segunda, 20 de abril de 2026
12/09/2025 09:39

Cruzeiros x cargas: disputa esquenta no Porto de Itajaí e sindicatos reagem


O embate entre o turismo marítimo e a atividade portuária tradicional ganhou força em Itajaí. Em reunião recente, a Intersindical portuária decidiu: os navios de cruzeiro só terão espaço nos berços quando não houver carga geral aguardando atracação.

Segundo os sindicatos, o impacto econômico dos cruzeiros não é tão positivo quanto se divulga. A categoria afirma que a temporada não gera empregos diretos na atividade portuária e ainda afeta a renda de trabalhadores, já que cada escala de passageiros pode afastar operações de carga.

“Quando a carga geral é deslocada para abrir espaço a um navio de cruzeiro, o prejuízo recai diretamente sobre o trabalhador”, afirmam os representantes sindicais. Para eles, o turismo pode até dar visibilidade, mas não sustenta empregos nem garante movimentação econômica expressiva.

No campo legal, a Lei dos Portos (12.815/2013) não prevê exclusividade para cruzeiros. A gestão da fila de atracação é responsabilidade da autoridade portuária local, que pode editar normas específicas. Em Itajaí, não há regra que determine prioridade fixa a navios de passageiros.

O cenário não é exclusivo da cidade: outros portos brasileiros já testaram a prioridade para cruzeiros, mas voltaram atrás diante de questionamentos. A disputa, portanto, é mais política e operacional do que jurídica.

Como funciona a fila de atracação em portos públicos
• Ordem de chegada: em regra, vale a ordem cronológica de chegada ao porto.
• Autoridade portuária: cabe à administração do porto organizar a fila, observando normas da ANTAQ e legislações vigentes.
• Exceções: podem ocorrer prioridades pontuais por motivos de segurança, perecibilidade da carga ou interesse público comprovado.
• Navios de cruzeiro: não há lei federal que dê exclusividade ou prioridade automática. Portos podem editar normas internas, mas estas variam de lugar para lugar.
• Itajaí: as resoluções em vigor não estabelecem preferência fixa a cruzeiros; a decisão cabe à gestão local e ao planejamento operacional.

👉 E você, acredita que os cruzeiros devem ter prioridade nos portos por causa do turismo, ou a carga deve prevalecer para garantir empregos e receita? Salve este post, compartilhe e comente sua opinião!

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