
A produção de veículos no Brasil - que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões - deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de veículos leves, como automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano.
Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano, informou a Anfavea.
Continuamos com um ano de dificuldades, disse nesta quinta-feira (15) o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. Eu tenho dito que nós temos um otimismo contido para o setor automotivo. Isso porque os números vão continuar crescendo, mas os fatores de imprevisibilidade continuam. Nós temos fatores geopolíticos agora muito importantes que podem afetar a cadeia de fornecimento e nós temos um ano que antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Teremos um ano em que nós precisamos ficar alertas e essa é razão pela qual nós estamos propondo revisar nossas projeções trimestralmente para ir acompanhando passo a passo os acontecimentos, pontuou..
No ano passado, a produção de veículos cresceu 3,5% em relação a 2024, somando 2,6 milhões de unidades fabricadas, mantendo o Brasil na oitava posição no ranking mundial de produção.
Já as vendas totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e que manteve o Brasil na sexta posição no ranking mundial de mercado.
Segundo Calvet, esses resultados foram piores que o esperado para 2025, já que a Anfavea projetava crescimento de 7,8% para produção e de 5% para licenciamento. Ainda assim, destacou ele, 2025 encerrou como um ano positivo para o setor.
Nós tivemos um ano em que o mercado cresceu 2% e a produção cresceu 3%. Foi um ano de muita instabilidade, um ano em que nós tivemos questões geoeconômicas que influenciaram o setor.", detalhou o presidente da Anfavea.
Calvet ressaltou que também foi um ano em que de discussões importantes como, por exemplo, sobre o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. "Então isso tudo impacta muito o setor, sem contar a taxa de juros. Quando fizemos a projeção, lá em 2024, tínhamos uma taxa de juros de 12%. Agora nós estamos com uma taxa de juros de 15%. O mercado automotivo é muito sensível a essas imprevisibilidades e isso tudo fez com que os números fossem menores, mas ainda sim foram números positivos para o setor, completou..
Sao Paulo (SP), 15/01/2026 . Coletiva do presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) Igor Calvet, apresentando os resultados de 2025 é projeções para 2026. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Igor Calvet apresenta os resultados de 2025 do setor automotivo brasileiro- Paulo Pinto/Agência Brasil
Comércio externo
Além das vendas e da produção, o setor automotivo também teve um ano positivo em exportações, com crescimento de 32,1% e quase 529 mil unidades comercializadas no período.
As exportações surpreenderam em 2025. Só para a Argentina o crescimento foi de 85% em relação a 2024. Nossos embarques ao exterior superaram as importações, que também foram em nível alto. Tivemos quase meio milhão de veículos importados no país no ano de 2025, disse o presidente da entidade.
Para 2026, a expectativa de crescimento das exportações gira em torno de 1,3%.
Já as importações cresceram 6,6% no período, puxado principalmente pela entrada de autoveículos fabricados em países sem acordo de livre comércio com o Brasil, como a China. O país asiático representou 37,6% dos 498 mil importados que foram emplacados no Brasil no ano passado.
Neste ano a gente até acredita que as importações vão diminuir, porque há novos entrantes no mercado e esses novos entrantes projetam o início das suas produções agora no ano de 2026. Logo, o que antes era importado, passará a ser produzido no país, o que é um excelente movimento. Mas nós vamos ter um ano ainda bastante desafiador na esfera do comércio exterior com a nossa possibilidade de avançar em acordos importantes e fortalecer a nossa relação com a Argentina e também com a Colômbia, que é um parceiro com quem tivemos problemas de acordo comercial no último ano.
Programa Move Brasil
Na entrevista coletiva de hoje, na capital paulista, o presidente da Anfavea afirmou que uma das grandes preocupações do setor automotivo para este ano é a reforma tributária, já que ainda não foi definida a alíquota que vai incidir sobre o setor automotivo.
Igor Calvet destacou que a dificuldade de fazer planejamento preocupa muito o setor. "Nós não sabemos ainda qual a alíquota que vai incidir sobre cada um dos nossos produtos, sobre o portfólio de produtos. Isso há menos de um ano da entrada em vigor da reforma tributária. E neste ano também temos um grande desafio que é o desafio de acessar novos mercados. Nós temos tradicionalmente parceiros importantes na região da América do Sul e que têm sido tomados por outros concorrentes internacionais. Esse é um grande desafio para que a nossa capacidade instalada consiga ser ampliada, sobretudo, produzindo para esses países.
Outro aspecto que anda trazendo preocupações para o setor é o segmento de caminhões, cuja produção caiu 46,4% no ano passado e apresentou queda de 9,2% em emplacamentos. Caminhões têm uma correlação muito forte com o PIB [Produto Interno Bruto]. Se o PIB cresce, em princípio o mercado de caminhões teria que crescer já que grande parte de nossa produção é escoado pelo modal rodoviário e o modal rodoviário são caminhões. Então, o setor de caminhões deveria crescer, mas o que constrange o setor de caminhões hoje no Brasil são as altas taxas de juros, defendeu.
Por isso, ressaltou, o programa Move Brasil, anunciado neste ano pelo governo federal, e que oferece crédito para a compra de caminhões, vai acabar sendo muito importante para o setor. Recentemente nós tivemos o anúncio de uma importante medida provisória que é o Move Brasil e que dá uma linha de crédito com condições em termos de taxas muito boas. Nós entendemos que essa é uma medida desfibrilatória para a economia brasileira e que envolve o setor de caminhões. Então acreditamos que essa é uma medida que vai fazer com que as quedas expressivas do setor parem nesse começo de ano.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reguladora do setor no país, realizou 2.111 fiscalizações em postos de combustíveis, transportadoras e distribuidoras nos últimos três meses. As ações terminaram com 21 autos de infração por indícios de elevação abusiva de preços. Isso representa uma em cada 100 vistorias.
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela ANP, de 9 de março e 3 de junho, os autos por preço abusivo foram emitidos contra 16 distribuidoras de combustíveis localizadas em São Paulo, no Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro; e cinco contra revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha no Ceará e no Pará.
Desde o estouro do conflito no Oriente Médio no fim de fevereiro, que causou aumento no preço de derivados de petróleo em praticamente todo o mundo, a ANP recebeu a incumbência de fiscalizar os preços praticados nos postos brasileiros.
O receio do governo era de que revendedores se utilizassem do cenário global conturbado para aumentar os preços de forma abusiva. A atribuição de responsabilidade à ANP consta na Medida Provisória 1.340/2026.
Olho nas notas fiscais
Nas ações de fiscalização, presenciais e remotas, os agentes coletam informações sobre os preços praticados, e notas fiscais de aquisição de combustíveis referentes a períodos específicos.
A agência compara os custos de compra dos produtos com os preços efetivamente praticados nas vendas para perceber se há indício de aumento abusivo.
Em caso positivo, os estabelecimentos são notificados a apresentar documentação complementar para aprofundamento da análise. Segundo a ANP, é assegurada ampla defesa.
Aumento de fiscalização
Também nesta sexta-feira, a diretoria da ANP aprovou intensificação nas ações de fiscalização com foco no combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis.
No período de julho a setembro, a agência reguladora projeta realizar 3 mil vistorias, o que representa 40% a mais que no trimestre anterior.
O plano aprovado prevê ações ostensivas, educativas e coercitivas para coibir práticas oportunistas no mercado.
Subsídios
A ampliação da atividade de fiscalização da ANP faz parte de um pacote do governo para impedir um choque de preços de derivados no país.
Entre outras medidas, o governo adotou a política de subvenção, uma espécie de reembolso para que produtores e importadores de derivados como diesel, gasolina e gás natural não repassem o aumento de custos ao consumidor final.
No caso da gasolina, por exemplo, a subvenção atualmente é de R$ 0,44 por litro. Para o diesel, R$ 1,12.
As medidas não são permanentes, têm prazos determinados e são reavaliadas à medida que o conflito no Oriente Médio se redesenha.


A SCGÁS está executando, em 2026, um conjunto de obras de ampliação da rede de gás natural em Lages. As intervenções fazem parte do plano de expansão da Companhia no município, somando investimento superior a R$ 3,5 milhões na construção da nova infraestrutura de distribuição voltada especialmente para o setor industrial.
Ao longo do ano, serão implantados mais de 10.7 km de rede, permitindo a conexão de indústrias e estabelecimentos comerciais, ampliando o acesso do setor produtivo a uma fonte de energia segura, eficiente e com menor impacto ambiental.
As obras estão distribuídas em três fases: a Fase 1 está praticamente concluída; na Fase 2 restam cerca de 600 metros para finalizar o assentamento da rede; e a Fase 3 possui aproximadamente 3,5 km de tubulações ainda em execução. A previsão é de que todas as frentes de trabalho sejam finalizadas até setembro de 2026.
Todas as obras estão licenciadas. As frentes de trabalho ocupam apenas parte das vias, sem obstruir totalmente ruas, garagens ou acessos, e seguem rigorosamente os padrões de sinalização e segurança exigidos para este tipo de serviço.
Para minimizar transtornos, são utilizadas técnicas de construção de baixo impacto, reduzindo a necessidade de abertura de valas e acelerando a implantação da rede, especialmente em trechos críticos. Entre os métodos empregados está o Método Não Destrutivo (MND), que permite a perfuração guiada por sondas, limitando a abertura de valas aos pontos de início e fim de cada segmento e ampliando a distância entre perfurações sempre que o solo permite, promovendo avanço mais rápido e eficiente.
A expansão da rede permitirá levar o gás natural a novas áreas industriais da cidade, oferecendo praticidade, economia, segurança e menor impacto ambiental em comparação a outros combustíveis, contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local.
Para entrar em contato ou registrar qualquer solicitação ou reclamação relacionada às obras, a comunidade pode utilizar a área “Fale Conosco” no site da SCGÁS, ligar para o 0800 048 5050 ou enviar mensagem via WhatsApp para (48) 3229-1100.
Fotos: Leo Munhoz/Secom GovSC
O Governo de Santa Catarina realizou neste domingo, 14, uma série de entregas e anúncios para infraestrutura e educação no Oeste catarinense. Em São Lourenço do Oeste, o governador Jorginho Mello inaugurou a restauração com aumento de capacidade da SC-305, trecho até Campo Erê, entregou a pavimentação do Contorno Leste do município, autorizou a licitação de uma nova obra do programa Estrada Boa Rural e anunciou um pacote de investimentos de quase R$ 18 milhões para escolas da região.
A principal entrega do dia foi a restauração com aumento de capacidade da SC-305, uma das mais importantes ligações rodoviárias do Oeste catarinense. A obra fortalece a mobilidade regional, amplia a segurança dos usuários e melhora as condições para o transporte de cargas e o escoamento da produção. Também foi inaugurado o Contorno Leste de São Lourenço do Oeste, que retira o tráfego pesado do perímetro urbano e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.
Durante o evento, o governador também autorizou a licitação da pavimentação da Estrada Municipal Rural São Caetano, ligando as comunidades de Santa Clara, São João e São Caetano. A obra integra o programa Estrada Boa Rural e contempla mais de cinco quilômetros de extensão, fortalecendo a infraestrutura e a mobilidade no interior do município.
“O catarinense não quer promessa, quer resultado. É por isso que a gente está entregando obras que melhoram a vida das pessoas. Essa rodovia dá mais segurança para quem trabalha, para quem transporta a produção e para quem pega a estrada todos os dias. Nosso governo é municipalista de verdade. Não importa se o município é grande ou pequeno, nós estamos presentes com investimentos que atendem aquilo que a população precisa”, afirmou o governador Jorginho Mello.
O secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, destacou que os investimentos fazem parte de um amplo planejamento para modernizar a malha viária catarinense.
“Estamos entregando obras estruturantes e planejando as próximas etapas. A SC-305 é uma intervenção que melhora a segurança, a capacidade e a durabilidade da rodovia. Ao mesmo tempo, avançamos com o Estrada Boa Rural para levar infraestrutura de qualidade ao interior. O nosso compromisso é garantir projetos bem executados, com acompanhamento técnico e obras que tenham começo, meio e fim”, ressaltou Grando.
Educação recebe pacote histórico de investimentos
Além das entregas na infraestrutura, o Governo do Estado anunciou um conjunto de ações para fortalecer a educação pública na região de São Lourenço do Oeste. Foram inauguradas as obras de modernização das redes elétricas de nove escolas estaduais pertencentes à Coordenadoria Regional de Educação, etapa fundamental para a instalação de aparelhos de ar-condicionado em todas as unidades da rede estadual.
O governador também autorizou a abertura do processo licitatório para reforma e ampliação da EEB Raul Pompéia, em Campo Erê, e da EEB Sóror Angélica, em São Lourenço do Oeste, além de assinar a ordem de serviço para revitalização e pintura de outras quatro unidades escolares da região. Somadas, as ações representam quase R$ 18 milhões em investimentos.
“Quando investimos em educação, estamos investindo no futuro. Escola boa é escola confortável, segura e preparada para ensinar. Estamos modernizando a estrutura das nossas unidades, entregando notebooks para os professores, uniformes para os estudantes e ampliando oportunidades de qualificação profissional. É assim que construímos um Estado mais forte, começando pela sala de aula”, afirmou o governador.
A secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, destacou que os investimentos refletem uma transformação que está chegando a todas as regiões de Santa Catarina.
“Estamos promovendo melhorias estruturais que impactam diretamente o aprendizado e as condições de trabalho dos profissionais da educação. A modernização das redes elétricas, as reformas, os novos equipamentos, os uniformes e a ampliação da educação profissional fazem parte de um grande esforço para oferecer mais qualidade, conforto e oportunidades aos nossos estudantes”, disse.
Também foram entregues notebooks aos novos professores efetivos da rede estadual e novos uniformes de inverno para estudantes. Além disso, o Governo do Estado anunciou a abertura de novas turmas de cursos técnicos gratuitos em parceria com o Senai nas áreas de Eletromecânica e Desenvolvimento de Sistemas, ampliando as oportunidades de qualificação profissional para os jovens da região.
Para o prefeito de São Lourenço do Oeste, Agustinho Assis Menegatti, os investimentos representam uma transformação concreta para o município e para toda a região.
“São obras e ações que a nossa população aguardava e que vão trazer resultados por muitos anos. A infraestrutura melhora a mobilidade, fortalece a economia e gera mais segurança. Somos gratos pela parceria do Governo do Estado, que tem olhado para os municípios e ajudado a transformar projetos em realidade”, afirmou o prefeito.


Agências bancárias terão horário especial de atendimento ao público nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. O horário de abertura será o habitual de cada agência, já fechamento dos locais será duas horas antes do horário de início do jogo.
Caso a partida se inicie às 14h, o encerramento do atendimento ao público será as 12h. No dia de jogo do Brasil às 16h, o fechamento será 14h. E caso a seleção entre em campo às 17h, as agências fecharão às 15h.
Já os horários de expediente dos postos de atendimento e das agências que funcionam em locais especiais, como shoppings e aeroportos, serão informados diretamente pelo estabelecimento, caso a caso.
Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e aplicativos, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição.
O Pix, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que a medida também busca conciliar o atendimento à população com a segurança operacional das agências e dos serviços de transporte de valores.
Participei do XXXIX Congresso Brasileiro de Direito Tributário, promovido pelo Instituto Geraldo Ataliba (IGA) e pelo Instituto Internacional de Direito Público e Empresarial (Idepe), na mesa “Reforma Tributária — Perspectivas Constitucionais”, ao lado de grandes juristas como Misabel Derzi, Roque Carrazza, Robson Maia Lins e Humberto Ávila. Na minha exposição, abordei o tema “Reforma tributária: avanços e retrocessos”.
É interessante notar que as críticas de todos aqueles que analisam a Reforma Tributária do Consumo aprovada têm crescido. O governo federal alegou que fizera uma Reforma Tributária para gerar simplificação.
Na minha palestra, entretanto, mostrei que houve alteração em parte de quatro artigos da Constituição — o 153, sobre o IPI; o 155, sobre o ICMS; o 156, sobre o ISS; e o 195, sobre as contribuições. O poder legislativo não alterou o conteúdo integral dos artigos, apenas regulou uma parte de cada um deles. Para regular esses dispositivos sob o pretexto de simplificar, os parlamentares triplicaram as regras da Constituição sobre os tributos. Ou seja, havia um terço dos artigos colocados na Carta Magna e, para simplificar apenas uma parcela de quatro deles, aumentaram essa proporção. É certo que isso não simplifica; complica.
O Código Tributário Nacional tem 218 artigos para todos os tributos do sistema. Apenas para quatro tributos, já promulgados via lei complementar, são mais de 700 artigos. E ainda se espera um projeto de lei sobre como os estados e municípios de médio e grande porte, que sofrerão perdas, receberão compensação.
Então, todos os tributaristas que estavam na mesa do Congresso fizeram críticas. Roque Carrazza evidenciou que a federação foi amesquinhada. Misabel Derzi apontou problemas concretos da aplicação da lei. Humberto Ávila demonstrou que a vida do contribuinte ficará extremamente complicada. Por fim, eu sustentei que enfrentamos um projeto de poder para tirar força da federação, pois os Estados e os Municípios, em termos de autonomia financeira, ficarão dependentes de um Comitê Gestor, em Brasília.
A consequência é a seguinte: amesquinhamento da federação, aumento da carga tributária e complexidade, em vez de simplificação da legislação.
Eu tenho a impressão de que essa discussão se faz urgente, porque já em 1º de janeiro de 2027 a reforma entrará em vigor e, em 1º de janeiro de 2029, os tributos estaduais e municipais passarão a ser um só.
A centralização de recursos na União sufoca a gestão local e transforma prefeitos e governadores em meros espectadores do orçamento federal. Essa perda de autonomia financeira quebra o pacto federativo clássico e transfere decisões regionais críticas para a burocracia técnica de um órgão centralizador.
O ambiente de negócios também sofrerá com o custo de conformidade para as empresas, que precisarão operar sistemas contábeis duplicados durante o longo período de transição. O que se desenha no horizonte não é a prometida eficiência de mercado, mas um contencioso administrativo sem precedentes na história jurídica do país.
Nós estamos, como tenho divulgado, preparando um livro que deve sair no mês de agosto, “Equívocos e fragilidades da reforma tributária”, para mostrar que passamos a viver realmente aquilo que vai ser uma espécie de curra tributária, e não um projeto de simplificação do processo tributário.
Por isso, temos que pensar seriamente em uma reforma dessa reforma, que ainda não entrou em vigor no sentido de ter eficácia, mas que já desperta profunda preocupação em todos que entendem de direito tributário devido à sua complexidade. Trata-se de um verdadeiro retrocesso institucional que sacrifica a autonomia dos Estados sob o manto de uma falsa modernidade, além de configurar uma engrenagem burocrática que sufoca a livre-iniciativa e pune o contribuinte antes mesmo de sua implementação definitiva.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
Fotos: Andreia Tarelow


Em 2025, a região Sudeste ampliou sua liderança em registros de acidentes no transporte de cargas, aumentando em 12% as ocorrências e consolidando-se como o principal epicentro de risco no país. Três dos quatro estados da região - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro - lideram o ranking. O mapa mostra que o risco se manteve concentrado, mas com tendência de expansão para regiões emergentes, como o Centro-Oeste, que teve um aumento relevante de 14%.
Além disso, apesar de uma queda, quando comparado com dados de 2024, o período da manhã se manteve como o mais crítico, seguido pela tarde, que apresentou um aumento de 14%. Além disso, os riscos se mantiveram concentrados entre quinta (+7%) e sexta-feira (+14,7%).
Os dados são do “Mapa de Acidentes no Transporte de Cargas 2025”, realizado pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das 5 maiores SaaS do Brasil. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia.
“Em um país onde o transporte rodoviário é predominante – movimentando cerca de 65% de toda a carga do Brasil, de acordo com dados da CNT – a segurança nas estradas deixa de ser apenas uma preocupação operacional e se consolida como um elemento estratégico de eficiência, competitividade e gestão de riscos no setor. E é pensando nisso que, anualmente, com o gancho do mês da segurança, comemorado em maio, construímos esse relatório”, afirma Thiago Azevedo, Diretor de Produto da nstech.
Ainda de acordo com o mapa de acidentes, colisões seguem como o principal tipo de ocorrência, com uma trajetória de alta de mais de 5%. Em segundo lugar, os tombamentos cresceram 9,5%, seguidos pelos choques que, apesar da redução de 7,25% com relação a 2024, ainda estão em terceiro lugar no ranking. Saídas de pista, incêndio e capotagem também cresceram, mas em menor volume.
As cargas fracionadas seguem liderando as ocorrências, mas com leve queda com relação ao ano anterior. Seguida pelos setor alimentício, com alta de 4%, os segmentos são, disparadamente, os mais suscetíveis. As cargas siderúrgicas e de medicamentos também aparecem no topo do ranking.
A maior incidência dos acidentes esteve concentrada em motoristas entre 40 e 50 anos, seguidos por profissionais com mais de 50, destacando que o risco está em operações com trabalhadores, em tese, mais experientes. Além disso, os profissionais com vínculo agregado lideram o ranking, o que pode estar associado a menor padronização operacional e maior variabilidade de condução.
Em 2025, de acordo com os dados de monitoramento das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, foi registrado um aumento de aproximadamente 4,7% de acidentes envolvendo transporte de cargas, em relação a 2024. No entanto, o número de viagens monitoradas pelo ecossistema da nstech cresceu acima desse percentual, com 34,8% quando comparado com o ano anterior, um avanço de 19,7% no valor das cargas monitoradas.
“Os dados mostram que as tecnologias de gerenciamento de riscos e os programas de capacitação de motoristas e prevenção de acidentes têm resultados diretos no aumento da segurança no transporte de cargas, já que, mesmo disparando o número de corridas monitoradas, o número de acidentes não acompanhou esse desenvolvimento”, completa o especialista.
Ainda de acordo com o relatório, a precariedade das rodovias, junto com condições meteorológicas adversas e fatores humanos de conduta e comportamento são as principais causas dos acidentes. Segundo dados da Onisys, produto de prevenção de acidentes da nstech, os principais desvios críticos encontrados são: excesso de velocidade, RPM excedido, aceleração brusca em curva ou arrancada brusca, freada brusca, fadiga (sinais de cansaço, bocejo e sonolência), distração, não uso de cinto de segurança, mão fora do volante, objetos soltos na cabine, uso de celular e interação com objetos.
“Com apoio da tecnologia, é possível mapear quais são e com que frequência esses atos inseguros acontecem ao longo das viagens e, assim, as transportadoras podem atuar de forma mais assertiva, orientando e corrigindo condutas antes que evoluam para situações críticas. Nesse meio, a segurança passa, cada vez mais, pela capacidade de converter dados em decisões operacionais. Mais do que tecnologia, trata-se de uma mudança de mentalidade, em que a segurança deixa de ser reativa e passa a ser contínua, orientada por dados e determinante para a competitividade do negócio”, finaliza Thiago Azevedo.
O futuro do Brasil, os desafios para o desenvolvimento do país e o papel da sociedade na construção de uma nação mais forte estiveram no centro das discussões da plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), realizada na noite de segunda-feira (08). O encontro reuniu empresários, lideranças e associados e contou com a palestra do jornalista Paulo Alceu, que abordou o tema “O futuro que nós queremos para o Brasil”. Após a apresentação, os participantes tiveram a oportunidade de interagir diretamente com o palestrante, esclarecendo dúvidas e compartilhando questionamentos sobre os temas abordados.
Ao longo de sua apresentação, Paulo Alceu compartilhou análises e reflexões sobre os desafios enfrentados pelo Brasil, destacando a importância da participação ativa da sociedade na construção de um futuro mais sólido, ético e sustentável. A palestra trouxe uma visão abrangente sobre o cenário nacional, abordando temas relacionados à cidadania, responsabilidade, educação, valores familiares e ao protagonismo da sociedade na transformação do país.
O palestrante ressaltou que as mudanças mais significativas começam nas atitudes individuais e coletivas, defendendo a valorização de princípios como integridade, respeito, compromisso e responsabilidade. Para ele, o fortalecimento desses valores é fundamental para a construção de uma sociedade mais preparada para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades.
Ao abordar o contexto atual, Paulo Alceu também destacou exemplos positivos de desenvolvimento e superação encontrados em diferentes regiões do país, especialmente em Santa Catarina, reconhecida por seu espírito empreendedor, capacidade de inovação e força econômica.
A importância da educação, da formação das novas gerações e do fortalecimento das instituições também esteve entre os temas centrais da palestra. Segundo o jornalista, o futuro do Brasil depende da capacidade de unir esforços em torno de objetivos comuns, fortalecendo uma cultura baseada na cooperação, no respeito e no compromisso com o desenvolvimento coletivo.
Para a presidente da ACII, Thaisa Nascimento Corrêa, a palestra proporcionou um momento de grande reflexão para os empresários presentes. Segundo ela, a atenção demonstrada pelo público ao longo de toda a apresentação e a participação ativa durante o espaço de perguntas evidenciaram a relevância dos temas abordados.
“A atenção dos participantes, refletida no silêncio e na concentração durante toda a palestra, demonstrou a relevância do tema abordado. Falar sobre o futuro do Brasil é sempre importante, especialmente em um momento tão desafiador para quem empreende, gera empregos e contribui diariamente para o desenvolvimento do país. A experiência e a vivência do Paulo Alceu trouxeram clareza sobre o cenário que estamos vivendo e ajudaram a ampliar a compreensão dos desafios e das oportunidades que estão à nossa frente. Além disso, os empresários aproveitaram a oportunidade para fazer questionamentos e aprofundar temas que impactam diretamente o ambiente de negócios. Tenho certeza de que todos sairam deste encontro com novos insights e uma visão mais ampla sobre o momento que o Brasil atravessa”, destacou.


A Portos RS passa a contar com uma nova liderança à frente de sua gestão. Fábio Machado assume a presidência da empresa trazendo uma trajetória consolidada no serviço público, marcada pela atuação em áreas estratégicas da administração pública, governança, gestão e assessoramento jurídico.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Machado possui mais de 20 anos de experiência no setor público. Sua trajetória teve início em 2009, quando ingressou na gestão pública como chefe do Departamento de Materiais do Serviço Autônomo de Saneamento em Pelotas (Sanep). Entre 2012 e 2015, atuou como consultor jurídico da autarquia.
Em 2016, assumiu a Procuradoria-Geral do Município de Pelotas durante a gestão do então prefeito Eduardo Leite. Na sequência, entre 2017 e 2020, exerceu a função de assessor especial da prefeita Paula Mascarenhas. Já em seu segundo mandato, foi nomeado secretário de Governo e Ações Estratégicas, participando diretamente da formulação e coordenação de políticas públicas e projetos estruturantes para o município.
Fábio Machado ocupava o cargo de coordenador da Assessoria Jurídica da Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária e, desde 2025, também integrava o Conselho de Administração da Portos RS, posição que lhe proporcionou um acompanhamento próximo dos desafios e oportunidades do sistema portuário gaúcho.
Ao assumir a presidência da Portos RS, Machado chega com a missão de dar continuidade ao fortalecimento da gestão portuária, contribuindo para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Rio Grande do Sul, a ampliação da competitividade dos portos públicos e o avanço de projetos estratégicos voltados à modernização e à eficiência operacional.
A instituição também registra e reconhece a contribuição de Cristiano Klinger, que presidiu a Portos RS entre 2022 e 2026 e esteve à frente de importantes avanços operacionais, logísticos e institucionais, especialmente durante o processo de transição para empresa pública, marco que fortaleceu a autonomia e governança da organização.
Com a nova gestão de Fábio Machado, a Portos RS segue voltada ao desenvolvimento dos portos públicos gaúchos e ao fortalecimento de seu papel estratégico para a economia do Rio Grande do Sul.
O Brasil celebra o Dia dos Namorados na próxima sexta-feira, 12 de junho, muitos consumidores sairão às compras em busca do presente ideal e o comércio intensifica a divulgação de promoções e ofertas. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) alerta que os consumidores devem redobrar a atenção nas compras e também intensificar os cuidados com o fornecimento de informações pessoais.
Em datas comemorativas, quadrilhas aproveitam o momento para aplicar golpes que causam grande prejuízo, especialmente usando “engenharia social”, que consiste na manipulação do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais para o roubo de dados pessoais.
A aglomeração de pessoas e a distração na hora de pagar compras em comércios de rua criam o ambiente ideal para que golpistas descubram a senha e troquem o cartão. Nesta época do ano também são comuns abordagens de criminosos com páginas falsas que simulam e-commerce; promoções inexistentes enviadas por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e a criação de perfis falsos que investem em mídia para aparecerem em páginas de buscas e stories de redes sociais.
Criminosos também clonam sites de varejistas famosos para induzir os consumidores ao erro, colocando uma letra a mais no endereço do site, que muitas vezes fica imperceptível para o cliente ou ainda trocando, por exemplo, uma letra “o” pelo número “0”. Por isso, a recomendação é que o cliente faça sua pesquisa de preços, e quando escolher a loja, digite diretamente o endereço do site na barra do navegador.
“O cliente também deve desconfiar de abordagens em que alguém diga que há uma grande oportunidade de compra, pedindo que o pagamento seja feito naquele momento para que não perca o produto. Ainda duvide das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto. Pesquise a média de preços em vários sites conhecidos”, alerta Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.
Golpe do brinde ou presente
Em datas comemorativas, o cliente também deve tomar cuidado com o golpe do brinde ou presente. Após descobrirem dados pessoais, quadrilhas de criminosos entram em contato com a vítima e dizem que têm um brinde ou presente para entregar e insistem para que a pessoa receba o presente pessoalmente.
Os criminosos chegam a dar algo para a vítima, geralmente flores, bolos ou cosméticos. Alegam que são prestadores de serviços e que não sabem informações de quem realmente pediu para fazer a entrega e pedem um pagamento de uma taxa.
O entregador pode entregar uma maquininha com o visor danificado ou de uma forma que impossibilite a visualização do preço cobrado na tela, sendo um valor acima do real cobrado.
O golpista também usa algum truque e desvia a atenção da pessoa para que a vítima digite a senha no campo destinado ao valor da compra. Isso permite que bandido descubra o código secreto. É importante ressaltar que o campo de senha deve mostrar apenas asteriscos. Em posse da senha do cliente, o bandido pode, posteriormente, trocar o cartão.
Confira abaixo orientações para fazer compras com segurança
Para compras online:
- Sempre desconfie de links encaminhados via WhatsApp ou SMS
- Fique atento às ofertas, duvide de valores muito abaixo do mercado
- Acompanhe as compras realizadas pelo aplicativo do cartão, e caso desconheça alguma transação, bloqueie-a e entre em contato com a administradora
- Nunca clique nos links de promoções vantajosas demais. Para ver a oferta, acesse o site oficial da loja digitando o endereço dela diretamente na barra do navegador
- Ao pagar com boleto, Pix ou transferências sempre confira se o nome do beneficiário é de quem realmente deve receber o valor
- Não selecione a opção “salvar dados do cartão” para utilizar em compras futuras
- Dê preferência para o uso do cartão virtual para as compras online
- Sempre pesquise a reputação de lojas e de vendedores e confira comentários feitos em vendas de outros compradores
- O cadeado HTTPS atesta que determinado site é seguro. O ícone indica que as comunicações entre a página e o dispositivo do usuário estão protegidas por criptografia, o que garante segurança na troca de dados
- Caso receba uma ligação pedindo dados pessoais, desligue e procure o gerente de sua conta imediatamente, de preferência, em outro aparelho de telefone. Lembre-se de que o banco nunca pede seus dados por telefone.
Em lojas físicas:
- Passe você mesmo o cartão na maquininha em vez de entregá-lo para outra pessoa, sempre confira o valor antes de digitar a senha e proteja o código de segurança
- Sempre peça o comprovante impresso
- Se o cartão não passar de primeira, redobre a atenção: não deixe que o levem para longe de você para passar em outra máquina e acompanhe de perto a 2ª tentativa
- Ao terminar de realizar uma compra na maquininha, verifique o nome no cartão para ter certeza de que realmente é o seu. Bandidos podem se aproveitar de distrações para trocar o seu cartão
- Ao utilizar o QR Code para pagamento, confira se o destinatário da transação é o beneficiário correto.


O Ministério do Comércio chinês anunciou a realização de mais de 100 eventos internacionais em 2026 com o objetivo de conectar fornecedores globais ao mercado chinês. As primeiras ações ocorrerão em Belarus e na Alemanha, abrindo novas oportunidades para empresas interessadas em expandir seus negócios com a segunda maior economia do planeta.
Mais do que feiras e rodadas de negócios, essa iniciativa demonstra uma estratégia consistente da China para diversificar fornecedores, ampliar o acesso a produtos de qualidade e fortalecer sua integração comercial com diferentes regiões do mundo.
Para exportadores brasileiros, o movimento merece atenção. Setores como alimentos, bebidas, frutas, proteína animal, produtos industrializados e commodities podem encontrar novas oportunidades em um mercado que continua buscando parceiros internacionais confiáveis.
Enquanto muitos países discutem barreiras comerciais, a China segue investindo em mecanismos para aproximar compradores e fornecedores globais.
Quem acompanha o comércio exterior sabe: grandes oportunidades costumam surgir antes de virarem tendência.
O mercado chinês continua se movimentando. A pergunta é: sua empresa está preparada para aproveitar esse movimento?
Por: André Queiróz


Além da implantação da sala do Qualifica+ Comunidade, os moradores puderam participar de uma confraternização, cantando os parabéns pelos 166 anos de Itajaí e recebendo fatias de bolo distribuídas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.
Por André Gomes
Os Estados Unidos citaram o Pix – principal forma de recebimentos dos pequenos negócios brasileiros – em uma investigação comercial sobre “práticas desleais”. De acordo com o documento, o sistema de pagamentos representaria uma forma de concorrência estatal aos cartões de crédito privados. A partir disso, o país norte-americano está analisando uma taxação dos produtos brasileiros em 25%, decisão que pode sair até 15 de julho. De acordo com o Sebrae, a ferramenta facilita os pagamentos e reduz custos para os empreendedores.
Segundo a pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae e Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), quase seis em cada 10 donos de pequenos negócios têm o Pix como principal meio de recebimento das vendas. Outros 53% preferem esse instrumento para pagar seus parceiros comerciais.
No caso em particular dos microempreendedores individuais (MEI) a adesão ao Pix foi ainda maior. A pesquisa do Sebrae, revelou que 97% deles usam a plataforma como alternativa de pagamento. Para 28% desses empreendimentos, a modalidade responde por mais de 75% de todo o faturamento e para outros 20%, a forma de pagamento é responsável por cerca de 51% dos recebimentos.
“É uma avaliação injusta e infundada por parte do governo dos Estados Unidos porque o sistema de pagamento não interfere no comércio e nas relações das empresas do setor de cartões de crédito. Mais do que isso, é uma forma de pagamento que não tem mais volta e se tornou a queridinha dos pequenos negócios pelo rápido recebimento e para a manutenção do fluxo de caixa dessas empresas. No fundo, é uma das formas que o setor utiliza para criar mais oportunidades de crescimento e aumentar a geração de empregos”, avalia Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.
De acordo com dados do Banco Central, o PIX tem cerca de 170 milhões de usuários Pessoas Físicas (80% da população) e mais de 24 milhões de usuários Pessoas Jurídicas. Anualmente, movimenta mais de R$30 trilhões, o que equivale a quase 3 vezes o PIB brasileiro e quase 20% do PIB norte-americano.
“Este é o tamanho do mercado que seria disputado pelas Big Techs (Apple Pay, Google Pay, Amazon Pay, Meta Pay e Microsoft), se o Banco Central não oferecesse esse serviço de forma gratuita e referência de eficiência mundial” afirma Rodrigo Soares, que ainda arremata “Não se trata de prática desleal de comércio, alegado por Trump para impor aumento de tarifas sobre nossas exportações. Mas sim, disputa de mercado”.
Consolidado
Lançado em 2020, o Pix alcançou um estágio de universalização em menos de quatro anos. De acordo com dados do Banco Central, ele já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. Em 2025, o Pix bateu seu recorde histórico anual ao movimentar um total de R$ 35,4 trilhões, registrando quase 80 bilhões de transações. O que representa um crescimento de 33,6% no volume de valores transferidos na comparação com o ano anterior.


Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
O governador Jorginho Mello cumpriu uma extensa agenda de compromissos neste sábado, 6, reforçando a proximidade do Governo do Estado com as prefeituras e a valorização das tradições catarinenses. O roteiro incluiu a Festa Municipal de Emancipação de Aurora, que celebra o 62º aniversário, no Alto Vale do Itajaí e a participação na Festa do Pinhão em Lages.
A festividade em Aurora, com programação gratuita que termina neste domingo 7 de junho, movimentou a Praça Nossa Senhora das Dores, no Centro da cidade. O evento reuniu atrações como desfile cívico, shows, feira de artesanato e atividades tradicionais. Na manhã de sábado, ocorreu a Alvorada festiva, que contou com um grande café comunitário e o tradicional Tratoraço, reunindo dezenas de produtores rurais e moradores.
Em sua fala durante o evento, no período da tarde, Jorginho Mello destacou a importância de estar presente nos municípios e reafirmou o compromisso do Estado com o desenvolvimento local. ”É um aniversário que tem que se comemorar. Quando a cidade prospera, a gente fica muito feliz. Eu sou um governador municipalista, é por isso que eu gosto de vir nos municípios. É onde tudo acontece. Se o município vai bem, o Estado vai bem. Nós somos parceiros das prefeituras e estamos aqui para apoiar no que for preciso.”
A festividade também foi palco de importantes entregas para a população local, com a assinatura de ordens de serviço para os novos convênios celebrados com a cidade. Em ato durante o evento, o governador e o prefeito de Aurora, Vanderlei Zandonai, assinaram o documento que atua como marco inicial e autoriza o começo da execução de obras e serviços estruturantes para a cidade.
Os investimentos autorizados garantem melhorias tanto na infraestrutura urbana quanto no apoio ao interior. Entre os projetos contemplados destacam-se o montante de R$ 4,6 milhões para o programa Estrada Boa Rural e cerca R$ 1,2 milhão para a aquisição de britador. A qualidade de vida e o lazer dos moradores também receberam atenção especial, com R$ 1,15 milhão garantido para a revitalização da Praça Central, além de R$ 452 mil para a obra de uma nova e R$ 396 mil para a pavimentação da rua Francisco Klaumann.
Investimentos históricos em prevenção
O governador ainda relembrou os recursos históricos garantidos pelo Estado na área de Proteção e Defesa Civil. Recentemente, foi anunciado investimento de R$ 12 milhões destinados a obras de prevenção a enchentes no Alto Vale do Itajaí. Os recursos contemplam diretamente as cidades de Aurora, Ituporanga e Trombudo Central, obras fundamentais para dragagem e desassoreamento de rios, que garantem mais segurança e resiliência climática para a população e o setor produtivo local.
Celebração da indústria em Rio do Sul
Antes de sua chegada a Aurora, o governador iniciou a manhã de sábado em Rio do Sul, onde participou da cerimônia de comemoração dos 80 anos da empresa Bremer. A companhia é um orgulho para a indústria catarinense, operando nos mercados nacional e internacional com excelência na fabricação de caldeiras e aquecedores industriais. A presença do Executivo Estadual reforça o apoio ao empreendedorismo que gera emprego e renda em Santa Catarina.
36ª Festa Nacional do Pinhão
Para encerrar a agenda de sábado, Jorginho Mello participou da 36ª Festa Nacional do Pinhão, um dos maiores e mais importantes atrativos turísticos da Estação Outono em Santa Catarina.
Esta edição da festa, que ocorre entre os dias 22 de maio e 7 de junho, traz marcos importantes para o turismo do Estado. A programação deste ano foi diversificada para atender a todos os públicos, contando com praça de alimentação com diversos restaurantes, pista de patinação no gelo e uma moderna arena de shows.
O retorno da festa ao Parque Conta Dinheiro representa um momento especial. Pela primeira vez na história, o espaço foi totalmente decorado de forma temática, proporcionando uma experiência imersiva e inesquecível aos visitantes.
O Brasil pode deixar de exportar cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a União Europeia após o bloco confirmar a suspensão das compras de determinados produtos de origem animal do país a partir de 3 de setembro de 2026.
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A decisão, oficializada pela Comissão Europeia nesta sexta-feira (5), atinge bovinos, equídeos (cavalos), aves, produtos da aquicultura, mel e tripas. Segundo o documento, publicado no Jornal Oficial da União Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.
“A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3.º do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias” , afirma o texto.
Diante disso, a UE determinou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar essas categorias de produtos ao bloco. Em maio, os europeus já haviam anunciado a medida e solicitado garantias adicionais do governo brasileiro sobre o cumprimento das regras que restringem o uso de determinados antimicrobianos, como antibióticos, na pecuária.
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Negociações em andamento
No fim de maio, o governo brasileiro apresentou informações complementares sobre as questões sanitárias envolvendo a exportação desses produtos. Uma reunião virtual foi realizada entre a equipe técnica do Ministério da Agricultura e representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.
Segundo interlocutores que acompanham as negociações, o Brasil apresentou parte das informações exigidas pelo bloco europeu e preparava o envio de novos documentos, mas não havia prazo definido para a conclusão do processo.
O que a UE exige
As garantias solicitadas pela UE precisavam demonstrar que o governo brasileiro é capaz de assegurar que os produtos enviados ao mercado europeu cumprem as normas sobre antimicrobianos adotadas pelo bloco desde 2023.
As exigências envolvem mecanismos de segregação da produção e a comprovação de que produtores e indústrias não utilizam substâncias proibidas pela regulamentação europeia. Também cabe ao governo brasileiro demonstrar que possui instrumentos de fiscalização capazes de verificar o cumprimento dessas regras pelo setor privado.


Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
A abertura oficial da 32ª Fenajeep, na noite desta quarta-feira, 3, em Brusque, foi marcada por anúncios do Governo de Santa Catarina para a mobilidade e a segurança viária do Vale do Itajaí. Durante a solenidade, o governador Jorginho Mello inaugurou as obras de revitalização da SC-486 (Rodovia Antônio Heil), entre Itajaí e Brusque, e autorizou o aumento do limite de velocidade de 80 km/h para 100 km/h em um trecho da rodovia, após a conclusão de estudos técnicos realizados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE).
As obras de revitalização contemplaram os 47,7 quilômetros da rodovia duplicada, com investimento de R$ 12,4 milhões. Os trabalhos incluíram recuperação estrutural do pavimento, fresagem e recomposição de trechos danificados, aplicação de nova capa asfáltica, melhorias na drenagem, limpeza da plataforma da rodovia e implantação de nova sinalização vertical e horizontal.
O governador ainda autorizou o aumento do limite de velocidade no trecho compreendido entre os quilômetros 13,753 e 20 da SC-486, em Brusque. A medida foi embasada por estudos técnicos e busca adequar a velocidade às condições atuais da via, garantindo mais fluidez ao tráfego com segurança.
“Estamos entregando uma rodovia mais segura, mais moderna e preparada para atender quem trabalha, produz e precisa se deslocar todos os dias. Investimos na recuperação do pavimento, melhoramos a sinalização e agora autorizamos a ampliação da velocidade em um trecho que recebeu avaliação técnica criteriosa. Era um pedido da comunidade que a gente tá conseguindo atender pra melhorar a vida das pessoas e impulsionar o desenvolvimento da região”, destacou o governador Jorginho Mello.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, esclarece que os usuários já poderão utilizar o trecho com os novos parâmetros em vigor. “A partir desta quinta-feira, os motoristas já podem transitar pelo trecho no novo limite de velocidade e nas próximas semanas a SIE fará a troca da sinalização vertical. Vale ressaltar que o restante do trajeto permanece com os limites de velocidade inalterados, para garantir a segurança nos pontos de intenso movimento urbano”, alerta.
O prefeito de Brusque, André Vechi, ressaltou a importância da parceria entre o Governo do Estado e os municípios para viabilizar investimentos estruturantes. “A revitalização da Antônio Heil era uma demanda importante para toda a região. Essa parceria com o Governo do Estado permite que obras aguardadas pela população saiam do papel e tragam mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para Brusque e cidades vizinhas”, afirmou.
Fenajeep movimenta turismo, economia e tradição off-road
Os anúncios do Governo do Estado ocorreram durante a cerimônia de abertura da 32ª Festa Nacional do Jeep (Fenajeep), considerada o maior evento off-road da América Latina. Realizada pelo Brusque Jeep Clube, a programação segue até domingo, 7 de junho, reunindo competidores, expositores e milhares de visitantes de diversas regiões do Brasil e de países vizinhos.
Ao longo dos próximos dias, Brusque se transforma na Capital Nacional do Jeep, sediando provas de velocidade, desafios off-road e atrações voltadas ao universo 4×4. Além do espetáculo esportivo, a Fenajeep tem forte impacto econômico, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e diversos segmentos de serviços.
“O sucesso da Fenajeep mostra a força de Brusque e de Santa Catarina. É um evento que projeta o município e o nosso estado para todo o país, atrai turistas, gera emprego, movimenta a economia e fortalece um setor que tem tradição no nosso estado. Tenho orgulho de ver Santa Catarina sediando um evento dessa dimensão”, finalizou o governador.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou qualquer possibilidade de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6x1 direto no plenário. Ele garantiu que a matéria passará por todas as comissões da Casa antes de qualquer análise definitiva.Em pronunciamento, Alcolumbre reforçou que o Senado fará uma avaliação própria do texto vindo da Câmara, rejeitando pressões para acelerar o processo. "Não podemos ser uma Casa carimbadora", pontuou.Os próximos passos no Senado:
Debate na CCJ: Uma reunião com o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, avaliará os rumos do projeto.Comissões especiais: Há pedidos de senadores para a criação de colegiados específicos para debater a proposta.Diálogo com os setores: O presidente defendeu que o Senado ouça trabalhadores e empregadores antes de bater o martelo.Sem pressa: Alcolumbre criticou os ataques e cobranças que vem sofrendo para agilizar a pauta, afirmando que decidirá o cronograma no seu próprio tempo.
A reação da oposição:Enquanto o projeto principal aguarda o despacho da Presidência do Senado, a oposição já recolheu as 41 assinaturas necessárias para tramitar um texto alternativo. Essa contraproposta mantém a jornada atual de até 6 dias e 44 horas semanais, prevendo que novos modelos sejam negociados diretamente entre patrão e empregado, sem a necessidade de sindicatos.Ao finalizar, Alcolumbre defendeu um "tempo razoável" para que os senadores possam aperfeiçoar o texto original de forma equilibrada.


Por Camila Vidal
A ampliação da participação dos microempreendedores individuais (MEI) no Contrata+Brasil esteve entre os principais temas discutidos nesta terça-feira (2), em Brasília, durante reunião entre o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira.
A plataforma, criada para conectar órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte, já reúne cerca de 11 mil negócios cadastrados, mais de 6 mil oportunidades publicadas e vem ampliando o número de categorias atendidas, consolidando-se como uma das principais portas de acesso dos pequenos empreendedores ao mercado de compras governamentais.
Sebrae e MEMP discutiram uma estratégia nacional para ampliar o cadastramento de MEIs no Contrata+Brasil, com ações regionalizadas de mobilização e divulgação para expandir o alcance da ferramenta em todo o país.
Para Rodrigo Soares, a parceria entre Sebrae e MEMP será decisiva para ampliar as oportunidades para quem empreende. “Além da educação empreendedora, vamos trabalhar ainda mais fortemente na expansão do Contrata+Brasil. Também discutimos a aplicação da construção de soluções que gerem mais oportunidades, com menor custo, mais renda e mais cidadania para o país”, destacou o presidente do Sebrae.
O ministro Paulo Henrique Rodrigues Pereira ressaltou a importância da atuação do Sebrae no fortalecimento do empreendedorismo brasileiro e reforçou a parceria entre as instituições.
Outro tema discutido no encontro foi o projeto-piloto Pé no Futuro, que visa a formação de jovens empreendedores por meio de mentoria, capacitação e acesso a investimentos. A proposta tem potencial para alcançar até 500 mil pessoas em todo o país.
Pelo Sebrae Nacional, participaram da reunião representantes do Conselho Deliberativo Nacional, do Gabinete da Presidência, da Diretoria Técnica e das Unidades de Políticas Públicas e de Competitividade. A comitiva do MEMP contou com a presença do secretário nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, além de assessores técnicos da pasta.
Mais sobre o Contrata+Brasil
Lançado em 2025, a plataforma Contrata+Brasil conecta órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte em 107 categorias, incluindo atividades incorporadas recentemente, como costura, borracharia, mecânica e restauração de instrumentos musicais. Entre os serviços mais demandados estão pintura, reformas, assentamento de pisos, manutenção de telhados e sistemas de ar-condicionado.
A Praça do Cidadão recebeu mais de 70 pessoas presencialmente em busca de atendimento para negociar suas dívidas com a Prefeitura de Navegantes no primeiro dia do programa Recupera Navega. Descontos de até 100% em juros e multas estão atraindo os contribuintes que querem quitar seus débitos com o município.
Moisés Lauro Alves, que mora no Centro, aproveitou o primeiro dia para negociar sua dívida. “Eu vim aproveitar a oportunidade para acertar o que devo com a Prefeitura. Uma chance que temos de correr dos juros e pagar a conta em dia”, disse.
A aposentada Denise Argenton também viu uma oportunidade de colocar os débitos em dia.
“Eu deixei de pagar os anos que ficaram para trás devido eu ser pensionista e não ter condições e agora, com esse juro reduzido, será muito melhor e poderei quitar minha dívida”.
O Recupera Navega segue até o dia 1º de dezembro. O município oferece três oportunidades de pagamento, entre eles cota única: quem quitar os débitos à vista entre 1º e 30 de junho terá anistia total (100%) das penalidades moratórias. Já para os pagamentos efetuados até 31 de julho, o abatimento cai para 95%, além de opções de parcelamento em até 100 vezes, com descontos regressivos que variam de 90% a 20%, conforme o prazo escolhido.
O valor mínimo das parcelas é de R$ 300, mas para que os contribuintes possam aproveitar, será reduzido para R$100 no caso de pessoas físicas e microempresas.
“O Refis de Navegantes de 2026, o Recupera Navega, de fato, é um sucesso e é o Refis mais importante da história do município. O que nós conseguimos arrecadar agora, principalmente do ISS, irá impactar a arrecadação municipal pelos próximos 50 anos por causa da reforma tributária”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Thiago Piccoli.
Interessados em participar do Refis podem entrar em contato com a Procuradoria-Geral do Município pelo WhastApp (47) 99187-9941. Além disso, há a opção de buscar atendimento presencial na Praça do Cidadão (Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 498, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Texto: Marília Cordeiro
Foto: Giliardi Marcos


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária para o mês de junho de 2026 será amarela. A decisão, que mantém a mesma cor aplicada em maio, foi divulgada pela agência reguladora.
O valor do acréscimo
Com a bandeira amarela, haverá um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras reflete os custos variáveis da geração de energia e é acionado quando as condições de produção se tornam menos favoráveis.
O motivo da decisão
A permanência da bandeira amarela se deve à combinação de fatores como a redução da geração hidrelétrica, o avanço do período seco e o consequente acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia mais cara. Apesar dos bons volumes de chuva em algumas regiões, as projeções para os próximos meses indicam condições ainda desfavoráveis para a geração de energia limpa.
Contexto e dicas
A bandeira verde, que não tem custo extra, vigorou em janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, refletindo as boas condições de geração no início do ano. Em maio, a bandeira já havia passado para amarela. Com a confirmação para junho, a tendência é que a conta de luz continue mais cara. Para economizar, a Aneel recomenda o uso consciente de energia, com dicas como substituir lâmpadas por modelos de LED, evitar banhos demorados e desconectar aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso.


