sábado, 24 de junho de 2017
23/06/2017

Triunfo depende de acordo para evitar recuperação judicial


Mesmo com a venda do terminal Portonave por R$ 1,3 bilhão, anunciada na segunda-feira, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) ainda depende de um acordo com os credores para respirar aliviada e se livrar de uma recuperação judicial. A empresa deve ao mercado R$ 3,8 bilhões, sendo que parte desse montante passa por renegociações, que podem ser concluídas na próxima semana.

O acordo envolve quase 20 credores financeiros e deve acelerar a venda de outros ativos do grupo. A negociação com os credores tenta garantir que parte do dinheiro da venda da Portonave seja usada para dar fôlego à companhia.

Além do terminal portuário, a Triunfo tenta se desfazer da participação na empresa Tijoá – concessionária responsável pela exploração da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos – e no Aeroporto de Viracopos, onde é sócia com o grupo UTC, envolvido na Operação Lava Jato. 



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Triunfo depende de acordo para evitar recuperação judicial

Mesmo com a venda do terminal Portonave por R$ 1,3 bilhão, anunciada na segunda-feira, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) ainda depende de um acordo com os credores para respirar aliviada e se livrar de uma recuperação judicial. A empresa deve ao mercado R$ 3,8 bilhões, sendo que parte desse montante passa por renegociações, que podem ser concluídas na próxima semana.

O acordo envolve quase 20 credores financeiros e deve acelerar a venda de outros ativos do grupo. A negociação com os credores tenta garantir que parte do dinheiro da venda da Portonave seja usada para dar fôlego à companhia.

Além do terminal portuário, a Triunfo tenta se desfazer da participação na empresa Tijoá – concessionária responsável pela exploração da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos – e no Aeroporto de Viracopos, onde é sócia com o grupo UTC, envolvido na Operação Lava Jato. 

Quadro se agravou com crise institucional brasileira

Desde o ano passado, a empresa vem atravessando grave crise financeira com a piora do cenário econômico e fechamento do mercado de crédito brasileiro. Em fevereiro deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que faria a execução de garantias de dois empréstimos pontes concedidos às controladas da Triunfo: R$219 milhões da concessionária de rodovias Concer, vencidos em novembro de 2016; e R$ 760 milhões da Concebra, vencida em dezembro de 2016.

Segundo o balanço do primeiro trimestre da companhia, R$ 1,8 bilhão em dívidas vão vencer até o fim deste ano e outros R$ 211 milhões em 2018. Sua dívida líquida equivale a 3,4 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos e depreciação) – indicador que sempre trouxe preocupação aos analistas de mercado. Mas esse número já foi pior: em dezembro de 2016, equivalia a 4,2 vezes o Ebtida.

No entanto, a grave crise financeira não é a primeira nos 17 anos de operação da TPI. Em 2008, durante a crise mundial, a empresa não conseguiu apresentar as garantias de uma licitação e perdeu a concessão de uma rodovia. Depois disso, ela engatou várias empreitadas. Abriu capital na bolsa de valores, fez emissões no exterior, aumentou sua participação nas áreas de portos, aeroportos e virou a terceira maior administradora de rodovias do Brasil. Mas durante todo esse tempo a capacidade financeira da TPI foi colocada em xeque. 

Mercado vê possibilidade da Maersk se associar a MSC na Portonave

A Triunfo Participações e investimentos anunciou na noite de segunda-feira a venda de suas ações do terminal de uso privado (TUP) Portonave - Terminal Portuário Navegantes S/A à empresa suíça Terminal Investment Limited S/A (TIL), que é controlada pelo armador MSC Mediterranean Shipping, e o mercado já questiona o negócio. Na opinião de especialistas a MSC, por meio da TIL, somente adquiriu os 50% restantes da ações - ficando com o controle do TUP - porque, pelo fato de ser sócia do empreendimento, tem prioridade na aquisição e vê no terminal catarinense em negócio rentável. No entanto, já existem rumores que no prazo de seis meses, no máximo um ano, essas ações passem para outro armador, no caso, o Maersk Group.

Na opinião do especialista em gestão portuária e diretor executivo do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) de Itajaí, Luciano Angel Rodriguez, existe grande tendência da Maersk se associar a MSC na margem esquerda do Porto de Itajaí, o que fortaleceria o Complexo Portuário como um todo. Segundo Rodriguez, a Maersk somente não entrou agora no mercado devido à dificuldade de se obter a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). O Maersk Group já controla a APM Terminals Itajaí e também adquiriu o armador Hamburg Sud, acionista do TUP Porto Itapoá. 

Concorrentes ou complementares?

Questionado sobre o porquê de dois concorrentes se associares, o especialista diz que vê os dois armadores com empresas complementares e não concorrentes. A Maersk hoje é o maior armador do mundo e a MSC ocupa a segunda posição. Juntos, os dois armadores movimentam 38% do mercado mundial de cargas reefer e 75% do mercado brasileiro. Portanto, segundo Rodriguez, a associação dos dois armadores traria um volume significativo de cargas para o Complexo - para a APM Terminals e Portonave - e faria com que o governo federal investisse na infraestrutura do Complexo Portuário. “Faltaria porto para tanta carga”, conclui.

Com relação ao valor do negócio, de R$ 1,3 bilhão e com ágio de aproximadamente 150% sobre o valor de mercado, de R$ 526,2 milhões, Rodriguez diz que está dentro dos padrões do mercado e informa que a Maersk fez recentemente investimento semelhante, de cerca de US$ 400 milhões, na ampliação de um e seus terminais no México. Procurada, a APM Terminals Itajaí não se manifestou sobre o assunto. 

Portonave passa integralmente para o controle da MSC

A diretoria do terminal portuário de uso privado (TUP) Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes não deve se manifestar sobre o “fato relevante” divulgado no final da tarde de ontem pela Triunfo Participações, referente a venda de 50% das ações da empresa à empresa suíça Terminal Investment Limited S.A (TIL). A TIL é controlada pelo armador MSC Mediterranean Shipping, que já possui 50% do capital do TUP. Com a aquisição o armador suíço obtém o controle integram do terminal catarinense, que ocupa a segunda posição do ranking nacional de movimentação de contêineres e 16ª posição entre os terminais da América Latina.

A negociação é de R$ 1,3 bilhão e agora depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), antes que seja efetivado. O valor negociado chama a atenção, uma vez que a TIL deve pagar à Triunfo ágio de quase 150%. O valor de mercado da Portonave é de R$ 526,2 milhões. Procurada, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) se limita a comentar apenas o teor do fato relevante.

 

FATO RELEVANTE

CELEBRAÇÃO DO CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE AÇÕES DA PORTONAVE

São Paulo, 19 de junho de 2017 - TPI – Triunfo Participações e Investimentos S.A. (“Companhia”), em complemento ao Comunicado ao Mercado divulgado em 06 de fevereiro de 2017 e ao Fato Relevante divulgado em 28 de março de 2017 e em atendimento ao disposto no §4º do Artigo 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM 358/02, conforme alteradas, vem a público informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou o Contrato de Compra e Venda de Ações tendo por objeto a alienação, direta e indireta, de 100% da sua participação na controlada Portonave S.A. – Terminais Portuários de Navegantes (“Portonave”) para a Terminal Investment Limited S.A r.l. (“Operação”).

O preço de alienação (equity value) da Portonave é de R$ 1,3 bilhão (um bilhão e trezentos milhões de reais), que estará sujeito aos ajustes usuais nesse tipo de operação.

A Operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (CADE) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), conforme aplicável.

A companhia manterá o mercado informado a respeito da matéria tratada neste Fato Relevante.

Inicialmente não deverá ocorrer mudanças

Segundo informações de bastidores, inicialmente não devem ocorrer mudanças na administração da Portonave, que movimenta mais da metade dos contêineres que passam por Santa Catarina e por fatia superior a 80% das cargas operadas no Complexo Portuário do Itajaí.

A Portonave é hoje uma das mais eficientes instalações brasileiras dedicadas à movimentação de contêineres e também o ativo com maior liquidez — o que tem melhores possibilidades de resultar em um bom negócio - da TPI, ou seja, é um dos investimentos mais rentáveis da Triunfo, que tem como principal foco a concessão de rodovias.

Embora a companhia não tenha se manifestado oficialmente, sabe-se que existe um grande entrosamento entre o atual superintendente administrativo-financeiro, Osmari Castilho Ribas - que até então era o homem da Triunfo na gestão do TUP - e o superintendente operacional Renê Duarte - indicado pela MSC -, que resulta em uma gestão de sucesso.

Resta esperar para sabermos se tais “boatos” se confirmam.

 

Passados 40 dias e nada dos recursos para o Porto de Itajaí

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, assinou no dia 11 de maio a autorização para a liberação de R$ 23 milhões para a conclusão das obras de reforço e realinhamento do berço 3 e ensaios para estudos de viabilidade da obra do berço 4. Só que, passados quase 40 dias da liberação, os recursos ainda não foram transferidos para a Superintendência do Porto de Itajaí.  

E sem o repasse dos recursos, a obra continua abandonada, uma vez que a retomada dos trabalhos está vinculada a apresentação de um cronograma de pagamentos à empreiteira Serveng, que cansada de acreditar nas promessas de Brasília, mobilizara o canteiro de obras somente após esta definição.

O berço 3 está com mais de 90% das obras concluídas. Já no berço 4 foram encontrados escombros remanescentes das enchentes de 1983, o que impossibilita a perfuração para cravação de estacas para o novo cais. Diante disso, será necessário minucioso estudo, com ensaios de perfuração das lajes, para que aí elaborado um novo orçamento para a aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação.

Acidentes matam dois trabalhadores no Porto de São Francisco do Sul

O trabalhador Fernando Reis Borges, 30 anos, morreu na noite de sábado, 17, no Porto de São Francisco do Sul, após a explosão do motor de um rebocador. Segundo a Delegacia da Capitania dos Portos do município, o mecânico estava fazendo a manutenção de um rebocador, de propriedade da empresa Wilson Sons, quando ocorreu o acidente. Borges era funcionário de uma empresa terceirizada pela Wilson Sons.

Uma equipe da delegacia da Capitania dos Portos inicia hoje, 19, a perícia no local. Em nota, a empresa proprietária da embarcação também diz estar apurando as "circunstâncias do acidente".

Na quarta-feira, 14 de junho, outro trabalhador morreu no cais do Porto de São Francisco do Sul. Conforme a administração portuária, a vítima realizava a manutenção de defensas metálicas quando morreu. A Autoridade portuária não informou a identidade e nem as circunstâncias, apenas diz que "as causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil que contará com toda a colaboração da Administração do Porto de São Francisco do Sul'.

Nos dois casos, nem bombeiros nem a Polícia Militar foram acionados. Segundo a Assessoria de Comunicação Social do Porto, nos dois casos a equipe de socorristas da instituição "prestou imediata assistência à vítima e aos demais trabalhadores que estavam no local". Ainda segundo nota emitida pela instituição, a vítima era funcionário de uma empresa terceirizada e estava responsável pelo trabalho na manutenção das defensas metálicas. 

Cai movimentação do Complexo Portuário do Itajaí

O impacto dos 13 dias de barra impraticável ou praticável com restrições impactaram significativamente nos resultados do Complexo Portuário do Itajaí em maio. A retração, comparativamente ao igual período do ano passado, foi de17%. Foram movimentados 74,24 mil TEUs no último mês, ante 89,87 mil TEUs em maio de 2016. Agora, se comparadas a abril, o impacto foi bem maior, caiu de 102,82 mil TEUs para 74,24 mil TEUs. O recuo foi de 27,8%.

Se analisados apenas os resultados da margem direita, o saldo é positivo com relação a maio do ano passado. A APM Terminals e o Porto Público somaram 16,89 mil TEUs, com avanço de 12% com relação ao mesmo mês do ano passado. Agora, se comparado a abril, houve uma retração de 10,14%, ou seja, caiu de 18,75 mil TEUs para 16,85 mil TEUS.

Na Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes a retração foi mais significativa. Caiu 23% com relação a maio do ano passado - de 74,79 mil TEUs para 57,39 mil TEUs - e 31,63% comparativamente a abril deste ano, passando de 83,93 mil TEUs para 57,39 mil TEUs.

Mesmo tendo enfrentado perdas devido ao fechamento da barra devido às fortes correntezas - decorrentes das cheias na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu - o superintendente em exercício do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz, está otimista com relação ao ano de 2017. 

 

 

Maersk vende Mercosul Line para a CMA-CGM

O mercado foi surpreendido nesta terça-feira com a notícia transmitida pelo Banco Santander que a gigante Maersk vendeu a Mercosul Line para o armador francês CMA CGM. A Maersk já havia informado a decisão de vender a Mercosul Line, para se adequar às exigências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Mercosul Line detém cerca de 21% do transporte contêineres na costa brasileira e a Aliança Navegação e Logística tem 59% neste mercado. A Aliança pertence à Hamburg Sud e a Mercosul pertencia à Maersk, o que gerava a concentração do mercado local na mão da Maersk, o que acabou suscitando o veto do Conselho de Defesa Econômica (Cade) brasileiro.

Na página da CMA CGM, hoje, Rodolfo Saade, presidente da empresa, diz que a aquisição da Mercosul Line é um marco para a expansão dos negócios de transporte marítimo na América do Sul. A mudança poderá impactar nos acordos operacionais com a Log-IN.

Portonave é o 16º da América Latina e Caribe na movimentação de contêineres

O Terminal de Uso Privado (TUP) Portonave ocupa a 16ª posição na América Latina e Caribe em movimentação de contêineres, com 895,37 mil TEUs operados. O ranking foi divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no início da semana, em Santiago, no Chile. O ranking é liderado pelo Porto de Santos, com a movimentação de 3.394 milhões de TEUs, em 2016.

Se analisados apenas os portos brasileiros, a Portonave ocupa a segunda posição, seguida pelo Porto de Paranaguá, na 20ª posição no ranking da América Latina e Caribe e 3º entre os brasileiros, com 725,041 mil TEUs operados.

A Cepal é uma unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe. O órgão faz essa pesquisa desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais.

Porto de Imbituba recebe o maior navio de sua história

O Porto de Imbituba recebeu na última semana o maior navios full container de sua história. Com 300 metros de comprimento e capacidade para 8,7 mil TEUs o cargueiro Maersk Labrea deveria escalar no Complexo Portuário do Itajaí. Porém, como a barra de acesso estava impraticável devido à grande correnteza, precisou desviar a rota para Imbituba.

A operação do Maersk Labrea foi vista pela Autoridade Portuária de Imbituba como a garantia de que o porto, com gestão do Governo do Estado, tem condições de operar navios de grande porte.

Exportações de SC acumulam alta de 16,8% até maio

A exportações catarinenses acumulam alta de 16,8% (US$ 3,4 bilhões) até maio frente ao igual período do ano anterior. O desempenho positivo foi puxado pela soja, com crescimento de 40,5%, carne suína (45,8%) e carne de aves (10,7%). Os destinos dos embarques que mais avançaram no período foram os Estados Unidos (40,8%) e Rússia (137,1%), este último, impulsionado pelas vendas de carne suína. Na importações catarinenses, de US$ 4,7 bilhões, foi registrado avanço de 20,4% na comparação com o mesmo período de 2016. Os números são da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Se analisado apenas maio, as exportações do estado somaram US$ 802,8 milhões, com avanço de 15,8% em relação a maio de 2016. 

A retomada do comércio exterior deve levar três anos

O diretor da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez, diz que serão necessários, ao menos, mais três anos para que o Brasil recupere os volumes de importação e exportação movimentados antes do início da crise econômica, em 2015. A projeção leva em conta o crescimento de 14% nas importações e o discreto aumento de 0,1% nas exportações no primeiro trimestre. No entanto, apesar da aparente recuperação, quando comparados com os índices verificados há alguns anos, a queda ainda é grande. Foram registradas quedas contínuas em 15 meses subsequentes, o que representou os piores níveis vistos desde os anos 90.

Além das crises econômica e institucional, para a Maersk, as exportações brasileiras também desbarram na falta de equipamentos e de espaço nos navios. O problema afeta cargas como milho, trigo e soja, que passam a ser embarcados a granel devido à escassez de contêineres em solo nacional. No caso das cargas reefer, os exportadores sentem o impacto da falta de contêineres no mercado nacional, pois os armadores agora têm de trazer equipamentos vazios para o Brasil para tê-los prontos para as exportações.

Dominguez aponta ainda a redução do preço do frete - que caiu 19% no ano passado, recuperando apenas 4,4% em 2017 - e o aumento dos custos com combustível como fatores que criam um momento de desafio para os armadores.

 

 

Retomadas operações no Complexo Portuário do Itajaí

A Autoridade Marítima determinou no final da tarde de ontem, quinta-feira, a abertura do acesso ao Complexo Portuário do Itajaí, porém, com restrições. No entanto, ainda no início da noite foram realizadas três manobras. Foi autorizada a saída de um navio que durante os 13 dias de barra impraticável estava atracado no Teporti, e a entrada de dois rebocadores, para o estaleiro Navship.

Para esta sexta-feira, 09, estão programadas quatro atracações, na Portonave, Teporti, Braskarne e Poly Terminais. Já para o final de semana, dias 10 e 11, estão previstas quatro atracações, três saída e uma mudança de berço.

A boa notícia nisso tudo é que, além da retomada das operações, vários navios que haviam omitido escala em Itajaí já solicitaram reagendamento.  

Cargas do Complexo Portuário do Itajaí migram para Itapoá

A barra de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí permanece fechada. Impossibilitados de embarcar, muitos exportadores, que precisam cumprir rígidos prazos contratuais, estão deslocado suas cargas para o TUP Porto Itapoá, que já registra um avanço de cerca de 80% nos embarques na última semana, principalmente de cargas refrigeradas.

Segundo o terminal, a média de movimentação diária do gate na última semana é de 1,3 mil caminhões dia, enquanto que a média normal do TUP soma 800 caminhões dia. Ao contrário do que se pensa, esse aumento abrupto nas operações também não é benéfico para Itapoá, uma vez que o TUP já opera praticamente no seu limite.

Enquanto isso o Complexo Portuário do Itajaí a acumula prejuízos milionários, que nesta quinta-feira já chegam em torno de R$ 34,32 milhões. A cada dia de barra impraticável a cadeia logística de Itajaí e região deixa de movimentar 1,79 mil contêineres, o que representa perdas de R$ 2,86 milhões para o setor. O cálculo é feito com base no valor de R$ 1,6 mil, que segundo a Autoridade Portuária, é o que a movimentação de um contêiner representa para a cadeia logística, incluindo tarifas portuárias, mão de obra e transporte dos terminais retroportuários para o costado do navio e vice versa.

Falta de contêineres reefers pode prejudicar exportações de SC

A falta de contêineres no mercado, que está prejudicando as remessas de frutas, peixes, carnes de frango, bovina e suína, entre outros produtos que necessitam de transporte com temperaturas controladas em outros estados do Sul do Brasil também pode chegar a Santa Catarina. O problema ainda não chegou ao estado porque os três principais terminais portuários especializados em congelados em Santa Catarina - APM Terminals Itajaí, Portonave e Porto Itapoá - pertencerem aos dois principais armadores do mercado, MSC e Maersk, que são os dois principais armadores que operaram no transporte de reefers e juntos concentram mais de 85% dos equipamentos.

No entanto, segundo especialistas, o problema tende a chegar também a SC, devido ao grande desequilíbrio entre as importações e exportações brasileiras. Isso faz com que os armadores redirecionem os contêineres para regiões com melhores níveis de frete. E o pior é que não há como amenizar o problema porque é uma situação de mercado. O hemisfério Sul está entrando no inverno enquanto o hemisfério norte está entrando no verão. A carga congelada aumenta para esse mercado de consumo e, portanto, há uma maior distribuição de produtos congelados para toda Europa, Ásia e América do Norte.

Na outra ponta da cadeia logística, os armadores confirmam a falta de contêineres reefer no mercado brasileiro. O armador Hamburg Süd informa que o problema não ocorre apenas no Sul do Brasil, mas também no Uruguai e Argentina. Já a Maersk diz que a falta de equipamento atingiu igualmente os armadores e “por consequência os exportadores que embarcam suas cargas do porto de Itajaí.” Segundo a empresa, a situação da reposição dos vazios deve diminuir no segundo semestre. “Mas os armadores de maneira geral ainda terão bastante dificuldades de manter o fluxo de vazios retornando ao Brasil”. 

Prejuízo do Complexo Portuário do Itajaí ultrapassa R$ 30 mi

A barra do Complexo Portuário do Itajaí está i praticável desde o dia 27 de maio e as perdas da cadeia logística giram em torno de R$ 31,46 milhões. O cálculo foi feito tomado como base a média de movimentação diária do Complexo registrada em abril, de 1,79 mil contêineres, e o valor de R$ 1,6 mil, que segundo a Autoridade Portuária, é o que a movimentação de um contêiner representa para a cadeia logística, incluindo tarifas portuárias, mão de obra e transporte dos terminais retroportuários para o costado do navio e vice versa. Nesta quarta-feira fazem 11 dias que o Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo estão sem operações. Portanto, 19,69 mil contêineres deixaram de ser movimentados.

O cálculo não inclui as perdas dos armadores, de US$ 30 mil a US$ 50 mil por dia parado, e nem os custos adicionais de armazenagem e transportes que os exportadores têm, uma vez que precisam pagar por um período maior de armazenagem de seus contêineres ou, em casos mais extremos, levar as cargas para serem exportadas por outros portos.  

Neste período de barra impraticável , 20 escalas foram omitidas no Porto de Itajaí e demais terminais, segundo a Praticagem.

Barra do Complexo Portuário do Itajaí volta a fechar

O acesso ao Complexo Portuário volta a fechar nesta segunda-feira,05. A barra ficou impraticável por oito dias, abriu na manhã de ontem, com restrições, onde foram realizadas apenas duas manobras para a desatracação na Portonave - Terminal Portuário Navegantes. O canal voltou a ser fechado nesta manhã, devido a correnteza no rio Itajaí-Açu, de 3,5 nós, segundo a empresa Itajaí & Navegantes Pilots, responsável pela praticagem.

Neste período de barra impraticável ou praticável com restrições, 16 escalas foram omitidas no Porto de Itajaí e demais terminais do Complexo. Fundeados ao largo, oito navios e dois rebocadores aguardam a liberação para atracação. Com as fortes chuvas que voltaram a cair na região da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu desde o domingo, não há previsão de reabertura.

Dez navios abortaram escala em Itajaí

A barra do Complexo Portuário completa hoje, 02, sete dias sem operações e dez navios abortaram escalas no Porto de Itajaí e demais terminais instalados na foz do Rio Itajaí-Açu. Outros sete navios aguardam a liberação do acesso e três estão atracados desde o sábado, 27 de maio, apenas esperando a liberação de saída, para seguirem viagem. Segundo estimativas de órgãos internacionais ligados a navegação marítima, cada dia parado representa para o armador uma perda média de 30 mil a 50 mil dólares por navio.

A Praticagem e a Autoridade Marítima, no caso a Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, devem fazer hoje novas avaliações para a liberação das operações. No entanto, devido a correnteza, que ainda é forte, as possibilidades são remotas.

 

Portonave nega cobranças da SPI

A Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes nega que venha fazendo qualquer cobrança da Superintendência do Porto de Itajaí com relação a investimentos que tenha feito em áreas comuns ao Complexo Portuário. O terminal de uso privado (TUP) pagou parte dos estudos encomendados a empresa holandesa Arcadis e também arcou com outras despesas relacionadas a implantação da nova bacia de evolução.

Segundo a empresa, os investimentos feitos à época foram uma contribuição com a Autoridade Portuária, no caso a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) a título de colaboração, e a empresa não tem interesse em reaver esses recursos. Já a APM Terminals alega que não existe qualquer formalização da referida “doação”. 

Porto de Itajaí não quer ser refém da iniciativa privada

A discussão foi retomada agora porque o Complexo necessita da instalação de um sistema de monitoramento das correntes marítimas que seria custeado pela Praticagem, APM Terminals e Portonave. Porém, a SPI não deu o aval alegando que não pode ficar refém dos terminais.

Relembrando o caso, para dar continuidade ao processo de implementação dos novos acessos aquaviários ao Complexo, nos idos anos de 2010 e 2011 a APM Terminals Itajaí e a Portonave custearam os estudos, porque além de não ter recursos para tal, por ser uma Autarquia, a SPI somente poderia contratar os serviços por licitação, o que demandaria muito tempo. Além disso, o TUP instalado na margem esquerda também custeou parte do processo de relocação dos pescadores que ocupavam o molhe de Navegantes.

Segundo a SPI, o pagamento de serviços e outras despesas pelos terminais “parceiros” ocorrido em outras vezes agora estão sendo cobradas. Segundo Marcelo Salles, a SPI já foi notificada a pagar mais de $ 16 milhões de serviços que foram executados por meio desse tipo de parceria. Salles diz ainda que o pagamento do montante, além de impactar na receita da Autarquia, que opera deficitária desde 2009, também é ilegal, porque não foram feitos de acordo com a legislação vigente, no caso a Lei de Licitações, e nem autorizados pela Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq). 

TUP continua parceira

Além de garantir que não tem qualquer interesse em cobrar da Autoridade Portuária os investimentos que fez, esta não é a primeira vez que a Portonave diz que seu desejo é se manter parceira da SPI, em prol da atividade portuária na região e do Complexo Portuário como um todo.

Exemplo disso foi a declaração do superintendente administrativo-financeiro da Portonave Osmari Castilho Ribas ao Blog da Redação, publicada no dia 17 de março, quando afirmou que, independente das ações da Autoridade Portuária, a exemplo da insistência na cobrança de tarifas portuárias do TUP - procedimento no qual a Antaq, que é a agência reguladora do setor portuário já se manifestou contrária, isso não macula o bom relacionamento entre o terminal privado e a SPI. Para ele são apenas visões antagônicas sobre um determinado ponto, mas que não mudou em nada a política de boa vizinhança que até dezembro do ano passado existiu entre o Porto Público e o TUP.

Barra segue impraticável

A barra do Complexo Portuário continua fechada. Ela foi declarada impraticável pela Autoridade Marítima no último sábado, dia 27, e desde então as manobras estão paralisadas. Neste período cinco armadores abortaram suas escalas em Itajaí, três navios seguem atracados desde o sábado e 12 cargueiros aguardam a liberação do acesso ao largo. Tanto a Praticagem, como a Delegacia da Capitania dos Portos, tem feito avaliações constantes, mas até a manhã desta quarta-feira não havia previsão de abertura. 

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