
Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Túnel Master
Mais cedo ou mais tarde o escândalo do Banco Master e a CPI que vai ser criada para apurar suas bilionárias fraudes, chegará a SC por conta de ações quase sem valor nenhum que ficaram fora da encampação do então Banco do Estado de SC (Besc) pelo Banco do Brasil, em 2008. Ações que pouco valiam na época mas que, num passe de mágica, passaram a valer bilhões. Uma única pergunta que não quer calar: quem fez a venda delas?
Contradição italiana
A imensa comunidade italiana em SC (pelo menos 5 milhões dos 8 milhões de habitantes, dos quais cerca de 100 mil com dupla cidadania) acaba de ganhar uma representação diplomática (Sportello Consolare) em Florianópolis, aberta recentemente. É bom lembrar que nos anos oitenta SC teve um consulado, que foi sequestrado e levado para Curitiba. Ironicamente, isso acontece num momento de apreensão. No ano passado, justamente quando se festejavam os 150 anos da grande imigração italiana no Brasil, o Parlamento da Itália aprovou uma polêmica lei que impôs severas restrições à concessão da dupla cidadania, tanto para brasileiros como de outras nacionalidades, inclusive por laços sanguíneos. A Suprema Corte de lá decide se as medidas são constitucionais ou não no dia 11 de março. A expectativa é enorme, em todo o mundo.
Investimento bilionário
O ministro de Portos e Aeroportos anunciou durante visita a Navegantes, a aprovação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo destinado às operações offshore de petróleo e gás, em Santa Catarina. As seis embarcações serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes, e serão do tipo Platform Supply Vessel voltadas ao suprimento de plataformas de petróleo. O investimento deve fortalecer a indústria naval do Estado e gerar mais de 1,2 mil empregos diretos. Do valor total aprovado, R$ 134 milhões já foram desembolsados para o início do projeto.
Balanço positivo
Após quatro dias de intensa movimentação, negociações e networking, a 73ª Pronegócio chegou ao fim sexta-feira 16, consolidando-se como um dos principais encontros de negócios do setor confeccionista do país. Promovida pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), com patrocínio do Sebrae-SC a rodada transformou o Pavilhão da Fenarreco em um grande ambiente de conexões comerciais. O evento reuniu mais de 750 lojistas de todo o Brasil, que adquiriram peças da coleção Inverno 2026. Nesta rodada, grandes compradores iniciaram negociações mais aprofundadas com os fabricantes e, por se tratar de uma coleção de inverno, esse processo continua após o evento. Nos próximos 15 dias, os resultados irão superar em 10% a 12% os números da edição de janeiro do ano passado. Outro fator positivo foi que esta rodada contou com um número expressivo de novos lojistas participantes, que tiveram uma experiência positiva no evento. Esse movimento positivo reflete fatores como um inverno mais longo e os investimentos estratégicos da entidade. Nesta edição, pelo menos 10% a 15% dos lojistas participaram pela primeira vez, a maioria saiu satisfeita com a logística, a organização e o modelo da Pronegócio, e muitos já sinalizaram presença na Rodada de Maio próximo.
Maré juvenil 1
A Polícia Militar de SC em Imbituba informa que em menos de 24 horas entre segunda e terça-feira, atendeu 30 ocorrências por perturbação do sossego na Praia do Rosa. Nenhuma das situações foi considerada grave e não houve prisões nem encaminhamento à delegacia. O elevado número de acionamentos envolveu, em sua maioria, jovens argentinos que, como se sabe aqui, agora formam uma maré que deixou de frequentar Balneário de Camboriú.
Maré juvenil 2
A notícia mais lida no portal do jornal O Globo no início desta semana foi sobre jovens argentinos que em grupo de 19 a 22 anos por anos preferiam Balneário Camboriú para passar o verão. Agora fazem seu paradeiro na Praia do Rosa, em Imbituba, não sem reclamações pelo barulho que fazem.
Reformas no STF
Comissões temáticas na OAB-SC começaram a debater e propor reformas estruturais no desacreditado STF. Formarão um estudo técnico, e entre as diretrizes estabelecidas está o fim da vitaliciedade dos ministros, a mudança na composição com participação de representantes da advocacia, da magistratura e do Ministério Público, de forma a se promover mais equilíbrio nas decisões, evitando a excessivo peso político no processo de escolha. Outra proposta envolve o fortalecimento do modelo de decisões colegiadas, como forma de assegurar mais estabilidade jurisprudencial, transparência e previsibilidade, reduzindo a concentração de poder em decisões individuais. Ótimo.
Canetas emagrecedoras
A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil, encerrou 2025 com receita de R$ 106 milhões em vendas das duas principais canetas nacionais à base de liraglutida: a OLIRE para tratamento de Obesidade e a LIRUX, para controle do diabetes tipo 2. Com preços mais acessíveis que as importadas, a demanda acelerou. Para este ano, a companhia projeta vendas 150% maiores nesse segmento de produtos para terapias metabólicas, com receita estimada em R$ 250 milhões. O desempenho positivo vem da combinação de investimentos industriais, previsibilidade regulatória e expansão consistente do mercado desses produtos no Brasil, explica a EMS.
Universidades comunitárias
O presidente Lula assinou na última semana decreto que regulamenta a Lei das Universidades Comunitárias de Educação Superior. Em SC esse modelo é representado há mais de cinco décadas pelo Sistema Acafe, responsável pela interiorização do ensino superior, pela formação de milhares de profissionais e pelo fortalecimento das comunidades onde atua. A lei assegura prerrogativas fundamentais, como o acesso a editais públicos, a celebração de parcerias com entes governamentais e o recebimento de recursos públicos para o desenvolvimento de atividades de interesse coletivo, sempre sob critérios rigorosos de qualificação, monitoramento e transparência. A medida tem impacto especial para a Associação Catarinense das Fundações Educacionais, reconhecida como patrimônio educacional de SC, ao garantir segurança jurídica e reconhecimento formal ao modelo comunitário, que se destaca pela forte vinculação com os territórios onde está inserido e pelo compromisso permanente com a inclusão social e o desenvolvimento regional.
Sem cobrança
O Núcleo de Prática Jurídica da Unifebe não cobra pelos serviços que presta à comunidade. A assistência Judiciária oferecida à comunidade é realizada por acadêmicos a partir da sétima fase, sob orientação dos professores do curso de Direito. Em atividade há 30 anos, o núcleo é um dos principais pontos de apoio para cidadãos que não conseguem contratar serviços particulares. Só em 2025, foram realizados mais de 9 mil atendimentos, incluindo contatos iniciais e retornos, tanto nas cabines por agendamento quanto nos pedidos de informação jurídica. Considerando as tentativas de golpes comuns no meio jurídico, o Núcleo de Prática Jurídica reforça que os serviços são gratuitos. Não há cobranças de custas ou qualquer outro tipo de valor nas ações patrocinadas pelo NPJ, seja pela assistência judiciária ou pelo Juizado Especial Cível. A exceção é em caso de eventual condenação. Advogados e colaboradores do NPJ entram em contato com o cliente apenas pelo telefone (47) 00644-2969 e (47) 99241-5604. Nenhum deles solicita pagamentos. Para informações complementares e em casos de dúvidas, os clientes do NPJ podem entrar em contato por meio dos números citados acima ou pelo telefone fixo institucional: (47) 3211-7255.
Modelo de incubadoras
O modelo de incubadoras para empresas de tecnologia que faz sucesso em SC desde a criação dos primeiros polos tecnológicos de Florianópolis, da antiga rede MIDITEC hoje denominada Mi-DIHUB, começa a ser exportado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Sebrae Startups. A primeira unidade chegou em Goiás neste mês de janeiro é o HUB Cerrado, em Goiânia. Em SC essa rede abriga 12 incubadoras conectadas com mais de 350 empresas apoiadas. Esse modelo já recebeu quatro vezes o prêmio de Melhor Incubadora do Brasil pela Aprotec e ficou três vezes entre os cinco melhores do mundo.
Inflação imobiliária
O índice FipeZap divulgou que em todo o ano passado o preço dos imóveis subiu 6,52%, encarecendo a casa própria. Como já é rotina, o litoral de SC continua sendo o mais valorizado, com o valor médio do metro quadrado em R$ 14.906 em Balneário Camboriú e R$ 14.843 na vizinha Itapema. Depois seguem Itajaí e Florianópolis na lista dos cinco municípios com os imóveis mais caros do Brasil.
Vítimas
O pior não é saber, pelo noticiário, que um ministro do STF viajou para Lima em jatinho de empresário para ver um jogo da Libertadores ao lado de pessoas ligadas ao caso Master; ou que outro ministro do STF tem familiares atuando na defesa do Banco Master por meio de um contrato milionário e nebuloso. Pior é ficar sabendo que ministros ali acham que o STF está “apanhando de graça”.
Vendas bilionárias
O acordo Mercosul – União Europeia, que pode demorar um pouco mais em função da análise jurídica solicitada pelo parlamento europeu, abre oportunidades para negócios bilionários a pequenos negócios catarinenses dispostos a avançar nas vendas externas. É isso que mostra estudo do Observatório de Negócios do Sebrae-SC. A análise destaca que o bloco europeu faz importações bilionárias de diversos setores em que pequenas empresas de SC poderiam participar mais. São empresas de setores como agronegócio, metalmecânico e automotivo. Mas para ocupar esses espaços, as pequenas empresas precisam estar preparadas, alerta o diretor do Sebrae-SC.
Devolução de dinheiro
Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do INSS tem até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto. De acordo com ele, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do instituto, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.
União Europeia – Mercosul
A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) avalia que a assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia é um passo significativo para a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com potencial de fortalecimento da indústria catarinense: o estado é um hub logístico, produtivo, turístico, de serviços e de integração física graças a sua posição geográfica e infraestrutura portuária, destaca seu presidente.
Cigo bello
O governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil. O encontro ocorreu na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. A pauta principal foi o fortalecimento das relações bilaterais entre o estado e o país europeu. Durante a reunião, as autoridades se comprometeram a iniciar tratativas para estabelecer um voo entre Florianópolis e a Itália. O objetivo é seguir o modelo de conexão internacional já existente com Portugal.
Times Square
Balneário Camboriú, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo estão disputando quem ganha primeiro o direito de criar a primeira Times Square brasileira, cópia do célebre cruzamento da região da Broadway, em Nova York. O pedido de Balneário Camboriú está sob análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O empreendimento privado integra o York Food Lounge, em desenvolvimento na esquina das Avenidas Alvin Bauer e Brasil, no centro da cidade, conhecida pelos arranha-céus de sua orla. A veiculação de conteúdo luminoso deve começar ainda neste verão, em grande telão.
Levando embora
Só nos últimos cinco meses, sete cidades de SC decretaram situação de emergência, depois que suas praias foram tragadas pela erosão marinha causada pelas ressacas. São: Balneário Barra do Sul, Florianópolis, Itapema, Itapoá, Barra Velha, São Francisco do Sul e Garopaba. Os decretos permitem obras emergenciais, como construir muros de pedra e colocar areia para alargar a faixa de areia. Coincidentemente, SC foi o Estado que mais investiu em obras de alargamento de praias na tentativa de frear o avanço do mar.
Novos nomes
Com o acordo Mercosul-União Europeia, vários produtos vão mudar de nome no Brasil. Presunto Parma, mortadela Bolonha e queijo Feta, por exemplo, estão entre as denominações europeias que não poderão ser usadas por fabricantes brasileiros. Mas há algumas divergências a resolver de agora em diante. Uma delas envolve o “steinhaeger”, um destilado produzido na Alemanha, no século 15 e que chegou ao Brasil em 1958, através do engenheiro alemão Wenzel Rulf, que montou uma destilaria, a Doble W, em Porto União, no Planalto Norte de SC.
Destinos de Carnaval
Faltando poucas semanas para o Carnaval, a Booking.com, empresa de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo, analisou os destinos brasileiros mais buscados para o Carnaval deste ano. Entre os turistas estrangeiros a boa notícia para SC é que depois do Rio de Janeiro o segundo e o quarto destinos mais procurados são Florianópolis e Bombinhas.
Nudismo
Após habeas corpus da Federação Brasileira de Naturismo, o Tribunal de Justiça de SC concedeu um salvo-conduto coletivo para impedir prisões de praticantes de naturismo na faixa de areia e mar da praia de Pinho, em Balneário Camboriú. Um decreto municipal proibiu o nudismo no local desde 19 de dezembro. O salvo-conduto vale até que o mérito do habeas corpus seja analisado pelo colegiado do tribunal.
Recorde histórico
Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal. O percentual representa um salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, SC alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional. Entre as exportações, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão a soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos com US$ 620 milhões e parte e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.
Mais uma CPI
O Senado atingiu o número de assinaturas necessárias para instalar uma CPI para apurar crimes e fraudes cometidos pelos operadores do liquidado Banco Master. Dentre as 42 assinaturas estão as dos catarinenses Esperidião Amin e Jorge Seif.
Em queda
A 36ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 2,8% nas vendas de SC em dezembro, na comparação anual. Foi o oitavo mês consecutivo de resultados negativos no Estado, o que vem causando impactos diversos, como o fechamento de negócios. Para especialistas o índice reflete a combinação entre renda pressionada e crédito mais restrito.
Em alta
SC concentra cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total do país, com um perfil marcado por maior formalização, renda elevada e forte presença no setor de serviços. Os dados constam no levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Sebrae-SC. O estudo mostra que 4 em cada 10 empreendedores catarinenses atuam no setor de serviços, segmento concentra 42,1% das atividades, seguido pelo comércio (17,6%) e pela agropecuária (14,7%). O rendimento médio mensal é 38% superior à média nacional, alcançando R$ 4.194 entre os empreendedores que atuam por conta própria e R$ 9.672 entre os empregadores. A jornada média semanal é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira.
Bolsa Família
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que neste mês 203,7 mil famílias em todos os 295 municípios de SC estão sendo contemplados com o Bolsa Família. O investimento é de R$ 144,6 milhões e o valor médio do benefício é de R$ 710,11.
Feminicídios
Dói publicar a informação que o Brasil bateu recorde de feminicídios em 2025: 1.470 mulheres foram mortas, ante 1.459 em 2024. É a maior quantidade registrada em 10 anos. Em SC foram 51.
Agora vai?
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem atualmente 70 matérias prontas para votação neste ano. Entre elas a proposta de emenda constitucional da maioridade penal, aprovada em 2015 após intenso debate sobre o projeto de lei 3722/2012. Propunha reduzí-la dos atuais 18 anos para 16 ou até menos. Sem hipocrisias, por favor: com 16 anos o menor pode dirigir e votar, por que não assumir responsabilidades por seus atos?
Avanço estratégico
A assinatura do Acordo Interino de Comércio Mercosul-União Europeia, é avaliada pela Fiesc como um avanço estratégico para SC e para o Brasil. Para o presidente da entidade, o momento é especialmente oportuno diante das tensões geopolíticas que vêm reconfigurando as cadeias produtivas globais e exigem novas rotas comerciais mais estáveis e previsíveis. Destaca o presidente da entidade que acordos como esse são fundamentais para diversificar destinos de exportação e reduzir a dependência de mercados sujeitos a mudanças abruptas, como ficou evidente no recente tarifaço norte-americano. Nesse contexto, a UE surge como um parceiro confiável e de alto valor agregado, com o qual SC já mantém relação comercial sólida. Também ressalta a posição estratégica do estado no Mercosul. Com infraestrutura portuária robusta e localização privilegiada, Santa Catarina se consolida como hub logístico, produtivo e de integração regional.
Fila de espera
O governo de SC está esticando o olho sobre o sucesso das escolas cívico-militares no Paraná, que tem fila de espera de 11 mil alunos. Um dos principais motivos para tanta demanda no vizinho Estado, que já tem 300 escolas no modelo e que provavelmente se replica por aqui (faltam estudos para avaliação mais confiável) é que os pais procuram alguém que faça a disciplina dos filhos.
Gerando empregos
O Sebrae-SC divulgou um levantamento mostrando que as microempresas foram as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no Estado de janeiro a novembro de 2025, com 60,5% do total. Depois vem as médias e grandes, com 28,2%. O governo (5,9%) e as empresas de pequeno porte, organizações sem fins lucrativos e outros (5,4%), seguem representando uma porcentagem menos significativa. Resumindo: as microempresas têm um papel essencial na economia catarinense.
Cidades caras
Saiu o Índice FipeZAP, calculado pela Fipe, que acompanha o preço médio de aluguel de imóveis em 36 cidades brasileiras, incluindo capitais. Subiu 9,44% em 2025, quase o dobro da inflação de 4,26%. Com os dados foi possível montar o ranking nacional onde o aluguel mais subiu no ano passado. A liderança é de Teresina, 21,81%. A surpresa é Florianópolis, em 17º entre as capitais, com 9,35%. Manaus ficou na outra ponta, com 1,06%. O mesmo índice apurou onde o aluguel mais subiu, liderado por Campinas (SP) com 19,22%. De SC está Joinville, em 8º. E onde menos subiu, com presença de São José (-3,10%), na região metropolitana de Florianópolis.
SC na pauta
Está na pauta dos primeiros julgamentos do Ano Judiciário 2026 no STF se o processamento e julgamento de crimes contra espécies da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção compete à Justiça Federal. A decisão terá repercussão geral para todo o país. O STF determinou a suspensão de todos os processos penais sobre o tema até o julgamento final. A controvérsia, levada pelo Ministério Público de SC, questiona se a mera inclusão em lista nacional justifica o interesse da União no caso.
SC-Itália
Dois dias após o acordo, o governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil, que anunciou a abertura do escritório consular em Florianópolis. Conforme a Fiesc, em 2025, SC exportou para a Itália US$ 169,7 milhões, sobretudo motores elétricos e madeira. De lá vieram US$ 683,6 milhões em veículos e produtos farmacêuticos.
Abrigos para aves
A partir do reaproveitamento de madeira descartada, o artesão Saulo Deucher, morador do bairro Águas Claras, em Brusque, passou a produzir abrigos destinados à proteção de aves urbanas. A iniciativa alia sustentabilidade, cuidado ambiental e geração de renda. As estruturas são feitas de forma artesanal, utilizando resíduos que teriam como destino o descarte. Os abrigos são projetados para oferecer proteção e conforto aos pássaros, com intenção aos detalhes construtivos e à funcionalidade. A atividade teve início em 2020, após Saulo perder o emprego de motorista de ônibus em razão da pandemia da Covid-19. Diante da instabilidade econômica, o artesanato surgiu como alternativa para complementar a renda familiar. Com o tempo, a divulgação das casinhas nas redes sociais ampliou a procura e consolidou a produção como fonte de sustento. Mais de 700 unidades já foram produzidas desde o início do projeto.
Formação tecnológica
O Entra21, programa gratuito de capacitação profissional em tecnologia, abriu novas turmas em SC. O projeto, que iniciou há 20 anos, em Blumenau, e desde 2022 expandiu para todo o Estado catarinense, já formou mais de 9 mil pessoas. Na edição de 2026 são quase 500 vagas abertas para aulas com foco em diversas linguagens de programação, além do desenvolvimento de habilidades profissionais, as chamadas soft skilis. Todo o projeto é gratuito e as inscrições estão abertas no site: www.entra21.com.br. Serão 20 turmas para concorrer a uma vaga basta ter mais de 16 anos, sem idade máxima de idade, estar cursando ou ter concluído o ensino médio e interesse em tecnologia e realizar a inscrição dentro do prazo, que vai até 17 de fevereiro.
Por André Gomes
Os Estados Unidos citaram o Pix – principal forma de recebimentos dos pequenos negócios brasileiros – em uma investigação comercial sobre “práticas desleais”. De acordo com o documento, o sistema de pagamentos representaria uma forma de concorrência estatal aos cartões de crédito privados. A partir disso, o país norte-americano está analisando uma taxação dos produtos brasileiros em 25%, decisão que pode sair até 15 de julho. De acordo com o Sebrae, a ferramenta facilita os pagamentos e reduz custos para os empreendedores.
Segundo a pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae e Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), quase seis em cada 10 donos de pequenos negócios têm o Pix como principal meio de recebimento das vendas. Outros 53% preferem esse instrumento para pagar seus parceiros comerciais.
No caso em particular dos microempreendedores individuais (MEI) a adesão ao Pix foi ainda maior. A pesquisa do Sebrae, revelou que 97% deles usam a plataforma como alternativa de pagamento. Para 28% desses empreendimentos, a modalidade responde por mais de 75% de todo o faturamento e para outros 20%, a forma de pagamento é responsável por cerca de 51% dos recebimentos.
“É uma avaliação injusta e infundada por parte do governo dos Estados Unidos porque o sistema de pagamento não interfere no comércio e nas relações das empresas do setor de cartões de crédito. Mais do que isso, é uma forma de pagamento que não tem mais volta e se tornou a queridinha dos pequenos negócios pelo rápido recebimento e para a manutenção do fluxo de caixa dessas empresas. No fundo, é uma das formas que o setor utiliza para criar mais oportunidades de crescimento e aumentar a geração de empregos”, avalia Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.
De acordo com dados do Banco Central, o PIX tem cerca de 170 milhões de usuários Pessoas Físicas (80% da população) e mais de 24 milhões de usuários Pessoas Jurídicas. Anualmente, movimenta mais de R$30 trilhões, o que equivale a quase 3 vezes o PIB brasileiro e quase 20% do PIB norte-americano.
“Este é o tamanho do mercado que seria disputado pelas Big Techs (Apple Pay, Google Pay, Amazon Pay, Meta Pay e Microsoft), se o Banco Central não oferecesse esse serviço de forma gratuita e referência de eficiência mundial” afirma Rodrigo Soares, que ainda arremata “Não se trata de prática desleal de comércio, alegado por Trump para impor aumento de tarifas sobre nossas exportações. Mas sim, disputa de mercado”.
Consolidado
Lançado em 2020, o Pix alcançou um estágio de universalização em menos de quatro anos. De acordo com dados do Banco Central, ele já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. Em 2025, o Pix bateu seu recorde histórico anual ao movimentar um total de R$ 35,4 trilhões, registrando quase 80 bilhões de transações. O que representa um crescimento de 33,6% no volume de valores transferidos na comparação com o ano anterior.


Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
O governador Jorginho Mello cumpriu uma extensa agenda de compromissos neste sábado, 6, reforçando a proximidade do Governo do Estado com as prefeituras e a valorização das tradições catarinenses. O roteiro incluiu a Festa Municipal de Emancipação de Aurora, que celebra o 62º aniversário, no Alto Vale do Itajaí e a participação na Festa do Pinhão em Lages.
A festividade em Aurora, com programação gratuita que termina neste domingo 7 de junho, movimentou a Praça Nossa Senhora das Dores, no Centro da cidade. O evento reuniu atrações como desfile cívico, shows, feira de artesanato e atividades tradicionais. Na manhã de sábado, ocorreu a Alvorada festiva, que contou com um grande café comunitário e o tradicional Tratoraço, reunindo dezenas de produtores rurais e moradores.
Em sua fala durante o evento, no período da tarde, Jorginho Mello destacou a importância de estar presente nos municípios e reafirmou o compromisso do Estado com o desenvolvimento local. ”É um aniversário que tem que se comemorar. Quando a cidade prospera, a gente fica muito feliz. Eu sou um governador municipalista, é por isso que eu gosto de vir nos municípios. É onde tudo acontece. Se o município vai bem, o Estado vai bem. Nós somos parceiros das prefeituras e estamos aqui para apoiar no que for preciso.”
A festividade também foi palco de importantes entregas para a população local, com a assinatura de ordens de serviço para os novos convênios celebrados com a cidade. Em ato durante o evento, o governador e o prefeito de Aurora, Vanderlei Zandonai, assinaram o documento que atua como marco inicial e autoriza o começo da execução de obras e serviços estruturantes para a cidade.
Os investimentos autorizados garantem melhorias tanto na infraestrutura urbana quanto no apoio ao interior. Entre os projetos contemplados destacam-se o montante de R$ 4,6 milhões para o programa Estrada Boa Rural e cerca R$ 1,2 milhão para a aquisição de britador. A qualidade de vida e o lazer dos moradores também receberam atenção especial, com R$ 1,15 milhão garantido para a revitalização da Praça Central, além de R$ 452 mil para a obra de uma nova e R$ 396 mil para a pavimentação da rua Francisco Klaumann.
Investimentos históricos em prevenção
O governador ainda relembrou os recursos históricos garantidos pelo Estado na área de Proteção e Defesa Civil. Recentemente, foi anunciado investimento de R$ 12 milhões destinados a obras de prevenção a enchentes no Alto Vale do Itajaí. Os recursos contemplam diretamente as cidades de Aurora, Ituporanga e Trombudo Central, obras fundamentais para dragagem e desassoreamento de rios, que garantem mais segurança e resiliência climática para a população e o setor produtivo local.
Celebração da indústria em Rio do Sul
Antes de sua chegada a Aurora, o governador iniciou a manhã de sábado em Rio do Sul, onde participou da cerimônia de comemoração dos 80 anos da empresa Bremer. A companhia é um orgulho para a indústria catarinense, operando nos mercados nacional e internacional com excelência na fabricação de caldeiras e aquecedores industriais. A presença do Executivo Estadual reforça o apoio ao empreendedorismo que gera emprego e renda em Santa Catarina.
36ª Festa Nacional do Pinhão
Para encerrar a agenda de sábado, Jorginho Mello participou da 36ª Festa Nacional do Pinhão, um dos maiores e mais importantes atrativos turísticos da Estação Outono em Santa Catarina.
Esta edição da festa, que ocorre entre os dias 22 de maio e 7 de junho, traz marcos importantes para o turismo do Estado. A programação deste ano foi diversificada para atender a todos os públicos, contando com praça de alimentação com diversos restaurantes, pista de patinação no gelo e uma moderna arena de shows.
O retorno da festa ao Parque Conta Dinheiro representa um momento especial. Pela primeira vez na história, o espaço foi totalmente decorado de forma temática, proporcionando uma experiência imersiva e inesquecível aos visitantes.
O Brasil pode deixar de exportar cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a União Europeia após o bloco confirmar a suspensão das compras de determinados produtos de origem animal do país a partir de 3 de setembro de 2026.
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A decisão, oficializada pela Comissão Europeia nesta sexta-feira (5), atinge bovinos, equídeos (cavalos), aves, produtos da aquicultura, mel e tripas. Segundo o documento, publicado no Jornal Oficial da União Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.
“A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3.º do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias” , afirma o texto.
Diante disso, a UE determinou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar essas categorias de produtos ao bloco. Em maio, os europeus já haviam anunciado a medida e solicitado garantias adicionais do governo brasileiro sobre o cumprimento das regras que restringem o uso de determinados antimicrobianos, como antibióticos, na pecuária.
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Negociações em andamento
No fim de maio, o governo brasileiro apresentou informações complementares sobre as questões sanitárias envolvendo a exportação desses produtos. Uma reunião virtual foi realizada entre a equipe técnica do Ministério da Agricultura e representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.
Segundo interlocutores que acompanham as negociações, o Brasil apresentou parte das informações exigidas pelo bloco europeu e preparava o envio de novos documentos, mas não havia prazo definido para a conclusão do processo.
O que a UE exige
As garantias solicitadas pela UE precisavam demonstrar que o governo brasileiro é capaz de assegurar que os produtos enviados ao mercado europeu cumprem as normas sobre antimicrobianos adotadas pelo bloco desde 2023.
As exigências envolvem mecanismos de segregação da produção e a comprovação de que produtores e indústrias não utilizam substâncias proibidas pela regulamentação europeia. Também cabe ao governo brasileiro demonstrar que possui instrumentos de fiscalização capazes de verificar o cumprimento dessas regras pelo setor privado.


Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
A abertura oficial da 32ª Fenajeep, na noite desta quarta-feira, 3, em Brusque, foi marcada por anúncios do Governo de Santa Catarina para a mobilidade e a segurança viária do Vale do Itajaí. Durante a solenidade, o governador Jorginho Mello inaugurou as obras de revitalização da SC-486 (Rodovia Antônio Heil), entre Itajaí e Brusque, e autorizou o aumento do limite de velocidade de 80 km/h para 100 km/h em um trecho da rodovia, após a conclusão de estudos técnicos realizados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE).
As obras de revitalização contemplaram os 47,7 quilômetros da rodovia duplicada, com investimento de R$ 12,4 milhões. Os trabalhos incluíram recuperação estrutural do pavimento, fresagem e recomposição de trechos danificados, aplicação de nova capa asfáltica, melhorias na drenagem, limpeza da plataforma da rodovia e implantação de nova sinalização vertical e horizontal.
O governador ainda autorizou o aumento do limite de velocidade no trecho compreendido entre os quilômetros 13,753 e 20 da SC-486, em Brusque. A medida foi embasada por estudos técnicos e busca adequar a velocidade às condições atuais da via, garantindo mais fluidez ao tráfego com segurança.
“Estamos entregando uma rodovia mais segura, mais moderna e preparada para atender quem trabalha, produz e precisa se deslocar todos os dias. Investimos na recuperação do pavimento, melhoramos a sinalização e agora autorizamos a ampliação da velocidade em um trecho que recebeu avaliação técnica criteriosa. Era um pedido da comunidade que a gente tá conseguindo atender pra melhorar a vida das pessoas e impulsionar o desenvolvimento da região”, destacou o governador Jorginho Mello.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, esclarece que os usuários já poderão utilizar o trecho com os novos parâmetros em vigor. “A partir desta quinta-feira, os motoristas já podem transitar pelo trecho no novo limite de velocidade e nas próximas semanas a SIE fará a troca da sinalização vertical. Vale ressaltar que o restante do trajeto permanece com os limites de velocidade inalterados, para garantir a segurança nos pontos de intenso movimento urbano”, alerta.
O prefeito de Brusque, André Vechi, ressaltou a importância da parceria entre o Governo do Estado e os municípios para viabilizar investimentos estruturantes. “A revitalização da Antônio Heil era uma demanda importante para toda a região. Essa parceria com o Governo do Estado permite que obras aguardadas pela população saiam do papel e tragam mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para Brusque e cidades vizinhas”, afirmou.
Fenajeep movimenta turismo, economia e tradição off-road
Os anúncios do Governo do Estado ocorreram durante a cerimônia de abertura da 32ª Festa Nacional do Jeep (Fenajeep), considerada o maior evento off-road da América Latina. Realizada pelo Brusque Jeep Clube, a programação segue até domingo, 7 de junho, reunindo competidores, expositores e milhares de visitantes de diversas regiões do Brasil e de países vizinhos.
Ao longo dos próximos dias, Brusque se transforma na Capital Nacional do Jeep, sediando provas de velocidade, desafios off-road e atrações voltadas ao universo 4×4. Além do espetáculo esportivo, a Fenajeep tem forte impacto econômico, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e diversos segmentos de serviços.
“O sucesso da Fenajeep mostra a força de Brusque e de Santa Catarina. É um evento que projeta o município e o nosso estado para todo o país, atrai turistas, gera emprego, movimenta a economia e fortalece um setor que tem tradição no nosso estado. Tenho orgulho de ver Santa Catarina sediando um evento dessa dimensão”, finalizou o governador.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou qualquer possibilidade de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6x1 direto no plenário. Ele garantiu que a matéria passará por todas as comissões da Casa antes de qualquer análise definitiva.Em pronunciamento, Alcolumbre reforçou que o Senado fará uma avaliação própria do texto vindo da Câmara, rejeitando pressões para acelerar o processo. "Não podemos ser uma Casa carimbadora", pontuou.Os próximos passos no Senado:
Debate na CCJ: Uma reunião com o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, avaliará os rumos do projeto.Comissões especiais: Há pedidos de senadores para a criação de colegiados específicos para debater a proposta.Diálogo com os setores: O presidente defendeu que o Senado ouça trabalhadores e empregadores antes de bater o martelo.Sem pressa: Alcolumbre criticou os ataques e cobranças que vem sofrendo para agilizar a pauta, afirmando que decidirá o cronograma no seu próprio tempo.
A reação da oposição:Enquanto o projeto principal aguarda o despacho da Presidência do Senado, a oposição já recolheu as 41 assinaturas necessárias para tramitar um texto alternativo. Essa contraproposta mantém a jornada atual de até 6 dias e 44 horas semanais, prevendo que novos modelos sejam negociados diretamente entre patrão e empregado, sem a necessidade de sindicatos.Ao finalizar, Alcolumbre defendeu um "tempo razoável" para que os senadores possam aperfeiçoar o texto original de forma equilibrada.


Por Camila Vidal
A ampliação da participação dos microempreendedores individuais (MEI) no Contrata+Brasil esteve entre os principais temas discutidos nesta terça-feira (2), em Brasília, durante reunião entre o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira.
A plataforma, criada para conectar órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte, já reúne cerca de 11 mil negócios cadastrados, mais de 6 mil oportunidades publicadas e vem ampliando o número de categorias atendidas, consolidando-se como uma das principais portas de acesso dos pequenos empreendedores ao mercado de compras governamentais.
Sebrae e MEMP discutiram uma estratégia nacional para ampliar o cadastramento de MEIs no Contrata+Brasil, com ações regionalizadas de mobilização e divulgação para expandir o alcance da ferramenta em todo o país.
Para Rodrigo Soares, a parceria entre Sebrae e MEMP será decisiva para ampliar as oportunidades para quem empreende. “Além da educação empreendedora, vamos trabalhar ainda mais fortemente na expansão do Contrata+Brasil. Também discutimos a aplicação da construção de soluções que gerem mais oportunidades, com menor custo, mais renda e mais cidadania para o país”, destacou o presidente do Sebrae.
O ministro Paulo Henrique Rodrigues Pereira ressaltou a importância da atuação do Sebrae no fortalecimento do empreendedorismo brasileiro e reforçou a parceria entre as instituições.
Outro tema discutido no encontro foi o projeto-piloto Pé no Futuro, que visa a formação de jovens empreendedores por meio de mentoria, capacitação e acesso a investimentos. A proposta tem potencial para alcançar até 500 mil pessoas em todo o país.
Pelo Sebrae Nacional, participaram da reunião representantes do Conselho Deliberativo Nacional, do Gabinete da Presidência, da Diretoria Técnica e das Unidades de Políticas Públicas e de Competitividade. A comitiva do MEMP contou com a presença do secretário nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, além de assessores técnicos da pasta.
Mais sobre o Contrata+Brasil
Lançado em 2025, a plataforma Contrata+Brasil conecta órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte em 107 categorias, incluindo atividades incorporadas recentemente, como costura, borracharia, mecânica e restauração de instrumentos musicais. Entre os serviços mais demandados estão pintura, reformas, assentamento de pisos, manutenção de telhados e sistemas de ar-condicionado.
A Praça do Cidadão recebeu mais de 70 pessoas presencialmente em busca de atendimento para negociar suas dívidas com a Prefeitura de Navegantes no primeiro dia do programa Recupera Navega. Descontos de até 100% em juros e multas estão atraindo os contribuintes que querem quitar seus débitos com o município.
Moisés Lauro Alves, que mora no Centro, aproveitou o primeiro dia para negociar sua dívida. “Eu vim aproveitar a oportunidade para acertar o que devo com a Prefeitura. Uma chance que temos de correr dos juros e pagar a conta em dia”, disse.
A aposentada Denise Argenton também viu uma oportunidade de colocar os débitos em dia.
“Eu deixei de pagar os anos que ficaram para trás devido eu ser pensionista e não ter condições e agora, com esse juro reduzido, será muito melhor e poderei quitar minha dívida”.
O Recupera Navega segue até o dia 1º de dezembro. O município oferece três oportunidades de pagamento, entre eles cota única: quem quitar os débitos à vista entre 1º e 30 de junho terá anistia total (100%) das penalidades moratórias. Já para os pagamentos efetuados até 31 de julho, o abatimento cai para 95%, além de opções de parcelamento em até 100 vezes, com descontos regressivos que variam de 90% a 20%, conforme o prazo escolhido.
O valor mínimo das parcelas é de R$ 300, mas para que os contribuintes possam aproveitar, será reduzido para R$100 no caso de pessoas físicas e microempresas.
“O Refis de Navegantes de 2026, o Recupera Navega, de fato, é um sucesso e é o Refis mais importante da história do município. O que nós conseguimos arrecadar agora, principalmente do ISS, irá impactar a arrecadação municipal pelos próximos 50 anos por causa da reforma tributária”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Thiago Piccoli.
Interessados em participar do Refis podem entrar em contato com a Procuradoria-Geral do Município pelo WhastApp (47) 99187-9941. Além disso, há a opção de buscar atendimento presencial na Praça do Cidadão (Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 498, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Texto: Marília Cordeiro
Foto: Giliardi Marcos


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária para o mês de junho de 2026 será amarela. A decisão, que mantém a mesma cor aplicada em maio, foi divulgada pela agência reguladora.
O valor do acréscimo
Com a bandeira amarela, haverá um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras reflete os custos variáveis da geração de energia e é acionado quando as condições de produção se tornam menos favoráveis.
O motivo da decisão
A permanência da bandeira amarela se deve à combinação de fatores como a redução da geração hidrelétrica, o avanço do período seco e o consequente acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia mais cara. Apesar dos bons volumes de chuva em algumas regiões, as projeções para os próximos meses indicam condições ainda desfavoráveis para a geração de energia limpa.
Contexto e dicas
A bandeira verde, que não tem custo extra, vigorou em janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, refletindo as boas condições de geração no início do ano. Em maio, a bandeira já havia passado para amarela. Com a confirmação para junho, a tendência é que a conta de luz continue mais cara. Para economizar, a Aneel recomenda o uso consciente de energia, com dicas como substituir lâmpadas por modelos de LED, evitar banhos demorados e desconectar aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso.


