
Santa Catarina deu mais um passo para reforçar seu protagonismo na produção de carne suína. Está em vigor desde 8 de novembro a Portaria SAPE nº 50/2025, que determina um conjunto de novas medidas de biosseguridade para granjas tecnificadas em todo o estado. A normativa foi construída em parceria entre a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Sape), a Cidasc e instituições de pesquisa e do setor produtivo, com o objetivo de elevar ainda mais o padrão sanitário da suinocultura catarinense.
Além da regulamentação, o governo lançou o Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal, instituído pela Resolução nº 07/2025. O programa prevê financiamento de até R$ 70 mil por produtor para adequações estruturais e organizacionais necessárias ao cumprimento das novas regras — um incentivo direto para que os produtores modernizem suas instalações e reforcem a segurança sanitária dos plantéis.
Os prazos para adequações variam entre 12 e 24 meses, dependendo das mudanças exigidas. Algumas ações, porém, são imediatas, como o envio do Plano de Ação pelo suinocultor via plataforma Conecta Cidasc. Entre as medidas previstas estão:
uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos na granja;
desinfecção de veículos e equipamentos;
controle contínuo de pragas;
tratamento da água;
registros e documentação sempre atualizados.
O secretário da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, afirma que a iniciativa fortalece o status sanitário catarinense e garante competitividade ao setor. “Estamos consolidando Santa Catarina como referência nacional na produção de carne suína, com o apoio técnico da Cidasc e da Epagri para facilitar a adaptação dos produtores”, destacou.
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, lembra que muitas granjas já adotam padrões semelhantes para atender às exigências internacionais. “A portaria eleva ainda mais a qualidade da nossa produção e beneficia toda a cadeia suinícola”, reforçou.
Com o Plano de Ação aprovado, a Cidasc emitirá um laudo técnico que permitirá ao produtor solicitar o financiamento junto à Epagri, responsável por intermediar o acesso às políticas públicas e apoiar o processo de modernização nas propriedades.
Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, o alinhamento entre instituições é fundamental. “Vamos atuar como ponte entre o produtor e o Estado, garantindo que as adequações sejam feitas com eficiência e dentro do prazo”, afirmou.
A medida reforça o compromisso de Santa Catarina em manter sua liderança nacional em sanidade, sustentabilidade e produção agropecuária de alta performance.