, destacou a importância da iniciativa. “O CapacITAPEMA é uma oportunidade de transformação na vida das pessoas. Nosso objetivo é oferecer qualificação, abrir portas para o mercado de trabalho e dar mais autonomia para as famílias do nosso município”, afirmou.

Para participar, os interessados podem procurar o CRAS I, CRAS II ou o CREAS. Também é possível obter mais informações e fazer contato pelo WhatsApp (47) 9919-6466.

Além do curso de ar-condicionado, o programa CapacITAPEMA prevê outras capacitações ao longo do ano, como extensão de cílios, marketing para jovens, manutenção e conserto de celulares e unhas em gel, reforçando o compromisso com a qualificação gratuita e acessível à população.

BC: Contribuintes têm até segunda-feira para aderir ao Regulariza Emasa

Com prazo se encerrando na segunda-feira (6), o Programa de Recuperação Fiscal Regulariza Emasa 2026 entra na reta final. A iniciativa da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) de Balneário Camboriú oferece condições especiais para regularização de dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2025, com descontos de até 100% em juros e multas.

O diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, destaca que esta é a última oportunidade para que os consumidores regularizem sua situação em condições facilitadas. “O programa foi pensado justamente para permitir que o contribuinte quite seus débitos com vantagens reais. Após o prazo, essas condições deixam de existir e a Emasa dará continuidade às medidas de cobrança previstas em lei”, afirma.

Encerrado o período de adesão, os débitos em aberto poderão sofrer penalidades mais rigorosas. Entre elas, a negativação do nome junto ao SPC Brasil e o protesto em cartório, medidas que já vêm sendo aplicadas desde setembro de 2025 para contas com mais de 65 dias de atraso.

O diretor administrativo e financeiro, Sérgio Luis de Souza, reforça que o parcelamento facilitado também deixa de estar disponível após o término do programa. “Hoje o contribuinte pode parcelar em até 48 vezes, com descontos significativos nos encargos. Após o dia 4, as cobranças seguem os critérios normais, sem esses benefícios”, explica.

Durante o período do Regulariza, os descontos variam conforme a forma de pagamento, sendo de 100% em juros e multas para pagamento à vista, e condições escalonadas para parcelamentos de até 48 vezes, com parcelas mínimas de R$ 42,29 para pessoas físicas e R$ 125,40 para pessoas jurídicas.

A adesão deve ser feita presencialmente na sede da Emasa - localizada na Quarta Avenida, nº 250, no Centro -, mediante apresentação de documentos pessoais ou empresariais e comprovação de vínculo com o imóvel.

Espaço do Empreendedor de Navegantes conquista Selo Sebrae Ouro

O Espaço do Empreendedor de Navegantes recebeu o Selo Sebrae na categoria Ouro, concedido a municípios que adotam práticas de gestão e estratégias voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios. A entrega ocorreu na manhã do último dia 30, no Paço Municipal.

A premiação reconhece iniciativas que estimulam o desenvolvimento econômico local, com foco no apoio a micro e pequenos empreendedores. Em Navegantes, o Espaço do Empreendedor integra o programa Cidade Empreendedora e atua oferecendo orientações, serviços e soluções voltadas aos negócios locais, como emissão de alvarás, capacitações e apoio técnico.

O espaço é destinado tanto a quem deseja iniciar uma atividade quanto a empresários que buscam expandir seus negócios, considerando as características e o potencial econômico do município.

O reconhecimento na categoria Ouro marca um avanço em relação a 2024, quando Navegantes havia conquistado o selo na modalidade Prata. À época, o município estabeleceu como meta o aprimoramento dos serviços prestados, com foco na qualificação do atendimento e na ampliação das soluções oferecidas.

De acordo com a gerente de Empreendedorismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita, Laura Telles, a certificação reflete o fortalecimento do ambiente empreendedor na cidade. “O desafio, a partir de agora, é manter a qualidade do atendimento com ações inovadoras, gestão estratégica e atenção aos empreendedores, que são parte fundamental do desenvolvimento econômico local”, afirma.

Oficina sobre inovação orienta empreendedores em Itajaí

O Espaço do Empreendedor de Itajaí promove a oficina gratuita “Faça a inovação acontecer em sua empresa”, voltada para microempreendedores individuais (MEI) e microempresas (ME) que buscam aplicar inovação de forma prática no dia a dia dos negócios.A capacitação será realizada no dia 16 de abril, das 18h às 22h, no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Itajaí.

A capacitação terá carga horária de quatro horas e condução do instrutor Ivan Cancelier. As inscrições estão disponíveis pelo Instagram do Espaço do Empreendedor.A oficina apresentará conceitos de inovação aplicados à realidade das pequenas empresas, com conteúdos sobre o que é inovação, mitos, motivos para inovar, o que evitar no processo e exemplos de empresas inovadoras do Brasil e do mundo. A proposta é oferecer ferramentas para que empreendedores identifiquem oportunidades e desenvolvam melhorias em seus próprios negócios.

Cancelierpossui mais de 27 anos de experiência na área comercial, gestão financeira e eficiência operacional, com atuação em estruturação de processos, análise financeira, formação de preços e organização de fluxos de trabalho, além de consultoria empresarial. A capacitação busca levar orientação prática e acessível para empresários que desejam melhorar resultados e ampliar a competitividade.

Editora Bittencourt