sábado, 24 de janeiro de 2026
07/12/2025 14:00

Porto de Itajaí reage e expõe impacto da licitação de 2023 investigada pela PF e MPF


A Superintendência do Porto de Itajaí divulgou uma nota oficial neste domingo para esclarecer as notícias nacionais sobre a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal a respeito do processo licitatório conduzido pela Antaq em 2023 — período em que o porto ficou 14 meses paralisado durante a gestão Bolsonaro. Segundo o comunicado, a apuração não envolve o Governo Federal atual e mira um edital elaborado e executado por conselheiros nomeados na administração anterior, dentro de um modelo que priorizava a privatização total das áreas públicas.

O Porto reforça que a Antaq é um órgão autônomo, com diretoria própria e independência administrativa, e que nenhuma decisão da agência teve participação da gestão atual ou da estrutura local do Porto de Itajaí. Todas as etapas da licitação — critérios, formato, julgamento e escolha — foram conduzidas exclusivamente pela Antaq, antes da federalização do terminal.

Na nota, a Superintendência relembra que a paralisação de 14 meses provocou prejuízos expressivos ao município, ao complexo portuário e aos trabalhadores. A falta de definição contratual e a intenção de privatização integral criaram um cenário de instabilidade que impactou diretamente a economia regional e atrasou a retomada das operações.

Com a federalização, o Porto afirma ter recuperado sua capacidade operacional, movimentando 500 mil toneladas apenas no último mês. A previsão é que o faturamento anual atinja R$ 180 milhões em 2025, impulsionado pela estabilização financeira, retorno dos investimentos e fortalecimento da cadeia logística da região.

A gestão atual declara apoio integral às investigações conduzidas pelo TCU, MPF e PF, defendendo que todo o processo realizado em 2023 seja integralmente esclarecido — tanto pelos impactos econômicos quanto pelo atraso operacional que atingiu o município.




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