sexta, 12 de julho de 2024
08/07/2024

Cooperativas do setor agropecuário geram 60 mil empregos em Santa Catarina


A Cidasc destaca o papel dessas cooperativas no apoio às medidas de defesa vegetal, sanidade animal e uso de insumos
O Dia Internacional do Cooperativismo, criado pela Aliança Cooperativa Internacional, há 100 anos, é celebrado todo primeiro sábado do mês de julho. Em Santa Catarina, o movimento cooperativista é bastante forte. São 249 cooperativas em atividade, em ramos diversos, como crédito, infraestrutura, consumo, trabalho, serviços de saúde, transporte e agropecuária.

No segmento agropecuário, 49 cooperativas congregam mais de 83 mil cooperados, que geram  empregos para mais de 60 mil pessoas, sendo parceiras do poder público em projetos importantes para o fortalecimento do setor. Um exemplo são as ações de defesa agropecuária desenvolvidas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). As cooperativas ajudam a levar ao produtor informações sobre medidas de defesa vegetal, como o vazio sanitário da soja, sobre sanidade animal e sobre uso de insumos.

“O cooperativismo traz para nós valores como autoajuda, autorresponsabilidade, igualdade, equidade. São valores éticos, de responsabilidade mútua, de cuidado com o outro. São modelos de negócios que colocam o ser humano no centro de tudo, em que se constrói um mundo em que ninguém é deixado para trás. Isso representa muito do trabalho dos catarinenses. Santa Catarina tem a produção que tem, na qualidade que tem, em grande parte pelo espírito cooperativista”, destaca a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Este ano, o Dia Internacional do Cooperativismo teve como tema "Cooperativas constroem um mundo melhor". A presidente da Cidasc considera que ele expressa corretamente o impacto do cooperativismo catarinense, que movimenta a economia de muitos municípios e ajuda os produtores rurais a crescerem e perseverarem na atividade agropecuária.

O aprimoramento da produção também tem aproximado a Cidasc e algumas cooperativas que beneficiam produtos de origem vegetal. Cooperserra, Auriverde e Cooperja aderiram ao Selo de Conformidade Cidasc, uma certificação de processo para empresas que implementam com sucesso um Sistema de Gestão de Segurança dos Alimentos. Todas foram aprovadas em auditoria e já podem ostentar o SCC na embalagem de seus produtos e em materiais promocionais.

As três já assinaram novos contratos para certificar outros processos de fabricação de alimentos. Após certificar o beneficiamento das frutas, a Cooperserra busca obter o selo também para produtos à base de maçã, como petiscos e sucos. A Cooperja já conquistou o selo para o beneficiamento de arroz e assinou recentemente mais um contrato com a Cidasc para certificar também a produção de farinhas. Na Cooperativa Auriverde, o próximo passo é obter o SCC para sua unidade de produção de panificados congelados.

A adesão ao Selo de Conformidade Cidasc é voluntária. Uma das vantagens é permitir às agroindústrias comprovarem seu compromisso em ofertar alimentos produzidos com elevados padrões sanitários, se diferenciando no mercado.



Blog

Inscrições abertas para o curso técnico integrado em Mecânica

Estão abertas, até 14 de abril, as inscrições para o curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Itajaí que é voltado para quem quer fazer o Ensino Médio e o técnico no IFSC. São 40 vagas para o segundo semestre deste ano. Para se inscrever, é preciso já ter concluído o Ensino Fundamental.

As inscrições devem ser feitas neste Portal. O valor da taxa é de R$ 55,00 e candidatos inscritos no CadÚnico para Programas Sociais do Governo Federal ou que comprovarem ser integrantes de família de baixa renda podem solicitar isenção do pagamento da taxa. Isso deve ser feito no ato da inscrição. Mas atenção: só é possível solicitar isenção até 4 de abril.

O processo seletivo será por meio de prova de classificação que será realizada no dia 7 de maio a partir das 14h. A prova terá 20 questões de múltipla escolha sobre conteúdos do Ensino Fundamental: dez questões de Língua Portuguesa e dez de Matemática. Os candidatos terão até três horas para realizar a prova.  

Metade das vagas ofertadas no Edital 01/Deing/2023/2 são reservadas a candidatos provenientes de escolas públicas. Há ainda cotas para estudantes com baixa renda, com deficiência ou autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Para participar do processo seletivo pelo sistema de cotas, essa opção deve ser feita no momento da inscrição.

A lista dos aprovados será divulgada no dia 23 de maio e o período de matrícula será de 24 de maio a 2 de junho. O início das aulas é em 26 de julho. 

O edital, lista de cursos, link para inscrições e demais informações podem ser consultados no hotsite do processo seletivo.

Os candidatos devem ficar atentos a todas as regras e etapas do cronograma do Edital 01/Deing/2023/2, disponível em https://ifsc.edu.br/mediotecnico.

Passo a passo da inscrição no processo seletivo:

Para se inscrever, o candidato deve acessar o Portal de Inscrições e seguir os passos:
- clicar em “Inscrição e acompanhamento”;
- selecionar a opção “Quero me inscrever”;
- selecionar o município ou câmpus onde pretende estudar;
- selecionar o curso; - preencher todos os dados solicitados;
- assinalar o município para realização da prova;
- assinalar sua opção por ampla concorrência ou sistema de cotas para escolas públicas (veja mais detalhes abaixo);
- conferir os dados do comprovante de inscrição;
- imprimir o comprovante de inscrição e o boleto bancário.

 

Por Comunicação do Câmpus Itajaí

WEG lança robô móvel autônomo para otimizar operações de manufatura e intralogística na indústria

A WEG acaba de lançar ao mercado a primeira versão do WMR (WEG Mobile Robot), um robô autônomo que pretende melhorar a eficiência operacional das atividades realizadas nas indústrias que necessitam de transportes internos.
Desenvolvido para otimizar processos que normalmente demandam esforços repetitivos na intralogística, o novo robô da WEG é um sistema AMR (Autonomous Mobile Robot), conhecido pelo diferencial de estratégia de navegação natural ou por contorno que, por métodos como o SLAM (Simultaneous Locaization and Mapping), realiza uma navegação autônoma, desviando de obstáculos dinâmicos em seu percurso e replaneja rotas alternativas automaticamente quando situações de bloqueio são identificadas.
“O lançamento desse produto inovador é uma das estratégias da companhia de trazer à indústria um diferencial em termos de ganho de eficiência. O equipamento tem alimentação puramente elétrica e de baterias, o que significa que possibilitará ganhos adicionais de consumo de recursos para os nossos clientes, que já se mantêm alinhados as tecnologias da indústria 4.0”, destaca Carlos José Bastos Grillo, Diretor Superintendente da WEG Digital & Sistemas.
O sistema de segurança para prevenção de colisões é um dos diferenciais do produto, que o torna viável ao trabalho de transporte e movimentação de cargas em meio as áreas compartilhadas com os operadores. Além disso, o produto acompanha acessórios como bateria, joystick e estação de carregamento.
O cliente também consegue monitorar e comandar a frota de robôs através do software Robot Fleet Management, que é capaz de integrar robôs do tipo AMR de diferentes marcas e modelos. Na ferramenta também é possível criar simulações de cenários, análise de possíveis conflitos, gerenciamento de múltiplos usuários, independência de fabricantes, integração com a plataforma IoT WEGnology® e outras aplicações como o MES (Manufacturing Execution System).

 

Suape vai acelerar produção de hidrogênio verde com apoio do governo inglês

Os projetos de incentivo à pesquisa e à produção de hidrogênio verde no Complexo Industrial Portuário de Suape e em outros atracadouros brasileiros ganharam um parceiro de peso no continente europeu: o Reino Unido. A largada para essa importante empreitada binacional foi dada, na manhã desta quinta-feira (9), durante a realização do Hydrogen Opportunities in Brazil, ocorrido em Londres, capital inglesa. 
O evento, promovido pela Embaixada do Brasil no Reino Unido em parceria com o governo anfitrião, contou com a participação do Senai de Pernambuco e da Bahia, e de quatro portos nacionais, incluindo o Complexo de Suape, que já se encontra com uma agenda avançada em relação aos projetos para produção do combustível do futuro. 
O diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot, e o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da empresa, Carlos Cavalcanti, representaram a estatal pernambucana no evento londrino e tiveram a oportunidade de apresentar o potencial estratégico de Suape e os projetos de H2V em andamento e previstos no complexo para uma plateia composta por empresários do setor de energias renováveis e pesquisadores da área.
 “O evento se reveste de grande importância para Suape. A partir dessa agenda, vamos criar um grupo específico para rever nossa estratégia. Precisamos mapear as  oportunidades em toda cadeia de valor do H2V e estabelecer parcerias com centros de pesquisa de energias renováveis, como os das cidades de Aberdeen (Escócia) e Sheffield (Inglaterra)”, pontuou Marcio Guiot.
CONEXÃO DIRETA
A conexão direta de um porto britânico com o Complexo de Suape, para fortalecimento dos projetos focados na pesquisa e produção do hidrogênio verde, também foi outro ponto acertado durante o encontro. “Será de grande importância essa troca contínua de informações e de tecnologias para ambos os países”, ressaltou Carlos Cavalcanti. O Instituto Senai de Inovação (ISI) foi representado pelo diretor André Luiz Pierre Mattei e o Senai Cimatec, pelo gerente executivo José Luís Gonçalves de Almeida.
Além do Complexo de Suape, participaram do Hydrogen Opportunities in Brazil os Portos de Pecém, Açu, Rio Grande do Sul e Cluster Marítimo gaúcho. O evento teve apoio da Câmara de Comércio Brasil Reino Unido, Lide United Kingdom,  Santander e REA (Associação de Energia Renovável e Tecnologia Limpa).

 

Comitês de Plano de Ajuda Mútua (PAM) e Plano de Área (PA) realizam Simulado de Emergência no Porto de Itajaí

A Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, realizou na tarde da última quinta-feira (02), um simulado de vazamento de óleo no Rio Itajaí Açu, através da Coordenação do Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB).
 
O início do simulado ocorreu no Berço 03 (cais público), no Porto de Itajaí. De forma precisa e rápida, teve início às 14 horas, contendo uma duração aproximada de 2 horas, com a participação da Marinha do Brasil, Praticagem, Defesa civil, Corpo de Bombeiros, NEPOM (Núcleo Especial de Polícia Marítima), IMA (Instituto do Meio Ambiente), membros da equipe da Guarda Portuária, os comitês de Plano de Ajuda Mútua (PAM) e Plano de Área (PA), DRACARES e equipe de resgate à fauna (Univali).
 
Foram realizados os protocolos de segurança, delimitação de áreas de risco e sucessivamente, recursos terrestres envolvendo viaturas, condução apropriada para atendimento de primeiros socorros, contando ainda com recursos aquáticos.
 
O Capitão de Fragata e Delegado da Capitania de Portos em Itajaí, Eduardo Rodrigues de Lima, destaca a agilidade demonstrada no simulado, e a excelente comunicação entre os terminais do complexo, e os comitês envolvidos (PAM e PA):
 
“A Marinha do Brasil em suas atribuições concernentes à Autoridade Marítima, possui as atribuições de zelar pela segurança da navegação, pela salvaguarda da vida humana no mar e pela prevenção da poluição ambiental. Nesse contexto, a convite da autoridade portuária de Itajaí, estivemos presentes na última semana para a realização de um exercício de acionamento do plano de apoio mútuo, onde diversas entidades públicas e privadas se organizaram para um simulado, que consistia em simular o derramamento de certa quantidade de poluente, e daí bem como o resgate de homem caído ao mar. A perspectiva da marinha a respeito desse exercício, é bastante positivo. E ali estivemos para poder observar as ações dos atores envolvidos, bem como contribuir com algumas opiniões de aprimoramentos para a realização dos próximos exercícios dessa natureza. A Delegacia da Capitania dos Portos agradece o convite, e incentiva que outras iniciativas dessa natureza continuem a ocorrer”, ressalta Eduardo.
 
Na oportunidade foi encenado o vazamento de 500 litros de óleo, ocasionado durante uma operação de um rebocador portuário que já estava atracado no berço 3 do porto de Itajaí, onde ao realizar uma manobra interna de transferência de óleo diesel marítimo (MDO) entre tanques, ocorreu o transbordamento do material, uma vez que o volume disposto excedeu a capacidade do tanque de armazenamento, ocasionando o derramamento no suspiro e posteriormente no tubo de sonda. Em seguida a tripulação do rebocador identifica o vazamento de hidrocarboneto, e desencadeia as ações conforme previsto no plano de emergência.
 
Na sequência, a segunda simulação envolveu o Resgate de fauna afetada.  Durante o atendimento da ocorrência, operadores de emergência visualizaram fauna contaminada, informam ao coordenador do PEI/ COAMB, para desencadeamento de ações conforme previsto em PEI.
 
O terceiro simulado envolveu “queda” de homem ao mar. Durante o atendimento à ocorrência, participando do simulado, um trabalhador da arrendatária APM Terminal, vê a movimentação de atendimento a emergência no berço 3, e, se aproxima do cais sem os procedimentos de segurança (uso de coletes salva-vidas e distanciamento), para ver a agitação escorrega, vindo a bater a cabeça no cais e caindo inconsciente no corpo hídrico – esta ação foi evidenciada no simulado.
 
“A finalidade do simulado é testar esses procedimentos de resposta, esse alinhamento entre todos os integrantes do PAM e PA, que estão preparados para possíveis emergências, assim como os demais órgãos envolvidos, verificar os recursos disponíveis entre uma instalação, o que uma pode ceder para a outra, e também o tempo de resposta. É de extrema importância realizar este tipo de procedimento, para manter a segurança dos nossos trabalhadores portuários, em possíveis casos de emergência”, informa o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.
 
Disseminar conhecimento entre a equipe de apoio da Superintendência do Porto de Itajaí, com a equipe Dracares, torna-se essencial para a qualidade dos serviços a serem prestados.
 
“Esses simulados servem justamente para preparar as equipes de resposta, e que nós possamos integrar todos os envolvidos desde os órgãos ambientais e de segurança. Nós temos protocolos em conjunto com todos os terminais portuários, para que o Complexo Portuário de forma conjunta, consiga atuar em casos de uma emergência ambiental, para atuar de forma planejada com todos os terminais portuários que compõe o Plano De Área e os comitês de Plano de Ajuda Mútua. Esses comitês são coordenados pela Autoridade Portuária, onde são realizados reuniões periódicas e exercícios simulados, com o intuito de integrar e preparar a todos, em caso de uma emergência no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes”, informa a coordenadora do Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB), Médelin Pitrez dos Santos.

 

ApexBrasil inclui 15 novos países com potencial de negócios para exportação de produtos brasileiros em seu Mapa de Oportunidades, totalizando 135 mercados internacionais com demanda de itens típicos do Brasil

Com quais produtos o Brasil tem competitividade para se inserir ou ampliar participação em mercados internacionais? A plataforma digital “Mapa de Oportunidades”, oferecida gratuitamente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), utiliza metodologia desenvolvida especialmente para encontrar essas oportunidades e ajudar os empresários brasileiros a identificarem o mercado certo para expandir suas vendas internacionalmente. 
O Mapa foi criado em 2015, e a Agência acaba de atualizá-lo incluindo 15 novos países em seu portifólio, resultando em um total de 135 mercados internacionais onde produtos brasileiros têm espaço para serem comercializados com potencial sucesso. Assim, o recurso abre um leque de novas possibilidades para a exportação brasileira. 
Entre os países incorporados, estão algumas das maiores economias do continente africano, como Tanzânia, República Democrática do Congo e Sudão. Incluiu ainda: Moldova, Mongólia, Namíbia, Nepal, Macedônia do Norte, Chipre, Gibraltar, Brunei, Botsuana, Djibuti, Albânia e Zimbábue. Acesse aqui. 
O Mapa identifica e compara os tamanhos dos mercados, sua classificação estratégica para o posicionamento das vendas (“Abertura”, “Consolidação”, “Manutenção” e “Recuperação”), as exportações brasileiras por destino, o principal concorrente no mercado, as barreiras tarifárias e não-tarifárias, entre outros aspectos. 
O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil contribui para a tomada de decisão estratégica das empresas exportadoras (ou futuras exportadoras): definir quantos e quais mercados devem ser priorizados. Empresas em estágios iniciais do processo de exportação podem concentrar seus esforços em países classificados como “Manutenção” ou “Consolidação”, por exemplo. São países em que o produto brasileiro já tem entrada e não está perdendo espaço para os concorrentes, indicando uma possibilidade de inserção mais simplificada. 
Já mercados de “Abertura” podem ser mais indicados para empresas experientes, que têm como objetivo diversificar seus destinos. Nesses países, geralmente é necessário fazer estudos mais aprofundados para verificar a viabilidade da exportação, entender melhor as barreiras ao acesso, fazer posicionamento de imagem, entre outras questões que aumentam a complexidade do esforço comercial. 
Com o Mapa, qualquer empresa pode ter acesso, em poucos minutos, a informações qualificadas sobre o mercado internacional para seus produtos, o que contribui para aprimorar a economicidade e o planejamento de exportação da empresa. A ferramenta também permite fazer o download dos dados. 
Foco na África 
Dentre os novos mercados disponíveis, sete são do continente africano, que teve sua participação ampliada de 21 para 28 países. Nesse contexto, diversas oportunidades surgem para as exportações brasileiras. 
No grupo de veículos rodoviários, especialmente tratores rodoviários, ônibus e micro-ônibus, os produtos brasileiros já têm competitividade na América do Sul e podem expandir seus mercados no continente africano. Para o setor, o Mapa de Oportunidades identifica 17 potenciais mercados na África que juntos importaram US$ 2 bilhões em 2021, mas apenas US$ 95 milhões saíram do Brasil. Com base nas análises, os produtos podem ser considerados uma boa opção para as estradas tanzanianas, por exemplo. 
Em 2021, a Tanzânia importou US$ 211,9 milhões deste grupo de produtos, sendo que o Brasil representa uma fatia de apenas US$ 7,3 milhões, uma participação de 3,5% nas importações tanzanianas. 
No caso de mercados em que o Brasil tem potencial para retomar o crescimento, destacam-se os equipamentos de engenharia civil no Sudão, setor em que o país tem competitividade a nível global, com envios superiores a US$ 500 milhões para os Estados Unidos. O Sudão importou US$ 125 milhões em produtos do setor em 2021, sendo apenas US$ 1,6 milhão do Brasil. Os números indicam uma queda anual média de 25% desde 2018, mas há a possibilidade de retomada neste mercado e em outros países africanos, como Egito, Senegal e África do Sul. 

 

Vendas de cimento registram queda acentuada em fevereiro

O cenário ainda instável da economia brasileira, com alto endividamento das famílias, taxas de juros e inflação elevadas aliado ao volume de chuvas acima da média impactaram a venda de cimento. Em fevereiro, a comercialização do produto registrou recuo de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2022, atingindo 4,4 milhões de toneladas vendidas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento -- SNIC.
 

Ao se analisar o despacho de cimento por dia útil em fevereiro de 221 mil toneladas, verificou-se um aumento de 9,8% em comparação a janeiro e uma queda de 2,6% sobre mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a fevereiro foram vendidas 9,2 milhões de toneladas, recuo de 0,9% comparado ao mesmo período do ano passado.
 

Após a divulgação dos números do PIB¹ do quarto trimestre de 2022 mostrar uma atividade em desaceleração, com a economia encolhendo 0,2% em relação ao trimestre anterior, as projeções seguem ainda cautelosas. As expectativas com relação à inflação e à taxa de juros se deterioraram sinalizando um maior pessimismo do mercado.
 

A percepção de incerteza também é verificada na confiança dos consumidores2, que caiu pelo segundo mês consecutivo, diante da percepção de piora da situação atual, que é mais sentida pelas famílias de menor poder aquisitivo.
 

Já na indústria, a confiança segue abalada pela desaceleração da demanda, acompanhada ainda de persistência dos elevados custos de insumos que pressionam a atividade.
 

Na construção o pessimismo presente no setor desde outubro diminuiu em fevereiro, liderado pelo segmento de Edificações, que reagiu de forma positiva a retomada das obras paralisadas e da reformulação do Programa Minha Casa Minha Vida, que prevê entregar 2 milhões de unidades até 2026.
 

A volta do MCMV é vista de forma bastante positiva pela indústria do cimento, que conta com soluções inovadoras para atender as obras públicas. O sistema construtivo que utiliza alvenaria estrutural e paredes de concreto moldadas no local da obra tem ganhado destaque devido à agilidade, competitividade, credibilidade da tecnologia e, ao trabalho que a indústria do cimento tem feito para propagá-lo.

 

“O mês de fevereiro marca a volta do programa Minha Casa, Minha Vida. Mesmo diante de um cenário econômico desfavorável, a indústria do cimento vislumbra um horizonte mais otimista com a retomada dos investimentos em programas habitacionais, pois ampliam as possibilidades do uso do produto em sistemas construtivos, como a parede de concreto. O déficit habitacional brasileiro é de cerca de 6 milhões de unidades e a sua redução passa por um robusto programa de governo.”

Paulo Camillo Penna -- Presidente do SNIC

Catarinense WEG fecha parceria com distribuidora Reymaster para ampliar a atuação de seus elétricos industriais

Seguindo com sua expansão dentro do mercado de elétrica industrial, a Reymaster, empresa curitibana de materiais elétricos para a indústria, por meio de sua filial em Joinville, acaba de firmar parceria e adicionar a seu portfólio vários produtos da WEG, catarinense especializada na fabricação e comercialização de materiais elétricos, transformadores, geradores e tintas.

A ideia com a parceria é, além de aumentar a gama de produtos oferecidos pela Reymaster, continuar ganhando espaço especialmente com as indústrias do Sul do país, como do interior de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, cujos polos industriais estão entre os principais do país, como a indústria têxtil, de laticínios, alimentos, tubos e conexões, metalurgia, entre outras.

Criada em 1961 na cidade de Jaraguá do Sul/SC, da união de três sócios, um eletricista, um administrador e um mecânico, após um tempo a empresa passou a se chamar WEG, junção das iniciais de seus três fundadores (Werner, Eggon e Geraldo). 

Hoje a empresa é uma das maiores fornecedoras de sistemas elétricos industriais completos no mundo, com um faturamento em 2021 de 23 bilhões de reais, contando com filiais em 38 países e mais de 38 mil colaboradores, produzindo anualmente cerca de 19 milhões de motores e mensalmente 1,7 milhão de latas de tintas, sendo uma empresa em prol da sustentabilidade — são 12.500 hectares reflorestados.

“Para a Reymaster, ter os produtos da WEG no nosso portfólio é motivo de orgulho, pois, além da qualidade dos produtos, é uma empresa brasileira com muito sucesso mundialmente”, diz Reynaldo Gabardo Jr., sócio da Reymaster.

Entre os produtos WEG que a Reymaster comercializará, está a parte de proteção, com minidisjuntores/interrupção diferencial, que possuem detecção de fuga à terra para correntes residuais alternadas de 30 mA ou 300 mA, disponíveis nas versões bipolar e tetrapolar, com faixa de corrente de 25 A a 100 A, e disjuntor de caixa moldada.

Além dos disjuntores, as chaves de partida também fazem parte dos produtos vendidos, todas elas desenvolvidas em conformidade com as normas internacionais e oferecendo proteção de motores com tecnologia de última geração, pois o controle desses motores passa a ter um monitoramento e acionamento muito eficaz.

Os inversores de frequência da linha CFW300 e CFW500 são ideais para aumentar a performance dos equipamentos, especialmente porque proporcionam um controle mais avançado na partida dos motores, evitando quebras e acidentes valendo-se de uma velocidade variável. São ideias para aplicações em maquinário que necessitam de precisão e facilidade no manuseio, sem contar que essa linha apresenta uma conectividade que permite até mesmo o acesso remoto.

Já a linha de soft starter SSW05 e SSW07 foi projetada para garantir a melhor performance para cada tipo de aplicação, permitindo a partida e parada de motores elétricos trifásicos de indução de maneira simples e eficiente e principalmente protegendo o motor e a carga contra choques de conjugado (solavancos), via aceleração de forma gradual, até alcançar a rotação nominal, limitando a corrente e com a função pump control, que é uma função predefinida da rampa de aceleração e desaceleração para sistemas de bombeamento.

Outros produtos da WEG também estão sendo comercializados, como chaves seccionadoras para NH, punhos saca fusível, fusíveis NH retardados e ultrarrápidos, fontes chaveadas, contatores e relés, linha de safety e mais.

“Nossos clientes e futuros clientes estarão muito bem servidos com produtos reconhecidos no mercado e de uma qualidade impressionante, vitais para o funcionamento de qualquer parque industrial”, diz Gabardo.

8ª Feira Internacional de Logística contará com Rodada de Negócios e driving tests

A 8ª edição da Feira Internacional de Logística – Brasil LOG – será realizada entre 24 e 26 de maio, em Jundiaí, há 60 km da capital paulista. Cidade considerada um dos maiores polos logísticos do Brasil, o 15º PIB do país, uma região com fácil acesso para rodovias, ferrovia, aeroportos e porto seco.

A Brasil LOG é uma referência para o segmento da logística, reconhecida como o principal ambiente de networking e realização de negócios do setor, promovendo a integração entre executivos, empresas de logística, especialistas e um público qualificado. "A Brasil LOG atrai todo o nicho de mercado dos cinco modais da logística: terrestre, aéreo, marítimo, ferroviário e hidroviário, ainda em expansão. Além de networking, a Brasil LOG é uma vitrine para expor os serviços e as inovações do setor." – explica Adelson Lopes, diretor presidente da empresa que organiza a Feira Internacional de Logística.

Para Adelson, o setor logístico foi um dos segmentos que mais cresceu em 2022, e para 2023, as perspectivas são positivas. "Há muitos gargalos a serem solucionados na logística em decorrência da demanda. Com a pandemia, o comportamento das pessoas mudou, houve aumento de entregas no porta a porta, e de empresas que se reiventaram colocando seus produtos na internet. Há muito espaço para a logística crescer e se aprimorar com uso de novas tecnologias." – explica.

A 8ª edição da Brasil LOG reunirá soluções para todas as áreas, com destaque para as tecnologias. Será realizada em uma área de 53 mil m², três pavilhões para cerca de 60 expositores, além da tradicional Rodada de Negócios e driving tests de empilhadeiras e caminhões.

A expectativa é de que passem pela feira mais de 6 mil visitantes, entre representantes de empresas americanas, alemãs e chinesas, de todos os modais logísticos, de Condomínios Logísticos, Centros de Distribuições, Armazenagem, Estocagem, Consultorias e profissionais como Agentes de Carga, Armadores, Despachantes Aduaneiros, Importadores e Exportadores.

São 18 países já confirmados e 241 cidades no mundo prospectando a feira. Eventos como esse podem contribuir para a chegada de novas empresas multinacionais na região de Jundiaí.

 A entrada é gratuita, mas é necessário o credenciamento pelo site: www.feiradelogistica.com/credenciamento

Novo marco legal impulsiona instalação de painéis fotovoltaicos

Decorrido o prazo de 12 meses previsto no Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/22), a partir de 7 de janeiro de 2023 novos projetos de geração de energia fotovoltaica são taxados pelo uso da rede de distribuição (a chamada taxa “Fio B”). Mas quem já possuía sistema em operação, ou solicitou a homologação até 6 de janeiro deste ano, garantiu a isenção do pagamento até 2045.
Este período de um ano desde a publicação do marco legal em que as pessoas ficaram sabendo da mudança mas puderam garantir a isenção, estimulou ainda mais os investimentos em painéis fotovoltaicos. No ano passado, o potencial instalado no Brasil deste tipo de geração praticamente dobrou, passando de 14.154 MW, em 2021, para cerca de 24.000 MW, em 2022, e, apesar do início da cobrança da “Fio B”, o setor ainda projeta crescimento para 2023.
Um dos motivos é que a energia elétrica produzida por painéis fotovoltaicos, mesmo com o novo marco legal, quando consumida instantaneamente, continua não sendo taxada. A incidência do novo tributo ocorre apenas para a energia produzida e injetada na rede sob o regime de crédito a ser abatido da conta. Agora, um percentual desse crédito é retido pela concessionária a título de tributação.
A avaliação de especialistas do setor é de que o novo marco legal deverá provocar impactos variados dependendo do perfil de consumo, mas no geral, não deve inibir novos investimentos em energia fotovoltaica.
Empresa que atua há cerca de 10 anos fornecendo usinas solares e sistemas de armazenamento de alto desempenho para todo o Brasil, a Mepen Energia, experimentou crescimento acentuado nas vendas no segundo semestre de 2022, e de acordo com o diretor da empresa, Lucas Tomaselli, a expectativa para este ano também é de crescimento, observando os contornos do novo marco legal.
“O comércio e a indústria normalmente estão em atividade durante o dia, exatamente no período em que as usinas fotovoltaicas estão em pleno funcionamento, e como esse consumo instantâneo não é taxado, o impacto é menor”, explicou Tomaselli. “No caso das residências, que também geram energia durante o dia, mas normalmente o consumo maior é no período noturno, ficam mais dependentes do sistema de créditos que passou a ser taxado”, completou.
Mas em todos os casos a avaliação é de que o investimento em usinas fotovoltaicas continua valendo a pena. De acordo com estudos realizados pela Mepen Energia, dependendo do porte e tipo de consumidor (lucro presumido ou lucro real), a recuperação do investimento em uma usina de energia fotovoltaica (payback), que até 2022 era de aproximadamente 4 anos, com o início da tributação passará a ser de 4,5 anos, o que ainda é um resultado extraordinário considerando a durabilidade dos painéis que varia de 25 a 30 anos.
Alternativa
Na tentativa de evitar o pagamento pela utilização da rede, uma tendência que poderá ser verificada em 2023 é o crescimento dos investimentos em sistemas de armazenamento de energia solar. Com essa expectativa, a Mepen Energia firmou parcerias com fornecedores globais e trouxe ao mercado nacional sistemas que utilizam bancos de baterias de alta eficiência capazes de acumular o excedente gerado pelos painéis fotovoltaicos durante o dia para consumo direto nos períodos noturnos.
Panorama 
Do potencial total de energia elétrica instalada no Brasil, a geração por painéis fotovoltaicos responde por 11,6%. É a segunda matriz elétrica em potencial instalado no Brasil, ficando atrás apenas da geração de energia por usinas hidráulicas (50,7%), segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O segmento experimenta um crescimento acentuado principalmente a partir de 2017 com incentivos fiscais que desoneraram a compra de equipamentos. Na micro ou minigeração distribuída, 99,9% são baseadas na energia solar. Dados da ANEEL mostram que existem 1.653.941 usinas fotovoltaicas conectadas com a rede, 78,8% são residenciais, 10,8% comércio e serviços, 8,4% rural e 1,7%, industrial, o restante são projetos instalados pelo Poder Público.

 

transport logistic 2023 acontecerá em maio em Munique

Entre os dias 9 e 12 de maio, em Munique, na Alemanha, acontece a transport logistic, principal feira mundial da área de logística, mobilidade, TI e gerenciamento da cadeia de suprimentos. Organizada e promovida pela Messe München, terá a participação das maiores indústrias do setor, apresentando produtos, sistemas e tecnologias inovadoras, em 110 mil m³. O evento conta ainda com uma programação de conteúdo para debater os principais temas relacionados ao setor no mundo.
Ponto de encontro de toda a indústria logística - de expedidores a destinatários e de provedores de serviços logísticos a fornecedores de tecnologia -, a transport logistic mostrará a força da cadeia global, sua evolução e como está se preparando para enfrentar os novos desafios e para construir um futuro mais sustentável, uma vez que os recursos estão cada vez mais escassos e é necessário encontrar soluções para manter a operação confiável e eficiente, com menor impacto ambiental.
Desse modo, a sustentabilidade será um dos focos do evento. Pela primeira vez desde 1978, não haverá catálogo impresso, apenas um guia do visitante será fornecido como forma de reduzir o uso geral de papel. A feira também dispensará o uso de 25 mil metros quadrados de carpete nos corredores. A prioridade será o uso de materiais sustentáveis na construção de todos os fóruns e áreas especiais.
Na área de resíduos, haverá uma diminuição por meio do trabalho de coleta e reciclagem sistemática de todos os materiais usados durante a montagem e desmontagem da feira. Os expositores também podem aproveitar uma auditoria GoGreen CO₂ da Messe München para determinar e compensar sua pegada de carbono. Haverá ainda a oferta de um estande de sistema neutro em carbono feito de materiais sustentáveis.
Outra medida é que 110 estações de carregamento no recinto da feira apoiarão a mobilidade elétrica e facilitarão as viagens ecológicas para o evento. A Messe München usa apenas energia sustentável desde 2020. Como resultado da mudança completa, ela atinge uma economia anual de cerca de 6.400 toneladas de emissões de carbono em operação normal. Os visitantes da feira também podem fazer sua parte: como alternativa aos ingressos normais, o ingresso GoGreen compensará a pegada ambiental média doando € 5 para projetos de proteção climática.
O programa da conferência da transport logistic compreenderá 58 sessões, cerca de 20% a mais em relação à última edição, em 2019. Os tópicos se concentrarão nos desafios enfrentados pelo setor, como descarbonização dos modais de transporte, mobilidade eletrônica em larga escala, cadeias de suprimentos eficientes em transportes combinados, entre outros. A sustentabilidade norteará todo o programa. As apresentações englobam temas técnicos, de operação comercial até desenvolvimentos geopolíticos.
Parte da transport logistic inclui também a air cargo Europe, encontro internacional para a indústria de frete aéreo. Considerada a plataforma líder para networking internacional na indústria de frete aéreo, a feira apresenta o que há de mais moderno em sistemas e tecnologias para o setor.
Sobre a Messe Müenchen
Como uma das maiores empresas de feiras do mundo, com cerca de 50 feiras de bens de capital, bens de consumo e novas tecnologias, a Messe München estabelece novos padrões para inovação, flexibilidade e networking. Juntamente com as principais feiras internacionais, como bauma, electronica, iFAT e BAU, a Messe München está constantemente expandindo seu portfólio, adicionando, por exemplo, formatos digitais. Em sua sede em Munique, realiza feiras, conferências e eventos de alta qualidade. Atua em todos os importantes mercados em crescimento, como a China, Índia, Brasil e Turquia. Com sua rede de empresas associadas e agências estrangeiras, está presente em mais de 100 países.
Sobre a Messe Müenchen do Brasil 
Como parte da estratégia de expansão internacional, em 2017 foi fundada a subsidiária Messe Müenchen do Brasil com o propósito de trazer para o mercado nacional os níveis de excelência e inovação estabelecidos na sede da Alemanha e apoiar o desenvolvimento de feiras de negócios em uma direção especializada e internacionalizada.

 

Confira os cases de sucesso apresentados no INTERLOG SUMMIT

A G2L, empresa fundada em 2018, por um processo de empreendedorismo da Gerdau, nasceu com a proposta de se tornar o melhor operador logístico digital do país, oferecendo serviços sustentáveis, soluções seguras e com foco no cliente. Os executivos da empresa, Marcelo Tavares e Ricardo Daizortto, participaram do evento para contar este case de colaboração na integração de fluxos logísticos. Outro case de sucesso apresentado no Interlog Summit foi o da A.P. Moller Maersk, que falou sobre o primeiro terminal de contêineres dentro da cidade de São Paulo. Inaugurado em março de 2022, o terminal se encontra em uma área central da cidade, no bairro da Água Branca, de onde opera uma linha ferroviária de cargas integrado ao modal rodoviário, e ainda realiza a movimentação de contêineres, armazenagem, serviços depot e cross docking.

Segundo os palestrantes, a tendência do mercado em migrar o transporte para modais mais sustentáveis em termos de emissões, já apresentou resultados em apenas um ano de operações do terminal. O resultado: 3 mil contêineres movimentados em um ano, redução de 150 toneladas de emissões de CO2, nenhuma avaria ou sinistro, nível de entrega (OTD) de 95% e, ainda, redução de custos.  Participaram dessa apresentação Fernando Camargo, Head of Landside Transportation - A.P. Moller Maersk e Igor Sotcker, Logistics Solution Manager - A.P. Moller Maersk.


Encerrando o primeiro dia do evento foram abordadas as tecnologias e fontes alternativas de energia para o transporte, painel em que os convidados falaram sobre o estágio atual e onde se pode chegar.


Bruno Batista, diretor-executivo da CNT - Confederação Nacional do Transporte, traçou uma linha histórica, desde que os cavalos eram o principal modal de transporte, mostrando o momento de alteração para os veículos. “Tecnologia, eficiência e até mesmo sustentabilidade foram os agentes da mudança e voltam a ser nos dias de hoje em que não se fala mais em melhoria em motores de arranque ou carburação, e sim em biocombustíveis e eletrificação dos veículos”, afirmou. Ramon Alcaraz, CEO/vice presidente da JSL S.A. falou sobre os gargalos para uma mudança definitiva nos dias de hoje, como a falta de subsídio para as novas tecnologias, a durabilidade de baterias, entre outros.


Bernardo Adão, diretor de Suprimentos e Sustentabilidade - Logística da AMBEV comentou que, quanto mais se caminha rumo a essa mudança, mais o ambiente se contamina e vão se criando soluções de apoio. “Ou seja, a mudança, mesmo que gradual, é inevitável”, completou. Anaia Bandeira, Diretora de Logística da Riachuelo, concordou com Bernardo e contou o case da empresa que atua com base na chamada Sobriedade de Transporte, que mescla as soluções rumo ao sustentável gradualmente. “Precisamos dar o primeiro passo, pois somos referências no mercado”, afirmou. Luiz Vergueiro, Diretor Sr. de Operações Logísticas do Mercado Livre disse que a empresa tem olhar na compensação da pegada de Carbono, o que faz com que a busca de soluções para o transporte seja constante. “A tecnologia e o olhar para o sustentável serão os motores dessa mudança”, concluiu. 

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