
Foto: Divulgação/Secom
A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com as prefeituras. Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios, por meio desses convênios, e para esse ano está prevista a ampliação com instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.
“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Por meio do convênio entre o Governo do Estado e prefeituras, atualmente o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.
Em 2025 foram repassados, no total, R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.
O sistema
O sistema antigranizo iniciou operação em 1989, utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.
“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.
O método começou voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, houve expansão para outras culturas e municípios inicialmente para o tomate em Caçador. Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.
Pressionada pelos juros altos, a indústria da construção inicia 2026 em baixa. Em janeiro, o índice que mede o nível de atividade do setor registrou 43,1 pontos, pior resultado do indicador para o mês desde 2017, de acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta quinta-feira (26).
Outros indicadores evidenciam a perda de ritmo da indústria da construção. O índice de evolução do número de empregados, por exemplo, recuou de 45,7 pontos em dezembro de 2025 para 45,3 pontos em janeiro de 2026. Trata-se da terceira queda consecutiva do índice. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu 3 pontos percentuais, de 67% para 64%, menor patamar para o período em cinco anos.
“Os juros altos encareceram o crédito, dificultando o acesso pelas empresas e, consequentemente, os investimentos do setor. Além disso, prejudicaram a demanda, impactando o desempenho da construção”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Confiança segue abalada
Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção permaneceu em 48,6 pontos. O indicador completou 14 meses abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando quadro persistente de falta de confiança dos empresários do setor. O patamar negativo se deve, principalmente, à avaliação negativa dos industriais quanto às condições atuais das empresas e da economia.
Expectativas caem
Após subirem nos últimos dois meses, todos os índices relacionados às expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses caíram em fevereiro.
Compra de insumos e matérias primas: -2 pontos, para 50,5 pontos;
Novos empreendimentos e serviços: -1,7 ponto, para 51,2 pontos;
Número de empregados: -1 ponto, para 51,8 pontos;
Nível de atividade: -0,7 ponto, para 52,1 pontos.
Apesar dos resultados negativos em fevereiro, os quatro indicadores permaneceram acima da linha de 50 pontos, revelando perspectivas positivas dos empresários.
Cautela cresce
A pesquisa mostra também que o índice que mede a intenção de investimentos da indústria da construção caiu 1,7 ponto, de 44,6 pontos para 42,9 pontos. O recuo ocorre após quatro altas consecutivas. Ainda assim, o índice está acima dos 42 pontos registrados no mesmo mês do ano passado.
Sobre a Sondagem Indústria da Construção
A edição de janeiro do Sondagem Indústria da Construção ouviu 312 empresas — 122 pequenas, 125 médias e 65 grandes — entre 2 e 12 de fevereiro de 2026.


Representantes de empregadores e de trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso sobre o piso regional para 2026. A atualização média acordada foi de 6,49% nas quatro faixas existentes. Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira, R$ 1.908,00 na segunda faixa, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta. O próximo passo é o envio da proposta negociada ao governo de SC, que prepara um projeto de lei e o encaminha à Assembleia Legislativa (ALESC).
"Pelo 16º ano consecutivo os trabalhadores e empregadores chegam a um consenso sobre a atualização do piso. A negociação direta entre as partes, mais uma vez foi pautada pelo respeito mútuo, mostra a importância do diálogo franco e aberto e da união em favor do desenvolvimento de SC”, afirma o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “Os trabalhadores catarinenses são resilientes e comprometidos. Essa visão comunitária contribui para que SC seja um estado de referência em diversas áreas”, declarou em nome das Federações de empregadores.
O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.
“Esse acordo é muito importante para os trabalhadores. Ele significa distribuição de renda. Santa Catarina é o único estado em que o piso existe que tem negociação direta entre as partes, e com resultados consensuais desde sua criação”, afirmou.
O piso regional de SC
O piso salarial de Santa Catarina foi instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009, com validade para o ano de 2010. Em todos os anos subsequentes, os valores foram negociados e acordados entre entidades representativas dos empregadores e dos trabalhadores.
Com quatro faixas salariais, o mínimo regional se aplica exclusivamente aos empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Os valores negociados entre as duas partes são a base para projeto de lei complementar encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa.
Confira os detalhes das faixas:
Primeira faixa - passa de R$ 1.730,00 para R$ 1.842,00:
a) na agricultura e na pecuária;
b) nas indústrias extrativas e beneficiamento;
c) em empresas de pesca e aquicultura;
d) empregados domésticos;
e) em turismo e hospitalidade; (Redação da alínea revogada pela LPC 551/11).
f) nas indústrias da construção civil;
g) nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;
h) em estabelecimentos hípicos; e
i) empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.
Segunda faixa - Passa de R$ 1.792,00 para R$ 1.908,00:
a) nas indústrias do vestuário e calçado;
b) nas indústrias de fiação e tecelagem;
c) nas indústrias de artefatos de couro;
d) nas indústrias do papel, papelão e cortiça;
e) em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas;
f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas;
g) empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e
h) nas indústrias do mobiliário.
Terceira faixa - Passa de R$ 1.898,00 para R$ 2.022,00:
a) nas indústrias químicas e farmacêuticas;
b) nas indústrias cinematográficas;
c) nas indústrias da alimentação;
d) empregados no comércio em geral; e
e) empregados de agentes autônomos do comércio.
Quarta faixa - Passa de R$ 1.978,00 para R$ 2.106,00:
a) nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;
b) nas indústrias gráficas;
c) nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana;
d) nas indústrias de artefatos de borracha;
e) em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito;
f) em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade;
g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas;
h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino);
i) empregados em estabelecimento de cultura;
j) empregados em processamento de dados; e
k) empregados motoristas do transporte em geral
I) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
O Porto de Itapoá avança em novas etapas de expansão para sustentar o crescimento da movimentação de contêineres e reforçar a competitividade logística de Santa Catarina. Com R$ 3 bilhões investidos desde o início das operações, o terminal liderou o ranking estadual ao movimentar 1,45 milhão de TEUs em 2025 e consolidou-se como o terceiro maior do país no segmento.
Segundo Felipe Kaufmann, diretor comercial e de experiência do Porto de Itapoá, o crescimento é resultado de uma estratégia clara de antecipação de capacidade. “Desde o início das nossas operações já investimos R$ 3 bilhões. Somente na fase 4 de expansão, em andamento, são R$ 500 milhões aplicados em novos equipamentos, ampliação de pátio e melhorias de acessibilidade. E já estamos discutindo as próximas fases”, afirmou durante sua apresentação à Câmara de Transporte e Logística da FIESC, em Florianópolis.
A fase 4 contempla a ampliação da área operacional e a conclusão das obras de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, atualmente com 37,4% executados. Com a finalização, o terminal estará apto a operar navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para até 14 mil TEUs, ampliando significativamente a escala das operações.
Infraestrutura integrada
Para que esse ciclo de expansão alcance seu potencial máximo, o avanço da infraestrutura rodoviária é considerado estratégico. No início de fevereiro, o governador Jorginho Mello autorizou a publicação do edital para a duplicação da rodovia SC-416, com investimento estimado em R$ 222 milhões.
Com cerca de 25 quilômetros de extensão, a SC-416 conecta a SC-417 à estrada municipal José Alves, passando por Garuva e integrando, junto a outras rodovias, a ligação entre a BR-101 e a área portuária de Itapoá. A duplicação deve melhorar o fluxo logístico, beneficiar exportadores e importadores e fortalecer a competitividade da Baía da Babitonga como polo portuário.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estima que 41,4 mil vagas de trabalho seriam perdidas nos próximos 2 anos com a redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais sem redução salarial no estado. Destes, 19,1 mil postos de trabalho seriam extintos somente na indústria, reflexo de um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O estudo foi entregue pela Federação à bancada catarinense na noite desta terça-feira (24).
“A perda de competitividade da indústria de SC nos mercados internacionais e a redução no nível de atividade econômica vão impactar especialmente os setores intensivos em mão de obra e que são mais sensíveis a preços tanto no exterior como no Brasil”, explica o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “Por isso, esse encontro do setor produtivo com os parlamentares é tão importante. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho não pode ser feita de maneira apressada, pois as consequências são de grande relevância”, acrescenta.
Os setores de alimentos e madeira são exemplos de indústrias que seriam fortemente impactadas. “São grandes empregadoras e exportam boa parte de sua produção, enfrentando concorrência pesada no exterior. Por isso, são sensíveis a preços e contam com pouco espaço para absorver aumentos de custos como os que seriam provocados pela redução da jornada sem redução de salários”, diz Seleme.
O estudo mostra o efeito negativo para diversas cadeias produtivas importantes para a pauta de exportações de SC e projeta uma queda de 1,07% nas exportações do estado, com destaque para carne de aves (-3,3%) e carne suína (-3,1%), além de recuo de 2,6% nas vendas externas de madeira bruta e de 2,4% nas de produtos de madeira.
O coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Ismael dos Santos, avalia que é preciso avançar no debate de flexibilizar a jornada de trabalho, mas não da forma como está sendo conduzido o debate sobre o fim da jornada 6x1 por lei.
"Vai quebrar esse país. Tenho conversado com a indústria, o comércio e terceiro setor. É impossível a implementação e neste momento é uma proposta eleitoreira", afirmou o deputado.
Competitividade ameaçada
O documento também aponta que o PIB do estado teria um recuo de 0,6% nos próximos dois anos. A projeção aponta que o PIB da indústria cairia 1,15% no período, com a região Oeste liderando as perdas (-1,39%). Esse resultado reflete não só o recuo nas vendas do estado ao exterior, mas também a perda de competitividade no mercado doméstico, com potencial aumento de importações.
“A participação de importados no mercado brasileiro passou de 13,4% em 2003 para 25% em 2023. Grande parte desses produtos vem de países com jornadas semanais superiores às do Brasil. Reduzir a jornada aqui sem ampliar a produtividade tende a resultar em menor produção e preços mais altos, ampliando ainda mais a perda de competitividade do produto brasileiro”, analisa o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt, que coordenou a produção do estudo.
Embora esse aumento de custos possa refletir em salários maiores - aumentando o consumo -, esse incremento não seria suficiente para compensar a perda de competitividade. Isso porque a FIESC estima um aumento médio de preços em SC de 2,64%, com setores mais intensivos em mão de obra, como a construção civil, apresentando aumento de 4,26%. Outros destaques são alimentos (+3,6%) e vestuário (+3,57%), com impacto direto no consumo das famílias. De acordo com Seleme, outro efeito colateral, com reflexos sobre o emprego, poderia ser a substituição dos postos de trabalho por sistemas automatizados, sobretudo na indústria.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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Montagem de fotos/Arquivo/Secom GOVSC
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) avança na modernização do controle do trânsito agropecuário com a implementação do Programa Olho Bom. Com investimentos aportados na ordem de R$ 44 milhões, a iniciativa prevê a aquisição de veículos, câmeras de monitoramento, sistemas digitais e a modernização dos postos de fiscalização em operação. A ideia é trazer excelência no uso de novas tecnologias para o controle de sanidade animal que já é referência dentro do país e reconhecido internacionalmente.
“A produção catarinense é conhecida no Brasil e no mundo. Nosso dever é defender a qualidade de tudo que é feito por aqui, vigiando, incentivando e protegendo quem anda dentro das leis. A sanidade animal é uma grande prioridade porque nos deu esse reconhecimento que nos garantiu acesso aos mercados mais exigentes do mundo, como o asiático. O Japão, por exemplo, passou a tratar Santa Catarina como se fosse um país para comprar as carnes produzidas aqui”, comentou o governador Jorginho Mello sobre o programa.
A iniciativa, que terá lançamento oficial com o detalhamento de todas as estruturas envolvidas, ampliará a eficiência da vigilância agropecuária, potencializará a capacidade de resposta a emergências sanitárias e consolidará a proteção da produção agropecuária catarinense, garantindo mais segurança produtiva à população e à cadeia produtiva. O objetivo é ampliar a cobertura da fiscalização, otimizar recursos e tornar o controle de trânsito mais eficiente e responsivo, migrando de um sistema passivo para uma presença ativa, próximo das propriedades e da logística agropecuária.
Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, o novo programa representa um marco estrutural e tecnológico para a defesa agropecuária do Estado. “O Olho Bom representa um salto de qualidade na defesa agropecuária de Santa Catarina. Estamos investindo em tecnologia, inteligência de dados e modernização das estruturas para tornar a fiscalização mais eficiente, ágil e integrada, sempre com foco na proteção da produção agropecuária, na segurança dos alimentos que chegam à mesa da população e na valorização dos profissionais que executam esse trabalho no dia a dia”, destaca Celles.
O esforço de agregar tecnologia a esse trabalho de acompanhamento está alinhado às diretrizes do Governo do Estado para que sejam adotadas as tecnologias mais inovadoras disponíveis nos processos públicos. É também uma medida que prepara Santa Catarina, por meio do trabalho da Cidasc, para os desafios atuais e futuros da produção de alimentos para o Brasil e para o mundo.
Modernização de plataformas digitais
Um dos eixos do Programa é o desenvolvimento de uma plataforma digital para análise autônoma e monitoramento em tempo real do trânsito agropecuário, com compartilhamento de dados entre a Cidasc, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC) e a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).
A iniciativa irá garantir monitoramento contínuo, mais eficaz e em tempo real, especialmente nas divisas e fronteiras do Estado, reprimindo a circulação de mercadorias de origem animal e vegetal em desacordo com as normas sanitárias, assegurando que a população receba produtos de qualidade e o estado mantenha sua produtividade e qualidade conhecidas e valorizadas no Brasil e internacionalmente.
Fiscalização móvel
O Programa Olho Bom também contempla o fortalecimento da fiscalização volante, com a aquisição de 40 veículos 4×4, equipamentos de informática, serviço de internet móvel, além de materiais de sinalização e segurança.
O reforço da fiscalização móvel permitirá maior mobilidade e agilidade das equipes, ampliando a presença do Estado em pontos estratégicos e fortalecendo o controle do trânsito agropecuário em Santa Catarina.
Modernização dos postos de fiscalização
Outro eixo do programa é a modernização e otimização das estruturas de 15 Postos Fixos de Fiscalização (PFF) da Cidasc. As melhorias visam adequar as instalações às novas tecnologias, otimizar processos e garantir maior eficiência no controle do transporte de produtos de origem animal e vegetal no estado.
Defesa agropecuária mais moderna e integrada
Com o Programa Olho Bom, Santa Catarina avança rumo a uma defesa agropecuária ainda mais moderna, integrada e eficiente, combinando tecnologia, inteligência de dados e reorganização do trabalho. A iniciativa fortalece a segurança sanitária, protege a produção agropecuária catarinense e reafirma o compromisso do Governo do Estado e da Cidasc com a inovação, a transparência e o interesse público.
Organização do trabalho e segurança jurídica
A reorganização das atividades dos agentes operacionais ocorre num modelo integrado de atuação, que contempla Postos Fixos de Fiscalização (PFF), fiscalizações volantes e monitoramento remoto, considerando as especificidades de cada função e as necessidades do serviço público. Para isso, será feita uma reorganização da jornada de trabalho dos agentes operacionais, com ações de valorização dos profissionais e fortalecimento da defesa agropecuária.


Foto: Divulgação/Cidasc
O agronegócio catarinense supera os limites geográficos. Com pouco mais de 1% do território nacional, o Estado de Santa Catarina está entre os estados de destaque na produção de alimentos e é o segundo no país em exportação de proteína animal. Este é um dos motivos para celebrar este 25 de fevereiro, Dia do Agronegócio.
O valor da produção agropecuária catarinense supera os R$ 60 bilhões por ano. A produção animal tem crescido mais que a produção agrícola e representou 60% do valor da produção agropecuária em 2024 (período mais recente cujos dados foram consolidados).
A listagem das atividades agropecuárias que mais geram receita em Santa Catarina é liderada pela produção de suínos para abate, seguida pela produção de aves para abate e de leite. A soja e o tabaco ocupam a quarta e a quinta posição, respectivamente.
Os bons números estão diretamente relacionados ao status sanitário catarinense. Desde 1979, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) atua no monitoramento e controle de diversas doenças que afetam animais de produção e de pragas que possam prejudicar a plantação agrícola. Isto traz mais competitividade para quem produz, beneficia a oferta de alimentos de qualidade e a saúde pública.
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destaca ainda as políticas públicas do Governo de Santa Catarina para fortalecimento do setor. Programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, como o Leite Bom, Terra Boa, Pronampe Rural, a revitalização dos portos, o estímulo ao turismo rural, tudo isso dá suporte para o agronegócio crescer no estado”, afirma a presidente.
Em relação às carnes, Santa Catarina é o estado que mais produz e exporta cortes suínos e o segundo na exportação de carne de aves. No ano passado, foram negociados US$ 2,44 bilhões em carne de aves e outros US$ 1,85 bilhões em carne suína.
Mais de 150 países aceitam a carne catarinense, por reconhecerem a excelência quanto à sanidade animal. A erradicação da febre aftosa, pela qual a Cidasc trabalhou continuamente junto ao setor produtivo, beneficiou os negócios na bovinocultura e suinocultura. Outro exemplo do trabalho contínuo da Cidasc em sanidade animal é o controle da brucelose e tuberculose, cujos indicadores colocam Santa Catarina no topo do ranking nacional.
O agronegócio catarinense também colhe os frutos dos programas executados pela Cidasc em defesa sanitária vegetal. Na cultura da soja, um dos cinco produtos que mais gera receita no campo catarinense, a companhia implementa as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática.
A fruticultura é outra atividade em ascensão no estado e que conta com programas sanitários específicos, que controlam pragas provocadas por fungos, insetos e outros microorganismos que afetam a produtividade dos pomares. A produção de maçãs, de bananas e do maracujá movimenta a economia de diferentes regiões do estado, com produtos reconhecidos no Brasil e no exterior pela qualidade dos frutos. É mais um resultado do trabalho conjunto da defesa agropecuária, com políticas embasadas no conhecimento técnico, e do produtor, fazendo um bom manejo no campo.
Políticas públicas apoiam o crescimento do agronegócio
Os agricultores também podem contar com políticas públicas executadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com empresas vinculadas: Cidasc e Epagri. São programas de apoio direto ao produtor, voltados à qualidade e defesa agropecuária, fomento à produção, sucessão rural, acesso à terra e regularização fundiária.
Cada programa foi pensado para apoiar a qualificação da atividade rural e apoiar o produtor em diversas circunstâncias. Entre eles, podemos destacar:
Terra Boa: este é um programa que visa o aumento da produtividade, auxiliando o produtor com insumos como calcáreo para correção do solo e sementes de milho de alto potencial, assim como sistemas para produção de leite e carne a pasto, de grãos para produzir ração animal. A previsão para 2026 é oferecer mais de R$ 137,8 milhões aos produtores.
Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa): concede indenização pelo abate sanitário de animais suspeitos ou atingidos por doenças infectocontagiosas contempladas em programas de controle sanitário do Estado.
Leite Bom SC: disponibiliza financiamentos e subvenção de juros por meio dos Projetos Financia Leite SC e Pronampe Leite SC, via Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com objetivo de qualificar a produção leiteira.
Safra garantida: visa garantir renda ao pequeno produtor diante de intercorrências climáticas, através de proteção da safra com subvenção da taxa de adesão ao Proagro Mais.
Financia Agro SC: oferece financiamento para inovação e qualificação de diferentes cadeias produtivas, com valores que podem chegar a um milhão de reais para projetos de caráter coletivo, para arranjos produtivos locais.
Programas emergenciais: ofertados para atender demandas urgentes e apoiar os produtores diante de situações excepcionais, como eventos climáticos extremos, garantindo a permanência no campo e retomada da produção.
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou nesta terça-feira (24) por unanimidade o Acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O debate sobre o texto começou no dia 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo, mas um pedido de vista adiou a análise.
Com a aprovação, o acordo segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.
O texto ainda tem que ser ratificado pelos Congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai, bem como pelo Parlamento Europeu. A entrada em vigor se dará apenas após conclusão de todos os trâmites.
Assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai, o acordo foi enviado para análise da representação brasileira no Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro
O acordo cria uma área de livre comércio entre os dois blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.
O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para diversos setores. O Mercosul deverá zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.
>> Confira os principais pontos do acordo:
1. Eliminação de tarifas alfandegárias
Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
2. Ganhos imediatos para a indústria
Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
>> Setores beneficiados:
Máquinas e equipamentos;
Automóveis e autopeças;
Produtos químicos;
Aeronaves e equipamentos de transporte.
3. Acesso ampliado ao mercado europeu
Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis
Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
5. Salvaguardas agrícolas
>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:
Importações crescerem acima de limites definidos;
Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
6. Compromissos ambientais obrigatórios
Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
Cláusulas ambientais são vinculantes;
Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
7. Regras sanitárias continuam rigorosas
UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
8. Comércio de serviços e investimentos
>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.
>>Avanços em setores como:
Serviços financeiros;
Telecomunicações;
Transporte;
Serviços empresariais.
9. Compras públicas
Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
Regras mais transparentes e previsíveis.
10. Proteção à propriedade intelectual
Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
11. Pequenas e médias empresas (PMEs)
Capítulo específico para PMEs;
Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
12. Impacto para o Brasil
Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
Maior integração a cadeias globais de valor;
Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
13. Próximos passos
Aprovação pelo Parlamento Europeu;
Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.


O calendário do Imposto de Renda 2026 começa oficialmente nas empresas. Até o dia 27 de fevereiro, todas as fontes pagadoras - empresas privadas, órgãos públicos, bancos e instituições financeiras - devem disponibilizar o informe de rendimentos referente a 2025. O documento é a base da declaração da pessoa física e qualquer falha nessa etapa pode criar inconsistências com a Receita Federal.
Neste ano, o cuidado é ainda maior. A nova tabela do Imposto de Renda passou a isentar totalmente quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de aplicar redução gradual para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. A mudança impacta diretamente a retenção na fonte ao longo do ano e exige que as empresas revisem os cálculos consolidados na folha.
“O informe de rendimentos precisa refletir exatamente tudo o que foi pago em 2025: salários, 13º, férias, participação nos lucros, pró-labore e os valores efetivamente retidos de imposto”, explica João Victor, economista e analista de Mercado da Orsitec. “Se houver divergência entre o que a empresa informa e o que a Receita já tem nos sistemas, o contribuinte pode acabar na malha fina”, alerta o especialista.
Responsabilidade compartilhada
A obrigação de entregar o informe dentro do prazo é da fonte pagadora. Já ao contribuinte cabe conferir cada informação antes de enviar a declaração. Com o avanço do cruzamento eletrônico de dados — especialmente via eSocial e sistemas financeiros — a Receita compara automaticamente as informações.
Para empresas, isso significa revisar retenções, benefícios, descontos previdenciários e eventuais pagamentos variáveis antes de consolidar os informes. Para profissionais liberais e sócios que recebem pró-labore ou distribuição de rendimentos, a atenção deve ser redobrada.
“Hoje o risco não está na regra, está no detalhe. Um número digitado errado ou um rendimento omitido já é suficiente para travar restituição ou gerar notificação”, alerta João Victor.
Quem precisa declarar em 2026
Devem apresentar a declaração do IRPF 2026 os contribuintes que, em 2025:
Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00;
Obtiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
Tiveram receita bruta anual da atividade rural superior a R$ 169.440,00;
Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
Realizaram operações na Bolsa de Valores, entre outras situações previstas pela Receita.
Mesmo quem esteja na faixa de isenção mensal até R$ 5 mil pode precisar declarar, caso se enquadre em critérios patrimoniais ou de rendimentos.
O que mudou neste ano
A ampliação da faixa de isenção é a principal novidade. Trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixam de ter imposto retido na fonte. Já quem recebe até R$ 7.350 passa a ter um desconto progressivo no cálculo mensal.
A mudança representa alívio para parte dos contribuintes, mas também exige ajustes operacionais das empresas e atenção na conferência dos dados consolidados.
Planejamento evita prejuízo
O primeiro passo para evitar problemas começa agora: empresas devem cumprir o prazo de 27 de fevereiro. Em seguida, o contribuinte precisa reunir comprovantes, revisar despesas dedutíveis e conferir cada informação do informe recebido.
No Imposto de Renda, a Receita já sabe quase tudo. O que define se haverá dor de cabeça ou restituição tranquila é a conferência.
O comércio exterior de Santa Catarina iniciou o ano com a marca de US$ 500 milhões em importações da América do Sul no mês de janeiro, o maior valor da série histórica para um mês de janeiro para o continente. A alta ocorre em um cenário no qual o Brasil reduziu o volume total de importações globais, com retração principalmente nas compras da China e dos Estados Unidos. Os dados constam no levantamento mensal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram analisados pela Facisc.
O diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Nieheus Jr. explica que apesar da queda no montante total importado pelo estado, Santa Catarina registrou crescimento de 30% nas compras provenientes de países sul-americanos, o maior avanço entre os principais importadores do país.
Desde o período pós-pandemia, o estado lidera nacionalmente as compras oriundas do continente. A expansão das importações está relacionada ao desempenho de setores estratégicos da economia catarinense, como metalmecânica e maquinário. Esses segmentos apresentam crescimento acima da média nacional e demandam insumos essenciais para manter a produção. O setor de produtos de metal em Santa Catarina, por exemplo, alcançou o maior crescimento do país em 2025.
A dinâmica interna também contribui para esse cenário. O setor da construção civil mantém ritmo aquecido, impulsionado pela valorização imobiliária e pelo crescimento demográfico em várias regiões do estado. Ao mesmo tempo, a produção de máquinas industriais e agrícolas avança, apoiada pelo bom desempenho do agronegócio.
Chile é o principal país que Santa Catarina comprou de SC
Entre os parceiros comerciais, o principal destaque é o Chile, responsável por US$ 268,3 milhões em vendas para Santa Catarina em janeiro, alta de 61% na comparação anual. O estado ampliou as compras de cobre refinado, minério de molibdênio, chumbo e fios de cobre. O país é o maior produtor e exportador mundial de cobre e consolida posição estratégica na cadeia produtiva catarinense.
Outro parceiro relevante é o Peru, que apresentou o maior crescimento entre os países do continente: US$ 59,1 milhões em exportações para Santa Catarina, mais que o dobro do valor registrado no mesmo mês do ano anterior. As importações de cobre refinado cresceram 97%, as de zinco em forma bruta avançaram 4.700% e as de fios de cobre aumentaram 946%. O país também figura entre os principais fornecedores mundiais de minérios, o que fortalece a base industrial catarinense.
Insumos elétricos dobram vendas
Além da demanda interna, o avanço das exportações de bens de capital reforça a necessidade de insumos importados. As vendas internacionais de transformadores elétricos mais que dobraram em janeiro, com valor recorde para o mês: US$ 20,1 milhões. Destaque para embarques destinados à África do Sul, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. As exportações de máquinas agrícolas e equipamentos para fabricação de alimentos também apresentaram desempenho relevante, sobretudo para mercados da América Latina.
Para o diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Nieheus Jr., o movimento reforça a estratégia de integração regional. “O relacionamento com países vizinhos ao Brasil cria um ciclo virtuoso. Eles fornecem insumos essenciais para a indústria e para a construção civil catarinense, e nós manufaturamos esses produtos e os vendemos de volta, inclusive com alto conteúdo tecnológico. Mesmo em um cenário de retração das importações brasileiras, Santa Catarina amplia sua base produtiva ao fortalecer a integração com a América do Sul. O crescimento das compras de insumos estratégicos revela uma indústria em expansão, conectada a cadeias próximas geograficamente que facilitam a logística de fornecimento”, afirma.
O empresário Gustavo Schlickman, do setor metalmecânico da cidade Braço do Norte, da empresa Inmes Industrial, explica que o crescimento das importações causa impacto direto na produção. “A proximidade com fornecedores da América do Sul garante mais previsibilidade e competitividade. O cobre e outros metais são fundamentais para nossa linha de transformadores e equipamentos industriais. Essa integração regional reduz riscos logísticos e fortalece a indústria catarinense.”


A SCGÁS participa, de 24 a 27 de fevereiro, do Show Tecnológico em Campos Novos, reforçando sua atuação na transição energética e no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor produtivo. O evento, promovido pela Copercampos, celebra 30 anos de atuação da empresa voltada à inovação e ao desenvolvimento tecnológico no agronegócio. A feira se consolida como um dos principais encontros do setor, apresentando soluções, tendências e demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à agricultura e à pecuária.
Nesta edição, a SCGÁS divide o espaço expositivo em parceria com a H2A, usina de biometano instalada na cidade, que contará com estande próprio. A colaboração inclui a exposição de materiais institucionais destacando iniciativas estratégicas da SCGÁS, como projetos de biometano e o desenvolvimento dos corredores azuis, voltados à ampliação do uso de combustíveis mais sustentáveis no transporte.
No espaço conjunto, a Companhia destaca projetos estratégicos que vêm sendo desenvolvidos ao longo de 2025 e início de 2026 para expandir o uso do gás natural fora do eixo litorâneo, através do biometano. A iniciativa inclui agendas com gestores públicos, lideranças regionais e setores produtivos para mapear demandas, avaliar viabilidade de redes locais e estruturar modelos de fornecimento que combinem gás natural, biometano e gás natural comprimido (GNC).
Outro destaque apresentado é a estratégia dos corredores logísticos abastecidos com gás natural e biometano, voltados principalmente ao transporte pesado. Santa Catarina já possui 62 postos em rodovias, sendo 20 estruturados para abastecimento de caminhões com GNV em rotas estratégicas e 4 com alta vazão, reduzindo o tempo de abastecimento de cerca de 40 para 20 minutos.
Com expectativa de público superior a 20 mil visitantes e mais de 210 expositores, o evento celebra 30 anos da Copercampos promovendo tecnologia e conhecimento para o campo. Nesse cenário, a presença conjunta das empresas reforça a mensagem central da feira: inovação acontece quando cooperação e visão de futuro ocupam o mesmo estande.
Uma das principais indústrias têxteis da América Latina, com mais de 30 anos de história no desenvolvimento de malhas de alta tecnologia, a Texneo anuncia a abertura das inscrições para o Programa de Trainee Texneo 2026. A iniciativa da empresa, sediada em Indaial (SC), é voltada a jovens profissionais formados entre 2023 e 2025 que desejam iniciar a carreira em um ambiente humano, inovador e orientado ao aprendizado prático.
Com presença consolidada nos segmentos Sportswear, Beachwear, Underwear e Lifewear, a Texneo é reconhecida pelo uso de tecnologias próprias e pela qualidade de suas malhas. A companhia combina tradição e modernidade na criação de produtos voltados ao desempenho e ao conforto, acompanhando as principais tendências do mercado têxtil nacional e internacional.
“O Programa de Trainee Texneo foi pensado para pessoas que queiram aprender com responsabilidade, ter acesso direto às lideranças e desenvolver uma visão estratégica do negócio. Não buscamos apenas colocar profissionais no mercado; buscamos formar talentos que cresçam com a Texneo”, afirma o CEO Edmur Polli, executivo com mais de 40 anos de carreira no setor têxtil.
Formação prática e visão de negócio
Com suporte de uma consultoria especializada de São Paulo, Programa de Trainee Texneo inclui rotação por áreas estratégicas, mentoria com líderes e diretores da companhia, participação em projetos reais de impacto e vivência em uma cultura organizacional pautada pela inovação, sustentabilidade e desenvolvimento humano.
O programa é voltado a formados a partir de 2023, com perfil analítico e interesse em operação industrial, nas áreas de Engenharia Química, Engenharia Têxtil, Engenharia de Produção, Engenharia de Qualidade, Moda (com foco em pesquisa, mercado e desenvolvimento de produto com viés industrial), Marketing ou áreas correlatas.
Entre os pré-requisitos estão inglês em nível intermediário ou avançado, habilidade com raciocínio lógico, análise de dados e disponibilidade para atuação presencial na planta industrial de Indaial (SC). As inscrições para o Programa de Trainee 2026 da Texneo já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site oficial da empresa.
“A Texneo cresceu muito nos últimos anos, ampliando sua presença global e sua capacidade de inovar — e isso se reflete na nossa maneira de pensar o desenvolvimento de pessoas e a sustentabilidade do negócio. O trainee já chegará aqui para integrar um projeto de futuro”, complementa o executivo.
A Texneo
Com três décadas de atuação, a Texneo possui certificações que reforçam práticas seguras e sustentáveis em toda a cadeia produtiva, como I-REC e RCS, ABVTEX, OEKO-TEX, Green Fiber e ZDHC, além de figurar por cinco anos consecutivos entre as empresas certificadas pelo Great Place to Work. Inovação, vanguarda e transparência fazem parte do DNA da companhia, que traduz em seus produtos as principais tendências globais do mercado têxtil.
A atuação da Texneo é fortemente conectada ao esporte, à tecnologia e ao design funcional. Parcerias recentes com marcas globais reforçam a prioridade do mercado por matérias-primas que aliem inovação, durabilidade e adaptabilidade ao corpo, atendendo tanto às demandas de alta performance quanto ao uso cotidiano.


O setor brasileiro de pescados inicia 2026 com expectativa de recuperação gradual após um dos períodos mais desafiadores de sua história recente.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, as tarifas de até 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos em 2025 provocaram forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras, resultando na perda de contratos internacionais, redução da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.
De acordo com Lobo, o cenário começou a mudar após a decisão da Corte americana que suspendeu as tarifas aplicadas ao setor. Mesmo diante da possibilidade de manutenção de uma taxação em torno de 15%, o dirigente avalia que o Brasil volta a reunir condições para competir no mercado norte-americano. “Continuaremos fortes e competitivos. Estamos otimistas, embora cautelosos com eventuais novas medidas tarifárias”, afirmou.
A expectativa da entidade é que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor. A projeção é que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, com destaque para produtos como a tilápia, principal item embarcado para os Estados Unidos.
Para a Abipesca, o novo ambiente comercial inaugura um ciclo mais positivo para a indústria nacional, ainda que o momento exija prudência diante das incertezas do comércio internacional. “É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero ”, afirmou Eduardo Lobo. O presidente da entidade também ressaltou "o esforço que o ministérios da Agricultura e da Pesca fizeram na abertura de novos mercados; sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior".
O Feirão Limpa Nome da Serasa tem início nesta segunda-feira (23) e oferece aos consumidores a oportunidade de renegociar dívidas com descontos de até 99%. Esta é a 35ª edição do maior mutirão de negociação de débitos do Brasil, que vai até 1º de abril de 2026.
Segundo a Serasa, as negociações podem ser realizadas online — pelo site, aplicativo e WhatsApp oficial —, por telefone e presencialmente em mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país. As condições e ofertas são iguais em todos os canais.
Condições especiais para quitar dívidas
Durante o Feirão, os consumidores têm acesso às melhores condições do ano, incluindo:
Descontos de até 99%;
Parcelamento facilitado, com parcelas a partir de R$ 9,90;
Pagamento por boleto, PIX ou cartão;
Possibilidade de limpar o nome na hora ao quitar a dívida via PIX.
A plataforma permite negociar débitos de diferentes setores, como bancos, comércio, telefonia, universidades e serviços essenciais, como contas de luz, água e gás — desde que a empresa seja parceira da Serasa na região do consumidor.
Segundo a Serasa, o Brasil encerrou 2025 com 81,2 milhões de inadimplentes, quase metade da população adulta (49,7%). Nesta edição, mais de 2.200 empresas parceiras oferecem condições especiais para a quitação de débitos, incluindo dívidas antigas com mais de cinco anos. (Acesse aqui).
Após o pagamento, a empresa credora tem até cinco dias úteis para comunicar a baixa da dívida aos cadastros de inadimplência.
Onde negociar dívidas
As negociações são gratuitas e podem ser feitas pelos seguintes canais:
Site e aplicativo (Android e iOS);
WhatsApp oficial: (11) 99575-2096, com atendimento automatizado;
Telefone 3003-6300: segunda a sexta-feira, das 8h às 20h (capitais e regiões metropolitanas);
Atendimento em Libras: por videochamada, segunda a sexta-feira, das 9h às 18h;
Telefone Alô, Serasa: 0800 591 5161, de 25 de março a 1º de abril, das 8h às 20h;
Presencialmente em mais de 7 mil agências dos Correios durante o período do Feirão.
Dívidas que não podem ser negociadas
Não é possível renegociar débitos protestados em cartório, impostos ativos com o governo, cheques sem fundo e casos de falência pelo Feirão. Nesses casos, o consumidor deve procurar diretamente o cartório, a empresa credora ou a Receita Federal.
Antes de fechar qualquer acordo, é recomendado que o consumidor consulte gratuitamente se há dívidas em seu nome pelo Extrato Serasa, disponível no site e no aplicativo. O documento reúne informações sobre negativações, protestos, cheques sem fundo, ações judiciais ou falências vinculadas ao CPF.


A missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) cumpriu nesta quinta-feira (19), em Nova Délhi, agenda voltada à inovação e à cooperação tecnológica durante a visita oficial do governo brasileiro à Índia. A iniciativa reúne representantes do setor produtivo com para ampliar o comércio bilateral, atrair investimentos e estruturar novas frentes de integração industrial entre os dois países.
A programação da missão, iniciada na quarta-feira (18) e prevista até sábado (21), inclui encontros com autoridades autoridades governamentais e instituições do ecossistema de inovação indiano. A delegação é liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), André Rocha, que representa o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Cooperação tecnológica
O principal compromisso desta quinta foi reunião com a Startup India, programa vinculado ao Ministério do Comércio e Indústria da Índia. O encontro abordou políticas públicas de estímulo à inovação, financiamento e mecanismos de internacionalização de empresas.
Durante a reunião, a CNI apresentou a estrutura do Sistema Indústria, com destaque para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), seus 28 Institutos SENAI de Inovação e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Segundo a entidade, a rede reúne infraestrutura tecnológica, pesquisa aplicada e qualificação profissional capazes de apoiar parceirias bilaterais em áreas de maior intensidade tecnológica.
Também foram discutidos mecanismos de soft landing para startups indianas interessadas em atuar no Brasil, com apoio regulatório, conexão com centros de pesquisa e aproximação com o setor industrial.
Para André Rocha, o diálogo permite mapear oportunidades de integração em segmentos como deeptech e transformação industrial. Segundo ele, a política nacional de inovação da Índia, com instrumentos de apoio às empresas, cria condições favoráveis para cooperação estruturada entre os países.
Inauguração e Fórum Empresarial
Na sexta-feira (20), a programação prevê a inauguração do escritório da ApexBrasil em Nova Délhi e a participação no Fórum Empresarial Brasil–Índia 2026, promovido pela CNI em parceria com a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (Ficci).
Rocha cumpre agenda ao lado de Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), e de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A agenda inclui reuniões técnicas, fóruns empresariais e articulações institucionais com foco no fortalecimento da presença da indústria brasileira na Ásia, na ampliação das exportações e na consolidação de parcerias em inovação, energia e agronegócio.
A Federação das Indústrias de SC (FIESC) acompanha com atenção os desdobramentos da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas globais de 10% à importados com base na seção 122. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (20) foi considerada uma retaliação à suspensão das tarifas recíprocas determinada pela Suprema Corte dos EUA na manhã do mesmo dia.
A seção 122 autoriza a imposição de tarifas de até 15%, por um período máximo de 150 dias, para enfrentar preocupações relacionadas ao “equilíbrio do balanço de pagamentos”.
Embora a decisão anterior da Suprema Corte dos EUA, de considerar ilegal a imposição de tarifas com base na lei de emergência, seja avaliada como positiva pela Federação industrial, a reação evidencia a determinação da administração Trump em manter a cobrança. “São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos”, resume o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Ainda é necessário aguardar a publicação do Customs Border Protection - CBP (aduana americana) sobre a efetivação da decisão da corte norte-americana.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


Por André Gomes
Nas últimas semanas, o Sebrae, por meio de sua Ouvidoria, registrou relatos de empreendedores que receberam mensagens de golpe via WhatsApp alertando sobre a suspensão do CNPJ caso um suposto débito com a Receita Federal não fosse quitado. A fraude trazia também o logotipo do Simples Nacional e um link para que o pagamento fosse efetuado no mesmo dia. Nesse tipo de situação, o Sebrae orienta a procurar imediatamente informações em canais oficiais.
“Os donos de pequenos negócios devem ficar atentos às mensagens enviadas pelo Whatsapp, e-mail, correspondência e SMS”, orienta a Ouvidora do Sebrae, Carla Rech.
“Sempre desconfiar de promessas muito diferenciadas, como descontos, e verificar de onde veio a mensagem. Na dúvida, a recomendação é buscar informações nos canais oficiais do Sebrae, como a Ouvidoria, e do governo federal”. Carla Rech, Ouvidora do Sebrae
Ela ressalta que os golpes se tornam mais comuns no início do ano devido à importância da regularização do MEI, como o enquadramento no Simples Nacional e a entrega da Declaração Anual (DASN). “Os empresários devem certificar-se de que estão em contato com o órgão oficial e nunca passar dados pessoais ou da empresa para um destinatário duvidoso. Também devem desconfiar de propostas de empréstimo ou de comunicações que dizem ser obrigatório que a empresa seja filiada a alguma entidade ou associação”, ressalta a ouvidora.
Principais golpes
1) DAS-MEI (Contribuição mensal) falsa
A orientação é evitar entrar em sites a partir de mensagens ou e-mails enviados antes de confirmar o remetente. Sempre confira os sites do governo federal ou os canais oficiais do Sebrae, como o portal ou o aplicativo, e siga as orientações desses canais de informação segura. Nesse caso, indica-se a emissão do boleto no portal do Sebrae.
2) Contato via WhatsApp
Já circularam mensagens relatando a necessidade de ser filiado a alguma entidade para atuar como MEI. Isso é mentira. Recomenda-se atenção a estes tipos de contato e não clicar em nenhum link enviado por estes golpistas. Se a mensagem chegar por e-mail, deve-se observar a origem do remetente e comparar com o e-mail institucional que consta nos sites oficiais do governo federal ou do Sebrae, por exemplo.
3) Empréstimos
Os empresários usualmente precisam de crédito para alavancar seus negócios ou ter um capital de giro neste início de ano. Com frequência, os pequenos negócios são bombardeados por mensagens ofertando recursos. O ideal é que os financiamentos sejam feitos por instituições bancárias reconhecidas e, de preferência, presencialmente.
4) Formalização
Há relatos de páginas falsas, simulando a identidade visual dos portais oficiais do governo, que cobram pela formalização do MEI. O Sebrae recorda que a formalização do microempreendedor individual é sempre feita pelo portal Gov.br, de forma gratuita. O CNPJ é criado instantaneamente e não há necessidade alguma de pagamento de taxa. Na dúvida, procure um ponto de atendimento do Sebrae ou a Sala do Empreendedor na prefeitura da sua cidade. Além disso, o Sebrae disponibiliza os canais oficiais, como o 0800 570 0800, o aplicativo e o portal da instituição para tirar dúvidas.
Durante décadas, a compra de um imóvel no Brasil foi associada a um marco emocional de conquista pessoal. No entanto, especialistas alertam que esse modelo, baseado mais no sonho do que na estratégia, começa a cobrar um preço alto diante de crédito restrito, juros elevados e mudança no comportamento das famílias.
Segundo levantamento da Ipsos-Ipec, encomendado pelo Grupo QuintoAndar, 41% dos brasileiros que desejam comprar um imóvel afirmam não ter recursos para a entrada ou financiamento, enquanto 30% apontam os preços elevados e 21% citam os juros altos como principais entraves. O dado revela uma combinação perigosa entre desejo e incapacidade financeira, resultado direto de decisões pouco planejadas.
Para Paolla Alves, analista de investimentos imobiliários, o problema não está apenas no valor do imóvel, mas na forma como a compra é pensada:
“O brasileiro aprendeu a escolher imóvel pela emoção. Hoje, sem método, leitura de ciclo e estratégia de saída, um bom imóvel pode se transformar em um mau investimento.”
Na prática, muitos compradores analisam apenas o preço de venda e ignoram custos estruturais que impactam diretamente o retorno financeiro ou a sustentabilidade da compra. Despesas como ITBI, escritura e registro podem representar entre 6% e 9% do valor do imóvel, além de gastos recorrentes com IPTU, condomínio, manutenção e eventuais reformas.
“O erro não está necessariamente em pagar caro, mas em comprar o produto errado para o objetivo errado. Imóvel não é ativo líquido. Quando essa característica é ignorada, o comprador fica vulnerável a cenários de aperto financeiro”, comenta Alves.
Com a taxa Selic em patamares elevados nos últimos anos, o custo efetivo dos financiamentos imobiliários aumentou significativamente, reduzindo a capacidade de compra, alongando prazos e comprometendo o orçamento das famílias no longo prazo.
Em São Paulo, o valor médio do metro quadrado residencial gira em torno de R$ 11,9 mil, o que coloca o preço típico de um apartamento na casa de R$ 700 mil ou mais, enquanto o rendimento domiciliar per capita é de R$ 2.662, segundo o IBGE, evidenciando que a renda cresce em ritmo bem mais lento que o valor dos imóveis.
Para a especialista, o imóvel continua sendo um instrumento legítimo de proteção patrimonial, mas apenas quando inserido em uma estratégia clara:
“Comprar sem calcular custos totais, horizonte de permanência e liquidez é assumir um risco que muitos só percebem anos depois.”
Ela destaca que decisões bem-sucedidas passam por perguntas básicas, muitas vezes ignoradas: quanto do orçamento pode ser comprometido com segurança, qual o tempo de permanência no imóvel e qual será a estratégia de saída caso o cenário mude.
“O mercado imobiliário segue relevante, mas exige racionalidade. O ciclo mudou. Quem não se adapta, paga a conta”, conclui Paolla Alves.


O arroz é a principal cultura da zona rural de Itajaí, com uma colheita em 1.700 hectares de área plantada nesta safra. O trabalho no campo começou entre agosto e setembro, com a semeadura do grão. Agora é tempo de colher, em um trabalho que começou em fevereiro e vai até maio. A expectativa no campo para a safra é boa. A projeção é que o município alcance cerca de 8.500 quilos por hectare, o que significa 289 mil sacas de 50 quilos cada.
A safra de arroz representa uma atividade tradicional e estratégica para Itajaí, movimentando a economia local e fortalecendo o setor produtivo rural. O grão é plantado de setembro a novembro em solo irrigado, e a paisagem verde que embeleza os campos vai dando lugar a um tom amarelado, sinal de que o cereal já está pronto para a colheita.
Plantando arroz há duas décadas, o agricultor Evandro Bertoldi mantém viva uma tradição que atravessa gerações em Itajaí. A família atua na rizicultura há cerca de 50 anos, e hoje ele segue à frente da produção com otimismo na safra atual.
E as colheitadeiras não param no campo. Só na propriedade dos Bertoldi são 190 hectares cultivados na região do Arraial dos Cunhas. O ciclo do arroz leva, em média, 140 dias entre o plantio e o início da colheita, que tradicionalmente ocorre no mês de fevereiro. O agricultor acompanha de perto o ponto ideal de colheita, observando quando os grãos atingem a coloração amarelada e apresentam a umidade adequada para garantir qualidade e rendimento.
“Mesmo após um ano anterior marcado por condições climáticas adversas, especialmente o frio intenso, que prejudicou a adubação e dificultou o controle de ervas daninhas, a produção está surpreendendo. Até agora só colhi 20% da lavoura. Mas vamos esperar para ver o que vem pela frente. A produtividade está entre 8.000 e 8.500 quilos por hectare”, aponta o agricultor.
O arroz irrigado é hoje o cultivo mais importante da cidade, consolidando-se como base da produção agrícola local.
“Com as condições climáticas favoráveis registradas neste ano, a expectativa de colheita é bastante positiva. A cultura permanece forte nas áreas historicamente dedicadas ao arroz, e a missão é garantir que os agricultores continuem produzindo e ocupando essas áreas devido à atração de outros setores frente às terras”, completa a secretária de Agricultura e Expansão Urbana, Flávia Sehn.
A Secretaria destaca o futuro dessa cultura e tem a missão de garantir que os produtores continuem produzindo e ocupando essas áreas devido à ocupação de outros setores. A Secretaria também está fazendo o recadastramento de agricultores para conhecer melhor as áreas de produção e suas necessidades na expansão da cultura agrícola de Itajaí.
Ajuda da pesquisa
A ciência é uma grande aliada do produtor rural e tem papel fundamental no fortalecimento da rizicultura em Itajaí. Todo o trabalho de melhoramento do grão que chega ao campo começa muito antes da colheita, ainda no laboratório da Estação Experimental da Epagri, bem próximo aos arrozais.
O processo inicia logo cedo, com a seleção criteriosa das plantas que servirão como base para o cruzamento. Os pesquisadores escolhem uma planta “mãe”, que receberá o pólen de outra variedade. Como o arroz é uma planta autógama, ou seja, se autopoliniza, é necessário realizar a chamada emasculação, que consiste na retirada da parte masculina da flor. Esse procedimento impede a autofecundação e permite que a planta receba o pólen de outra linhagem previamente selecionada.
Antes disso, é feita uma espécie de ‘toalete’ na planta, retirando grãos ainda imaturos ou já fecundados, garantindo que apenas as estruturas viáveis participem do cruzamento. Em seguida, corta-se cerca de um terço do grão para possibilitar, com o auxílio de instrumentos específicos, a remoção da parte masculina, preservando apenas a parte feminina apta a receber o novo pólen.
“Esse trabalho minucioso, que exige técnica, conhecimento e precisão, é o que possibilita o desenvolvimento de plantas mais produtivas, mais resistentes a pragas e doenças e mais adaptadas às condições climáticas da região. É a ciência atuando diretamente para aumentar a qualidade do arroz, fortalecer a produção e garantir mais segurança e renda ao agricultor”, explica a pesquisadora Cândida Manfio.
Com o objetivo de impulsionar a empregabilidade e fortalecer a economia local, a Prefeitura de Navegantes apoia a realização do Feirão de Empregos da Navship. O evento acontece neste sábado, dia 21 de fevereiro, na Praça de Lazer do bairro São Paulo, das 9h às 15h, e oferecerá mais de 500 vagas de trabalho imediatas para candidatos com 18 anos ou mais.
As oportunidades abrangem diversas funções no setor naval, com destaque para as vagas de Ajudante de Produção, Montador e Soldador, além de diversas outras frentes de atuação dentro da empresa. Esta é uma oportunidade estratégica para quem deseja ingressar em uma das maiores empresas da região ou dar um novo passo na carreira profissional.
Os interessados devem comparecer ao local com documento com foto, CPF, Carteira de Trabalho e, preferencialmente, com o currículo atualizado em mãos para facilitar o atendimento.Data: 21 de fevereiro de 2026 (Sábado)
Horário: Das 09h às 15h
Local: Praça de Lazer do Bairro São Paulo
Endereço: Rua João Manoel Gualberto, 398 – Bairro São Paulo
Requisitos: Ter 18 anos ou mais, documento com foto, CPF, Carteira de Trabalho
Texto: Melissa Peixeira


Os contribuintes de Balneário Camboriú têm até 31 de março para aproveitar as condições especiais do Programa de Recuperação Fiscal Negocia ISS BC/2026. A iniciativa permite a regularização de débitos do Imposto sobre Serviços (ISS) contraídos até 31 de dezembro de 2025, com remissões que chegam a 100% sobre juros moratórios e multas.
O programa abrange dívidas constituídas, inscritas em dívida ativa, ajuizadas ou com exigibilidade suspensa. O benefício de 100% de desconto é aplicado para pagamentos em cota única. Para quem optar pelo parcelamento, a redução é de 80% para pagamentos de duas a cinco vezes e de 60% para acordos entre seis e dez parcelas mensais.
Sobre cada cota incidem atualização monetária e juros de 1% ao mês. O valor mínimo por parcela corresponde a 50% da Unidade Fiscal Municipal (UFM) para pessoas físicas e 100% da UFM para pessoas jurídicas. O número máximo de parcelas é dez, desde que o vencimento da última não ultrapasse dezembro de 2026.
A secretária da Fazenda, Magda Bez, destaca que o objetivo é facilitar a regularização. “O Negocia ISS BC/2026 é uma nova oportunidade que a Prefeitura oferece aos contribuintes, proporcionando descontos atrativos para a regularização fiscal”, afirmou.
As adesões podem ser feitas pelo site www.bc.sc.gov.br ou presencialmente no Paço Municipal, das 12h às 17h. Para débitos em fase judicial, é necessário procurar o Executivo Fiscal para liquidar custas processuais e honorários.
Joinville sempre foi sinônimo de indústria forte e empreendedorismo consistente. Mas existe um ponto que ainda trava muitos pequenos e médios empresários da região: a importação direta.
A burocracia assusta. O câmbio oscila. O desembaraço intimida. E a logística internacional parece território exclusivo de grandes empresas.
É nesse cenário que surge a BMQ Group, com uma proposta clara: tornar a importação acessível, segura e estratégica para o pequeno empresário.
À frente da empresa está André Queiróz, CEO com mais de 25 anos de experiência em comércio exterior. Profissional com trajetória consolidada em negociação internacional, logística, gestão de risco e estruturação de operações porta a porta — da origem no exterior até a entrega final.
A estrutura conta também com Bruna Ferreira, especialista em planejamento estratégico, responsável por organizar processos e garantir que cada operação seja conduzida com visão empresarial e eficiência.
Operação completa, do exterior ao estoque
A BMQ Group atua no modelo full service:
• Prospecção e validação de fornecedores
• Negociação internacional
• Logística
• Desembaraço aduaneiro
• Nacionalização
• Entrega no endereço do cliente
Do primeiro contato com o fornecedor até o produto dentro da empresa, pronto para comercialização.
Comércio exterior como estratégia
Importar deixou de ser diferencial. Virou ferramenta de competitividade.
Com parcerias em todo o território nacional, a BMQ Group estrutura operações com segurança, previsibilidade e inteligência operacional.
Joinville ganha uma ponte direta com o mercado internacional — e empresários atentos sabem que quem compra melhor, cresce melhor.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nessa terça-feira (17/2), três projetos de lei que concedem reajuste salarial para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). As propostas foram sancionadas com vetos, inclusive aos penduricalhos que elevariam remunerações acima do teto constitucional, de R$ 46,3 mil mensais.
Os reajustes sancionados pelo presidente variam entre 8% e 9%, e valem para este ano de 2026. O aumento escalonado para 2027, 2028 e 2029 foi rejeitado. A justificativa do Planalto é de que a mudança descumpriria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Lula também chancelou o reconhecimento das três carreiras como típicas de Estado. O TCU terá a ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para vagas.
O presidente também sancionou a substituição de gratificações de desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que é de natureza remuneratória e sujeita ao teto constitucional. O benefício corresponde ao percentual de 40% (mínimo) e 100% (máximo) sobre o vencimento básico do cargo ocupado pelo servidor.
Vetos
O presidente também vetou a chamada licença compensatória, que autorizaria a concessão de uma folga a cada três dias trabalhados. Esses períodos de descanso poderiam ser convertidos em pagamento em dinheiro, sem incidência de Imposto de Renda, o que abriria espaço para remunerações acima do teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19.
A regra é semelhante ao que já existe no Judiciário e no TCU.
No Senado, o benefício seria destinado a servidores que exerçam “função relevante singular” ou que tenham “acúmulo de atividades extraordinárias”. De acordo com a proposta vetada, a medida alcançaria ocupantes de funções comissionadas ou cargos de assessoramento superior.
A licença no Senado colocaria em prática:
no mínimo, um dia de folga a cada 10 dias trabalhados;
no máximo, um dia de folga a cada três dias trabalhados;
Em vez da concessão do descanso, o Senado poderá optar pelo pagamento indenizatório da folga.
Na Câmara, a licença seria aplicada a servidores ocupantes de cargo efetivo que exerçam função comissionada de nível FC-4 ou superior. Segundo o texto, o objetivo seria compensar o exercício de função relevante singular e o acúmulo de atividades.
A proposta estabelecia, também, o direito a até um dia de folga a cada três dias trabalhados, limitado a 10 dias de descanso por mês. Assim como no Senado, as regras de concessão ainda serão regulamentadas por ato do presidente da Casa.
Trabalhadores com carteira assinada que são demitidos sem justa causa têm direito a receber o seguro-desemprego. O benefício prevê o pagamento de três a cinco parcelas, dependendo do período trabalhado.
Tem direito ao seguro-desemprego:
o trabalhador (incluindo o doméstico) que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta – quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador;
quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador;
o pescador profissional durante o período defeso;
o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo.
Não é permitido receber qualquer outro benefício trabalhista em paralelo ao seguro nem possuir participação societária em empresas.
Se o trabalhador consegue um emprego com carteira assinada logo após a demissão ou durante o recebimento do seguro-desemprego, ele perde direito ao benefício.
Como funciona e quanto tempo dura?
O trabalhador recebe entre 3 e 5 parcelas, dependendo do tempo trabalhado.
São 3 parcelas do seguro-desemprego se comprovar no mínimo 6 meses trabalhados; 4 parcelas se comprovar no mínimo 12 meses; e 5 parcelas a partir de 24 meses trabalhados.
Para solicitar o seguro-desemprego pela primeira vez, o profissional precisa ter atuado por pelo menos 12 meses com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela segunda vez, precisa ter trabalhado por 9 meses. Já na terceira e demais, no mínimo 6 meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 16 meses.
Como é calculado o valor do seguro-desemprego?
O valor do seguro-desemprego varia atualmente de R$ 1.212 a R$ 2.106,08. O benefício máximo é pago aos trabalhadores com salário médio acima de R$ 3.097,26.
Os valores valem para os benefícios que ainda serão requeridos e também para os que já foram liberados – nesse caso, serão corrigidas as parcelas que faltam e que forem emitidas a partir da entrada em vigor do reajuste.
O valor recebido é calculado a partir da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão. No entanto, o valor da parcela não pode ser inferior ao salário mínimo vigente (R$ 1.212).
Como solicitar o seguro-desemprego?
O seguro-desemprego pode ser solicitado diretamente pelos seguintes meios:
Pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital - disponível para download na versão Android ou versão iOS;
Pelo portal www.gov.br;
Pelo telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país.
Documentação necessária:
Documento do Requerimento do Seguro-Desemprego (recebido pelo empregador no momento da dispensa sem justa causa); e
Número do CPF.


Balanço de 2025 com números significativos aponta que o grupo Havan, liderado pelo empresário Luciano Hang, teve o melhor desempenho de sua história, registrando crescimento em todos os indicadores, com recordes de faturamento, fluxo de clientes e lucro,.
Durante o ano0 de 2025, a Havan inaugurou sete megalojas e ampliou a presença no varejo nacional com seu faturamento chegando a R$18,5 bilhões, um crescimento de mais de 16% em relação a 2024 e a maior marca já registrada pela empresa. O resultado reflete o aumento do número de clientes e o desempenho das vendas ao longo do ano.
O grande destaque do ano foi o lucro líquido, que atingiu R$ 3,5 bilhões. Para Luciano Hang, os números confirmam a força da cultura da empresa e o empenho das pessoas que fazem parte do negócio.
“Foi um ano com muitos obstáculos, mas conseguimos com muito trabalho e resiliência superar os desafios. Na Havan, sempre acreditamos que lucro e alegria caminham juntos. Não buscamos o lucro a qualquer custo. Mas, quando colocamos esses dois valores lado a lado, os resultados aparecem. E 2025 foi um ano para comemorar”, afirmou.
Segundo Hang, o desempenho recorde é fruto do trabalho conjunto de colaboradores, fornecedores e clientes. “Batemos recordes de faturamento, de fluxo de clientes e tivemos o maior lucro da nossa história. Isso é fruto do empenho da nossa equipe, da parceria com fornecedores e da confiança dos clientes. Foi um ano extraordinário”, avalia Hang.
Com os resultados de 2025, a empresa já projeta metas ainda mais ousadas para 2026, quando completa 40 anos de história. A expectativa é chegar a 200 megalojas, estar presente em todos os estados brasileiros, alcançar 25 mil colaboradores e atingir faturamento de R$22 bilhões.
“Em 2026, a Havan completa 40 anos, e queremos celebrar essa trajetória com ainda mais crescimento. As metas são ambiciosas, como sempre foram, mas temos um time preparado. Nosso objetivo é continuar levando alegria, gerando emprego e desenvolvimento por todo o Brasil”, conclui Luciano Hang.
Os trabalhadores nascidos em janeiro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta segunda-feira (16) o abono salarial . Neste primeiro lote, serão liberados R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024. O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.
Quem recebe neste lote
Do total de contemplados em fevereiro:
1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 2,29 bilhões;
217,2 mil são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, no total de R$ 301,9 milhões.
Quem tem direito ao Abono Salarial
Tem direito ao benefício o trabalhador que:
está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;
trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;
recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.
Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Como o pagamento é feito
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)
a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:
crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;
depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Quem não possui conta pode sacar:
com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;
nas agências, com documento oficial com foto;
sem cartão, por meio de biometria cadastrada.
Para servidores públicos (Pasep)
O Banco do Brasil faz o pagamento por:
crédito em conta bancária;
transferência via TED ou Pix;
saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.
Como consultar
Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:
aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
portal Gov.br;
telefone 158 (Ministério do Trabalho);
aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;
atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.
A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.


A plataforma de transparência do Tesouro Nacional revela que o governo Lula (PT) já distribuiu R$630 milhões em 2026 para bancar emendas parlamentares. Desde o início do ano, que mal começou em Brasília, foram pagos mais de R$438 milhões em emendas parlamentares individuais e outros R$191 milhões bancaram as emendas de bancada. Deputados e senadores estavam em recesso até o início de fevereiro. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Emendas são recurso público que deputados e senadores destinam a municípios Brasil afora. Parlamentares indicam e o governo federal paga.
Há dez anos, sob o então presidente da Câmara Rodrigo Maia, o Congresso aprovou tornar o pagamento de emendas “impositivo”.
O governo é obrigado a pagar emendas “impositivas”, sem interferência política. Faz apenas avaliação técnica da ordem do parlamentar e paga.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirmou nesta sexta-feira (13) que acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em nota, a entidade declarou que o setor produtivo está aberto ao diálogo, mas defendeu que qualquer alteração seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país.
Segundo a CNT, o transporte é uma atividade essencial e estratégica para a economia brasileira, responsável por assegurar o direito constitucional de locomoção e por viabilizar o deslocamento de bens e serviços em todo o território nacional. O setor opera de forma contínua, 24 horas por dia, garantindo a circulação de alimentos, medicamentos, insumos industriais e serviços públicos, além de sustentar áreas como saúde e educação.
A entidade alertou que a redução da jornada sem considerar as especificidades do transporte pode gerar impactos relevantes para toda a sociedade. De acordo com pesquisas do Sistema Transporte, há dificuldades significativas na reposição de mão de obra qualificada.
No Transporte Rodoviário de Cargas, levantamento da CNT de 2021 aponta que 65,1% das empresas relatam falta de motoristas profissionais, 19,2% enfrentam escassez de mecânicos e profissionais de manutenção, 15,1% têm dificuldade para contratar gerentes operacionais e 14,4% apontam carência de profissionais administrativos.
Já no Transporte Urbano de Passageiros, pesquisa de 2023 mostra que 53,4% das empresas enfrentam escassez de motoristas e 63,2% relatam falta de mecânicos e profissionais de manutenção. O estudo também indica problemas relacionados à qualificação (41,4%), baixa experiência (40,8%) e pouca atratividade da profissão (33,3%).
Para a confederação, reduzir a jornada em um cenário de déficit de trabalhadores pode ampliar a falta de profissionais, elevar custos operacionais e comprometer a regularidade dos serviços prestados à população.
Outro ponto destacado pela entidade é o impacto fiscal. A CNT argumenta que uma eventual mudança na jornada afetaria não apenas o setor privado, mas também a administração pública, podendo exigir novas contratações e aumentar despesas com pessoal em um contexto de restrição orçamentária.
A confederação defende que o tema seja tratado prioritariamente por meio de negociação coletiva, instrumento que permite ajustes conforme as necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho. A entidade ressalta ainda que, nos segmentos onde a jornada 5×2 é viável, ela já é adotada.
Por fim, a CNT afirmou que está à disposição para contribuir tecnicamente com o Congresso Nacional e com o governo federal, defendendo que o debate seja conduzido com base em critérios técnicos e na proteção da sociedade, evitando decisões precipitadas que possam gerar impactos negativos ao país.


A indústria catarinense mantém o compromisso histórico de buscar a melhoria das condições de trabalho e o bem-estar de quem produz. No entanto, é preciso coragem para dizer o que muitos evitam: o debate sobre o fim da jornada 6x1 está sendo perigosamente contaminado por interesses eleitorais. Não se pode misturar uma mudança de tamanha magnitude estrutural com o oportunismo de quem busca popularidade digital ou dividendos nas urnas. O real interesse do Brasil — que é o crescimento sustentável — é muito diferente da pressa daqueles que visam apenas a próxima eleição.
Como já manifestado publicamente pelo setor produtivo em diversas oportunidades, redução da jornada sem redução de salários só é viável sob duas premissas fundamentais: o aumento real da produtividade e a livre negociação. A Reforma Trabalhista de 2017 já oferece os instrumentos para que empregadores e empregados ajustem suas realidades. Onde há tecnologia e escala, a redução já acontece de forma negociada. Contudo, em Santa Catarina, 86% dos trabalhadores industriais (806 mil pessoas) ainda operam em regime de 44 horas semanais. Isso não é uma "escolha" arbitrária dos empresários, mas o reflexo das duras condições competitivas a que estamos expostos.
O cenário internacional é de guerra comercial e protecionismo, simbolizado pelo "tarifaço" nos EUA e pela agressividade produtiva de gigantes asiáticos e vizinhos como o México, que mantêm jornadas de 48 horas ou mais. Alemanha, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Argentina e Uruguai permitem jornadas de 48 horas. A Suíça, de 50. Ignorar isso é condenar a indústria nacional. A CNI projeta um impacto de R$ 179 bilhões ao setor produtivo e de R$ 150 bilhões ao setor público, elevando o custo do emprego em 25%. O resultado? Alta nos preços ao consumidor, informalidade e, no fim das contas, o desemprego.
Por isso, pedimos a compreensão da sociedade para a complexidade deste tema, que não cabe em frases de efeito. Pedimos lucidez aos parlamentares: a gravidade do assunto exige responsabilidade técnica, não populismo. E convocamos os empresários para que nos apoiem no esclarecimento aos trabalhadores, políticos e opinião pública.
Não pode haver açodamento na aprovação de uma medida que ameaça a sustentabilidade dos negócios. Um debate com este impacto não pode ser embalado por conveniências eleitorais, sob o risco de hipotecarmos o futuro dos empregos formais no Brasil em troca de promessas que a conta da realidade jamais permitirá pagar.
Por Gilberto Seleme, presidente da FIESC. (foto: Filipe Scotti)
O Banco do Brasil divulgou nesta quarta-feira (11) um lucro líquido ajustado de R$ 20,69 bilhões em 2025, apresentando queda de 45,41% em relação aos R$ 37,90 bilhões registrados no ano anterior.
No 4º trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado foi de R$ 5,74 bilhões, uma redução de 40,08% comparado aos R$ 9,58 bilhões obtidos no mesmo período de 2024. Apesar da queda anual e trimestral, houve alta de 51% em relação ao 3º trimestre de 2025, quando o lucro somou R$ 3,79 bilhões.
O banco também registrou margem financeira bruta total de R$ 103,1 bilhões em 2025, sendo R$ 27,8 bilhões apenas no quarto trimestre.
Segundo a instituição, o desempenho foi impulsionado pela alta das receitas financeiras, especialmente nas operações de crédito com pessoas físicas, alinhadas à estratégia de diversificação do portfólio e ao aumento da representatividade do Crédito do Trabalhador. No total, foram desembolsados R$ 13 bilhões nesse segmento, reforçando a expectativa do banco de crescimento em linhas de crédito com melhor retorno ajustado ao risco, conforme destacou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Para 2026, a projeção é de um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, em meio à expectativa de manutenção do crescimento em crédito e receitas financeiras.


O início de 2026 registrou um cenário preocupante para o crédito no Brasil. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil mostra que 73,3 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado em janeiro, representando 43,9% da população adulta do país. O número marca uma alta de 9,4% em relação aos 68,8 milhões registrados no mesmo mês de 2025 e configura o pior janeiro da história do país.
Segundo o levantamento, cada consumidor inadimplente possuía, em média, dívidas de R$ 4.898,02 e mantinha débitos com aproximadamente 2,26 empresas credoras. A análise do perfil das dívidas mostra que quase 3 em cada 10 consumidores (30,65%) tinham valores de até R$ 500, percentual que sobe para 43,42% quando se consideram dívidas de até R$ 1.000.
A inadimplência apresenta maior concentração entre adultos jovens e no setor financeiro. A faixa etária de 30 a 39 anos concentra o maior número de negativados, com 17,87 milhões de pessoas, o que representa 52,71% da população dessa idade. A distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,27% das devedoras são mulheres e 48,73% homens.
O levantamento também aponta diferenças regionais significativas. O Sul do país registrou o maior aumento no número de inadimplentes, com alta de 9,33% em relação a janeiro de 2025. Em seguida vêm as regiões Sudeste (8,89%), Norte (8,70%), Centro-Oeste (7,42%) e Nordeste (7,06%).
Especialistas apontam que o aumento da inadimplência reflete, entre outros fatores, o aumento do custo de vida, juros mais altos e o acúmulo de dívidas de final de ano. “O cenário indica que muitos brasileiros estão recorrendo ao crédito para despesas essenciais, mas o endividamento acumulado compromete a saúde financeira das famílias”, alerta um consultor financeiro.
O estudo reforça a necessidade de planejamento financeiro e atenção ao controle de gastos, especialmente para aqueles em faixas etárias mais afetadas. Para reduzir a inadimplência, analistas recomendam a renegociação de dívidas e o acompanhamento constante do orçamento doméstico, evitando o acúmulo de débitos com múltiplos credores.
Foto: Acervo/Casan
A modalidade Pix passou a ser uma opção para pagamento de faturas da CASAN (Companhia Catarinense de Água e Saneamento) em junho de 2024 e, desde então, a adesão pelos consumidores vem crescendo. Em janeiro desse ano, o percentual de faturas pagas por Pix chegou a 38,23%. Esse crescimento se mostra compatível com a diminuição do pagamento em lotéricas.
Segundo a gerente Financeira da Companhia, Micheli Amaral Soares, o aumento reflete o compromisso da Companhia em oferecer mais praticidade e segurança aos consumidores. “O Pix trouxe agilidade ao processo de pagamento. É uma forma moderna, segura e instantânea de manter a conta em dia, com toda a credibilidade da CASAN garantida pelo sistema bancário oficial”, destaca Micheli.
Os pagamentos podem ser feitos escaneando o QR Code na fatura pelo aplicativo da instituição bancária de preferência. Após a leitura, o recebedor deve ser identificado como Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN, com o respectivo CNPJ e conta vinculada ao Banco do Brasil. Caso não apareçam essas informações, o consumidor deve interromper a transação e registrar o caso como fraude na Ouvidoria da CASAN, disponível no site www.casan.com.br.
O consumidor também pode quitar sua fatura utilizando o Portal de Pagamento da CASAN. O sistema oferece as opções de Pix, cartão de crédito (em até 24 vezes) e cartão de débito.


Encerra neste domingo (15) o prazo para o pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) com 20% de desconto à vista. Os carnês do IPTU 2026 estão disponíveis no site da Prefeitura de Itajaí. Os boletos também estão disponíveis para pagamento com 10% de desconto até 15 de março o pagamento a vista terá 10% de desconto e parcelas em 10 vezes, com o primeiro vencimento para 15 de março.
Para os cidadãos que pagaram o IPTU 2025 em dia, o Município de Itajaí ainda garante um desconto de 10% no valor do imposto. A fatura é gerada automaticamente e já é entregue aos contribuintes com o abono.
“Itajaí é uma das únicas cidades que premia o cidadão que pagou seu imposto em dia com um desconto de 10%. Além disso, temos os descontos para o pagamento em cota única antecipado”, destaca o secretário de Fazenda, Rodrigo Silveira.
Em 2026, a correção do valor do IPTU é baseada no IPCA acumulado entre novembro de 2024 e outubro de 2025, no valor de 4,68%. Além disso, alguns imóveis continuam com o aumento previsto na Planta Genérica de Valores de 2018, com reajustes limitados a 15% ou 20%, já considerando a correção do IPCA.
Os contribuintes podem acessar o site da Prefeitura ou comparecer à Praça do Cidadão para mais informações e esclarecimentos.
Fotos: Divulgação/Imetro-SC
Com o retorno às aulas, a atenção de pais e alunos se volta para o material escolar. Com o objetivo de evitar o risco da circulação de produtos fora dos padrões estabelecidos, fiscais do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC) realizaram, em janeiro, a operação Aulas Seguras que intensificou a fiscalização de itens que têm uma maior procura, nessa época do ano.
Em Santa Catarina fiscais verificaram 13.230 itens, como lápis, caneta, caderno, borracha, cola, tinta, régua, tesoura e até cadeira e mesa de uso escolar.
Desse montante, quatro lotes de produtos foram reprovados, após exames finais em laboratório. A maioria das inconformidades detectadas refere-se a erros quantitativos (conteúdo inferior ao descrito no rótulo) ou dimensões fora do especificado. Foram encontrados problemas pontuais em pastas, colas líquidas e cadernos universitários.
O presidente do Imetro-SC, Alexandre Soratto, destaca os resultados positivos de Santa Catarina. “Como vem ocorrendo nos últimos anos, encontramos um alto índice de conformidade nos artigos escolares em nosso estado. Isso demonstra que o Imetro está no caminho certo, promovendo segurança para os estudantes, seguindo determinação do governador Jorginho Mello”, avalia o presidente, que reforça: “É importante que os pais busquem o Selo de Conformidade na embalagem no momento da compra, pois produtos fora do padrão podem oferecer riscos às crianças”.
Foco na prevenção de acidentes de consumo
Os produtos são analisados quanto ao atendimento às normas técnicas e aos requisitos mínimos de segurança. O Processo de Certificação de Produtos verifica aspectos como resistência, composição química, rotulagem e adequação ao uso infantil. O objetivo é prevenir riscos como cortes, perfurações, intoxicações, alergias e engasgamentos.
A presença do Selo de Conformidade do Inmetro na embalagem indica que o material escolar passou por avaliações técnicas antes de chegar ao consumidor, atendendo aos requisitos de segurança previstos nos regulamentos vigentes. Por isso, o selo é um importante aliado de pais e responsáveis na escolha de produtos mais seguros para o uso infantil.
O diretor de Fiscalização da Qualidade do Imetro-SC, Vinícius Moreira, lembra a importância da presença do Selo, tanto em produtos unitários ou em caixas com a quantidade maior de itens, como também, no comércio virtual. “Sites que comercializam artigos escolares devem exibir as informações acerca da certificação de forma clara e visível para a conferência do consumidor e dos órgãos de controle”, pontua.
Itens que devem conter o Selo do Inmetro:
De acordo com o regulamento vigente, 25 artigos escolares devem exibir o selo obrigatoriamente:
• Apontadores e borrachas;
• Canetas (esferográficas, rollers e hidrográficas);
• Colas (líquidas ou sólidas) e corretores;
• Giz de cera (exceto para quadro-negro);
• Lápis (preto, grafite ou de cor) e lapiseiras;
• Marcadores de texto;
• Merendeiras, lancheiras e acessórios;
• Pastas com aba elástica;
• Réguas e tesouras de ponta arredondada;
• Tintas escolares (guache, nanquim, aquarela, etc.);
• Mobiliário (mesas e cadeiras escolares individuais).
Canais de Atendimento
Caso suspeite de irregularidades, o consumidor pode registrar denúncia na Ouvidoria do Imetro-SC pelo e-mail ouvidoria@imetro.sc.gov.br, pelo site oficial ou pelo telefone (48) 3664-4554. Em caso de acidentes de consumo, o relato deve ser feito ao Sinmac (Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo) no Portal de Serviços do Inmetro.


O Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar em desempenho ambiental na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, na noite desta terça-feira (10), consolidando-se como referência nacional em gestão ambiental entre os portos públicos brasileiros.
A cerimônia foi realizada em Brasília e reconheceu o Porto de Itajaí na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”, entre as instalações do país.
O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, foi representado na solenidade pelo coordenador de Meio Ambiente da autoridade portuária, José Luís, que recebeu a premiação em nome da instituição.
O evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do secretário nacional de Portos, Alex Ávila; do diretor-presidente da CODEBA, Antonio; e do diretor de Administração e Finanças, Luiz Humberto Lisboa, além de outras autoridades do setor.
Em nota, o superintendente destacou o significado da conquista:
“Esse prêmio confirma que é possível alinhar eficiência operacional e responsabilidade ambiental. O Porto de Itajaí tem atuado com planejamento, rigor técnico e compromisso permanente com a sustentabilidade. Esse resultado é fruto do trabalho coletivo da nossa equipe e reforça nosso papel no desenvolvimento sustentável da economia catarinense.”
O desempenho reconhecido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários é resultado de investimentos contínuos em monitoramento ambiental, gestão de resíduos, controle de emissões, cumprimento de condicionantes e adoção de boas práticas na operação portuária.
A atuação responsável do Porto também dialoga diretamente com o território. A Praia do Atalaia, em Itajaí, certificada com o selo internacional Bandeira Azul, simboliza a convivência possível entre atividade portuária, qualidade ambiental e uso sustentável da orla.
A conquista reforça o posicionamento do Porto de Itajaí como ativo estratégico para Santa Catarina, combinando competitividade logística com responsabilidade socioambiental.
Destaque do Porto de Itajaí no Prêmio ANTAQ 2025
Na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, o Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”.
O reconhecimento é resultado do Índice de Desempenho Ambiental (IDA), que avalia critérios como gestão ambiental, controle de impactos, monitoramento, cumprimento de exigências legais e adoção de práticas sustentáveis nas administrações portuárias brasileiras.
SECOM
PORTO DE ITAJAÍ
JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
A circulação acelerada de informações, potencializada pelo ambiente digital, impôs à sociedade contemporânea um desafio que extrapola o campo da tecnologia e alcança a esfera ética, econômica e institucional: o combate sistemático à desinformação. No caso do agronegócio brasileiro, setor estratégico para a segurança alimentar, para a geração de empregos e para o equilíbrio da balança comercial, as notícias falsas produzem efeitos particularmente nocivos, pois distorcem percepções, fragilizam reputações e comprometem decisões públicas e privadas baseadas em dados equivocados.
As entidades de representação e defesa do setor primário da economia (como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e todas as Federações estaduais) vêm alertando sobre a transmissão intencional de mentiras na forma de narrativas simplificadoras e frequentemente ideologizadas, disseminadas com o objetivo de desqualificar a produção agropecuária nacional.
Atribui-se ao campo, de forma leviana, a responsabilidade exclusiva por problemas complexos, como mudanças climáticas, insegurança alimentar ou crises ambientais, ignorando-se deliberadamente o arcabouço legal, científico e tecnológico que orienta a atividade rural no Brasil. Afirmações como a suposta inexistência de controle sobre o uso da água na irrigação, a ideia de que a produção de grãos avança indiscriminadamente sobre áreas protegidas ou a falsa noção de que a pecuária brasileira opera à margem de qualquer critério de bem-estar animal são exemplos de construções retóricas que não resistem à uma análise minimamente fundamentada.
A desinformação, ao se propagar, compromete o diálogo social e mina a confiança entre o campo e a cidade. O produtor rural passa a ser visto como antagonista do interesse coletivo, quando, na realidade, é protagonista de avanços relevantes em produtividade sustentável, rastreabilidade, inovação genética, agricultura de precisão e adoção de práticas conservacionistas. Esse descompasso entre percepção e realidade gera prejuízos concretos, desde restrições comerciais baseadas em argumentos infundados até a formulação de políticas públicas dissociadas da realidade produtiva.
Combater as notícias falsas não significa negar a necessidade de aperfeiçoamentos contínuos ou de fiscalização rigorosa. Ao contrário, pressupõe transparência, acesso à informação qualificada e valorização do conhecimento técnico-científico. Exige, sobretudo, o fortalecimento do pensamento crítico, da educação midiática e da responsabilidade na produção e no compartilhamento de conteúdos. Instituições representativas, imprensa profissional, comunidade acadêmica e sociedade civil têm papel complementar nesse processo.
A FAESC utiliza todos os seus canais de comunicação para levar cotidianamente à sociedade informações verdadeiras, verificáveis e confiáveis sobre tudo o que envolve o universo rural, mas o enfrentamento da desinformação sobre o agronegócio é uma tarefa permanente, que demanda compromisso com os fatos, respeito à ciência e disposição para o diálogo. Defender a verdade sobre o campo brasileiro é defender o desenvolvimento sustentável, a soberania alimentar e o futuro de milhões de famílias que produzem com responsabilidade, sob uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo. Trata-se de um dever institucional e cívico que não pode ser relativizado.
José Zeferino Pedrozo - Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)


A Quantum Engenharia, empresa catarinense com mais de 35 anos de atuação no setor elétrico – incluindo Iluminação Pública, Energia Solar, Subestações, Telecomunicações e projetos de infraestrutura – está com novas vagas abertas em Santa Catarina. As oportunidades contemplam diferentes áreas e operações da empresa nos municípios de Florianópolis, Joinville, Itajaí, Navegantes e Palhoça (confira a lista abaixo).
Com presença em todo o Brasil e referência em soluções de engenharia, a Quantum segue em expansão, reforçando equipes que atuam em projetos de iluminação pública, obras e logística. A empresa também integra importantes Parcerias Público-Privadas (PPPs) de iluminação, sendo reconhecida por eficiência, inovação e compromisso com práticas ESG. Confira as vagas abertas:
Confira as vagas abertas:
QLuz Palhoça (SC):
• Eletricista de Iluminação Pública
IP Florianópolis (SC):
• Eletricista de Iluminação Pública
• Auxiliar de Almoxarifado
QLuz Itajaí (SC):
• Eletrotécnico
QLuz Joinville (SC):
• Auxiliar de Almoxarifado
IP Navegantes (SC):
• Eletricista de Iluminação Pública
IMPORTANTE:
Os interessados devem enviar o currículo pelo WhatsApp (48) 99616-0488, informando o nome da vaga e a cidade no início da mensagem (exemplo: Vaga: Eletricista – Florianópolis).
O Aeroporto Internacional de Navegantes (NVT) projeta movimentação de mais de 38 mil passageiros durante o feriado de Carnaval. A estimativa considera o período entre os dias 13 e 18 de fevereiro, quando o terminal deve registrar um crescimento de aproximadamente 12% no fluxo de viajantes em comparação ao Carnaval de 2025.
No ano passado, cerca de 34 mil passageiros passaram pelo aeroporto. Para 2026, além do aumento no número de pessoas circulando pelo terminal, a expectativa é de uma operação ainda mais intensa, com 255 pousos e decolagens programados, 6% a mais que mesmo período do ano anterior, ao longo dos seis dias de feriado prolongado.
Administrado pela Motiva, o Aeroporto de Navegantes é o principal acesso aéreo ao Litoral Norte de Santa Catarina, atendendo cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, Brusque, Blumenau e Penha, destinos que tradicionalmente registram grande procura durante o Carnaval.
Segundo o gerente do aeroporto, Wilson Rocha, o crescimento acompanha tanto a força turística da região quanto a evolução constante do terminal.
“O aumento na movimentação durante o Carnaval reflete a atratividade do Litoral Norte catarinense e o trabalho contínuo de aprimoramento do aeroporto. O terminal está em constante evolução, com melhorias focadas na experiência do passageiro, na eficiência operacional e na capacidade de atender com qualidade períodos de alta demanda, como os feriados prolongados”, afirma Wilson Rocha.
Recomendações aos passageiros
Para garantir uma viagem mais tranquila durante o feriado, a administração do Aeroporto de Navegantes orienta os passageiros a:
Realizar o check-in antecipadamente, preferencialmente de forma online; Chegar ao aeroporto com pelo menos 1h30 de antecedência para voos domésticos; Conferir previamente as regras de bagagem de mão e despacho junto à companhia aérea; Ficar atento aos horários de embarque e aos painéis de informação do terminal.
Sobre o Aeroporto de Navegantes: Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os negócios da região Sul do Brasil. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.
Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3. Mais informações à imprensa: imprensa.nvt@motiva.com.br


Por Camila Vidal
Muito além da folia, o Carnaval brasileiro impulsiona uma ampla cadeia de pequenos negócios criativos apoiados pelo Sebrae, que atuam na produção de fantasias, adereços, moda autoral e na customização de abadás. Considerada um dos principais motores da economia criativa do país, a festa gera renda, empregos temporários e oportunidades de empreendedorismo em diferentes territórios, além de aquecer setores como turismo, comércio e serviços.
De acordo com levantamento do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), vinculado ao Ministério da Cultura, a economia criativa responde por 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas em mais de 130 mil empresas formalizadas. Segmentos como artes visuais, moda autoral, design, audiovisual, música, e artes cênicas integram esse ecossistema que ganha ainda mais força durante o período carnavalesco.
Além do impacto econômico direto, o Carnaval também tem estimulado práticas mais sustentáveis entre empreendedores criativos. A reutilização de materiais, a customização de peças antigas e o uso de insumos recicláveis em fantasias e adereços vêm ganhando espaço, fortalecendo modelos de negócio alinhados à economia circular. Glitter biodegradável, tecidos reaproveitados e acessórios feitos a partir de resíduos têxteis já fazem parte da rotina de muitos pequenos produtores.
Economia criativa transforma a folia em oportunidade
Para o Sebrae, investir na profissionalização desses empreendedores é essencial para garantir que a festa continue sendo não apenas um espetáculo cultural, mas também uma poderosa engrenagem de desenvolvimento econômico e social.
O Carnaval é uma engrenagem estratégica da economia criativa brasileira. “O evento é de extrema importância para a economia criativa e, consequentemente, para os empreendedores do setor, porque envolve diretamente toda a cadeia produtiva. Estamos falando das fantasias, da dança, do enredo, da criatividade, da criação dos desfiles, sem contar o impacto positivo no turismo, nas hospedagens, bares, restaurantes e nos serviços em geral”, afirma Denise Marques, analista de Economia Criativa do Sebrae Nacional.
Segundo ela, a instituição oferece diversas soluções para apoiar os empreendedores criativos, como programas de capacitação, conteúdos digitais, ferramentas de gestão e aplicativos voltados para o microempreendedor individual.
"O Sebrae atua para fortalecer esses pequenos negócios, ajudando na gestão, na formalização e na ampliação de mercado." Denise Marques, analista de Economia Criativa do Sebrae
Um estudo da plataforma de comércio eletrônico Nuvemshop aponta que micro e pequenas empresas que vendem produtos para o Carnaval online faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Foram vendidos mais de 81 mil itens, volume 10% maior que do ano anterior.
Os acessórios lideraram as buscas, com destaque para brincos, bandanas e tiaras. Já a categoria “fantasia” superou R$ 700 mil em vendas, alta de 29%. Os abadás chamaram atenção pelo crescimento expressivo: o número de unidades comercializadas aumentou 3.000%.
Exemplos de sucesso diretamente de Brasília, do Rio de Janeiro e de Salvador mostram como o Carnaval é capaz de impulsionar pequenos negócios criativos em diferentes regiões do país, fortalecendo a economia local, promovendo sustentabilidade e valorizando a cultura brasileira.
Moda sustentável ganha espaço na folia
Em Brasília (DF), a empreendedora Giovana Dachi comanda a Gia Dachi Carnaval, marca que nasceu em 2017 — inicialmente com o nome Parangolés — com a proposta de criar roupas autorais que pudessem ser usadas para além dos dias de festa. Pioneira no uso de práticas sustentáveis no Carnaval, a marca aposta no upcycling e no reaproveitamento de tecidos descartados por grandes produções e pequenas confecções locais.
“O foco sempre foi trabalhar com retalhos selecionados, com bom acabamento e durabilidade. Começamos priorizando a compra de sobras têxteis e, com o tempo, toda a produção passou a ser feita a partir de descarte de tecido”, explica Giovana, formada em moda.
Ela destaca o crescimento do Carnaval da capital federal e o aumento da procura por peças autorais com viés sustentável. “É perceptível como a identidade carnavalesca de Brasília vem se consolidando, com consumidores buscando cada vez mais produtos criativos e conscientes. Estamos construindo essa cultura e sou entusiasta desse movimento”, afirma.
Ao longo da trajetória, a empreendedora contou com orientações do Sebrae para estruturar melhor a gestão do negócio, conciliando a criação artística com práticas empresariais.
Adereços autorais valorizam cultura popular
No Rio de Janeiro (RJ), o artesão Antenor Júnior, do ateliê Santuário Relicário, atua há 17 anos na produção de adereços voltados principalmente para os blocos de rua. Natural de Pernambuco, ele se inspira na cultura popular brasileira, com referências ao maracatu, frevo, Bumba Meu Boi e às tradições nordestinas.
“Criei a marca com o objetivo de valorizar e divulgar a cultura popular brasileira em todos os sentidos. No Carnaval, senti a dificuldade das pessoas encontrarem peças originais, que fugissem do industrializado, e resolvi oferecer esse diferencial”, conta.
Assistido pelo Sebrae Rio, Antenor afirma que as mentorias ajudaram no posicionamento da marca, na precificação e na gestão do negócio. Além disso, o artesão incorporou práticas sustentáveis ao reaproveitar materiais de fantasias antigas e peças doadas por clientes, transformando o que seria descartado em novos produtos criativos.
“O Carnaval é uma grande vitrine. É nesse período que muita gente conhece minha marca e continua comprando ao longo do ano, seja para festas juninas, peças religiosas ou coleções temáticas”, explica.
Customização de abadás gera renda e pertencimento cultural
Em Salvador (BA), a empreendedora Najara dos Santos Souza é fundadora da N Black – Moda Afrobrasileira, criada em 2005 após ela sofrer racismo em uma entrevista de emprego e decidir empreender por conta própria. Inicialmente voltada para bijuterias, a marca evoluiu para a moda autoral com foco em identidade, representatividade e criatividade.
Durante o Carnaval, Najara também se destaca com o serviço de customização de abadás, transformando as peças em criações exclusivas. “Muitas vezes, em dez dias de Carnaval conseguimos faturar o que levaríamos dois ou três meses para alcançar. Além disso, geramos emprego e renda para costureiras, artesãs e pequenos ateliês da comunidade”, afirma. A empreendedora destaca que a customização vai além do aspecto econômico.
É uma forma de pertencimento cultural. As pessoas querem sair bonitas, com a cara da folia, com uma peça única. Isso faz parte da identidade visual do Carnaval de Salvador.
Najara dos Santos Souza, empreendedora
Com práticas sustentáveis incorporadas à produção, Najara reaproveita retalhos e materiais, destinando sobras para artesãs que produzem acessórios e outros itens. Parceira do Sebrae desde 2012, ela afirma que os cursos e orientações em gestão, precificação e planejamento foram fundamentais para o fortalecimento do negócio.
A Caderneta de Poupança registrou retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Banco Central. Apesar do resultado negativo, o volume de saques foi 10,3% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025, quando a saída líquida de recursos somou R$ 26,2 bilhões.
No mês passado, os depósitos totalizaram R$ 331,23 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 354,74 bilhões, o que resultou no saldo negativo. De acordo com o Banco Central, janeiro não apresenta entrada líquida de recursos na poupança desde 2014.
Com o desempenho de janeiro, o estoque total aplicado na caderneta recuou. O volume de recursos depositados caiu de R$ 1,022 trilhão em dezembro para R$ 1,005 trilhão no fim de janeiro. Ainda assim, os rendimentos creditados aos poupadores no período somaram R$ 6,4 bilhões.
A rentabilidade da poupança varia conforme o patamar da taxa básica de juros, a Selic. Quando a taxa está acima de 8,5% ao ano, o rendimento é de 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (TR). Já quando a Selic fica igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração passa a ser de 70% da Selic, também mais a TR.
Esse modelo de cálculo foi implementado em 2012 com o objetivo de evitar que a poupança se tornasse mais atrativa do que outros investimentos em períodos de juros baixos, o que poderia interferir na condução da política monetária.


O Senac Santa Catarina apresenta sua mais nova unidade móvel de Tecnologia da Informação e Gestão, um espaço educacional sobre rodas criado para levar conhecimento, inovação e tecnologia para diferentes regiões catarinenses, especialmente as mais afastadas das faculdades de Tecnologia e centros educacionais do Senac.
Com 15 metros de comprimento, 4,20 metros de altura com capacidade de extensão lateral automatizado para cerca de 62 metros quadrados, a carreta oferece a infraestrutura de um laboratório tecnológico completo, equipado para atender cerca de 20 pessoas sentadas, em cursos, feiras, ações comunitárias, eventos educacionais e programas em parceria com municípios e instituições locais.
“Entregamos à população mais uma unidade móvel, com estrutura preparada para oferecer diversas capacitações e demonstrar toda a competência do Senac na educação profissional. Além dessa, possuímos mais duas unidades: uma de Gastronomia, recém-adquirida e outra de Açougue e Panificação, recentemente reformada, que estão circulando por toda Santa Catarina”, comemora o Diretor Regional do Senac, Fabiano Battisti Archer.
Ambiente inovador com tecnologia de ponta
Pensada como um laboratório móvel, a nova unidade reúne recursos que permitem vivências práticas em áreas como programação, computação gráfica, criação digital, segurança de dados, impressão 3D, realidade virtual, inteligência artificial, drones, design, audiovisual e diversas outras frentes estratégicas da tecnologia contemporânea.
“É mais uma conquista para o Senac. A unidade móvel é mais do que um veículo, é um hub de conectividade itinerante que concretiza a nossa missão de fazer a tecnologia circular e oferecer soluções para os problemas onde eles realmente acontecem. Demonstra todo o nosso compromisso com a sociedade em ampliar as possibilidades na área de TI”, diz Juliano Vieira, coordenador do Eixo de Tecnologia da Informação do Senac.
A carreta possui infraestrutura completa para acolhimento dos estudantes, com climatização de alta capacidade, elevador para Pessoa com Deficiência (PCD), iluminação em LED e persianas para controlar a luminosidade, permitindo a criação de cenários diversos, bancadas de trabalho, mesas modulares em diferentes formatos e armários para organização dos equipamentos.
Entre os equipamentos embarcados estão:
“Com projeto elaborado pelo Departamento Nacional, cada detalhe foi planejado para garantir segurança, conforto e funcionalidade, acompanhando os rigorosos padrões técnicos do Senac”, garante Diego Casasanta Mostaço, Analista de Patrimônio do Senac, responsável técnico pelo recebimento, conferência e montagem da unidade móvel.
Fotos: Divulgação/SIE
Obra integra o Programa Estrada Boa e já alcança 25% de execução em um dos trechos mais aguardados do Norte catarinense
A duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba, uma das obras rodoviárias mais esperadas pela população do Norte de Santa Catarina nas últimas décadas, segue em ritmo contínuo dentro do Programa Estrada Boa, o maior conjunto de investimentos rodoviários da história do Estado.
O trecho em obras compreende 15,15 quilômetros de extensão, iniciando no km 32+400 e se estendendo até o km 47+550. O investimento contratado é de R$ 238.467.067,04, consolidando a importância estratégica da rodovia para a mobilidade regional, o escoamento da produção industrial e agrícola e a segurança dos usuários.
Atualmente, a obra registra aproximadamente 25% de execução global, com frentes de trabalho distribuídas ao longo do traçado. Os principais avanços por etapa são:
Terraplenagem: 65% concluída
Pavimentação: 15% executada
Drenagem: 17% realizada
Obras de Arte Correntes (bueiros, galerias e dispositivos estruturais): 40% concluídas
Os serviços de terraplenagem, que representam uma das fases mais complexas da duplicação, estão em estágio avançado, permitindo a preparação das plataformas que receberão as novas pistas. Paralelamente, as equipes atuam na implantação dos sistemas de drenagem, fundamentais para a durabilidade do pavimento e a segurança viária, além da execução de dispositivos estruturais ao longo do trecho.
Para o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, a obra simboliza uma virada de padrão nos investimentos rodoviários do Estado.
“A duplicação da SC-108 é uma resposta concreta a uma demanda histórica da região. Estamos falando de um corredor estratégico para a indústria, para o agronegócio e para milhares de trabalhadores que utilizam essa rodovia todos os dias. O Programa Estrada Boa veio justamente para tirar do papel obras estruturantes como esta, com planejamento, responsabilidade técnica e foco em segurança viária e desenvolvimento regional”, destaca o secretário.
A duplicação da SC-108 representa um marco para o Norte catarinense, atendendo a uma reivindicação que se arrasta há mais de 25 anos. A rodovia é eixo fundamental de ligação entre municípios industriais e polos logísticos, além de integrar rotas que conectam o Vale do Itapocu ao Médio Vale do Itajaí.
Com o Programa Estrada Boa, o Governo de Santa Catarina promove uma transformação sem precedentes na malha rodoviária estadual, priorizando obras estruturantes, ampliação de capacidade, restaurações profundas e elevação dos padrões de segurança. A duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba é um dos exemplos mais emblemáticos desse novo ciclo de investimentos.


Por Camila Vidal
O mercado pet continua aquecido no país. Entre os anos de 2023 e 2025, houve um aumento de 22% no número de pequenos negócios criados para atender diversos tipos de tutores de animais. Apenas nesse período foram abertos mais de 41,6 mil pequenos negócios desse segmento, de acordo com levantamento do Sebrae feito com base nos dados da Receita Federal. Em 2023, foram 12,7 mil aberturas. Já em 2024, 13,3 mil e, em 2025, 15,5 mil. Desse total, cerca de 91% são microempreendedores individuais (MEI).
Uma das justificativas para esse aumento é o crescimento anual de 2,5% de donos de gatos, que cuidam de uma população de aproximadamente 30 milhões de felinos e já se consolidam como o segmento pet que mais cresce no país.
De acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o mercado pet brasileiro movimenta cerca de R$ 77 bilhões, com forte avanço nas categorias premium e especializadas, e o número de gatos no Brasil já representa 19% da população pet nacional, com crescimento superior ao de cães nos últimos anos. O dia 17 de fevereiro é comemorado como o Dia Internacional do Gato.
O cenário abre oportunidades estratégicas para micro e pequenos negócios especializados em produtos premium, serviços cat friendly, bem-estar animal e soluções criativas voltadas ao público “gateiro”. Para o Sebrae, esse contexto reforça o protagonismo dos pequenos empreendedores no setor.
" O pequeno pet shop de bairro não é coadjuvante, ele é protagonista, pois consegue conquistar mercado e pulverizar oportunidades, com inclusão e novas oportunidades." Décio Lima, presidente do Sebrae
Diferenciais competitivos
O Sebrae atua como parceiro estratégico do setor pet desde 2015, com foco crescente no segmento felino. “O Sebrae está presente em todo país para dar apoio na gestão eficiente, padronização de processos, capital humano e estímulo às oportunidades”, afirma o presidente do Sebrae.
Entre as frentes de apoio estão as trilhas de capacitação em finanças, precificação, controle de estoque, marketing digital e gestão estratégica, além de orientações específicas para negócios cat friendly. O Sebrae explica que o tutor de gatos tem hábitos de consumo muito distintos. Ele busca ambientes tranquilos, atendimento especializado e um mix de produtos pensado para o bem-estar do animal.
A chamada “ascensão felina” está associada à verticalização das cidades e à mudança no estilo de vida das famílias. Estudos acompanhados pelo Sebrae, em parceria com instituições como o Instituto Pet Brasil (IPB) e a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), indicam crescimento contínuo nas categorias de alimentação funcional, saúde preventiva, enriquecimento ambiental e produtos premium para gatos.
Empreendedorismo na prática
Em Brasília, a empresária Mariana Eduarda Brod, proprietária do Betina Cat Café, acompanha de perto essa transformação. Referência na capital federal, o empreendimento aposta em um modelo de negócio totalmente voltado ao público gateiro, oferecendo uma experiência imersiva de convivência com gatos e campanhas de adoção.
"O mercado cresce ano após ano. As pessoas estão adotando mais gatos, e aquele antigo preconceito de que o gato não é companheiro está ficando para trás." Mariana Eduarda Brod, empresária
Segundo ela, o foco exclusivo em felinos se tornou diferencial competitivo. “O gateiro se sente representado. Aqui é um espaço pensado só para quem ama gatos. Isso cria identidade, pertencimento e fidelização”, diz.
Além do conceito, o negócio também integra práticas sustentáveis, como uso de granulado sanitário biodegradável, redução de plástico, embalagens de papel e apoio a projetos de reciclagem e castração de animais de rua. “A causa animal, a sustentabilidade e o empreendedorismo caminham juntos”, destaca.
Especialização como estratégia
Já em São Paulo, o empresário Décimo Baccarini Neto, fundador da Raça & Ração, atua há 21 anos no mercado pet e vê o segmento felino como uma das maiores oportunidades atuais. “O tutor de gatos está mais informado, mais exigente e disposto a investir em qualidade. Por isso, a especialização virou estratégia de crescimento”, afirma.
O negócio investe em orientação técnica, curadoria de produtos voltados ao bem-estar animal e práticas sustentáveis, como o uso de energia solar e a reciclagem de embalagens, acompanhando a crescente demanda do mercado felino por qualidade, responsabilidade ambiental e atendimento personalizado. Para a empresa, a profissionalização da gestão e o apoio institucional são decisivos para transformar a paixão por animais em um negócio sustentável e preparado para crescer.
O uso de energia solar, reciclagem de embalagens e fornecedores alinhados a boas práticas ambientais também fazem parte do cotidiano da empresa. “No atendimento ao público felino, esse cuidado é ainda mais valorizado. Sustentabilidade deixou de ser discurso e virou diferencial competitivo”, observa Neto.
Por Rafael Baldo
Atenção, microempreendedores individuais (MEIs) interessados em prestar serviços para órgãos públicos. O Sebrae oferece conteúdos exclusivos para ampliar as chances de conseguir contratos pela plataforma Contrata+Brasil, que permite que MEIs ofereçam seus serviços diretamente a órgãos públicos sem licitação formal.
Lançado em fevereiro de 2025, o Contrata+Brasil é o comércio eletrônico público do Brasil, uma iniciativa do governo federal que contribui para o fortalecimento da economia local. Diferente dos processos de licitação tradicionais, que podem ser longos e complexos, esta plataforma permite que órgãos públicos encontrem fornecedores de maneira simples e rápida.
A plataforma conecta órgãos públicos a MEIs para a execução de serviços de manutenção e pequenos reparos. São 47 serviços, incluindo pintura, alvenaria, carpintaria, entre outros, com processos mais ágeis e menos burocracia. Segundo o coordenador nacional de compras públicas e acesso a crédito do Cidade Empreendedora, Hudson Costa, as possibilidades da plataforma se expandiram no fim de 2025.
Em novembro do ano passado foi disponibilizada a possibilidade de aquisição de alimentos com recursos do PAA (Programa de Aquisições de Alimentos), incluindo produtos da agricultura familiar. Nesse segmento, podem participar cooperativas, associações, agricultores familiares, supermercados e empresas que vendem alimentos. Isso amplia a possibilidade de participação das MPEs.
Hudson Costa, coordenador nacional de compras públicas do Sebrae
Para se preparar, o microempreendedor pode aprender a prestar serviços ao governo com o curso Contrata Mais Brasil na prática: guia para o MEI, do Portal Sebrae. Além de aprender o que é a plataforma Contrata+Brasil, o curso ensina o que é necessário para acessá-la e como cadastrar propostas nas oportunidades divulgadas.
O curso possui certificado em formato digital, com verificação de autenticidade, além de ser gratuito. O Portal Sebrae oferece duas cartilhas complementares: um guia resumido com um passo a passo e um material sobre precificação dentro da plataforma.
Nova fase
Com a entrada do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Contrata+Brasil avança ao apoiar escolas públicas na contratação de serviços de manutenção e pequenos reparos de forma simples. Para 2026, está prevista a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que permitirá que sejam realizadas também compras para a merenda escolar através da plataforma.
O Contrata+Brasil reúne cerca de 1,2 mil órgãos públicos, mais de 7,8 mil profissionais cadastrados e já viabilizou o pagamento de mais de R$ 13 milhões para fornecedores, movimentando economias das cidades brasileiras.
Acesse o Contrata+Brasil: http://www.gov.br/contratamaisbrasil


A forte desaceleração da produção industrial, que cresceu 0,6% em 2025 ante alta de 3,1% em 2024, é sintoma de uma economia fragilizada. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), nesta terça-feira (3), refletem um ambiente marcado por juros altos, crédito restrito e gastos públicos em excesso, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
"O país precisa reajustar a rota macroeconômica se quiser retomar um crescimento de forma sustentável, com criação de empregos e estabilidade fiscal. Caso contrário, o desempenho da indústria e dos demais motores da economia continuará oscilando, com anos muito positivos, tal como 2024, e outros bem abaixo do potencial", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
O presidente da CNI ressalta que o crescimento da produção industrial no ano passado foi determinado pela indústria extrativa, uma vez que a indústria de transformação voltou a cair, após um ano bom em 2024.
Vale lembrar que, depois de crescer 10,7% em 2024, as concessões de crédito desaceleraram drasticamente em 2025, subindo apenas 3,8%. Sensível ao custo do capital, a indústria segurou investimentos e fechou 84,2 mil empregos somente no segundo semestre do ano passado.
“Os juros estratosféricos têm cobrado caro e, se isso não for revertido rapidamente, o quadro vai piorar em 2026", alerta Alban. Segundo estimativas da CNI, as concessões de crédito crescerão apenas 3,2%, - desempenho ainda pior do que o observado no ano passado.
Do lado fiscal, os números também frustraram as expectativas. O déficit primário de R$ 61,7 bilhões e o crescimento real de 3,4% das despesas federais superaram as projeções da CNI, que previa déficit de R$ 54,2 bilhões e alta de 3,3% dos gastos, reforçando a trajetória de deterioração das contas públicas.
Para Alban, os dados reforçam a necessidade de priorizar o corte de gastos para ajustar as contas públicas, em vez da estratégia equivocada de sufocar o setor produtivo com o aumento de carga tributária. As expectativas para 2026, no entanto, vão na contramão. De acordo com as projeções da CNI, o déficit primário deve chegar a R$ 75,2 bilhões e as despesas federais podem subir 4,6%, elevando a dívida bruta em relação ao PIB de 78,9% para 82,4%.
A Americanas, uma das principais empregadoras do País, abre mais de 5 mil postos de trabalho temporários para reforçar sua operação de Páscoa — considerada uma das maiores do Brasil e um dos principais eventos da companhia no ano. As inscrições podem ser feitas pela internet neste link até o dia 19/2 e a previsão das contratações é para o início de março.
Em Santa Catarina, estão disponíveis 60 oportunidades para atuação nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Guaramirim, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São Bento do Sul, São José e Tubarão.
A companhia está em busca de pessoas com idade a partir de 18 anos, ensino médio completo e perfil dinâmico, ágil e resiliente para atuar nas mais de 1.400 lojas físicas da varejista. As oportunidades não exigem experiência prévia e os interessados devem ter disponibilidade para trabalhar até meados de abril, com possibilidade de efetivação. A Americanas incentiva a participação de candidatos de diferentes faixas etárias, incluindo profissionais 50+, reforçando seu compromisso com a diversidade e a inclusão.
Entre as atividades estão o atendimento ao cliente, operação de caixa, organização de itens nas gôndolas e parreiras de ovos de Páscoa, além do suporte à operação dos pedidos feitos pelo site e app da Americanas com retirada em loja. Após a contratação, todos os temporários passarão por treinamentos, integração e ambientação nas unidades de trabalho lideradas por um time experiente que conduz diariamente essa grande operação do varejo.
O processo seletivo acontece de forma online e presencial, com teste online e entrevista com a liderança. Além de salário compatível com o mercado, os contratados receberão benefícios como vale-refeição, seguro de vida e acesso aos cursos do Americanas Educa, plataforma de treinamentos da rede varejista.
"A Americanas é referência nacional no evento de Páscoa, tanto para quem quer comprar os ovos e chocolates, quanto para quem procura uma recolocação profissional ou quem deseja ingressar no mercado de trabalho”, afirma Ana Paula Martins, Gerente de Gente & Gestão da Americanas. “Esse reforço na nossa operação é necessário para garantir a melhor experiência de compra para os nossos mais de 45 milhões de clientes, além de fortalecer nossa responsabilidade social como uma das grandes marcas empregadoras do Brasil”, completa.
Sobre a Americanas - A Americanas é uma das maiores varejistas do Brasil, com quase 100 anos de história. A marca, amada pelos clientes, tem o propósito de resolver a vida das famílias brasileiras de maneira simples e descomplicada. A integração das cerca de 1.400 lojas, presentes em todos os estados do país, e a um e-commerce que complementa a experiência no físico, permite a realização de uma estratégia de vendas multicanal e eficiente, com foco na geração de caixa e rentabilidade. Essa geração de valor se reflete também no seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, além do impacto social com foco na redução das desigualdades.


Com o objetivo de aproximar jovens e adultos do mercado de trabalho e ampliar o acesso às oportunidades de empregabilidade na região, a UniFECAF, um dos centros universitários que mais crescem no país, realiza nos dias , 5 e 6 de fevereiro (quinta e sexta-feira), o Mutirão de Oportunidades UniFECAF – Polo Navegantes, em Santa Catarina.
A ação acontece das 13h às 21h, na quinta-feira e das 11hr às 20h30 na sexta-feira na Meia Praia, em Navegantes (SC), em uma área externa próxima ao Aeroporto Internacional da cidade, local que também recebe os jogos de vôlei responsáveis por movimentar o município.
Realizado em parceria com a Prefeitura de Navegantes, o evento conta ainda com o apoio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e reúne, em um mesmo espaço, ações voltadas à empregabilidade, educação e bem-estar. Ao todo, serão disponibilizadas cerca de 2 mil vagas, entre oportunidades de emprego, estágio e programas de aprendizagem, oferecidas por empresas parceiras.
Segundo Marcel Gama, CEO da UniFECAF, a iniciativa integra um movimento nacional da instituição para fortalecer a empregabilidade nas regiões onde atua. “Quando criamos ações que conectam candidatos, empresas e educação, estimulamos um ciclo positivo de desenvolvimento regional. A cada edição do Mutirão, vemos jovens conquistando o primeiro emprego, profissionais em busca de recolocação e pessoas descobrindo novas possibilidades de futuro por meio da qualificação.”
Aberto ao público de todas as idades, o Mutirão tem como proposta aproximar a UniFECAF da comunidade local, incentivar a empregabilidade na cidade e oferecer ativações voltadas à saúde e à orientação profissional. Durante o evento, as empresas participantes contarão com estandes para divulgação das vagas e contato direto com os candidatos.
Além das oportunidades de trabalho, o público poderá participar de testes vocacionais, receber orientações sobre carreira e efetuar matrículas em cursos de graduação, reforçando o papel da educação como um caminho estratégico para o desenvolvimento profissional.
Atenção ao acesso: o mutirão será realizado na área onde acontecem os jogos. Para entrar no espaço, é obrigatória a retirada gratuita do voucher no link abaixo: https://www.sympla.com.br/evento/1-etapa-circuito-brasileiro-de-volei-de-praia-navegantes-sc/3269657?referrer=v .
Link para inscrição: https://conteudo.unifecaf.com.br/mutirao-de-oportunidades-navegantes
Sobre a UniFECAF
Um Centro Universitário com nota máxima (5) no MEC, reconhecida pela proposta inovadora de formação prática e conectada com o mercado de trabalho. Fundada em Taboão da Serra (SP), a instituição expandiu sua atuação para todo o Brasil por meio de cursos presenciais, EAD e semipresenciais, com infraestrutura moderna e uma metodologia centrada no aluno. Com mais de 10 anos de história, a UniFECAF já impactou milhares de estudantes em busca de crescimento pessoal e profissional. Seu ecossistema educacional inclui microcertificações digitais (badges), desenvolvimento de portfólios desde o início da graduação, trilhas de empregabilidade e parcerias com mais de 3 mil empresas. O índice de empregabilidade dos alunos chega a 90% ainda durante o curso. A missão da UniFECAF é transformar sonhos em realidade por meio da melhor experiência educacional, promovendo inclusão, inovação e formação com propósito.
Em um ano de maior cautela no comércio internacional, marcado por ajustes regulatórios e incertezas nas relações com a América do Norte, a Azimut Yachts, maior fabricante de iates de luxo do mundo e que mantém no Brasil o único parque fabril fora da Itália, teve a exportação como um pilar de sua estratégia em 2025. A unidade de Itajaí (SC) destinou ao exterior cerca de 15% da produção anual, percentual estável nos últimos três anos, tendo a América Latina como o principal vetor de crescimento internacional da filial brasileira.
A maior demanda por embarcações de luxo na América Latina, especialmente na Argentina, está associada à redução de custos e à simplificação do processo de compra no exterior. Medidas recentes adotadas pelo governo argentino diminuíram entraves à importação, reduziram etapas burocráticas e ampliaram a previsibilidade cambial, fatores decisivos para transações de alto valor. Para bens como iates, em que etapas como contrato, pagamento e prazo são extremamente relevantes, a combinação de menor incerteza regulatória, acesso mais funcional ao câmbio e custo financeiro tornou as operações mais viáveis. Nos demais mercados latino-americanos, as exportações avançam porque a combinação de regras comerciais previsíveis e rotas logísticas mais curtas a partir do Sul do Brasil reduz custo e encurta prazos de entrega.
“Exportar iates produzidos no Brasil significa operar uma indústria sofisticada, intensiva em engenharia, capital e mão de obra altamente qualificada. A fábrica de Itajaí atingiu um nível de maturidade que permite competir globalmente, com eficiência logística e previsibilidade. A América Latina se tornou estratégica porque reúne demanda consistente, proximidade geográfica e um ambiente de negócios que evoluiu de forma pragmática para viabilizar esse tipo de transação”, afirma Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts no Brasil.
A estratégia se materializa nos embarques recentes. Uma Azimut Fly 62, com quase 19 metros de comprimento, foi enviada para a capital argentina, enquanto uma Azimut Fly 58 seguiu para Punta del Este, no Uruguai, um dos principais pólos náuticos de alto padrão da região. O mesmo modelo já tem outra unidade em fase final de fabricação em Itajaí, com entrega programada para Cartagena, na Colômbia, em abril deste ano.
“Esses mercados tratam o iate não apenas como um bem de lazer, mas também como um ativo patrimonial. Para esse perfil de cliente, fatores como previsibilidade cambial, segurança jurídica, prazo de entrega e estrutura de pós-venda pesam tanto quanto design e performance. Hoje, a sede da Azimut Yachts no Brasil opera como uma plataforma regional de exportação, preparada para atender a América Latina com padrão global”, conclui Sisto.
Sobre a Azimut Yachts
Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut|Benetti, líder mundial na fabricação de iates de luxo, com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés. Presente em 80 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência, conta com uma fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações de 51 a 100 pés.


O desempenho e as finanças das indústrias de pequeno porte — que representam 94,2% das empresas industriais — caíram em 2025 em relação a 2024. É o que mostra o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (2).
Segundo a pesquisa, o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no 4º trimestre do ano passado, contra média de 46,8 pontos no mesmo recorte do ano anterior. O resultado mostra que a atividade industrial desse segmento fechou o ano pior do que em 2024.
Embora o índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias tenha subido 0,5 ponto na passagem do 3º para o 4º trimestre de 2025, o indicador fechou o ano abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando piora das finanças dessas empresas.
“No ano passado, a indústria experimentou um cenário muito mais negativo e preocupante do que em 2024, quando houve um forte aumento da demanda por bens industriais e o setor mostrou um forte crescimento.”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Para calcular o índice de desempenho, a CNI considera três variáveis: produção, utilização do parque industrial e número de empregados. Já o índice de situação financeira leva em conta a avaliação dos empresários sobre margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito. Ambos vão de 0 a 100 pontos e, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.
Alta carga tributária pressiona competitividade da pequena indústria
A elevada carga tributária foi apontada pelos empresários das pequenas indústrias como o principal problema enfrentado pelo setor no 4º trimestre do ano passado. O problema foi assinalado por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção.
“A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema”, explica Marcelo Azevedo.
Em segundo lugar do ranking de principais problemas da pequena indústria de transformação aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 29,2%; no caso da pequena indústria da construção, é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada que ocupa a segunda posição do ranking, com 30,9%.
As taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações para ambos os segmentos, com 27,6% e 30,9% das assinalações.
Falta de confiança persiste
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da pequena indústria permaneceu em 47,9 pontos na passagem de dezembro de 2025 a janeiro de 2026. Com isso, o indicador chegou a 14 meses abaixo da linha de 50 pontos, refletindo um quadro de pessimismo persistente entre os empresários desse segmento.
Os empresários também estão cautelosos quanto ao futuro. O índice de perspectivas, que pondera a expectativa de demanda/atividade, número de empregados e intenção de investimento nos próximos seis meses, registrou 47,4 pontos em janeiro de 2026, abaixo dos 48,2 pontos observados no mesmo mês do ano passado.
Sobre o PPI
O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral feita a partir dos resultados da Sondagem Industrial, Sondagem Indústria da Construção e Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).
A perda de ritmo da atividade industrial em 2025 teve como principais responsáveis os juros altos, a demanda interna insuficiente e o aumento das importações, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), a produção industrial cresceu apenas 0,6% no ano passado - uma forte desaceleração frente à alta de 3,1% em 2024.
O resultado só não foi pior por causa do desempenho da indústria extrativa — segmento que compreende atividades como mineração e extração de petróleo e gás natural —, cuja produção cresceu 4,9% em 2025. A alta ajudou a compensar a queda de 0,2% da indústria de transformação, segmento responsável por transformar matérias-primas em produtos, e que abrange a fabricação de alimentos, vestuário, veículos, eletrônicos, entre outros. Vale lembrar que a indústria de transformação vinha de crescimento de 3,7% em 2024.
Desaceleração acompanha aperto dos juros
A desaceleração industrial se deu a partir do segundo semestre de 2024, período em que o Banco Central iniciou o ciclo de aumento da taxa Selic. Depois de crescer 2,3% no primeiro semestre daquele ano, a indústria de transformação subiu 1,8% no semestre seguinte. A continuidade do aperto nos juros, que chegou a 15% na metade do ano passado, resultou em queda de 0,4% na produção do segmento no primeiro semestre de 2025 e em recuo de 0,8% no segundo semestre do mesmo ano.
“O patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que segurou investimentos, e reduziu o apetite dos consumidores por produtos industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme: em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, pontua Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI.
O enfraquecimento da demanda encontra respaldo nos dados da Sondagem Industrial da CNI. Segundo os empresários industriais, os estoques ficaram acima do planejado durante o segundo semestre do ano passado.
Além dos impactos negativos dos juros, a indústria teve que lidar com o aumento das importações. As compras de bens de consumo, bens de capital e bens intermediários saltaram 15,6%, 7,8% e 5,6% em 2025, capturando parcela relevante do mercado interno.
O cenário adverso impactou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI, que teve o pior janeiro em 10 anos. Com isso, o indicador completou 13 meses abaixo da linha de 50 pontos, caracterizando quadro persistente de falta de confiança.
A falta de confiança, vale lembrar, faz com que os empresários deixem de investir, produzir e contratar, prejudicando o crescimento da indústria em 2026 e, consequentemente, da economia brasileira.


As vendas de veículos novos no Brasil caíram 0,38% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, em janeiro foram comercializadas 170,5 mil unidades de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em relação a dezembro, a queda foi de 38,96%.
Considerando-se o emplacamento de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), o mercado de veículos começou o ano em trajetória positiva, com crescimento de 7,42% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mesmo contando com um dia útil a menos. No total foram emplacados 366.713 veículos.
Na comparação com dezembro de 2025 houve retração de 25,54%, considerada típica do primeiro mês do ano por causa do período de férias e do menor ritmo da atividade econômica.
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho do setor em janeiro demonstra a resiliência da demanda brasileira por veículos novos, embora o ambiente de crédito ainda permaneça enfrentando dificuldades em função das taxas de juros elevadas.
O resultado confirma que o setor inicia 2026 com bases consistentes. Mesmo com menos dias úteis na comparação anual, observamos crescimento real do mercado, o que demonstra manutenção da demanda, disse, em nota.
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Motocicletas
O melhor desempenho entre os veículos continua sendo observado no segmento de motocicletas, que apresentou crescimento de 17,49% em janeiro na comparação a janeiro do ano passado e queda de 7,57% em relação a dezembro. O crescimento na comparação anual, informou a Fenabrave, se deve principalmente ao fato de que as motocicletas estão sendo procuradas para serviços de entrega e também como alternativa de mobilidade individual.
Outro fator que contribui para o aumento de vendas das motocicletas é a ampliação do uso do consórcio como modalidade de aquisição. O segmento de motocicletas mantém trajetória consistente de expansão. Trata-se de um movimento ligado a mudanças no perfil de mobilidade e no comportamento do consumidor, disse Arcelio Junior.
Caminhões
Já o mercado de caminhões iniciou o ano em retração de 34,67% (em relação a janeiro), ainda sem refletir o impacto do Programa Move Brasil, que oferece crédito para a compra de caminhões. Segundo a Fenabrave, o resultado desse programa só deverá começar a ser observado nos próximos meses.
O desempenho do segmento está diretamente ligado ao nível de atividade econômica, ao comportamento do agronegócio e ao custo do crédito para aquisição de veículos pesados e, com o Move Brasil, esperamos uma retomada nos emplacamentos, principalmente, entre os caminhões pesados, que representam 45% do mercado, disse Arcelio Junior.
Estabilidade
Em relação aos automóveis e veículos leves o desempenho foi considerado estável, com aumento de 1,64% em relação a janeiro de 2025 e queda de 39,17% em relação a dezembro.
Os veículos leves iniciam 2026 mantendo o nível de atividade. O mercado segue sensível às condições de financiamento, mas demonstra capacidade de sustentação do volume, disse o presidente da entidade.




Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras.
Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira.
Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos.
Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação.
1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central
O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil.
Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC Serviços Encontre uma instituição.
Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.
2. Use bases oficiais de dados
Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis:
Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição clicar no resultado clicar em Central de Demonstrações Financeiras;
Site Banco Data: organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador;
Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.
Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco.
3. Avalie os principais indicadores de solidez
Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.
>> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;
>> Índice confortável: acima de 15%;
>> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);
>> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas.
Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão.
Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco.
Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez.
Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moodys, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição.
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos
Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.
O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:
Contas correntes e poupança;
CDB e RDB;
Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
Depósitos a prazo;
Operações compromissadas com títulos elegíveis.
Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.
Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:
CRI e CRA;
Debêntures;
Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG;
Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
Títulos de capitalização;
Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
Depósitos no exterior;
Depósitos judiciais.
O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.
5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente;
Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
6. Fique atento aos sinais de alerta
Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam:
Queda contínua do Índice de Basileia;
Prejuízos recorrentes nos balanços;
Rebaixamento de rating;
Notícias sobre investigações ou intervenção;
Ofertas agressivas de captação;
Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.
7. Compare com investimentos mais seguros
Para reduzir riscos, especialistas destacam:
Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC.
O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.
Quanto vale o mínimo em 2026
Mensal: R$ 1.621;
Diário: R$ 54,04;
Hora: R$ 7,37.
Como foi calculado
Inflação pelo INPC: 4,18%;
Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
Reajuste total: 6,79%.
Impactos
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:
INSS
Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621
Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)
Teto do INSS: R$ 8.475,55
Contribuições ao INSS (CLT)
Até R$ 1.621: 7,5%
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
Plano normal (20%): R$ 324,20
Plano simplificado (11%): R$ 178,31
Baixa renda (5%): R$ 81,05
MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego
Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro
Parcela mínima: R$ 1.621
Parcela máxima: R$ 2.518,65
Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.
Salário-família
Salário-família: R$ 67,54 por dependente
Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais


Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.
As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.
Um deles é o pedreiro do Distrito Federal, Genival Gil, de 49 anos, que ficou sabendo da medida pelo telejornal. Há três meses, ele está fichado (com a carteira de trabalho assinada) com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil.
O pedreiro Genival Gil fala sobre a isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Agora, Genival aguarda o contracheque para conferir o valor - que antes ia para os cofres da União e que agora vai ficar na conta. A sobra terá destino certo.
Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa, programa o pedreiro que mora de aluguel no Paranoá, a 20 quilômetros do centro de Brasília.
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.
Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).
O jardineiro de um shopping de Brasília, Arnaldo Manuel Nunes, de 55 anos, também sabe que a partir deste mês uma fatia considerável do seu trabalho que ficava retida na fonte, agora não vai ser mais descontada de sua remuneração. Ganhando o salário do piso da categoria, R$ 2.574, Arnaldo considera a medida boa para o orçamento doméstico. Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo.
Para o jardineiro Arnaldo Manoel Nunes, a isenção do IR é medida boa para o orçamento doméstico - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Desconhecimento
Nas ruas, a reportagem da Agência Brasil também entrevistou vários trabalhadores formais que desconhecem a nova tabela do imposto de renda e as principais alterações de isenção e redução da cobrança do tributo.
É o caso da atendente de caixa de uma rede nacional de farmácias, Renata Correa, que se surpreendeu com a notícia de que não terá que pagar mais imposto de renda com o atual salário de R$ 1.620. Os planos dela são de economizar o valor inesperado. Vou fazer uma rendinha extra e deixá-la guardadinha para poder chegar ao fim do ano ou usar em datas especiais. Até mesmo usar em uma emergência.
A atendente de farmácia Renata Correa recebeu com surpresa a notícia da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao chegar ao local de trabalho, Renata prometeu avisar os colegas sobre a boa nova para que fiquem atentos. Agora, vou vigiar o contracheque e correr atrás para não ter problemas e saber se está tudo certinho mesmo. Renata mora em casa própria em Santo Antônio do Descoberto (GO) com as três filhas.
O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos.
Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.
Comunicação mais eficaz
A notícia encheu os olhos da cozinheira Elisabete Silva Ribeiro dos Santos, de 48 anos. Há um ano e meio, ela trabalha em um restaurante localizado em área popular, no centro de Brasília, e ganha cerca de R$ 1,7 mil por mês. Se sobrar dinheiro, quero juntar para comprar um carro porque venho de ônibus todos os dias do Recanto das Emas.
A cozinheira Elisabete dos Santos sente falta de maior comunicação do empregador com os empregados -Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
No entanto, Elisabete sentiu a falta de uma comunicação do empregador aos funcionários. Nem ela, nem o churrasqueiro sabiam da isenção do imposto de renda. Por isso, ainda demorou a confiar na veracidade da notícia.
Eu acho excelente, mas vamos ver se vai valer mesmo!
Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores.
Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.
Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais a notícia de que a isenção do IR começa a ser percebida no salário recebido neste mês.
Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras, disse o presidente Lula.
De onde vem o dinheiro?
A conta da renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).
Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.
A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:
- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;
- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.
Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo.
Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.
Para o gerente de loja de roupas Pedro Henrique Mendonça Marques, de 23 anos, a medida federal faz justiça tributária do Brasil.
O gerente de loja Pedro Henrique Mendonça Marques diz que isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil faz justiça tributária - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
É legal porque, nesses casos, vai taxar os que recebem mais. Eles pagam mais, E quem recebe menos, paga menos. Essa é a lógica.
Ele recebe cerca de R$2,3 mil por mês e pretende contribuir mais nas despesas da casa que divide com a mãe, na cidade de São Sebastião. Nesta matemática financeira, ele até pensa no futuro. Eu acho que vou sair da casa da minha mãe, por exemplo.
Na hora de declarar o IR
De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026.
O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.
O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:
- dependentes: R$ 189,59 por mês;
- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
- despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.
Marrocos esclarece ainda que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens.
Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.
Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano.
Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.
Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio, lembra o contador.
Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.