
O Brasil não figura mais entre as dez maiores economias do mundo. De acordo com o ranking elaborado pela Austin Rating com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) (World Economic Outlook Oct25), o país ocupa a 11ª colocação no Produto Interno Bruto (PIB) global em 2025 e deve permanecer estagnado nessa posição em 2026.
A queda do Brasil no ranking — com um PIB nominal estimado em US$ 2,2569 trilhões em 2025 — foi motivada pelo crescimento acelerado da Rússia, que saltou duas posições de uma só vez, superando o Brasil e o Canadá. A Rússia agora ocupa o nono lugar, com um PIB estimado em US$ 2,5407 trilhões em 2025.
O Salto da Rússia: Valorização do Rublo e Juros Altos
O desempenho da Rússia é o principal fator por trás da mudança no Top 10. A economia russa ultrapassou o Brasil e o Canadá em apenas um ano, ficando por apenas US$ 3 bilhões abaixo da Itália, atual oitava colocada.
Segundo a Austin Rating, a valorização da moeda russa, o Rublo, foi superior a 39% em 2025. Essa valorização é reflexo direto de:
Controle de Capitais: Medida instituída pelo país após sanções econômicas e a saída do sistema SWIFT em 2022.
Altas Taxas de Juros: As taxas atingiram o recorde histórico de 21% em junho.
Confiança dos Investidores: Recuperação de parte da confiança com o potencial fim da guerra contra a Ucrânia.
O economista-chefe da Austin Ratings, Alex Agostini, considera que será difícil o Brasil superar a Rússia neste ano apenas com a valorização do Real.
Cenário Global e Top 3 Inalterado
O ranking das 15 maiores economias representa 75% do PIB global. O Top 3 permanece inalterado em 2025:
Houve, contudo, uma mudança no 4º lugar: o Japão retomou o posto, com PIB de US$ 4,2798 trilhões, superando a Índia.
O Canadá ficou na 10ª posição com US$ 2,2836 trilhões em 2025, logo acima do Brasil. Outras economias que vêm logo atrás do Brasil são Espanha (US$ 1,8914 trilhão), México (US$ 1,8627 trilhão) e Coreia do Sul (US$ 1,8586 trilhão).
Previsão para 2026 e Crescimento do 3º Trimestre
A previsão da Austin Rating para 2026 mantém o Brasil na 11ª posição, com um PIB projetado de US$ 2,2927 trilhões e uma participação de 1,9% no PIB global.
Em termos de crescimento trimestral, a Austin Rating destacou que o crescimento de 0,1% do PIB do Brasil no 3º trimestre correspondeu à 34ª maior taxa de expansão global. O país que mais cresceu no período, em comparação com o 2º trimestre, foi Israel, com alta de 3,0%.