terça, 10 de fevereiro de 2026
05/01/2026

Epagri assume gestão de Cedups e revoluciona educação técnica em Santa Catarina


Modelo integra o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural da Epagri ao ensino técnico (Foto: Aires mariga/Epagri)
 
Em fevereiro de 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. A iniciativa marcou uma nova fase da educação técnica em Santa Catarina ao integrar o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural ao ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia.
 
Os Cedups estão localizados nos municípios de São Miguel do Oeste, Campo Erê, Canoinhas, Água Doce e São José do Cerrito. Em dez meses de gestão, a Epagri destinou em torno de R$12 milhões para melhorias em infraestrutura e formação de professores dessas unidades, que atendem cerca de 1,5 mil estudantes. “Esses investimentos foram feitos para qualificar os ambientes de ensino e garantir melhores condições de trabalho para professores, equipes técnicas e administrativas”, ressalta a diretora de ensino agrotécnico da Epagri, Andréia Meira.
 
A diretora destaca ainda que a qualificação dos profissionais também foi uma das prioridades da Epagri. Cerca de 120 professores participaram de cursos, oficinas e encontros voltados a metodologias inovadoras, uso de tecnologias no ensino agrícola, segurança alimentar, sustentabilidade e práticas de extensão.
 
Diferenciais do novo modelo
 
Um dos principais diferenciais do modelo implantado em 2025 foi a conexão direta dos Cedups com as Estações Experimentais, Centros de Treinamento e Gerências Regionais da Epagri. Essa aproximação permitiu a realização de dias de campo, visitas técnicas, aulas práticas com base em tecnologias desenvolvidas pela pesquisa e a implantação de Unidades de Referência Educativa.
 
 
Meta da Epagri é ampliar a participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Essa integração também se refletiu no acompanhamento das famílias dos estudantes nas propriedades. “Ações de assistência técnica e extensão rural fortaleceram a relação entre as escolas e as comunidades rurais, ampliando o alcance social, produtivo e formativo dos Cedups”, explica Andréia.
 
Segundo o presidente da Epagri, Dirceu Leite, outro avanço de 2025 foi o aumento da participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico. Hoje, mais da metade dos estudantes dos Cedups é formada por filhos de agricultores, e a meta, de acordo com ele, é ampliar ainda mais esse percentual, aliada ao fortalecimento da presença feminina. “Esse é o caminho para renovar a agricultura catarinense com conhecimento, inovação e pertencimento”, afirma.
 
Com o primeiro ano concluído, a Epagri inicia 2026 com metas de ampliar o número de Unidades de Referência Educativa, reforçar os laboratórios didáticos, expandir estágios e vivências supervisionadas no campo e aprofundar a formação continuada dos docentes. A empresa também avança na articulação para assumir a gestão das 11 Casas Familiares Rurais do estado, ampliando a oferta de educação técnica e reforçando, na prática, o investimento no futuro da agricultura catarinense.
 
Continuidade da produção e renovação geracional
 
A gestão dos Cedups ampliou um trabalho que a Epagri realiza há anos com os jovens rurais visando à continuidade da produção, à renovação geracional e ao fortalecimento da agricultura familiar e da pesca em Santa Catarina. Em 2025, a empresa garantiu mais de R$3,26 milhões na formação de jovens e mulheres, incentivando também o protagonismo feminino no campo e no mar.
 
 
Os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar da Epagri capacitaram 303 jovens em 2025 (Foto: Divulgação/Epagri)
Em 2025, os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar capacitaram 303 jovens, e o programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas. Após a formação, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) oferece apoio financeiro para desenvolvimento de novas atividades ou melhoria das existentes. Em 2025 foram mais de R$ 6 milhões de investimentos nos projetos de jovens e mulheres que passaram pelos cursos da Epagri.
 
Protagonismo feminino
 
O último Censo Agropecuário, de 2017, indicou uma grande concentração masculina na gestão das propriedades rurais. Entre mais de cinco milhões de estabelecimentos rurais existentes no Brasil, cerca de um milhão eram geridos por mulheres (20%). Em Santa Catarina, o percentual era ainda menor: 10% das propriedades rurais eram administradas por mulheres, segundo o IBGE. 
 
 
O programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas (Foto: Pablo Gomes / Epagri/Fapesc)
A boa notícia é que houve crescimento e com políticas de empoderamento das mulheres no campo, a expectativa é que essa realidade esteja em transformação. Desde 2019, o programa Flor-E-Ser capacitou mais de 700 mulheres em habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança, criando oportunidades para que elas assumam papéis de destaque nas atividades rurais e pesqueiras.
 
Os cursos são realizados nos 13 centros de treinamento da Epagri espalhados pelo estado. As participantes passam dois dias por mês nas unidades, frequentando aulas teóricas, práticas e trocando experiências com outras mulheres. A agricultora Denise Melânia Vital, de Araquari, transformou um hobby em negócio depois de participar do Flor-E-Ser. Hoje, ela é dona de uma pequena agroindústria de massas e panificados. “Eu costumo dizer que o curso foi um divisor de águas. O que eu tinha de paixão, mas que estava adormecido, foi despertado. No Flor-E-Ser, encontramos incentivo e apoio”, conta Denise.
 
Sucessão familiar
 
Dados do IBGE também mostram o desafio de manter os jovens no campo para dar continuidade às atividades agrícolas. Segundo o instituto, 30% das empresas familiares agrícolas são herdadas pelos filhos e apenas 5% pelos netos. Para fazer frente a este desafio, a Epagri já capacitou mais de 3,2 mil jovens de 18 a 29 anos desde 2012 por meio do programa Ação Jovem Rural e do Mar.
 
 
Após o curso, o casal Jenifer e Alexsandro está aperfeiçoando a gestão das atividades na propriedade da família (Foto: Divulgação / Epagri)
O curso tem duração de um ano e, ao final, o jovem elabora seu projeto de vida, com proposta de melhorias no negócio da família. Os projetos recebem apoio financeiro da Sape para serem implementados. Além de estimular o protagonismo dos jovens nas propriedades rurais e pesqueiras, o programa desenvolve habilidades em liderança para atuar em instituições comunitárias como sindicatos e associações.
 
O casal Jenifer Dettenborn e Alexsandro Vendruscolo, de Dionísio Cerqueira, é um exemplo do potencial transformador do programa Jovem Rural e do Mar. Egressos do curso em 2023, eles têm aperfeiçoado a gestão das atividades na propriedade dos pais de Alexsandro, que se dedicavam à produção de leite. Hoje, eles também produzem feijão, mandioca, batata-doce e carne. O foco é gerar mais renda e baixar os custos. 
 
Com apoio dos extensionistas Fábio Biela e Jonas Marcelo Ramon, o casal já apresenta excelentes resultados na propriedade. A produção leiteira passou de nove litros de leite para 15 litros. Jenifer, que nasceu em São José do Cedro, mas viveu por 10 anos em São Paulo, não pensa em nenhum momento abandonar o campo. 
 
Investimentos e modernização fortalecem capacidade de entrega da Epagri
 
Em 2025, a Epagri avançou na modernização e no fortalecimento de sua infraestrutura, com investimentos que ampliaram a capacidade de atendimento, inovação e competitividade da empresa. Os resultados abrangem infraestrutura, tecnologia, pesquisa, extensão rural, educação e pessoal.
 
 
Os Cedups foram contemplados com tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos agrícolas (Foto: Leo Munhoz /SECOM)
Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação de sua frota, com a aquisição de 68 novos veículos, garantindo agilidade, segurança e maior presença das equipes técnicas nos municípios.  Outros R$5,4 milhões foram aplicados na compra de tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos que fortaleceram diretamente as atividades de pesquisa e os Cedups Agrotécnicos.
 
A modernização tecnológica também foi prioridade. A Epagri destinou R$ 16,6 milhões para atualização de seu parque tecnológico, incluindo sistemas de armazenamento, servidores, firewall, notebooks e desktops. Uma das iniciativas estratégicas foi a parceria firmada com a Defesa Civil para o compartilhamento de datacenter, ampliando a segurança operacional e reduzindo custos. “Este ano foi decisivo para qualificar nossa estrutura interna. Modernizamos processos, fortalecemos a governança digital e asseguramos uma base tecnológica mais segura e eficiente para toda a empresa”, destaca a diretora de Administração e Finanças, Fabrícia Hoffmann Maria.
 
 
Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação da frota, com a aquisição de 68 novos veículos (Foto: Leo Munhoz /SECOM)
Outra frente importante foi a melhoria das condições de trabalho, com R$1,9 milhão aplicados na renovação de mobiliários em diversas unidades. As unidades de pesquisa também receberam atenção especial, com ampliações na área de piscicultura, reformas estruturais, aquisição de novos equipamentos laboratoriais, construção de estufas agrícolas, barracões e outras melhorias que fortalecem a inovação científica e a capacidade operacional.
 
No campo do desenvolvimento rural, a Epagri celebrou o convênio estadual Cederural, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Sape), que garantiu R$ 3,2 milhões em 2025 para ações de capacitação de jovens e mulheres do campo e do mar. No âmbito federal, os convênios PAC/Embrapa, Finep, MDA e MPA somaram cerca de R$6,3 milhões destinados à aquisição de veículos e equipamentos agrícolas. Já o setor de meteorologia foi contemplado com R$2,5 milhões via Defesa Civil e Fundo Hídrico.
 
Para impulsionar ainda mais a pesquisa e o desenvolvimento, foram homologados, em parceria com a Fapesc, editais que totalizam R$ 8 milhões em financiamento de projetos e concessão de bolsas, criando oportunidades e estimulando novas soluções para o agro catarinense.
 
No conjunto de recursos disponíveis diretamente às áreas fim, a empresa destinou R$ 51,7 milhões para a pesquisa agropecuária, R$ 25,6 milhões para a extensão rural e R$11,6 milhões para a educação, somando mais de R$ 88,9 milhões distribuídos às unidades em todo o Estado. Esses valores garantiram o bom funcionamento das equipes, a continuidade de programas estratégicos e a ampliação de serviços para agricultores, pescadores, jovens e comunidades rurais.
 
Outro marco de 2025 foi o reforço no quadro de pessoal. A empresa registrou a maior contratação de sua história com a entrada de 417 novos concursados, recompondo equipes e garantindo melhores condições de atendimento em pesquisa, extensão e educação.
 
Empresa chega a todos os municípios e fortalece assistência técnica no campo
 
Em 2025, a Epagri registrou um avanço histórico ao estabelecer escritórios em 100% dos municípios catarinenses, garantindo sua presença territorial plena e fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores. Ao longo do ano, mais de 132 mil produtores foram atendidos por meio de 268 mil ações técnicas, entre cursos, capacitações, dias de campo, visitas técnicas e seminários.
 
 
Em 2025 a Epagri garantiu presença territorial plena em SC, fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A atuação ampliada refletiu também na elaboração de 12 mil propostas de crédito rural, que viabilizaram cerca de R$ 715 milhões em investimentos, beneficiando 10,5 mil agricultores com modernização, insumos e melhorias na estrutura. Para o diretor de Extensão Rural e Pesqueira da Epagri, Gustavo Claudino, ao estar presente em todo o território catarinense, a empresa garante que cada produtor tenha acesso ao conhecimento, ao crédito e às condições necessárias para prosperar. “É assim que construímos um campo mais forte, mais sustentável e com mais oportunidades”, destaca.
 
Garantia de US$ 150 milhões para o meio rural e pesqueiro
 
Gustavo pontua, ainda, outro trabalho da equipe técnica da extensão rural em conjunto com a pesquisa da Epagri: a elaboração do manual técnico e operacional do Programa SC Rural 2, que prevê US$ 150 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro catarinense nos próximos seis anos. Desse valor, US$ 120 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$30 milhões serão contrapartida do Governo de Santa Catarina.
 
O documento, produzido com rigor científico pela equipe técnica da empresa, garante diretrizes alinhadas às necessidades reais do campo. O aporte será injetado diretamente no meio rural para melhorar a infraestrutura, impulsionar a inovação agrícola e fortalecer a sustentabilidade ambiental.
 
O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça que o SC Rural 2 é um dos maiores investimentos no setor rural catarinense e um marco para o futuro da agricultura de Santa Catarina, colocando o estado na vanguarda na produção agropecuária do Brasil.
 
Regularização ambiental avança com atuação da Epagri no Cadastro Ambiental Rural
 
Em 2025, a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde (SEMAE). A empresa realizou uma força-tarefa de busca ativa que resultou na efetivação de 12.397 novos cadastros e de 9.918 retificações, além da identificação de 11.647 vazios (propriedades sem cadastro) no Sistema CAR.
 
 
Em 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural com a SEMAE (Foto: Jonatan Jumes/Epagri)
O CAR é um registro eletrônico que reúne informações ambientais das propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e áreas de uso restrito. A Lei nº 12.651/2012 determina a inscrição de todos os imóveis rurais do País no Sistema CAR até 31 de dezembro de 2025.
 
Esse registro garante segurança jurídica da propriedade e valoriza a produção rural associada à preservação. O produtor que não fizer seu registro no CAR e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no prazo estabelecido terá restrição ao acesso a benefícios e créditos rurais, poderá perder a área consolidada e não conseguirá regularizar sua propriedade ambientalmente.
 
O presidente Dirceu Leite ressalta que, com essas entregas, a Epagri reforça o compromisso com a governança territorial, a preservação ambiental e o desenvolvimento rural sustentável. “Nossa meta é garantir que mais produtores alcancem a regularização necessária para acessar programas de crédito, incentivos e instrumentos de apoio fundamentais para o fortalecimento da agricultura catarinense”, diz ele.
 
Tecnologias sustentáveis da Epagri lideram mitigação climática no campo
 
Em 2025, a Epagri consolida os avanços alcançados no ciclo 2023–2025 na mitigação de emissões de carbono em Santa Catarina. As tecnologias sustentáveis implementadas pela empresa foram responsáveis por mais da metade da mitigação registrada no estado no período, totalizando 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente. Essas soluções chegaram a cerca de 19 mil empreendedores rurais, abrangendo 91 mil hectares.
 
 
As tecnologias sustentáveis implementadas pela Epagri foram responsáveis pela mitigação de 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente (Foto: Divulgação/Epagri)
Os dados são do relatório do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030. Lançado em 2023, o ABC+SC tem participação da Epagri e de outros órgãos do Governo, além de organizações privadas do setor agropecuário. A meta é mitigar 86 milhões de toneladas de carbono até o ano de 2030. 
 
“Os resultados da Epagri mostram o compromisso institucional da empresa com adaptação climática e produção de alimentos com menor impacto ambiental, posicionando Santa Catarina como referência nacional em práticas sustentáveis”, afirma o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
 
Resiliência climática
 
Além da sustentabilidade, as tecnologias da Epagri que fazem parte das ações previstas pelo Plano ABC+SC trazem maior resiliência às mudanças climáticas e menores custos de produção. O objetivo é reduzir perdas com eventos extremos, manter a competitividade, garantir a segurança alimentar e diminuir impactos ambientais. 
 
Uma das tecnologias que mais contribuiu para o cumprimento das metas do Plano ABC+SC foi o Sistema Plantio Direto de Grãos (SPDG). A ampliação da área plantada foi de 57 mil hectares. O SPDG protege o solo com plantas de cobertura, dispensando o revolvimento da terra fora da linha de semeadura, contribuindo para a fixação do carbono no solo e reduzindo as emissões.
 
Na pecuária, a Epagri está difundindo o Manejo e a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD) como meta do ABC+SC. O avanço nos últimos três anos foi de mais de 28 mil hectares. O sistema à base de pastagens melhora a infiltração de água, reduz a erosão e aumenta a capacidade adaptativa da pecuária em secas prolongadas.
 
Investimentos recordes impulsionam pesquisa e entrega de novas tecnologias
 
Os recursos destinados à pesquisa agropecuária da Epagri vêm registrando recordes consecutivos nos últimos três anos e, em 2025, alcançaram um novo patamar ao ultrapassar os R$51 milhões. No ano, a empresa executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais.
 
 
Em 2025 a Epagri executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Entre as tecnologias estão novas variedades de hortaliças e frutas, adaptadas às condições de Santa Catarina. O destaque são as variedades de alho e banana, que apresentam desempenho agronômico superior, com maior produtividade, qualidade e resistência a pragas e doenças.
 
“Nós comemoramos em 2025 meio século de existência da pesquisa agropecuária pública em Santa Catarina. Nada melhor do que ampliar os investimentos para reconhecer o valor de uma área que contribui de forma significativa para a competitividade da economia rural catarinense”, afirma o presidente Dirceu Leite. 
 
 
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto (Foto: Aires Mariga/Epagri)
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Reney Dorow, explica que os investimentos em pesquisa têm efeito de médio e longo prazo. Segundo ele, a Epagri tem focado em inovações que ajudam os produtores rurais a enfrentar mudanças climáticas e reduzir os custos de produção. “Estes são os maiores desafios da agropecuária e a pesquisa deve estar conectada com as demandas do mercado”, reforça. 
 
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvida em parceria com a Embrapa e com o apoio do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc. Lançada há apenas dois anos, a 126 Dueto já representa mais da metade da área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina. 
 
O sucesso se deve à resistência da variedade tanto a baixas quanto a altas temperaturas na fase reprodutiva e à excelente produtividade. Os extremos de temperatura são efeitos comuns das mudanças climáticas, causando prejuízos às lavouras. Além disso, a SCSBRS126 Dueto tem se mostrado tolerante à doenças como a brusone de folha, que teve bastante incidência neste início de safra 2025/2026.
 
Epagri assume protagonismo no fortalecimento da aquicultura e da pesca
 
A Epagri vai coordenar o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro de Santa Catarina, lançado no final de 2025 pelo Governo do Estado. O programa vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor. Entre os impactos previstos estão a ampliação do percentual de produtores tecnificados e o consequente aumento da produção catarinense de peixes e de frutos do mar.
 
 
Programa lançado pelo Governo do Estado vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor aquícola e pesqueiro (Foto: Divulgação/Epagri)
Uma das ações será a contratação, já em 2026, de 33 novos profissionais, entre extensionistas, pesquisadores e assistentes de pesquisa. Esse reforço fortalece o atendimento direto aos pescadores artesanais e aquicultores e garante que o conhecimento gerado pela pesquisa chegue mais rapidamente às comunidades produtivas.
 
O programa também prevê a modernização da infraestrutura necessária para ampliar a presença da Epagri nos municípios. Os investimentos contemplam a estruturação de escritórios contêineres municipais, aquisição de novos veículos e compra de equipamentos eletrônicos e embarcações que darão suporte às ações de extensão e monitoramento na maricultura. O programa destina ainda recursos para modernizar as unidades de pesquisa da empresa em Florianópolis e em Itajaí.
 
Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, o programa inaugura um novo ciclo para a aquicultura e pesca de Santa Catarina. “Vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiros passo para transformar esse potencial em realidade”, afirma.
 
Prêmios reconhecem resultados da Epagri em 2025
 
A Epagri subiu ao palco várias vezes em 2025 para receber premiações por iniciativas realizadas em diferentes áreas da empresa: gestão administrativa, pesquisa agropecuária, ensino e extensão rural. Os prêmios incluem reconhecimento nacional e internacional a boas práticas de governança e a pesquisas que trazem benefícios significativos aos produtores rurais.
 
“As premiações reforçam nossa missão de construir uma empresa mais moderna, organizada e orientada a resultados, com capacidade crescente de planejar, executar e monitorar ações estratégicas para o desenvolvimento rural de Santa Catarina”, afirma o presidente Dirceu Leite. 
 
Reconhecimento Internacional
 
Na área de pesquisa, o destaque foi o reconhecimento internacional à variedade de arroz SCSBRS126 Dueto. A 126 Dueto foi finalista do “Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025”, promovido pela Novo Nordisk Foundation, sediada na Dinamarca. O prêmio foi recebido por Rubens Marschalek, pesquisador em Melhoramento Genético de Arroz Irrigado. A premiação destacou a contribuição da tecnologia para a segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.
 
 
A 126 Dueto também venceu a edição 2025 do Prêmio de Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer, na categoria Produto. A premiação foi entregue no dia 15 de dezembro, pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc). Além de placa e certificado, os vencedores terão acesso a um edital de fomento exclusivo, com recursos de até R$100 mil por projeto, para fortalecer as iniciativas premiadas.
 
Outro destaque internacional neste ano foi a pesquisa “Modelagem de crescimento de árvores nativas em sistemas silvipastoris tradicionais com ênfase no sequestro de carbono”. O projeto recebeu o Prêmio para o Progresso dos Pastos 2025, entregue durante evento em Portugal à Ana Lúcia Hanisch, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Canoinhas. 
 
A pesquisadora coletou dados em caívas, sistemas agroflorestais que associam simultaneamente a criação de bovinos, a extração da erva-mate e a manutenção das árvores nativas. “As caívas têm pastagem e árvores, e ambas sequestram muito carbono. Se soubermos quanto, podemos gerar informações para que os agricultores possam vender créditos de carbono”, explica.
 
Sustentabilidade ambiental
 
Em 2025, a Epagri também foi premiada por várias ações na área de sustentabilidade. O projeto Estratégias para Proteção e Recuperação de Nascentes e Cursos d’Água em Propriedades Rurais, em parceria com o Consórcio Iberê, recebeu o Prêmio Expressão de Ecologia. Foi a 26º vez que a Epagri recebeu o troféu Onda Verde, o que faz dela a maior vencedora da história da premiação.  
 
O projeto premiado foi desenvolvido nos municípios de Cordilheira Alta e Chapecó. Produtores rurais receberam suporte técnico e recursos materiais para proteger Áreas de Preservação Permanente (APP), evitando judicialização e penalidades.  Foram recuperadas e protegidas 132 nascentes e 117 trechos de cursos d’água, distribuídos por 91 propriedades. 
 
 
Projeto da Epagri/Cedup alia educação ambiental, ciência e ação comunitária na recuperação e preservação de nascentes (Foto: Epagri/Divulgação)
Na área de Ensino, a Epagri/Cedup Vidal Ramos, em Canoinhas, conquistou o Prêmio Fritz Müller 2025, o mais importante reconhecimento ambiental de Santa Catarina. A instituição foi vencedora na categoria “Conservação de Recursos Naturais e da Vida Silvestre”, com o projeto “Raízes da Água”, criado para restaurar e proteger as nascentes localizadas dentro do território da escola. 
 
Segurança Alimentar
 
A Epagri/Cedup Campo Erê garantiu o primeiro lugar na etapa regional da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (Fecitec/SC), na categoria ensino profissionalizante. O projeto, dos alunos Mariane Fuzinatto Zimmermann e Tiago Zanon Bortoli, aborda o uso de alimentos funcionais na alimentação de frangos de corte. 
 
Nos experimentos feitos pelos estudantes, eles comprovaram a eficácia do uso de alimentos como alho em pó, pimenta preta moída e orégano desidratado aliados à ração. A ideia surgiu ao perceberem a demanda por alimentos produzidos de forma segura e sustentável. 
 
Boas práticas de governança
 
Na área de gestão, o destaque foi para o gerenciamento de projetos. A Epagri ficou como um dos cinco melhores cases do setor público brasileiro na Premiação Agilidade Brasil 2025, ao lado de Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo. A iniciativa reconhece práticas inovadoras de gestão ágil.
 
O case da Epagri destaca a criação da cadeia de valor da empresa por meio de uma plataforma ágil. A ferramenta permite aos públicos interessados visualizar os fluxos de trabalho, a padronização de processos e a integração das áreas de pesquisa, extensão rural e ensino. 
 
 
Prêmio PMI-SC valoriza iniciativas que se destacam pela gestão eficiente, inovação, impacto e contribuição para o desenvolvimento do estado (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Na esfera estadual, a Epagri se destacou no Prêmio PMI-SC Melhores do Ano 2005 entre as três melhores instituições na categoria Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO). O diferencial da Epagri está na convergência entre inovação tecnológica, transparência pública e governança estratégica. A metodologia implementada já permitiu a redução de 30% do tempo médio de consolidação e atualização das informações em programas estratégicos.
 
Para o presidente Dirceu Leite, os avanços registrados ao longo de 2025 representam um período de fortalecimento da Epagri. “Encerramos o ano com uma empresa mais moderna, estruturada e preparada para os desafios do desenvolvimento rural catarinense. Os resultados refletem o trabalho comprometido de nossas equipes e a confiança da sociedade nas nossas ações. Temos  certeza de que entregamos uma Epagri mais forte, mais eficiente e mais próxima das pessoas. Em 2026, nossa caminhada continua para consolidar uma gestão comprometida com resultados e inovação, sempre focada no atendimento às famílias rurais e no desenvolvimento do agro catarinense”, conclui o presidente.
 
Com a colaboração de Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc


Blog

Entre plumas e paetês: Carnaval movimenta pequenos negócios criativos e fortalece economia local

Por Camila Vidal


Muito além da folia, o Carnaval brasileiro impulsiona uma ampla cadeia de pequenos negócios criativos apoiados pelo Sebrae, que atuam na produção de fantasias, adereços, moda autoral e na customização de abadás. Considerada um dos principais motores da economia criativa do país, a festa gera renda, empregos temporários e oportunidades de empreendedorismo em diferentes territórios, além de aquecer setores como turismo, comércio e serviços.

De acordo com levantamento do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), vinculado ao Ministério da Cultura, a economia criativa responde por 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas em mais de 130 mil empresas formalizadas. Segmentos como artes visuais, moda autoral, design, audiovisual, música,  e artes cênicas integram esse ecossistema que ganha ainda mais força durante o período carnavalesco.

Além do impacto econômico direto, o Carnaval também tem estimulado práticas mais sustentáveis entre empreendedores criativos. A reutilização de materiais, a customização de peças antigas e o uso de insumos recicláveis em fantasias e adereços vêm ganhando espaço, fortalecendo modelos de negócio alinhados à economia circular. Glitter biodegradável, tecidos reaproveitados e acessórios feitos a partir de resíduos têxteis já fazem parte da rotina de muitos pequenos produtores.

Economia criativa transforma a folia em oportunidade

Para o Sebrae, investir na profissionalização desses empreendedores é essencial para garantir que a festa continue sendo não apenas um espetáculo cultural, mas também uma poderosa engrenagem de desenvolvimento econômico e social.

O Carnaval é uma engrenagem estratégica da economia criativa brasileira. “O evento é de extrema importância para a economia criativa e, consequentemente, para os empreendedores do setor, porque envolve diretamente toda a cadeia produtiva. Estamos falando das fantasias, da dança, do enredo, da criatividade, da criação dos desfiles, sem contar o impacto positivo no turismo, nas hospedagens, bares, restaurantes e nos serviços em geral”, afirma Denise Marques, analista de Economia Criativa do Sebrae Nacional.

Segundo ela, a instituição oferece diversas soluções para apoiar os empreendedores criativos, como programas de capacitação, conteúdos digitais, ferramentas de gestão e aplicativos voltados para o microempreendedor individual.

"O Sebrae atua para fortalecer esses pequenos negócios, ajudando na gestão, na formalização e na ampliação de mercado." Denise Marques, analista de Economia Criativa do Sebrae

Um estudo da plataforma de comércio eletrônico Nuvemshop aponta que micro e pequenas empresas que vendem produtos para o Carnaval online faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Foram vendidos mais de 81 mil itens, volume 10% maior que do ano anterior.

Os acessórios lideraram as buscas, com destaque para brincos, bandanas e tiaras. Já a categoria “fantasia” superou R$ 700 mil em vendas, alta de 29%. Os abadás chamaram atenção pelo crescimento expressivo: o número de unidades comercializadas aumentou 3.000%.

Exemplos de sucesso diretamente de Brasília, do Rio de Janeiro e de Salvador mostram como o Carnaval é capaz de impulsionar pequenos negócios criativos em diferentes regiões do país, fortalecendo a economia local, promovendo sustentabilidade e valorizando a cultura brasileira.

Moda sustentável ganha espaço na folia

Em Brasília (DF), a empreendedora Giovana Dachi comanda a Gia Dachi Carnaval, marca que nasceu em 2017 — inicialmente com o nome Parangolés — com a proposta de criar roupas autorais que pudessem ser usadas para além dos dias de festa. Pioneira no uso de práticas sustentáveis no Carnaval, a marca aposta no upcycling e no reaproveitamento de tecidos descartados por grandes produções e pequenas confecções locais.

“O foco sempre foi trabalhar com retalhos selecionados, com bom acabamento e durabilidade. Começamos priorizando a compra de sobras têxteis e, com o tempo, toda a produção passou a ser feita a partir de descarte de tecido”, explica Giovana, formada em moda.

Ela destaca o crescimento do Carnaval da capital federal e o aumento da procura por peças autorais com viés sustentável. “É perceptível como a identidade carnavalesca de Brasília vem se consolidando, com consumidores buscando cada vez mais produtos criativos e conscientes. Estamos construindo essa cultura e sou entusiasta desse movimento”, afirma.

Ao longo da trajetória, a empreendedora contou com orientações do Sebrae para estruturar melhor a gestão do negócio, conciliando a criação artística com práticas empresariais.

Adereços autorais valorizam cultura popular

No Rio de Janeiro (RJ), o artesão Antenor Júnior, do ateliê Santuário Relicário, atua há 17 anos na produção de adereços voltados principalmente para os blocos de rua. Natural de Pernambuco, ele se inspira na cultura popular brasileira, com referências ao maracatu, frevo, Bumba Meu Boi e às tradições nordestinas.

“Criei a marca com o objetivo de valorizar e divulgar a cultura popular brasileira em todos os sentidos. No Carnaval, senti a dificuldade das pessoas encontrarem peças originais, que fugissem do industrializado, e resolvi oferecer esse diferencial”, conta.

Assistido pelo Sebrae Rio, Antenor afirma que as mentorias ajudaram no posicionamento da marca, na precificação e na gestão do negócio. Além disso, o artesão incorporou práticas sustentáveis ao reaproveitar materiais de fantasias antigas e peças doadas por clientes, transformando o que seria descartado em novos produtos criativos.

“O Carnaval é uma grande vitrine. É nesse período que muita gente conhece minha marca e continua comprando ao longo do ano, seja para festas juninas, peças religiosas ou coleções temáticas”, explica.

Customização de abadás gera renda e pertencimento cultural

Em Salvador (BA), a empreendedora Najara dos Santos Souza é fundadora da N Black – Moda Afrobrasileira, criada em 2005 após ela sofrer racismo em uma entrevista de emprego e decidir empreender por conta própria. Inicialmente voltada para bijuterias, a marca evoluiu para a moda autoral com foco em identidade, representatividade e criatividade.

Durante o Carnaval, Najara também se destaca com o serviço de customização de abadás, transformando as peças em criações exclusivas. “Muitas vezes, em dez dias de Carnaval conseguimos faturar o que levaríamos dois ou três meses para alcançar. Além disso, geramos emprego e renda para costureiras, artesãs e pequenos ateliês da comunidade”, afirma. A empreendedora destaca que a customização vai além do aspecto econômico.

É uma forma de pertencimento cultural. As pessoas querem sair bonitas, com a cara da folia, com uma peça única. Isso faz parte da identidade visual do Carnaval de Salvador.

Najara dos Santos Souza, empreendedora

Com práticas sustentáveis incorporadas à produção, Najara reaproveita retalhos e materiais, destinando sobras para artesãs que produzem acessórios e outros itens. Parceira do Sebrae desde 2012, ela afirma que os cursos e orientações em gestão, precificação e planejamento foram fundamentais para o fortalecimento do negócio.

Brasileiros retiram R$ 23,5 bilhões da poupança em janeiro, o pior resultado em 12 anos

A Caderneta de Poupança registrou retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Banco Central. Apesar do resultado negativo, o volume de saques foi 10,3% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025, quando a saída líquida de recursos somou R$ 26,2 bilhões.

No mês passado, os depósitos totalizaram R$ 331,23 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 354,74 bilhões, o que resultou no saldo negativo. De acordo com o Banco Central, janeiro não apresenta entrada líquida de recursos na poupança desde 2014.

Com o desempenho de janeiro, o estoque total aplicado na caderneta recuou. O volume de recursos depositados caiu de R$ 1,022 trilhão em dezembro para R$ 1,005 trilhão no fim de janeiro. Ainda assim, os rendimentos creditados aos poupadores no período somaram R$ 6,4 bilhões.

A rentabilidade da poupança varia conforme o patamar da taxa básica de juros, a Selic. Quando a taxa está acima de 8,5% ao ano, o rendimento é de 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (TR). Já quando a Selic fica igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração passa a ser de 70% da Selic, também mais a TR.

Esse modelo de cálculo foi implementado em 2012 com o objetivo de evitar que a poupança se tornasse mais atrativa do que outros investimentos em períodos de juros baixos, o que poderia interferir na condução da política monetária.

Senac Santa Catarina lança nova unidade móvel de Tecnologia

O Senac Santa Catarina apresenta sua mais nova unidade móvel de Tecnologia da Informação e Gestão, um espaço educacional sobre rodas criado para levar conhecimento, inovação e tecnologia para diferentes regiões catarinenses, especialmente as mais afastadas das faculdades de Tecnologia e centros educacionais do Senac.

Com 15 metros de comprimento, 4,20 metros de altura com capacidade de extensão lateral automatizado para cerca de 62 metros quadrados, a carreta oferece a infraestrutura de um laboratório tecnológico completo, equipado para atender cerca de 20 pessoas sentadas, em cursos, feiras, ações comunitárias, eventos educacionais e programas em parceria com municípios e instituições locais.

“Entregamos à população mais uma unidade móvel, com estrutura preparada para oferecer diversas capacitações e demonstrar toda a competência do Senac na educação profissional. Além dessa, possuímos mais duas unidades: uma de Gastronomia, recém-adquirida e outra de Açougue e Panificação, recentemente reformada, que estão circulando por toda Santa Catarina”, comemora o Diretor Regional do Senac, Fabiano Battisti Archer.

Ambiente inovador com tecnologia de ponta

Pensada como um laboratório móvel, a nova unidade reúne recursos que permitem vivências práticas em áreas como programação, computação gráfica, criação digital, segurança de dados, impressão 3D, realidade virtual, inteligência artificial, drones, design, audiovisual e diversas outras frentes estratégicas da tecnologia contemporânea.

“É mais uma conquista para o Senac. A unidade móvel é mais do que um veículo, é um hub de conectividade itinerante que concretiza a nossa missão de fazer a tecnologia circular e oferecer soluções para os problemas onde eles realmente acontecem. Demonstra todo o nosso compromisso com a sociedade em ampliar as possibilidades na área de TI”, diz Juliano Vieira, coordenador do Eixo de Tecnologia da Informação do Senac. 

A carreta possui infraestrutura completa para acolhimento dos estudantes, com climatização de alta capacidade, elevador para Pessoa com Deficiência (PCD), iluminação em LED e persianas para controlar a luminosidade, permitindo a criação de cenários diversos, bancadas de trabalho, mesas modulares em diferentes formatos e armários para organização dos equipamentos. 

Entre os equipamentos embarcados estão:

  • 21 notebooks de alto desempenho
  • 10 mesas digitalizadoras para ilustração e design
  • 10 óculos de realidade virtual com controladores
  • 02 drones com câmera 4K para captação aérea, mapeamento e produção digital
  • 02 impressoras 3D e cortadora a laser
  • 01 impressora colorida multifuncional
  • 02 câmeras profissionais e tripés
  • lousa digital interativa de 65” e duas Smart TVs de 75”
  • Wi-Fi via satélite, garantindo conexão mesmo em regiões remotas
  • sistema de som e espaços de demonstração
  • fones de ouvido e demais periféricos.

“Com projeto elaborado pelo Departamento Nacional, cada detalhe foi planejado para garantir segurança, conforto e funcionalidade, acompanhando os rigorosos padrões técnicos do Senac”, garante Diego Casasanta Mostaço, Analista de Patrimônio do Senac, responsável técnico pelo recebimento, conferência e montagem da unidade móvel.

Governo do Estado avança na duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba

Fotos: Divulgação/SIE

Obra integra o Programa Estrada Boa e já alcança 25% de execução em um dos trechos mais aguardados do Norte catarinense

A duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba, uma das obras rodoviárias mais esperadas pela população do Norte de Santa Catarina nas últimas décadas, segue em ritmo contínuo dentro do Programa Estrada Boa, o maior conjunto de investimentos rodoviários da história do Estado.

O trecho em obras compreende 15,15 quilômetros de extensão, iniciando no km 32+400 e se estendendo até o km 47+550. O investimento contratado é de R$ 238.467.067,04, consolidando a importância estratégica da rodovia para a mobilidade regional, o escoamento da produção industrial e agrícola e a segurança dos usuários.

Atualmente, a obra registra aproximadamente 25% de execução global, com frentes de trabalho distribuídas ao longo do traçado. Os principais avanços por etapa são:

Terraplenagem: 65% concluída
Pavimentação: 15% executada
Drenagem: 17% realizada
Obras de Arte Correntes (bueiros, galerias e dispositivos estruturais): 40% concluídas
Os serviços de terraplenagem, que representam uma das fases mais complexas da duplicação, estão em estágio avançado, permitindo a preparação das plataformas que receberão as novas pistas. Paralelamente, as equipes atuam na implantação dos sistemas de drenagem, fundamentais para a durabilidade do pavimento e a segurança viária, além da execução de dispositivos estruturais ao longo do trecho.

Para o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, a obra simboliza uma virada de padrão nos investimentos rodoviários do Estado.

“A duplicação da SC-108 é uma resposta concreta a uma demanda histórica da região. Estamos falando de um corredor estratégico para a indústria, para o agronegócio e para milhares de trabalhadores que utilizam essa rodovia todos os dias. O Programa Estrada Boa veio justamente para tirar do papel obras estruturantes como esta, com planejamento, responsabilidade técnica e foco em segurança viária e desenvolvimento regional”, destaca o secretário.


A duplicação da SC-108 representa um marco para o Norte catarinense, atendendo a uma reivindicação que se arrasta há mais de 25 anos. A rodovia é eixo fundamental de ligação entre municípios industriais e polos logísticos, além de integrar rotas que conectam o Vale do Itapocu ao Médio Vale do Itajaí.

Com o Programa Estrada Boa, o Governo de Santa Catarina promove uma transformação sem precedentes na malha rodoviária estadual, priorizando obras estruturantes, ampliação de capacidade, restaurações profundas e elevação dos padrões de segurança. A duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba é um dos exemplos mais emblemáticos desse novo ciclo de investimentos.

 

Nos últimos dois anos, abertura de pequenos negócios do mercado pet cresceu 22% no país

Por Camila Vidal


O mercado pet continua aquecido no país. Entre os anos de 2023 e 2025, houve um aumento de 22% no número de pequenos negócios criados para atender diversos tipos de tutores de animais. Apenas nesse período foram abertos mais de 41,6 mil pequenos negócios desse segmento, de acordo com levantamento do Sebrae feito com base nos dados da Receita Federal. Em 2023, foram 12,7 mil aberturas. Já em 2024, 13,3 mil e, em 2025, 15,5 mil. Desse total, cerca de 91% são microempreendedores individuais (MEI).

Uma das justificativas para esse aumento é o crescimento anual de 2,5% de donos de gatos, que cuidam de uma população de aproximadamente 30 milhões de felinos e já se consolidam como o segmento pet que mais cresce no país.

De acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o mercado pet brasileiro movimenta cerca de R$ 77 bilhões, com forte avanço nas categorias premium e especializadas, e o número de gatos no Brasil já representa 19% da população pet nacional, com crescimento superior ao de cães nos últimos anos. O dia 17 de fevereiro é comemorado como o Dia Internacional do Gato.

O cenário abre oportunidades estratégicas para micro e pequenos negócios especializados em produtos premium, serviços cat friendly, bem-estar animal e soluções criativas voltadas ao público “gateiro”. Para o Sebrae, esse contexto reforça o protagonismo dos pequenos empreendedores no setor.

" O pequeno pet shop de bairro não é coadjuvante, ele é protagonista, pois consegue conquistar mercado e pulverizar oportunidades, com inclusão e novas oportunidades." Décio Lima, presidente do Sebrae

Diferenciais competitivos

O Sebrae atua como parceiro estratégico do setor pet desde 2015, com foco crescente no segmento felino. “O Sebrae está presente em todo país para dar apoio na gestão eficiente, padronização de processos, capital humano e estímulo às oportunidades”, afirma o presidente do Sebrae.

Entre as frentes de apoio estão as trilhas de capacitação em finanças, precificação, controle de estoque, marketing digital e gestão estratégica, além de orientações específicas para negócios cat friendly. O Sebrae explica que o tutor de gatos tem hábitos de consumo muito distintos. Ele busca ambientes tranquilos, atendimento especializado e um mix de produtos pensado para o bem-estar do animal.

A chamada “ascensão felina” está associada à verticalização das cidades e à mudança no estilo de vida das famílias. Estudos acompanhados pelo Sebrae, em parceria com instituições como o Instituto Pet Brasil (IPB) e a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), indicam crescimento contínuo nas categorias de alimentação funcional, saúde preventiva, enriquecimento ambiental e produtos premium para gatos.

Empreendedorismo na prática

Em Brasília, a empresária Mariana Eduarda Brod, proprietária do Betina Cat Café, acompanha de perto essa transformação. Referência na capital federal, o empreendimento aposta em um modelo de negócio totalmente voltado ao público gateiro, oferecendo uma experiência imersiva de convivência com gatos e campanhas de adoção.

"O mercado cresce ano após ano. As pessoas estão adotando mais gatos, e aquele antigo preconceito de que o gato não é companheiro está ficando para trás." Mariana Eduarda Brod, empresária

Segundo ela, o foco exclusivo em felinos se tornou diferencial competitivo. “O gateiro se sente representado. Aqui é um espaço pensado só para quem ama gatos. Isso cria identidade, pertencimento e fidelização”, diz.

Além do conceito, o negócio também integra práticas sustentáveis, como uso de granulado sanitário biodegradável, redução de plástico, embalagens de papel e apoio a projetos de reciclagem e castração de animais de rua. “A causa animal, a sustentabilidade e o empreendedorismo caminham juntos”, destaca.

Especialização como estratégia

Já em São Paulo, o empresário Décimo Baccarini Neto, fundador da Raça & Ração, atua há 21 anos no mercado pet e vê o segmento felino como uma das maiores oportunidades atuais. “O tutor de gatos está mais informado, mais exigente e disposto a investir em qualidade. Por isso, a especialização virou estratégia de crescimento”, afirma.

O negócio investe em orientação técnica, curadoria de produtos voltados ao bem-estar animal e práticas sustentáveis, como o uso de energia solar e a reciclagem de embalagens, acompanhando a crescente demanda do mercado felino por qualidade, responsabilidade ambiental e atendimento personalizado. Para a empresa, a profissionalização da gestão e o apoio institucional são decisivos para transformar a paixão por animais em um negócio sustentável e preparado para crescer.

O uso de energia solar, reciclagem de embalagens e fornecedores alinhados a boas práticas ambientais também fazem parte do cotidiano da empresa. “No atendimento ao público felino, esse cuidado é ainda mais valorizado. Sustentabilidade deixou de ser discurso e virou diferencial competitivo”, observa Neto.

Sebrae dá orientação para MEI que quer vender para órgãos públicos

Por Rafael Baldo


Atenção, microempreendedores individuais (MEIs) interessados em prestar serviços para órgãos públicos. O Sebrae oferece conteúdos exclusivos para ampliar as chances de conseguir contratos pela plataforma Contrata+Brasil, que permite que MEIs ofereçam seus serviços diretamente a órgãos públicos sem licitação formal.

Lançado em fevereiro de 2025, o Contrata+Brasil é o comércio eletrônico público do Brasil, uma iniciativa do governo federal que contribui para o fortalecimento da economia local. Diferente dos processos de licitação tradicionais, que podem ser longos e complexos, esta plataforma permite que órgãos públicos encontrem fornecedores de maneira simples e rápida.

A plataforma conecta órgãos públicos a MEIs para a execução de serviços de manutenção e pequenos reparos. São 47 serviços, incluindo pintura, alvenaria, carpintaria, entre outros, com processos mais ágeis e menos burocracia. Segundo o coordenador nacional de compras públicas e acesso a crédito do Cidade Empreendedora, Hudson Costa, as possibilidades da plataforma se expandiram no fim de 2025.

Em novembro do ano passado foi disponibilizada a possibilidade de aquisição de alimentos com recursos do PAA (Programa de Aquisições de Alimentos), incluindo produtos da agricultura familiar. Nesse segmento, podem participar cooperativas, associações, agricultores familiares, supermercados e empresas que vendem alimentos. Isso amplia a possibilidade de participação das MPEs.

Hudson Costa, coordenador nacional de compras públicas do Sebrae

Para se preparar, o microempreendedor pode aprender a prestar serviços ao governo com o curso Contrata Mais Brasil na prática: guia para o MEI, do Portal Sebrae. Além de aprender o que é a plataforma Contrata+Brasil, o curso ensina o que é necessário para acessá-la e como cadastrar propostas nas oportunidades divulgadas.

O curso possui certificado em formato digital, com verificação de autenticidade, além de ser gratuito. O Portal Sebrae oferece duas cartilhas complementares: um guia resumido com um passo a passo e um material sobre precificação dentro da plataforma.

Nova fase

Com a entrada do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Contrata+Brasil avança ao apoiar escolas públicas na contratação de serviços de manutenção e pequenos reparos de forma simples. Para 2026, está prevista a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que permitirá que sejam realizadas também compras para a merenda escolar através da plataforma.

O Contrata+Brasil reúne cerca de 1,2 mil órgãos públicos, mais de 7,8 mil profissionais cadastrados e já viabilizou o pagamento de mais de R$ 13 milhões para fornecedores, movimentando economias das cidades brasileiras.

Acesse o Contrata+Brasil: http://www.gov.br/contratamaisbrasil

Desaceleração da produção industrial é sintoma de economia fragilizada, alerta CNI

A forte desaceleração da produção industrial, que cresceu 0,6% em 2025 ante alta de 3,1% em 2024, é sintoma de uma economia fragilizada. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), nesta terça-feira (3), refletem um ambiente marcado por juros altos, crédito restrito e gastos públicos em excesso, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).   

"O país precisa reajustar a rota macroeconômica se quiser retomar um crescimento de forma sustentável, com criação de empregos e estabilidade fiscal. Caso contrário, o desempenho da indústria e dos demais motores da economia continuará oscilando, com anos muito positivos, tal como 2024, e outros bem abaixo do potencial", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban. 

O presidente da CNI ressalta que o crescimento da produção industrial no ano passado foi determinado pela indústria extrativa, uma vez que a indústria de transformação voltou a cair, após um ano bom em 2024.

Vale lembrar que, depois de crescer 10,7% em 2024, as concessões de crédito desaceleraram drasticamente em 2025, subindo apenas 3,8%. Sensível ao custo do capital, a indústria segurou investimentos e fechou 84,2 mil empregos somente no segundo semestre do ano passado.  

“Os juros estratosféricos têm cobrado caro e, se isso não for revertido rapidamente, o quadro vai piorar em 2026", alerta Alban. Segundo estimativas da CNI, as concessões de crédito crescerão apenas 3,2%, - desempenho ainda pior do que o observado no ano passado.  

Do lado fiscal, os números também frustraram as expectativas. O déficit primário de R$ 61,7 bilhões e o crescimento real de 3,4% das despesas federais superaram as projeções da CNI, que previa déficit de R$ 54,2 bilhões e alta de 3,3% dos gastos, reforçando a trajetória de deterioração das contas públicas. 

Para Alban, os dados reforçam a necessidade de priorizar o corte de gastos para ajustar as contas públicas, em vez da estratégia equivocada de sufocar o setor produtivo com o aumento de carga tributária. As expectativas para 2026, no entanto, vão na contramão. De acordo com as projeções da CNI, o déficit primário deve chegar a R$ 75,2 bilhões e as despesas federais podem subir 4,6%, elevando a dívida bruta em relação ao PIB de 78,9% para 82,4%.

Americanas abre 60 vagas temporárias para a Páscoa em Santa Catarina

A Americanas, uma das principais empregadoras do País, abre mais de 5 mil postos de trabalho temporários para reforçar sua operação de Páscoa — considerada uma das maiores do Brasil e um dos principais eventos da companhia no ano. As inscrições podem ser feitas pela internet neste link até o dia 19/2 e a previsão das contratações é para o início de março. 
Em Santa Catarina, estão disponíveis 60 oportunidades para atuação nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Guaramirim, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São Bento do Sul, São José e Tubarão.
 
A companhia está em busca de pessoas com idade a partir de 18 anos, ensino médio completo e perfil dinâmico, ágil e resiliente para atuar nas mais de 1.400 lojas físicas da varejista. As oportunidades não exigem experiência prévia e os interessados devem ter disponibilidade para trabalhar até meados de abril, com possibilidade de efetivação. A Americanas incentiva a participação de candidatos de diferentes faixas etárias, incluindo profissionais 50+, reforçando seu compromisso com a diversidade e a inclusão. 
 
Entre as atividades estão o atendimento ao cliente, operação de caixa, organização de itens nas gôndolas e parreiras de ovos de Páscoa, além do suporte à operação dos pedidos feitos pelo site e app da Americanas com retirada em loja. Após a contratação, todos os temporários passarão por treinamentos, integração e ambientação nas unidades de trabalho lideradas por um time experiente que conduz diariamente essa grande operação do varejo. 
 
O processo seletivo acontece de forma online e presencial, com teste online e entrevista com a liderança. Além de salário compatível com o mercado, os contratados receberão benefícios como vale-refeição, seguro de vida e acesso aos cursos do Americanas Educa, plataforma de treinamentos da rede varejista. 


"A Americanas é referência nacional no evento de Páscoa, tanto para quem quer comprar os ovos e chocolates, quanto para quem procura uma recolocação profissional ou quem deseja ingressar no mercado de trabalho”, afirma Ana Paula Martins, Gerente de Gente & Gestão da Americanas. “Esse reforço na nossa operação é necessário para garantir a melhor experiência de compra para os nossos mais de 45 milhões de clientes, além de fortalecer nossa responsabilidade social como uma das grandes marcas empregadoras do Brasil”, completa. 
 
Sobre a Americanas - A Americanas é uma das maiores varejistas do Brasil, com quase 100 anos de história. A marca, amada pelos clientes, tem o propósito de resolver a vida das famílias brasileiras de maneira simples e descomplicada. A integração das cerca de 1.400 lojas, presentes em todos os estados do país, e a um e-commerce que complementa a experiência no físico, permite a realização de uma estratégia de vendas multicanal e eficiente, com foco na geração de caixa e rentabilidade. Essa geração de valor se reflete também no seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, além do impacto social com foco na redução das desigualdades.

UniFECAF promove Mutirão de Oportunidades em Navegantes (SC) com 2 mil vagas de emprego

Com o objetivo de aproximar jovens e adultos do mercado de trabalho e ampliar o acesso às oportunidades de empregabilidade na região, a UniFECAF, um dos centros universitários que mais crescem no país, realiza nos dias  , 5 e 6 de fevereiro (quinta e sexta-feira), o Mutirão de Oportunidades UniFECAF – Polo Navegantes, em Santa Catarina. 


A ação acontece das 13h às 21h, na quinta-feira e das 11hr às 20h30 na sexta-feira na Meia Praia, em Navegantes (SC), em uma área externa próxima ao Aeroporto Internacional da cidade, local que também recebe os jogos de vôlei responsáveis por movimentar o município.


Realizado em parceria com a Prefeitura de Navegantes, o evento conta ainda com o apoio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e reúne, em um mesmo espaço, ações voltadas à empregabilidade, educação e bem-estar. Ao todo, serão disponibilizadas cerca de 2 mil vagas, entre oportunidades de emprego, estágio e programas de aprendizagem, oferecidas por empresas parceiras.


Segundo Marcel Gama, CEO da UniFECAF, a iniciativa integra um movimento nacional da instituição para fortalecer a empregabilidade nas regiões onde atua. “Quando criamos ações que conectam candidatos, empresas e educação, estimulamos um ciclo positivo de desenvolvimento regional. A cada edição do Mutirão, vemos jovens conquistando o primeiro emprego, profissionais em busca de recolocação e pessoas descobrindo novas possibilidades de futuro por meio da qualificação.”


Aberto ao público de todas as idades, o Mutirão tem como proposta aproximar a UniFECAF da comunidade local, incentivar a empregabilidade na cidade e oferecer ativações voltadas à saúde e à orientação profissional. Durante o evento, as empresas participantes contarão com estandes para divulgação das vagas e contato direto com os candidatos.


Além das oportunidades de trabalho, o público poderá participar de testes vocacionais, receber orientações sobre carreira e efetuar matrículas em cursos de graduação, reforçando o papel da educação como um caminho estratégico para o desenvolvimento profissional. 


Atenção ao acesso: o mutirão será realizado na área onde acontecem os jogos. Para entrar no espaço, é obrigatória a retirada gratuita do voucher no link abaixo:  https://www.sympla.com.br/evento/1-etapa-circuito-brasileiro-de-volei-de-praia-navegantes-sc/3269657?referrer=v . 

Link para inscrição: https://conteudo.unifecaf.com.br/mutirao-de-oportunidades-navegantes 

Sobre a UniFECAF
Um Centro Universitário com nota máxima (5) no MEC, reconhecida pela proposta inovadora de formação prática e conectada com o mercado de trabalho. Fundada em Taboão da Serra (SP), a instituição expandiu sua atuação para todo o Brasil por meio de cursos presenciais, EAD e semipresenciais, com infraestrutura moderna e uma metodologia centrada no aluno. Com mais de 10 anos de história, a UniFECAF já impactou milhares de estudantes em busca de crescimento pessoal e profissional. Seu ecossistema educacional inclui microcertificações digitais (badges), desenvolvimento de portfólios desde o início da graduação, trilhas de empregabilidade e parcerias com mais de 3 mil empresas. O índice de empregabilidade dos alunos chega a 90% ainda durante o curso. A missão da UniFECAF é transformar sonhos em realidade por meio da melhor experiência educacional, promovendo inclusão, inovação e formação com propósito.

Azimut Yachts exporta 15% da produção e transforma a América Latina em eixo estratégico de crescimento

Em um ano de maior cautela no comércio internacional, marcado por ajustes regulatórios e incertezas nas relações com a América do Norte, a Azimut Yachts, maior fabricante de iates de luxo do mundo e que mantém no Brasil o único parque fabril fora da Itália, teve a exportação como um pilar de sua estratégia em 2025. A unidade de Itajaí (SC) destinou ao exterior cerca de 15% da produção anual, percentual estável nos últimos três anos, tendo a América Latina como o principal vetor de crescimento internacional da filial brasileira.

A maior demanda por embarcações de luxo na América Latina, especialmente na Argentina, está associada à redução de custos e à simplificação do processo de compra no exterior. Medidas recentes adotadas pelo governo argentino diminuíram entraves à importação, reduziram etapas burocráticas e ampliaram a previsibilidade cambial, fatores decisivos para transações de alto valor. Para bens como iates, em que etapas como contrato, pagamento e prazo são extremamente relevantes, a combinação de menor incerteza regulatória, acesso mais funcional ao câmbio e custo financeiro tornou as operações mais viáveis. Nos demais mercados latino-americanos, as exportações avançam porque a combinação de regras comerciais previsíveis e rotas logísticas mais curtas a partir do Sul do Brasil reduz custo e encurta prazos de entrega.

“Exportar iates produzidos no Brasil significa operar uma indústria sofisticada, intensiva em engenharia, capital e mão de obra altamente qualificada. A fábrica de Itajaí atingiu um nível de maturidade que permite competir globalmente, com eficiência logística e previsibilidade. A América Latina se tornou estratégica porque reúne demanda consistente, proximidade geográfica e um ambiente de negócios que evoluiu de forma pragmática para viabilizar esse tipo de transação”, afirma Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts no Brasil.

A estratégia se materializa nos embarques recentes. Uma Azimut Fly 62, com quase 19 metros de comprimento, foi enviada para a capital argentina, enquanto uma Azimut Fly 58 seguiu para Punta del Este, no Uruguai, um dos principais pólos náuticos de alto padrão da região. O mesmo modelo já tem outra unidade em fase final de fabricação em Itajaí, com entrega programada para Cartagena, na Colômbia, em abril deste ano.

“Esses mercados tratam o iate não apenas como um bem de lazer, mas também como um ativo patrimonial. Para esse perfil de cliente, fatores como previsibilidade cambial, segurança jurídica, prazo de entrega e estrutura de pós-venda pesam tanto quanto design e performance. Hoje, a sede da Azimut Yachts no Brasil opera como uma plataforma regional de exportação, preparada para atender a América Latina com padrão global”, conclui Sisto.

Sobre a Azimut Yachts

Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut|Benetti, líder mundial na fabricação de iates de luxo, com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés. Presente em 80 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência, conta com uma fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações de 51 a 100 pés.

https://www.azimutyachts.com.br/ 

Desempenho e finanças da pequena indústria pioram em 2025, alerta CNI

O desempenho e as finanças das indústrias de pequeno porte — que representam 94,2% das empresas industriais — caíram em 2025 em relação a 2024. É o que mostra o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (2). 

Segundo a pesquisa, o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no 4º trimestre do ano passado, contra média de 46,8 pontos no mesmo recorte do ano anterior. O resultado mostra que a atividade industrial desse segmento fechou o ano pior do que em 2024. 

Embora o índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias tenha subido 0,5 ponto na passagem do 3º para o 4º trimestre de 2025, o indicador fechou o ano abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando piora das finanças dessas empresas. 

“No ano passado, a indústria experimentou um cenário muito mais negativo e preocupante do que em 2024, quando houve um forte aumento da demanda por bens industriais e o setor mostrou um forte crescimento.”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

Para calcular o índice de desempenho, a CNI considera três variáveis: produção, utilização do parque industrial e número de empregados. Já o índice de situação financeira leva em conta a avaliação dos empresários sobre margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito. Ambos vão de 0 a 100 pontos e, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.

Alta carga tributária pressiona competitividade da pequena indústria
A elevada carga tributária foi apontada pelos empresários das pequenas indústrias como o principal problema enfrentado pelo setor no 4º trimestre do ano passado. O problema foi assinalado por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção. 

“A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema”, explica Marcelo Azevedo. 

Em segundo lugar do ranking de principais problemas da pequena indústria de transformação aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 29,2%; no caso da pequena indústria da construção, é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada que ocupa a segunda posição do ranking, com 30,9%. 

As taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações para ambos os segmentos, com 27,6% e 30,9% das assinalações. 

Falta de confiança persiste
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da pequena indústria permaneceu em 47,9 pontos na passagem de dezembro de 2025 a janeiro de 2026. Com isso, o indicador chegou a 14 meses abaixo da linha de 50 pontos, refletindo um quadro de pessimismo persistente entre os empresários desse segmento. 

Os empresários também estão cautelosos quanto ao futuro. O índice de perspectivas, que pondera a expectativa de demanda/atividade, número de empregados e intenção de investimento nos próximos seis meses, registrou 47,4 pontos em janeiro de 2026, abaixo dos 48,2 pontos observados no mesmo mês do ano passado. 

Sobre o PPI
O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral feita a partir dos resultados da Sondagem Industrial, Sondagem Indústria da Construção e Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). 

Juros punitivos, baixa demanda e alta das importações seguraram crescimento da indústria em 2025

A perda de ritmo da atividade industrial em 2025 teve como principais responsáveis os juros altos, a demanda interna insuficiente e o aumento das importações, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), a produção industrial cresceu apenas 0,6% no ano passado - uma forte desaceleração frente à alta de 3,1% em 2024.

O resultado só não foi pior por causa do desempenho da indústria extrativa — segmento que compreende atividades como mineração e extração de petróleo e gás natural —, cuja produção cresceu 4,9% em 2025. A alta ajudou a compensar a queda de 0,2% da indústria de transformação, segmento responsável por transformar matérias-primas em produtos, e que abrange a fabricação de alimentos, vestuário, veículos, eletrônicos, entre outros. Vale lembrar que a indústria de transformação vinha de crescimento de 3,7% em 2024.

Desaceleração acompanha aperto dos juros
A desaceleração industrial se deu a partir do segundo semestre de 2024, período em que o Banco Central iniciou o ciclo de aumento da taxa Selic. Depois de crescer 2,3% no primeiro semestre daquele ano, a indústria de transformação subiu 1,8% no semestre seguinte. A continuidade do aperto nos juros, que chegou a 15% na metade do ano passado, resultou em queda de 0,4% na produção do segmento no primeiro semestre de 2025 e em recuo de 0,8% no segundo semestre do mesmo ano.

“O patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que segurou investimentos, e reduziu o apetite dos consumidores por produtos industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme: em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, pontua Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI.  

O enfraquecimento da demanda encontra respaldo nos dados da Sondagem Industrial da CNI. Segundo os empresários industriais, os estoques ficaram acima do planejado durante o segundo semestre do ano passado.

Além dos impactos negativos dos juros, a indústria teve que lidar com o aumento das importações. As compras de bens de consumo, bens de capital e bens intermediários saltaram 15,6%, 7,8% e 5,6% em 2025, capturando parcela relevante do mercado interno.

O cenário adverso impactou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI, que teve o pior janeiro em 10 anos. Com isso, o indicador completou 13 meses abaixo da linha de 50 pontos, caracterizando quadro persistente de falta de confiança.

A falta de confiança, vale lembrar, faz com que os empresários deixem de investir, produzir e contratar, prejudicando o crescimento da indústria em 2026 e, consequentemente, da economia brasileira.

Vendas de veículos novos caem 0,38% em janeiro, diz Fenabrave

As vendas de veículos novos no Brasil caíram 0,38% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, em janeiro foram comercializadas 170,5 mil unidades de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em relação a dezembro, a queda foi de 38,96%.
Considerando-se o emplacamento de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), o mercado de veículos começou o ano em trajetória positiva, com crescimento de 7,42% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mesmo contando com um dia útil a menos. No total foram emplacados 366.713 veículos.

Na comparação com dezembro de 2025 houve retração de 25,54%, considerada típica do primeiro mês do ano por causa do período de férias e do menor ritmo da atividade econômica.

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho do setor em janeiro demonstra a resiliência da demanda brasileira por veículos novos, embora o ambiente de crédito ainda permaneça enfrentando dificuldades em função das taxas de juros elevadas.

O resultado confirma que o setor inicia 2026 com bases consistentes. Mesmo com menos dias úteis na comparação anual, observamos crescimento real do mercado, o que demonstra manutenção da demanda, disse, em nota.

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Motocicletas
O melhor desempenho entre os veículos continua sendo observado no segmento de motocicletas, que apresentou crescimento de 17,49% em janeiro na comparação a janeiro do ano passado e queda de 7,57% em relação a dezembro. O crescimento na comparação anual, informou a Fenabrave, se deve principalmente ao fato de que as motocicletas estão sendo procuradas para serviços de entrega e também como alternativa de mobilidade individual.

Outro fator que contribui para o aumento de vendas das motocicletas é a ampliação do uso do consórcio como modalidade de aquisição. O segmento de motocicletas mantém trajetória consistente de expansão. Trata-se de um movimento ligado a mudanças no perfil de mobilidade e no comportamento do consumidor, disse Arcelio Junior.

Caminhões
Já o mercado de caminhões iniciou o ano em retração de 34,67% (em relação a janeiro), ainda sem refletir o impacto do Programa Move Brasil, que oferece crédito para a compra de caminhões. Segundo a Fenabrave, o resultado desse programa só deverá começar a ser observado nos próximos meses.

O desempenho do segmento está diretamente ligado ao nível de atividade econômica, ao comportamento do agronegócio e ao custo do crédito para aquisição de veículos pesados e, com o Move Brasil, esperamos uma retomada nos emplacamentos, principalmente, entre os caminhões pesados, que representam 45% do mercado, disse Arcelio Junior.

Estabilidade
Em relação aos automóveis e veículos leves o desempenho foi considerado estável, com aumento de 1,64% em relação a janeiro de 2025 e queda de 39,17% em relação a dezembro.

Os veículos leves iniciam 2026 mantendo o nível de atividade. O mercado segue sensível às condições de financiamento, mas demonstra capacidade de sustentação do volume, disse o presidente da entidade.

Governo de Santa Catarina confirma novo voo da TAP e amplia ligação direta entre Florianópolis e Portugal
Foto: Roberto Zacarias / SECOM
 
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se reuniu na tarde desta terça-feira, 2, com representantes da TAP Air Portugal e da  Zurich Airport Brasil, para tratar da ampliação da conectividade aérea internacional do estado. Também estiveram presentes o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins e a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.
 
Durante a audiência, foi confirmada a inclusão de uma quarta frequência semanal da TAP Air Portugal na rota Florianópolis–Lisboa, reforçando a ligação direta entre Santa Catarina e a Europa. A nova frequência será operada aos domingos, a partir de 5 de julho, durante o verão europeu, período de maior demanda internacional.
 
“O fortalecimento dessa rota internacional é estratégico para Santa Catarina. Estamos falando de mais turismo, mais negócios, mais oportunidades e de um estado cada vez mais conectado com o mundo. O Governo de Santa Catarina trabalha de forma permanente para ampliar a malha aérea e impulsionar a nossa economia”, destacou o governador.
 
A ampliação da operação é resultado de uma articulação direta do Governo do Estado com a TAP, iniciada durante a missão oficial a Portugal. A negociação teve como foco garantir a viabilidade do voo e ampliar a conectividade internacional de Santa Catarina.
 
“Não tenho dúvida do acerto que fizemos quando fomos ao encontro da TAP, em Portugal, e garantimos a viabilidade do voo. Agora, isso se confirma com a quarta frequência semanal, o que é extraordinário. Santa Catarina passa a ocupar um espaço desejado há muitos anos. A TAP acreditou no projeto e, diante do sucesso da operação, ampliou ainda mais as frequências. É uma conquista maiúscula para o nosso estado”, complementou.
 
A rota entre Florianópolis e Lisboa começou em 3 de setembro de 2024, quando o primeiro voo da TAP Air Portugal, vindo da capital portuguesa, pousou no Aeroporto Internacional Hercílio Luz às 17h16, marcando o início das operações da companhia aérea portuguesa em Santa Catarina.
 
Segundo o diretor de Operações da TAP Air Portugal, Mário Chaves, a ampliação da oferta é resultado do desempenho positivo da rota e ressaltou a parceria com o Governo do Estado. “Sempre acreditamos que esta conexão seria um sucesso, e assim foi. Hoje, temos a satisfação de anunciar o reforço da operação com o lançamento de uma nova frequência. Agradecemos o apoio do Governo na promoção do destino e reforçamos, mais uma vez, o nosso investimento no Sul do Brasil”, destacou o diretor de operações.
 
A ampliação das frequências representa um importante impulso para o turismo e para a economia catarinense, contribuindo para a atração de visitantes internacionais, o fortalecimento do fluxo turístico e a geração de novos negócios no estado.
 
“De acordo com as diretrizes do governador Jorginho Mello, a Secretaria de Estado do Turismo tem trabalhado de forma incansável na promoção de um setor fundamental para Santa Catarina. As ações adotadas têm gerado resultados concretos, e Santa Catarina vem se consolidando como um destino de excelência não apenas no Brasil, mas também na Europa. É um mercado no qual estamos apostando fortemente”, destacou a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.
 
O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, destacou que Santa Catarina hoje vive um momento de consolidação. “O governador Jorginho primeiro deu protagonismo para o setor. Santa Catarina não tinha uma secretaria para cuidar desse tema. E ele tomou a decisão de ir a Portugal, pessoalmente, falar com o presidente da TAP. Ele construiu uma condição que o que começou com três frequências semanais agora virou quatro. O Governo do Estado assumiu um compromisso, de fazer uma forte promoção turística de Santa Catarina na Europa. Isso é protagonismo, isso é prioridade e isso é a visão empreendedora de um governador”, disse Beto Martins.
 
100 mil passageiros transportados
Com o reforço da operação em Florianópolis, a TAP Air Portugal reafirma seu compromisso com o mercado brasileiro e com o fortalecimento da conectividade aérea entre o Brasil e a Europa, especialmente durante a alta temporada do verão europeu. “É o resultado de um projeto de sucesso. Nós registramos em um ano e cinco meses da rota cerca de 100 mil passageiros transportados. Isso vem consolidar o que tinha sido uma promessa logo no início da operação, de nós adicionarmos mais uma frequência . Trata-se de agregar 2.300 assentos de avião por mês com essa operação adicional. Então, estamos felizes por ver a solidificação desse investimento lá atrás que tem resultado em sucesso”, ressaltou Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas.
 
“A ampliação da operação da TAP em Florianópolis reforça a consolidação internacional do Floripa Airport. Mais voos significam mais oportunidades para o turismo, para os negócios e para o desenvolvimento do Estado”, afirma Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.
 
Sobre a TAP Air Portugal
A TAP Air Portugal é líder nas ligações aéreas entre o Brasil e a Europa e integra a Star Alliance desde 2005. Fundada em 1945, a companhia tem seu hub em Lisboa, um dos principais pontos de conexão entre Europa, África e as Américas.
 
Atualmente, a TAP liga Portugal a 13 cidades brasileiras, incluindo Florianópolis, com voos partindo de Lisboa e do Porto. No total, são 15 rotas entre os dois países. A companhia opera mais de 1.250 voos semanais para 85 cidades em todo o mundo.
 
A TAP possui uma das frotas mais jovens do mundo, composta por aeronaves Airbus de nova geração (A320neo, A321neo, A321LR e A330neo), além de aviões Embraer utilizados pela TAP Express. Em 2025, a companhia foi classificada pela Airlines Ratings como a companhia aérea mais segura da Europa e a 11ª mais segura do mundo.
ARTIGO: Banco Master, Will Bank e o custo social da desinformação financeira
Por Matheus Martins, sócio do Barcelos Martins Advogados e especialista em Direito Empresarial*
 
A liquidação do Banco Master e do Will Bank pelo Banco Central, no rastro da Operação Compliance Zero, não foi apenas mais um episódio de instabilidade financeira. Para além das investigações de fraudes apuradas pela Polícia Federal e dos bilhões mobilizados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o caso expôs uma fragilidade pouco discutida no Brasil: a baixa capacidade da população de compreender riscos financeiros e, consequentemente, de confiar de forma informada no próprio sistema.
 
Embora o Banco Master já estivesse no radar de autoridades e analistas, o impacto social mais visível ocorreu com o Will Bank, seu braço digital. Um grande contingente de correntistas foram diretamente afetados por uma crise que, para muitos, parecia distante da sua realidade cotidiana. Trata-se de um público digitalizado, mas não necessariamente financeiramente educado, o que amplia a sensação de insegurança quando crises desse tipo ocorrem.
Crises financeiras sempre abalam a confiança. Em países com maior letramento financeiro, esse abalo tende a ser mais racional e temporário. No Brasil, frequentemente se transforma em medo difuso, desinformação e descrédito generalizado.
 
Levantamentos da Febraban indicam que mais da metade dos brasileiros declara entender pouco ou nada sobre educação financeira, embora reconheça sua importância. O Banco Central, que mede o letramento financeiro da população em uma escala de 0 a 100, aponta uma média nacional em torno de 60 pontos. O problema vai além da falta de conhecimento técnico, pois envolve a dificuldade de interpretar produtos financeiros, avaliar riscos e compreender limites de proteção institucional.
 
O episódio envolvendo o Banco Master e o Will Bank tornou isso evidente. Muitos clientes só passaram a entender, durante a crise, como funcionam o teto de cobertura do FGC, os prazos de ressarcimento, quais produtos são efetivamente garantidos e quais riscos não estão cobertos. Em paralelo, proliferaram informações falsas, golpes oportunistas e pânico digital, sintomas típicos de um ambiente marcado por forte assimetria de informação.
O próprio FGC foi colocado à prova. Estimativas de mercado indicam que os episódios de liquidação em 2025 levaram o Fundo Garantidor de Créditos a enfrentar um dos maiores volumes de ressarcimento de sua história, na casa de dezenas de bilhões de reais. Embora o mecanismo tenha funcionado, o volume e a visibilidade do caso testaram a confiança do público na principal rede de proteção do sistema financeiro.
 
É importante destacar que educação financeira não substitui fiscalização, governança ou atuação rigorosa das autoridades. Casos como o do Banco Master decorrem de falhas graves que precisam ser apuradas e responsabilizadas. Mas educação financeira atua como um amortecedor social, ajudando a reduzir reações emocionais e o descrédito generalizado em momentos de crise.
 
Sem esse amortecedor, cada episódio específico tende a se transformar em crise sistêmica de confiança. O impacto se espalha: retração do investimento, aumento da aversão ao risco, concentração excessiva em poucos produtos considerados “seguros” e afastamento do cidadão comum do sistema financeiro formal. As consequências também atingem empresas, especialmente pequenas e médias, em um ambiente em que o crédito encarece e decisões são adiadas.
 
O debate que o caso Banco Master, e o impacto sobre o Will Bank, deveria provocar vai além da responsabilização jurídica, que é necessária, e da reparação financeira, que é obrigatória. Ele precisa abrir espaço para uma discussão mais profunda sobre educação financeira como política estrutural, não como resposta emergencial após cada crise. Educação financeira não impede falhas institucionais, mas reduz seus danos sociais. Em um país onde a confiança já é um ativo escasso, isso talvez seja o mínimo indispensável para evitar que cada novo episódio se transforme em trauma coletivo.
 
*Matheus Martins é sócio do Barcelos Martins Advogados, especializado em assessoria jurídica para startups e empresas de pequeno e médio porte. Com forte atuação em direito empresarial e contratos estratégicos, é defensor de modelos inovadores de prestação de serviços jurídicos que aliam eficiência, previsibilidade e entrega de valor constante aos clientes.
Costa Cruzeiros celebra Itajaí como hub estratégico para embarques na temporada 2025/2026
A temporada 2025/2026 da Costa Cruzeiros na América do Sul consolida a cidade de Itajaí, em Santa Catarina, como hub estratégico para as atividades da companhia na região. Até abril de 2026, o porto de Itajaí recebe 27 operações de embarque e desembarque de passageiros do navio Costa Diadema em minicruzeiros pelo litoral brasileiro e roteiros pela região do Rio da Prata (Buenos Aires e Montevidéu). 
 
Para celebrar essa parceria que visa, sobretudo, o fortalecimento do segmento de cruzeiros marítimos no Sul do País, a Costa reuniu autoridades locais, lideranças e representantes do setor turístico para um encontro a bordo do Costa Diadema no último sábado, 31 de janeiro. 
 
O comandante do navio, Alessandro Arienti; Dario Rustico, presidente Executivo da Costa Cruzeiros para as Américas e Renê Hermann, presidente Institucional da companhia marítima receberam a bordo o Vice-Prefeito, Rubens Angioletti; o Secretário de Turismo e Eventos de Itajaí, Ronaldo Jansson Jr.; o Presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, Fernando Pegorini; o Superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, além de representantes da Capitania dos Portos, Praticagem, Polícia Federal, Receita Federal e Antaq. Marco Ferraz, presidente Executivo da CLIA Brasil, e o trade de turismo regional também estiveram presentes.
 
Ao longo desta temporada 2025/2026, a cidade de Itajaí vem atuando como porto de embarque para os cruzeiros de sete noites do Costa Diadema, visitando as capitais argentina e uruguaia, e para os minicruzeiros de 3 e 4 noites, com paradas em Santos e Ilhabela. Os roteiros do Costa Diadema permitem aos hóspedes que residem no Sul do Brasil ter a Costa como escolha preferencial para suas férias a bordo. 
 
“Este é um momento para agradecermos e reforçarmos nosso compromisso com a cidade de Itajaí, destino que vem sendo fundamental para o crescimento dos cruzeiros marítimos na América do Sul. Inclusive para a próxima temporada, 2026/2027, a Costa segue com uma atividade robusta a partir do porto de Itajaí. São 25 cruzeiros com embarques de Itajaí entre novembro de 2026 e abril de 2027. Esse número se reverte em valorização do turismo marítimo e impacto positivo para a economia local”, ressalta Dario Rustico, Presidente Executivo da Costa Cruzeiros para as Américas.
 
Saiba mais sobre o Costa Diadema 
O Costa Diadema conta com 1862 cabines, sendo 756 cabines com varandas. Com 11 restaurantes, navio oferece uma variedade de opções para todos os paladares, desde a autêntica pizza napolitana na Pizzeria Pummid'Oro; as melhores carnes no La Fiorentina Steak House e no The Salty Beach Street Food, até os sabores da culinária internacional no Teppanyaki e no Sushino. O Costa Diadema oferece ainda 12 bares, entre eles: Aperol Spritz Bar, Carlsberg Country Bar,Sunset Bar e a Gelateria Amarillo, com os melhores sorvetes e doces artesanais. 
 
Nos quesitos lazer e entretenimento a bordo, os hóspedes podem aproveitar as 11 piscinas e jacuzzis, a pista de corrida panorâmica; o campo poliesportivo para a prática de futebol, basquete e vôlei; os espetáculos no teatro, o cassino ou ainda fazer compras dos mais diversos itens no shopping de 660 metros quadrados. Para as crianças e os adolescentes, o Costa Diadema oferece espaços dedicados por faixa etária no Squok Baby Area, no Squok Club e Teen Zone. Se a intenção é ter momentos de relaxamento e bem-estar, o Costa Diadema reúne academia equipada e o Solemio Spa. Com 6.200 metros quadrados, o spa tem área termal, piscina de talassoterapia e salas para tratamentos de beleza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sobre a Costa Crociere
A Costa Cruzeiros é uma empresa italiana com sede em Gênova, que faz parte da Carnival Corporation & plc, o maior grupo de cruzeiros do mundo. Há mais de 75 anos, os navios da Costa percorrem os mares do mundo, levando hóspedes a cerca de 200 destinos diferentes, a serem descobertos por meio de experiências únicas, tanto a bordo quanto em terra. Atualmente, a frota da Costa consiste em 9 navios, todos com bandeira italiana, navegando pelo Mediterrâneo, Norte da Europa, Caribe, América Central, América do Sul e Emirados Árabes Unidos, além de oferecer cruzeiros "Volta ao Mundo" e "Grandes Cruzeiros", para visitar diferentes continentes em uma única viagem.
 
 
 
Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras.
Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira. 

Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos.

Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação.

1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central
O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil.
Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC Serviços Encontre uma instituição.
Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.
2. Use bases oficiais de dados
Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis:

Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição  clicar no resultado clicar em Central de Demonstrações Financeiras;
Site Banco Data:  organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador;
Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.
Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco.

3. Avalie os principais indicadores de solidez
Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.

       >> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;

       >> Índice confortável: acima de 15%;

       >> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);

       >> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas.

Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão.
Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco.
Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez.
Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moodys, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição.
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos
Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.

O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:

Contas correntes e poupança;
CDB e RDB;
Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
Depósitos a prazo;
Operações compromissadas com títulos elegíveis.
Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.
Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

CRI e CRA;
Debêntures;
Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG; 
Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
Títulos de capitalização;
Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
Depósitos no exterior;
Depósitos judiciais.
O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente;
Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
6. Fique atento aos sinais de alerta
Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam:

Queda contínua do Índice de Basileia;
Prejuízos recorrentes nos balanços;
Rebaixamento de rating;
Notícias sobre investigações ou intervenção;
Ofertas agressivas de captação;
Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.

7. Compare com investimentos mais seguros
Para reduzir riscos, especialistas destacam:

Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC.

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026
    Mensal: R$ 1.621;

    Diário: R$ 54,04;

    Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado
    Inflação pelo INPC: 4,18%;

    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

    Reajuste total: 6,79%.

Impactos
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS
    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

    Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

    Até R$ 1.621: 7,5%

    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

    Plano normal (20%): R$ 324,20

    Plano simplificado (11%): R$ 178,31

    Baixa renda (5%): R$ 81,05

    MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

    Parcela mínima: R$ 1.621

    Parcela máxima: R$ 2.518,65

    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

    Salário-família: R$ 67,54 por dependente

    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.
As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Um deles é o pedreiro do Distrito Federal, Genival Gil, de 49 anos, que ficou sabendo da medida pelo telejornal. Há três meses, ele está fichado (com a carteira de trabalho assinada) com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil.

O pedreiro Genival Gil fala sobre a isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Agora, Genival aguarda o contracheque para conferir o valor - que antes ia para os cofres da União e que agora vai ficar na conta. A sobra terá destino certo.

Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa, programa o pedreiro que mora de aluguel no Paranoá, a 20 quilômetros do centro de Brasília.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

- trabalhadores com carteira assinada;

- servidores públicos;

- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).

O jardineiro de um shopping de Brasília, Arnaldo Manuel Nunes, de 55 anos, também sabe que a partir deste mês uma fatia considerável do seu trabalho que ficava retida na fonte, agora não vai ser mais descontada de sua remuneração. Ganhando o salário do piso da categoria, R$ 2.574, Arnaldo considera a medida boa para o orçamento doméstico. Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo.

Para o jardineiro Arnaldo Manoel Nunes,  a isenção do IR é medida boa para o orçamento doméstico - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Desconhecimento
Nas ruas, a reportagem da Agência Brasil também entrevistou vários trabalhadores formais que desconhecem a nova tabela do imposto de renda e as principais alterações de isenção e redução da cobrança do tributo.

 É o caso da atendente de caixa de uma rede nacional de farmácias, Renata Correa, que se surpreendeu com a notícia de que não terá que pagar mais imposto de renda com o atual salário de R$ 1.620. Os planos dela são de economizar o valor inesperado. Vou fazer uma rendinha extra e deixá-la guardadinha para poder chegar ao fim do ano ou usar em datas especiais. Até mesmo usar em uma emergência.

A atendente de farmácia Renata Correa recebeu com surpresa a notícia da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao chegar ao local de trabalho, Renata prometeu avisar os colegas sobre a boa nova para que fiquem atentos. Agora, vou vigiar o contracheque e correr atrás para não ter problemas e saber se está tudo certinho mesmo. Renata mora em casa própria em Santo Antônio do Descoberto (GO) com as três filhas.

O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos.

Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.

Comunicação mais eficaz
 A notícia encheu os olhos da cozinheira Elisabete Silva Ribeiro dos Santos, de 48 anos. Há um ano e meio, ela trabalha em um restaurante localizado em área popular, no centro de Brasília, e ganha cerca de R$ 1,7 mil por mês. Se sobrar dinheiro, quero juntar para comprar um carro porque venho de ônibus todos os dias do Recanto das Emas.

 A cozinheira Elisabete dos Santos sente falta de maior comunicação do empregador com os empregados -Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
No entanto, Elisabete sentiu a falta de uma comunicação do empregador aos funcionários. Nem ela, nem o churrasqueiro sabiam da isenção do imposto de renda. Por isso, ainda demorou a confiar na veracidade da notícia.

Eu acho excelente, mas vamos ver se vai valer mesmo!

Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores.

Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.

Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais a notícia de que a isenção do IR começa a ser percebida no salário recebido neste mês.

Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras, disse o presidente Lula.

De onde vem o dinheiro?
A conta da renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões  será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).

Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo.

Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.

Para o gerente de loja de roupas Pedro Henrique Mendonça Marques, de 23 anos, a medida federal faz justiça tributária do Brasil.

O gerente de loja Pedro Henrique Mendonça Marques diz que isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil faz justiça tributária - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
É legal porque, nesses casos, vai taxar os que recebem mais. Eles pagam mais, E quem recebe menos, paga menos. Essa é a lógica.

Ele recebe cerca de R$2,3 mil por mês e pretende contribuir mais nas despesas da casa que divide com a mãe, na cidade de São Sebastião. Nesta matemática financeira, ele até pensa no futuro. Eu acho que vou sair da casa da minha mãe, por exemplo.

Na hora de declarar o IR
De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026.

O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.

O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:

- dependentes: R$ 189,59 por mês;

- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

- despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Marrocos esclarece ainda que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens.

Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano.

Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.

Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio, lembra o contador.

Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.

Editora Bittencourt