quarta, 06 de julho de 2022
20/05/2022 15:23

Novo reajuste do diesel pode afetar preço do frete nas transportadoras

Presidente do SINDICAMP reitera importância de repassar aumento do diesel ao custo de frete

A alta do diesel registrada nesta semana afeta diversos setores, principalmente os de transportes de cargas, já que muitos fabricantes despacham produtos por caminhões. Nos últimos 12 meses, o valor do litro do diesel aumentou em torno de 50%. Com isso, o preço médio do combustível passou de R$ 4,51 para R$ 4,91, gerando a necessidade de reajuste adicional de 3,10% no frete das transportadoras.
 
O custo de frete é o valor combinado entre o embarcador e a transportadora e auxilia a cobrir os gastos de movimentação da carga da origem ao destino. Esse preço total é formado com base em diversas variáveis, negociadas antes de o contrato ser aprovado. Para que o fluxo operacional da empresa funcione, é comum utilizar a tabela de frete, que regula os valores mínimos a serem pagos por esses transportes.
 
Essa alta no preço do diesel eleva o custo de frete e prejudica os preços de produtos. “É uma questão de sobrevivência. Ou nós, empresários do transporte, repassamos isso para nosso custo de frete, ou fechamos as portas. O diesel representava na operação de transporte uma média de 33% a 35% dos custos. Com o aumento de 24,9% que tivemos no dia 11 de março, o diesel passou a representar 50%. Com essa alta de quase 9%, somos obrigados a repassar”, relata o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (Sindicamp), José Alberto Panzan.
 
Em nota, a Petrobras alegou que o aumento do diesel “segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil, e que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”. Segundo a estatal, o último acréscimo no preço do diesel, em 11 de março, refletiu apenas uma parte da alta observada nos preços de mercado.
 
Além do novo reajuste do diesel, diversas mercadorias também são afetadas devido à alta dos custos de frete, o que atinge diretamente os consumidores. “Os alimentos em supermercados, confecções, autopeças e medicamentos impactam diretamente o bolso dos consumidores, diminuindo ainda mais o poder de compra do trabalhador”, finaliza Panzan.

 




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