
O tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos segue desafiando a indústria brasileira de alimentos — e Santa Catarina está no radar. A Câmara de Alimentos e Bebidas da FIESC reuniu nesta quinta-feira (11) empresários e especialistas para debater os impactos da medida e os caminhos possíveis para minimizar prejuízos.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), os setores mais afetados são proteína animal, açúcar, óleos, água de coco e açaí. No caso catarinense, a vulnerabilidade recai sobre sucos de maçã, óleos e mel, que juntos representaram US$65 milhões em exportações aos EUA, cerca de 2,4% do total do estado.
Apesar da baixa exposição geral, o alerta é para os efeitos multiplicadores ao longo da cadeia produtiva. A expectativa do setor é conquistar isenção para café e cacau, como já ocorre com o suco de laranja e a castanha.
A presidente da câmara, Micheli Polli Silva, lembrou que romper barreiras internacionais exige mais do que competitividade: “Cada mercado tem normas e regras próprias, principalmente sanitárias, que aumentam a complexidade para novos negócios”, destacou.
No encontro, também foram detalhadas as ações de apoio do governo catarinense às indústrias exportadoras, incluindo recuperação de créditos de ICMS e novas linhas de financiamento via BRDE. Outro ponto-chave foi a análise do calendário da Reforma Tributária, que promete simplificar processos e dar mais fôlego ao setor.
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