sábado, 06 de dezembro de 2025
05/12/2025

Santa Catarina é reconhecida com o nível máximo em transparência pública, durante Congresso Internacional dos Tribunais de Contas


Foto: Guilherme Bento / SECOM

O Governo de Santa Catarina foi reconhecido nesta quinta-feira, 4, com o nível Diamante, a classificação máxima do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), em anúncio oficial realizado durante o IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas, evento que reuniu autoridades, especialistas e órgãos de controle de todo o país. O resultado coloca o Estado entre os mais transparentes do Brasil.

“Uma gestão pública de qualidade precisa ser eficiente, mas também transparente em tudo o que realiza com o dinheiro público. Esse selo vem confirmar exatamente isso: estamos construindo uma gestão séria, responsável e verdadeiramente comprometida com a sociedade”, destacou o governador Jorginho Mello.

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert foi quem recebeu o troféu, representando o governador, que está no Rio de Janeiro para o encontro do Cosud. “Este avanço reflete o compromisso diário do governador Jorginho Mello, que nos orienta a trabalhar com dedicação, lealdade e total responsabilidade com o dinheiro público. O Selo Diamante coloca Santa Catarina em destaque no cenário nacional e renova o compromisso de todo o Governo com a boa gestão e a transparência”, afirmou o secretário da Fazenda.

“Santa Catarina trabalha com seriedade e responsabilidade. Receber o nível Diamante mostra que tratamos a transparência como um valor permanente da gestão Jorginho Mello. Este reconhecimento, anunciado em um congresso internacional, reforça que estamos no caminho certo ao fortalecer a confiança da sociedade na gestão pública”, conclui o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento.

O  Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), coordenado pela Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil), avalia o cumprimento de critérios rigorosos relacionados à transparência ativa, passiva, dados públicos e conformidade com a Lei de Acesso à Informação (LAI).

A avaliação deste ciclo aponta um crescimento de +5,74 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No total, foram analisados 91 critérios do PNTP e 15 recursos apresentados pelo Governo do Estado, sendo oito deles aceitos integralmente.

CGE lidera estratégia que levou SC ao topo da transparência

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) foi responsável por coordenar as ações que garantiram o avanço. A pasta orientou todos os órgãos estaduais, realizou diagnósticos internos, revisou itens pendentes e supervisionou a adequação das informações disponibilizadas nos portais oficiais.

Mesmo com a nota máxima, o Governo do Estado, por meio da CGE, já estruturou um plano de ação para aperfeiçoar os poucos pontos pendentes, com medidas envolvendo órgãos e entidades como SEA, SEF, SCTI e a própria CGE.

Com o resultado divulgado no Congresso, Santa Catarina reforçou sua posição entre os estados mais transparentes do Brasil. “A CGE continuará monitorando e qualificando as informações públicas para manter o desempenho e ampliar o acesso dos catarinenses a dados claros, confiáveis e atualizados”, finalizou o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento.



Blog

Dívida do Governo Federal Sobe e Chega a R$ 8,25 Trilhões

A dívida pública federal do Brasil subiu 1,62% em outubro em relação a setembro, atingindo R$ 8,254 trilhões, segundo informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27).

Do total, R$ 7,948 trilhões correspondem à dívida interna, enquanto a dívida externa chegou a R$ 305 bilhões.

Em relação à composição da dívida, o Tesouro detalhou que:

21,44% são títulos prefixados (com juros definidos no momento da emissão);

26,68% são títulos corrigidos por índices de preços;

48,19% são papéis com taxas flutuantes;

3,68% são papéis cambiais, ligados à variação do dólar.

Segundo o órgão, a alta da dívida em outubro ocorreu devido à emissão líquida de R$ 41,38 bilhões e à apropriação positiva de juros de R$ 90,12 bilhões.

O Tesouro também informou que a reserva de liquidez da dívida pública, uma espécie de “colchão” para garantir o pagamento dos compromissos, subiu 1,5% em termos nominais, chegando a R$ 1,048 trilhão. Na comparação anual, a reserva cresceu 27,38% em relação a outubro de 2024.

Cresce número de setores industriais confiantes, mas quadro geral ainda é de pessimismo

Empresários de nove dos 29 setores da indústria encerram novembro confiantes, mostram os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (28). Embora a maioria dos segmentos industriais continue pessimista, o resultado revela ligeira melhora no quadro geral, já que apenas cinco setores haviam fechado o mês de outubro otimistas.

“A alta da confiança está atrelada, principalmente, à melhora das expectativas dos empresários em relação às próprias empresas e à economia, mas a avaliação da conjuntura atual continua bastante negativa, sobretudo por causa dos juros elevados. Isso ainda segura a retomada do otimismo de forma mais ampla”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O ICEI do setor de perfumaria, limpeza e higiene pessoal subiu 6 pontos entre outubro e novembro. Com isso, o segmento se tornou o mais confiante da indústria, com 56,9 pontos. Por outro lado, o índice desabou 5,9 pontos no setor de biocombustíveis, para 40,6 pontos, fazendo desse segmento o mais pessimista. Vale lembrar que o ICEI vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam empresários com falta de confiança e, acima, com confiança. 

Indicador sobe em todos os portes, mas não reverte quadro pessimista
O indicador subiu entre todos os portes de empresas pelo segundo mês consecutivo. Entre as pequenas indústrias, cresceu 1,6 ponto, para 48,3 pontos, o maior patamar para o segmento desde janeiro. Nas médias empresas, o ICEI teve alta de 0,8 ponto, para 48,7 pontos, enquanto nas grandes aumentou 0,3 ponto, de 48,6 pontos para 48,9 pontos. 

As indústrias de todos os portes continuam sem confiança, mas os resultados positivos recentes sinalizam que essa percepção negativa tem perdido força. 

Centro-Oeste volta a patamar de confiança
No Centro-Oeste, o índice avançou 3,5 pontos, de 49,6 pontos para 53,1 pontos, apontando que os empresários da região passaram a um estado de confiança. Esses industriais se juntaram aos empresários do Nordeste, cujo índice não mudou entre outubro e novembro. 

Embora o ICEI tenha subido no Norte, no Sul e no Sudeste, os industriais dessas três regiões seguem sem confiança. No Norte, o indicador subiu 1,8 ponto, para 48,5 pontos; no Sul, 1,2 ponto, para 46,3 pontos; e no Sudeste, 0,5 ponto, para 47,3 pontos.

Sobre o ICEI Setorial
Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.747 empresas: 718 de pequeno porte; 617 de médio porte; e 412 de grande porte, entre 3 e 12 de novembro de 2025.

Produção nacional em defesa criaria 200 mil empregos e R$ 9 bilhões em tributos, aponta CNI

Um novo simulador de impacto elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que se o Brasil produzisse cerca de um terço dos produtos de defesa e segurança que hoje importa, o país poderia criar 226 mil empregos diretos e indiretos e arrecadar R$ 9,9 bilhões em tributos indiretos e contribuições sociais. O estudo mostra ainda que o impacto total no valor da produção seria de R$ 60,9 bilhões. 

Os dados foram apresentados nesta quinta (27), durante a 26ª reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa), que aconteceu na sede da CNI, em Brasília, e reuniu empresários, especialistas e representantes das forças armadas brasileira. 

O simulador mede os efeitos socioeconômicos de substituir importações por produção interna, considerando os impactos em emprego, renda e arrecadação fiscal. Atualmente, o Brasil importa, em média, R$ 70,8 bilhões por ano em produtos de defesa e segurança, com itens que vão desde coletes balísticos e trajes antibombas até mísseis e peças e componentes para aeronaves militares. 

O presidente do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa e da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mário Aguiar, explica que o Brasil já conta com base industrial de defesa capaz de produzir armamentos, radares, mísseis e aeronaves militares, mas ainda depende fortemente da importação de insumos críticos e produtos acabados.

“Compras públicas de defesa são um instrumento estratégico para estimular a produção nacional, adensar cadeias industriais e impulsionar pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) com efeitos multiplicadores em toda a economia”, reforça.  

Investimento em defesa e segurança: mais soberania e tecnologia 
Atualmente, mais de 90% das importações no setor são de uso dual, com aplicação tanto militar quanto civil. Essa característica amplia o potencial de desenvolvimento tecnológico e produtivo, com transbordamentos para setores como telecomunicações, aeroespacial, automotivo, cibernético e energético. A nacionalização, mesmo parcial, pode reduzir a vulnerabilidade externa em setores sensíveis, estimular a inovação e fortalecer a soberania tecnológica do país. 

Danilo Severian, especialista em políticas e indústria da CNI, explica que o fortalecimento da base industrial de defesa tem efeitos estruturantes sobre cadeias produtivas de alta complexidade e atua como vetor de inovação transversal. “É um setor capaz de elevar o patamar tecnológico do país e criar oportunidades tanto para grandes empresas quanto para startups e centros de pesquisa”, explica. 

Oportunidade para atrair mão de obra qualificada 
Caso o Brasil produza 30% do que hoje importa em produtos de defesa, os empregos criados para atender a essa nova demanda seriam, em grande parte, de alta qualificação técnica. Isso porque o setor envolve atividades intensivas em tecnologia, engenharia e inovação. 

A simulação do Observatório Nacional da Indústria projeta a geração de 123 mil vagas formais caso o Brasil fizesse essa produção, das quais 6.900 seriam ocupações inovativas, 2.426 em áreas técnico-científicas ligadas à pesquisa e desenvolvimento (P&D), 5.393 para técnicos e tecnólogos e 1.241 para engenheiros. 

Severian explica que esse perfil reforça o potencial do setor de defesa como um polo de atração e retenção de profissionais altamente qualificados, com impacto positivo na formação de competências estratégicas e na disseminação de conhecimento técnico e científico em toda a economia.

“Além de gerar emprego e renda, o fortalecimento da base industrial de defesa cria oportunidades de carreira em áreas de ponta e pode contribuir para reduzir a evasão de talentos brasileiros para o exterior”. 

Sinduscon Foz do Rio Itajaí encerra 2025 com reconhecimento a empresas e reforça protagonismo da construção civil na economia regional
O Sinduscon Foz do Rio Itajaí realizou, nesta terça-feira (25), sua confraternização anual marcada por homenagens, balanço institucional e reforço do papel estratégico da construção civil no desenvolvimento das cidades da região. O evento, realizado no Clube Atiradores, reuniu empresários, lideranças municipais, representantes de entidades e parceiros que contribuíram para consolidar 2025 como um dos anos mais expressivos para o setor em Santa Catarina.
 
O desempenho da construção civil na base territorial do Sinduscon confirma o crescimento consistente da região: Itajaí (8º), Navegantes (17º), Penha (35º) e Balneário Piçarras (26º) figuram entre os 35 municípios que mais empregaram no setor no Estado. Os números reforçam a força da cadeia produtiva e seu impacto direto no desenvolvimento urbano e econômico.
 
Reconhecimento às empresas e parceiros
 
A cerimônia iniciou com homenagens às empresas patrocinadoras do Sinduscon em 2025 — Caixa Econômica Federal, Eliane Revestimentos Cerâmicos e SSBOX — reconhecidas pelo suporte contínuo e pela parceria essencial para a execução das agendas institucionais da entidade.
 
Na sequência, o Sinduscon destacou empresas que completaram 15, 20, 25, 35 e 40 anos de fundação, além de organizações que atingiram 10, 15 e 20 anos de associação ao sindicato. As homenagens reconhecem trajetórias fundamentais na consolidação da construção civil como um dos setores mais relevantes da economia da Foz do Rio Itajaí.
 
O presidente Eduardo Agostini ressaltou o papel transformador do segmento:
“Essas homenagens reforçam a importância da construção civil para a economia regional. São décadas de geração de emprego, fortalecimento da cadeia produtiva e contribuição direta para o desenvolvimento das nossas cidades.”
 
Os prefeitos das quatro cidades da base territorial também participaram do evento, reforçando a relevância do Sinduscon como agente técnico nas discussões urbanas e econômicas da região.
 
Lançamento do Selo Ambiental Sinduscon
 
Um dos pontos altos da noite foi o lançamento do Selo Ambiental Sinduscon, apresentado pelo vice-presidente Gustavo Bernardi. A iniciativa reconhece projetos e obras que adotam soluções sustentáveis desde a concepção até a execução.
 
Segundo Bernardi, o selo foi estruturado em dois modelos:
• um focado nas soluções sustentáveis presentes no projeto,
• outro dedicado às práticas aplicadas no canteiro de obras.
 
“O objetivo é incentivar iniciativas responsáveis e reforçar o compromisso da construção civil com o meio ambiente”, destacou.
 
Empresas homenageadas
 
15 anos de fundação
ACT Construtora, Copas Empreendimentos, Terrassa Construtora, Dinâmica Construções, D6 Empreendimentos, Readequa Industrial, Clarus Construtora, CK Construções.
 
20 anos de fundação
Ohmni Arquitetura + Engenharia, Lotisa Empreendimentos, NWO Arquitetura Imobiliária.
 
25, 35 e 40 anos de fundação
Forrotec Sistemas Construtivos, Le Soluções, Conjel Contabilidade, Raymundi Incorporação e Construção.
 
10 anos de associação
Dinâmica Construções e Incorporações, Clarus Construtora e Incorporadora, Concrebrás, Construttore Empreendimentos, Gesso Blanco, MMC Administradora e Incorporadora, Realsec Empreendimentos.
 
15 anos de associação
Edificart Construtora e Incorporadora, Êxito Incorporações, Inbrasul Construtora.
 
20 anos de associação
CAS Empreendimentos.
Itajaí arma megaesquema de segurança para receber transatlânticos e reforça posição de destaque no turismo nacional

Itajaí inicia neste domingo (30) mais uma temporada de transatlânticos com um dos maiores esquemas de segurança e organização turística do Sul do Brasil. Com 37 escalas confirmadas, a cidade consolida sua posição como referência nacional no embarque e desembarque de passageiros, devendo receber milhares de turistas ao longo dos próximos meses.

Fora da área portuária, o policiamento será realizado de forma integrada pela Polícia Militar, Guarda Municipal e Codetran, com foco na fluidez do trânsito, monitoramento das vias de acesso e proteção tanto de visitantes quanto de moradores. O reforço na segurança acompanha o aumento da demanda turística e o crescimento do fluxo de passageiros na cidade.

A relevância de Itajaí no circuito de cruzeiros motivou o Comando-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina a enviar equipes especializadas para apoio operacional. Efetivos do Batalhão de Choque e da Cavalaria atuarão na Marejada, no trajeto até o porto e em pontos turísticos estratégicos. O objetivo é ampliar a presença ostensiva e garantir uma recepção organizada, eficiente e acolhedora aos passageiros.

Além dos turistas que passam por Itajaí em trânsito, o terminal deve registrar um grande movimento de embarque e desembarque. Estão programados 977 embarques e 970 desembarques somente no dia de abertura da temporada. Com isso, o terminal deverá operar com praticamente mil passageiros em cada fluxo, exigindo uma estrutura robusta de logística, segurança e atendimento.

O volume de pessoas pode ser ainda maior a bordo dos navios. Cada embarcação tem capacidade para transportar até 4.500 passageiros, e a estimativa é de que cerca de 3.000 turistas desembarquem em média por escala.

No balanço da temporada 2024/2025, Itajaí registrou 154.646 passageiros movimentados, sendo 106.886 em trânsito e 45.260 embarques realizados na cidade. A projeção para 2025/2026 mantém a tendência de crescimento, impulsionada pelo aumento das escalas e pela maior procura pelo destino.

Com a perspectiva de uma temporada aquecida, o município já planeja um receptivo especial para marcar a experiência dos turistas. A Secretaria de Turismo desenvolve uma série de atrações culturais e ações de boas-vindas para reforçar a identidade local e fortalecer a imagem de Itajaí como um dos principais destinos de cruzeiros do Brasil.

Black friday deve movimentar o comércio de Itajaí e antecipar as compras de natal

A Black Friday deixou de ser apenas um evento promocional para se tornar o ponto de partida do Natal no varejo brasileiro e em Itajaí não será diferente. O que antes era uma data isolada no calendário agora se consolida como um período estratégico, capaz de antecipar compras e aquecer o movimento das lojas antes da tradicional corrida de dezembro.

De acordo com a pesquisa Intenção de Compras para o Natal 2025, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 70% dos consumidores brasileiros afirmam que vão aproveitar a Black Friday para comprar os presentes de Natal. Destes, 24% sempre antecipam parte ou todas as compras, enquanto 45% pretendem aproveitar apenas algumas promoções.

O presidente da CDL Itajaí, Laerson Batista da Costa, destaca que o comércio local está preparado para receber consumidores que buscam ofertas reais, condições especiais e uma experiência de compra mais planejada. 

Descontos que influenciam decisões

O comportamento do consumidor também vem mudando. A pesquisa revela que 31% gastam menos no Natal porque antecipam compras na Black Friday, enquanto 21% acabam gastando mais por conta das ofertas atrativas.

A racionalidade tem ditado o ritmo das escolhas: entre aqueles que compram presentes na Black Friday, 46% definem o local de compra pelo preço, 35% pelas promoções, 24% pelo valor do frete e 23% pelo prazo de entrega. Já 82% pretendem comparar preços antes de fechar a compra, principalmente pela internet.

Unifique busca novas empresas parceiras para expansão de operações em Santa Catarina

A Unifique, uma das principais operadoras de telecomunicações do Sul do Brasil, está ampliando sua rede de parceiros e convida empresas especializadas em instalação e manutenção de redes de fibra óptica a se juntarem ao seu ecossistema de crescimento. 

A companhia busca empresas estruturadas, com mínimo de cinco equipes ativas, experiência comprovada em redes FTTH e corporativas e comprometimento com qualidade e prazos. As oportunidades são para atuação regional em Santa Catarina, com destaque para os municípios de Blumenau, Itajaí, São José e Joinville. 

Entre os diferenciais oferecidos pela Unifique estão contratos contínuos, parcerias sólidas e de longo prazo, além do suporte de uma empresa consolidada, reconhecida há seis anos consecutivos pela Anatel como a melhor operadora de banda larga fixa do Sul do Brasil. 

O objetivo é fortalecer a infraestrutura de conectividade e ampliar a capacidade de atendimento em toda a região, garantindo mais agilidade e eficiência na expansão da rede de fibra óptica. 

Empresas interessadas em participar da seleção podem enviar seu portfólio ou CNPJ para análise diretamente nos canais oficiais da Unifique. 

Construtora de SC mobiliza colaboradores, parceiros e comunidade para beneficiar mais de 200 crianças em Natal do Bem

Terceira edição da ação solidária promovida pela Lotisa incentiva população, corretores, clientes e fornecedores a adotar uma cartinha e distribuir presentes natalinos. Neste ano, a iniciativa vai beneficiar crianças em situação de vulnerabilidade atendidas por dois projetos de Itajaí: Ação Social São Francisco de Assis e ABCidade. Os interessados podem retirar uma carta e entregar os presentes até 8 de dezembro.

Uma construtora catarinense está mobilizando colaboradores, corretores de imóveis, fornecedores, clientes e a comunidade em uma ação solidária que vai beneficiar mais de 200 crianças de Itajaí. A terceira edição do Natal do Bem, da Lotisa Empreendimentos, incentiva a adotar uma cartinha natalina escrita por crianças em situação de vulnerabilidade atendidas pelos projetos Ação Social São Francisco de Assis e ABCidade, ambos localizados na cidade-sede da empresa. A iniciativa segue até 08 de dezembro e é aberta à população que desejar participar.

Com o tema “Navegando juntos para um Natal de esperança”, a ação solidária da construtora quer reforçar a mensagem de que as crianças são um “porto à espera de esperança”. Os padrinhos e madrinhas podem retirar a cartinha diretamente na sede da Lotisa (avenida Ministro Victor Konder, 360, bairro Centro) ou fazer o cadastro on-line neste link para receber a carta via Whatsapp. Os presentes deverão ser entregues até dia 8 de dezembro para garantir a entrega aos pequenos.

“O Natal do Bem é um dos momentos mais especiais do nosso calendário e reforça o compromisso que temos com a responsabilidade social e o desenvolvimento humano. É quando unimos esforços com a comunidade, com os nossos parceiros e clientes para levar alegria e esperança a quem mais precisa. Acreditamos que pequenos gestos podem transformar o Natal de muitas famílias”, destaca Bárbara Inthurn, da Lotisa Empreendimentos.

O Natal do Bem da Lotisa já atendeu mais de 320 crianças em Itajaí nas últimas duas edições.

Sobre a Lotisa Empreendimentos

Sob a liderança de seu fundador, Fábio Inthurn, a Lotisa Empreendimentos consolidou-se como uma das principais incorporadoras de Itajaí e da Praia Brava, no litoral norte catarinense. Em duas décadas de atuação, a empresa já entregou mais de 25 empreendimentos e 1.600 imóveis, com cerca de 1.000 unidades em construção atualmente. Com uma trajetória de excelência e reconhecimento no mercado local, a Lotisa agora se prepara para sua entrada estratégica em Balneário Camboriú, reforçando seu compromisso com a inovação, a qualidade construtiva e a valorização de seus projetos.

Mais informações: http://www.lotisa.com.br

 

Axis Empreendimentos inova com flats de alto padrão em Bombinhas

Com mais de uma década de atuação e raízes na Serra Gaúcha, o Grupo Borghetti Von Brock (BVB) vive um momento emblemático em Bombinhas. A chegada da Axis Empreendimentos S.A., braço imobiliário do Grupo BVB, ao litoral centro-norte de Santa Catarina — que teve seu ápice no sábado (22) com a entrega do Liv Exclusive Flat — representa, para os sócios-proprietários Daniel Borghetti e Iuri Von Brock, um claro sentimento de dever cumprido. Trata-se do resultado de um ciclo de esforço, redirecionamento e expansão cuidadosamente planejado.


A mudança do eixo de atuação para Bombinhas, destino frequentado pelas duas famílias há décadas, marca não apenas a migração do modelo de negócio da Serra Gaúcha para o litoral catarinense, mas também a transferência da cultura empresarial e dos valores que moldaram a trajetória da marca. Esses princípios, fortemente associados ao trabalho, à originalidade e ao propósito de impactar positivamente novos territórios, agora ganham expressão na cidade.


A escolha por Bombinhas foi natural. Além da paisagem singular e de um ambiente que, segundo Iuri, “fala por si só”, há um vínculo afetivo antigo com a região. “A gente vem para cá há muitos anos. Vivemos essa energia, essa vibe diferente que Bombinhas tem. Então, se era para se desafiar, tinha que ser aqui, na cidade que a gente gosta tanto”, reforça o executivo.


A percepção é compartilhada por Daniel. Para o presidente da Axis, o modelo flat — adotado com padrão elevado e serviços pay per use — representa uma quebra de paradigmas no mercado local, reunindo praticidade, conforto e forte potencial de valorização. “Da fase de lançamento até a entrega, a valorização já ultrapassa 100%”, acrescenta Iuri, destacando o interesse crescente do público investidor.


Segundo o vice-presidente, a decisão foi estratégica. “Bombinhas tem um potencial turístico enorme, e isso naturalmente atrai investidores. Muitos já entendem que podem buscar aqui um aluguel via plataformas como Airbnb. O flat faz muito sentido nesse contexto, porque democratiza a beleza da região. Ele permite que mais pessoas desfrutem do lugar e que investidores tenham um modelo viável e qualificado”, explica.
Com 4 mil metros quadrados de área edificada, o Liv Exclusive Flat reúne 39 unidades, entre 40 m² e 47 m², além de coberturas entre 65 m² e 88 m². O projeto distribui-se em pavimentos residenciais e garagens com vagas para moradores e visitantes, incluindo carregador para carro elétrico, bicicletário e ampla estrutura de lazer.


O andar de lazer, com 600 metros quadrados, integra piscina aquecida com bar molhado e prainha, spa, salão de festas e espaço gourmet, pub, brinquedoteca, sala de jogos, micromarket, pet place e lavanderia coletiva. A infraestrutura geral inclui porte-cochère, recepção mobiliada e decorada, elevador padrão A, monitoramento por sensores e câmeras, além de cisternas para captação de água pluvial.
 
Rentabilidade garantida
O investidor italiano Fábio Frisa é um dos proprietários que identificou, durante férias na região, o alto potencial de valorização e rentabilidade dos flats do Liv Exclusive. Com imóveis nos Estados Unidos, Europa e Argentina, o empreendimento em Bombinhas é seu primeiro investimento em solo brasileiro — e não deve ser o único. Fábio já mira os dois novos lançamentos da Axis: Liv Green Flat e Liv Soul Flat, programados para as próximas semanas, com obras previstas para 2026.


O movimento se repete com o argentino Maurício Tarello. Encantado pela região, o investidor afirma estar impressionado com o crescimento de Bombinhas, com o padrão construtivo dos empreendimentos e com o potencial imobiliário local. “Todas essas vantagens despertam o interesse dos argentinos, separados de Buenos Aires por apenas uma hora e meia de voo”, observa. Assim como Maurício, diversos proprietários do Liv Exclusive Flat são argentinos — e muitos já planejam ampliar seus investimentos na cidade.
 
Novos lançamentos mantêm o DNA da marca
A expansão da Axis segue em ritmo acelerado. Ainda neste ano a construtora lança os empreendimentos Liv Green Flat e Liv Soul Flat, ambos alinhados ao conceito original do primeiro projeto da marca em Bombinhas.


As nomenclaturas reforçam a identidade da Axis e indicam a intenção de ampliar o repertório da empresa, mantendo a essência que definiu o Liv Exclusive e, ao mesmo tempo, abrindo novos caminhos. “Estamos potencializando esse desejo de crescimento. Esses dois lançamentos são só o começo do que ainda queremos construir aqui e em outras regiões conectadas a Bombinhas”, afirma Daniel.


Com a nova fase, a Axis reforça sua intenção de permanecer por muito tempo na região e de desenvolver projetos com forte conexão aos valores que orientaram sua trajetória. Em Bombinhas, a empresa encontra não apenas um mercado promissor, mas um território que dialoga com sua essência — uma combinação de experiência, vínculo afetivo e visão de futuro.

 

TCP amplia calado operacional e poderá embarcar até 400 TEUs adicionais por navio

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, passa a operar com calado de até 13,30 metros, ampliação que permite transportar cerca de 400 TEUs adicionais de contêineres cheios por embarcação. A atualização — formalizada pela Portos do Paraná por meio da Portaria nº 224/2025 e aprovada pela Marinha do Brasil e pela Praticagem — é apoiada pelos estudos de simulação contratados pela TCP, conduzidos em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a partir da conclusão da última campanha de derrocagem promovida pela portos do paraná.
 
Os novos limites de calado foram definidos conforme o porte das embarcações e divididos em duas condições operacionais: maré zero e maré positiva. Para navios de até 300 metros de comprimento (LOA), o calado a maré zero passa de 12,80 para 13,00 metros, podendo chegar a 13,30 metros com 30 centímetros de maré positiva.
 
Já os navios de 336 a 366 metros mantêm o limite de 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 centímetros de maré positiva e com o calado máximo de 13,30 metros quando a maré alcançar 50 centímetros — níveis superiores aos praticados por terminais catarinenses, que operam com calados entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.
 
“Na prática, quanto maior o calado autorizado, mais carga o navio consegue transportar por viagem, gerando ganho direto de eficiência para armadores, importadores e exportadores, sem acréscimo de custos operacionais”, explica Rafael Stein, superintendente institucional e jurídico da TCP. “Por isso, esta ampliação representa mais do que uma conquista operacional: trata-se da validação de um trabalho meticuloso de engenharia náutica, que permite à TCP expandir sua capacidade de transporte com total segurança”.
 
A TCP já opera navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando recebeu o MSC Natasha XIII, primeiro porta-contêineres desse porte a atracar em um terminal brasileiro. Embarcações da mesma dimensão passaram a escalar Paranaguá desde então, mas ainda não utilizavam sua capacidade plena devido às restrições de profundidade. Com o novo calado autorizado pela Portos do Paraná, esses navios devem escalar o terminal com regularidade e passarão a deixar o terminal mais carregados, com melhor aproveitamento de lastro, carga e janela de maré.
 
A aprovação desses novos parâmetros está sustentada pelos estudos técnicos conduzidos no Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da Escola Politécnica da USP, que utilizou modelagem matemática avançada e simuladores de alta precisão para testar cenários de atracação e desatracação em diversas condições de vento, corrente e maré, incluindo embarcações de até 368 metros de LOA e 51 metros de boca. As simulações contaram com a participação de equipes técnicas da TCP, Portos do Paraná, Marinha do Brasil e Sindicato dos Práticos, assegurando rigor técnico e segurança na definição dos novos limites operacionais.

Como parte das melhorias implementadas, os estudos também indicaram a necessidade da instalação de um sensor adicional nos marégrafos utilizados para monitoramento das condições de maré, investimento que foi realizado em parceria entre a TCP e a Paranaguá Pilots, beneficiando todo o segmento portuário. Essa medida reforça a confiabilidade das informações fornecidas aos práticos, garantindo maior precisão na definição das janelas de atracação e aumentando a segurança da navegação. Para Julio Verner, Presidente do Sindicato dos Práticos, “O estudo e os investimentos recentes foram fundamentais para ampliar o calado operacional com segurança. Essa evolução assegura condições ideais para operações com embarcações de grande porte, reduz riscos em manobras complexas e consolida Paranaguá como um porto preparado para atender às exigências da nova geração de navios. É um avanço que alia tecnologia, planejamento e segurança.”
 
Investimentos estruturais garantiram os avanços
 
Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros a maré zero após a remoção de aproximadamente 20 mil metros cúbicos de rochas nas Pedras Palanganas. O material, fragmentado, foi doado a municípios do litoral para obras públicas. Todo o processo foi executado com medidas preventivas, mitigatórias e monitoramentos periódicos da fauna, flora e qualidade da água.

Gabriel Perdonsini Vieira, Diretor de Operações da Portos do Paraná, reforça o impacto estratégico dos investimentos: "Um dos grandes diferenciais que nós tivemos esse ano foi o aumento do nosso calado operacional. Passamos a ter 13,3m para exportação e importação de granéis sólidos e agora o aumento para 13,3m no segmento de contêineres. Este é um grande diferencial do nosso porto, pois traz mais competitividade e com certeza influencia nos excelentes resultados de movimentação. Estamos aumentando o calado operacional para embarcar e receber mais cargas e atracar navios maiores, tornando assim o nosso complexo cada vez mais atrativo e mais competitivo".
 
O aumento do calado também ocorre em um momento de transformação estrutural do canal de acesso. Em outubro, foi realizado o leilão de concessão do canal, que prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos cinco primeiros anos de contrato, além de modernizar a sinalização náutica, executar novas dragagens, promover ações ambientais e aprimorar a infraestrutura aquaviária. O investimento estimado do Porto de Paranaguá é de R$ 1,23 bilhão, acompanhado de uma redução de 12,63% na taxa Inframar paga pelas embarcações, benefício que depende do cumprimento das metas previstas no contrato.
 
“Com a futura ampliação do canal para 15,5 metros, Paranaguá se posicionará entre os principais portos de águas profundas da América do Sul. A autorização atual já gera ganhos imediatos e é um passo decisivo para receber a nova geração de porta-contêineres que deve dominar as rotas globais nos próximos anos”, completa Stein.
 
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, permanecendo como o maior terminal de contêineres do Sul do Brasil e o terceiro maior do país, segundo o Estatístico Aquaviário da ANTAQ. A ampliação do calado reforça sua posição como hub estratégico do comércio exterior e consolida sua preparação para operar embarcações de grande porte com ainda mais eficiência.

Economia & Negócios: Terra do emprego

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Aeroportos vendidos

A Motiva (ex-CCR) está anunciando a venda de todos os 20 aeroportos da empresa para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária da mexicana ASUR (Grupo Aeroportuário del Sureste), por R$ 11,5 bilhões. Em SC a Motiva controla os aeroportos de Navegantes e Joinville.

Operação aprovada

Pesquisa Genial/Quaest questionou sobre a operação policial de 28 de outubro que resultou na morte de 121 pessoas no Rio de Janeiro: foi aprovada por 67% da população brasileira e desaprovada por 25%. No recorte para a região Sul (SC, Paraná e Rio Grande do Sul) a aprovação foi de 74%. Parece estar valendo entre os brasileiros do Sul aquela máxima popular de que bandido bom é bandido morto.

Dia do Caçador

Para horror dos ambientalistas, foi aprovado na Assembleia Legislativa projeto de lei que institui em SC o Dia do Caçador de Javali, a ser comemorado em 3 de novembro. Esses caçadores regulamentados estão ajudando a neutralizar os imensos estragos que a espécie invasora provoca nas propriedades.

Instalação da Comarca

Foi definida para o dia 18 de dezembro a data oficial de instalação da Comarca de Guabiruba. A definição se deu em reunião no Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Francisco Oliveira Neto e o Presidente do TER-SC, desembargador Carlos Civinski. Uma comitiva de Guabiruba participou do encontro, entre eles o prefeito Valmir Zirke, o vice-prefeito Cledson Kormann e o presidente da Câmara, Xande Pereira e o procurador-geral de Guabiruba, André de Oliveira Luiz.  

Luxo silencioso

Uma nova linguagem do luxo ganha forma entre os espigões de Balneário Camboriú. O empreendimento Auris Residenze se apresenta como o primeiro no Brasil engajado no movimento internacional chamado “luxo descalço” (Barefoot Luxury), que rompe com a ostentação e redefine o que significa viver bem. O primeiro edifício-árvore do Brasil, com 26 unidades e assinado pelo arquiteto Marco Casamonti, do premiado estúdio Archea Associati, traduz a elegância silenciosa de uma era em que o conforto, a saúde e a autenticidade se tornam os verdadeiros símbolos de exclusividade. O empreendimento utiliza sistemas avançados de filtragem e purificação, garantindo água potável e de alta qualidade em todos os pontos do edifício, inclusive chuveiros e torneiras. Quanto à saúde respiratória dos moradores, incorpora filtros de ar de alta eficiência e sensores e detectores de CO2 instalados em ambientes fechados e até nas garagens. Seu conceito envolve um paisagismo que inclui espécies nativas para integrar a natureza à fachada, seguindo a tendência da biofilia.

Litigiosidade

O relatório Justiça em Números 2025, disponibilizado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com dados de 2024, diz que o TJ-SC registrou 1,28 milhão de casos novos consolidando-se entre os tribunais estaduais de maior litigiosidade do país – o quarto entre os de porte médio e o sétimo considerando todos os portes. A carga de trabalho liquida por magistrado atingiu 8.011 processos.

Vício disfarçado

As cenas se repetem em bares, praças, em terminais de ônibus e até nas portas de escolas em SC: adolescentes e jovens adultos usam abertamente dispositivos eletrônicos para fumar. Chamam de vape, pod, pen. São coloridos, cheiram a bala e parecem inofensivos. Mas são terrivelmente perigosos. Desde 2009 a Anvisa proíbe a comercialização desses produtos no Brasil justamente porque, ao contrário do cigarro tradicional (que também é extremamente prejudicial à saúde), ninguém sabe ao certo o que há dentro de cada cápsula. Estudos preliminares da UFSC já encontraram octodrina (parece química da anfetamina) em amostras apreendidas. Outras substâncias cancerígenas e metais pesados aparecem com frequência nessas pesquisas. Como ainda não há regulação, não há rótulo honesto. O consumidor compra no escuro. A desinformação e o risco imperam.

INSS

Em setembro de 2022, o então candidato Lula prometeu zerar a fila do INSS. A realidade, em novembro de 2025: fila do INSS atinge patamar mais alto já registrado, com quase 3 milhões de pedidos em análise. Além do fato de que, no governo atual, ampliou-se a roubalheira dos descontos indevidos dos aposentados, a promessa de zerar a fila era pastel de vento e virou pó.

2033

A reforma tributária estabelece que a guerra fiscal se encerra em 2033. SC, que soube surfar a onda da redução de tributos – impulsionando o desenvolvimento em ritmo chinês no eixo norte da BR-101 – precisará encontrar novos atrativos para manter operações em solo barriga-verde. Nosso grande gargalo é a infraestrutura. Enquanto o Paraná já garantiu bilhões em investimentos com concessões de rodovias estaduais e federais, nossas SCs seguem em recuperação e não há novas concessões previstas. Tudo indica que o vizinho terá uma malha viária mais fluída, com menor custo logístico.

Turistas internacionais

Em um resultado que consolida SC como destino diverso e turístico, 617 mil viajantes de outros países visitaram o Estado entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com dados da Embratur, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal. O número representa um aumento de 60,27% em relação ao mesmo período  de 2024. À época, 384,9 mil visitaram as diferentes cidades. Os dados mostram, que em apenas oito meses, entre janeiro e agosto deste ano, SC já havia superado o total de visitas de todo o ano de 2024. Em agosto, por exemplo, 16,8 mil turistas internacionais estiveram em Santa Catarina, o que representa um aumento de 44,9% em comparação ao mesmo mês de 2024.

Violência de gênero

As Universidades do Vale do Itajaí (Univali), do Sul de SC (Unisul), do Extremo-Sul Catarinense (Unesc), da Região de Joinville (Univillle) e da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), foram as primeiras a aderir ao programa do Ministério Público de SC focado no enfrentamento da violência de gênero no ambiente universitário. Entre outras ações, disponibilizarão um ponto de acesso seguro à internet para facilitar a realização de denúncias ou pedidos de orientação.

Tem que pagar

Leigos em tais assuntos imaginam que vigaristas que são condenados à prisão ficam livres de pagar, em dinheiro, o que saquearam do bolso de outros, direta ou indiretamente. Ledo engano. O Ministério Público de SC acaba de recorrer de sentença que condenou casal de empresários a penas individuais de 38 anos de prisão por sonegação milionária de ICMS, dentre outros crimes. O objetivo é que além disso devolvam tudo aos cofres públicos. A conta: R$ 63 milhões.

Terra do emprego

Santa Catarina apresenta, há quase 14 anos, as menores taxas de desemprego do Brasil e, por isso, liderou a atração de migrantes desde 2010, segundo o censo de 2022. Na última semana, o IBGE divulgou dados da pesquisa Pnad Contínua de 2024 que mostram onde e como as pessoas trabalham em SC, conhecida como “Terra do emprego”. O estado se destaca em vagas na indústria, em formalização de empresas e em home office, entre outros indicadores. Em 2024, 4,6 milhões de pessoas trabalhavam em SC, 69% do total com potencial para atuar no mercado de trabalho. O estado ficou em segundo lugar, junto com Goiás, em percentual de ocupação, só atrás do Mato Grosso. Considerando os setores econômicos, SC teve o maior percentual do Brasil de trabalhadores na indústria, 22,4%, o que corresponde a 993 mil pessoas, um pouco menos de 2023, quando teve cerca de 1 milhão no setor (23,5% do total). O comércio emprega 19,5% do total de trabalhadores, depois vem a administração pública e educação com 14,2%; serviços de informação, comunicação e atividades financeiras com 2,3%; construção 7,4% e agropecuária 5,9%. Outro destaque de SC é o trabalho noturno que cresceu de 7,2% em 2023 para 9,5% em 2024, acima da média do país, que ficou em 8,1%. O estado teve acréscimo de 114 mil pessoas mais em trabalho noturno e o total supera 475 mil. Essas pessoas trabalham principalmente em indústrias e na saúde.

Empresárias em SC

Santa Catarina tem 1,6 milhão de empresas ativas que, juntas, têm 3,28 milhões de sócios. Desse total de sócios, 1,25 milhão são mulheres empreendedoras, o que corresponde a 38,2%. Neste ano de 2025, foram abertas 256 mil novas empresas no estado com 340 mil sócios, dos quais 139 mil são mulheres, o que corresponde a 40,8% do total. Os dados são da Junta Comercial do Estado de SC (Jucesc) e foram divulgados no Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro.

Desinteresse dos jovens

Apenas 10% dos jovens catarinenses entre 15 e 17 anos estão alistados para votar, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de SC e do Censo do IBGE de 2022. Ao todo, o Estado tem cerca de 280 mil adolescentes nessa faixa etária e apenas 29 mil já possuem título eleitoral. Campanhas constantes tentam motivá-los, mas não está fácil. Pudera. Os três poderes da República, alvos diários de desmandos de toda ordem, em nada ajudam os jovens a entender que o voto é sua maior arma para mudar o lamentável estado de desmoralização política, administrativa e judicial em que vivemos.

Violência

Numa audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa para discutir o enfrentamento dos casos de violência contra professores na rede pública estadual, divulgou-se um dado alarmante. Conforme números apresentados pelo sindicato da categoria (Sinte) somente neste ano foi registrado a espantosa média de 44 casos de violência por dia letivo nas escolas estaduais.

Árvore de cristal

Junto com Rodeio, que já montou a maior árvore de Natal em crochê do país, a vizinha Pomerode não dá folga em criatividade para atrair visitantes à cidade. Está anunciando uma árvore de Natal toda feita em cristal. A Kristall Tannenbaum, com três metros de altura, terá cerca de 70 peças do famoso cristal italiano da ilha de Murano, dispostas em uma estrutura metálica fixa no chão, bem na entrada do Centro Cultural.

Atacadão

O presidente desmoralizou a Ordem Nacional do Mérito Educativo, em Brasília. Um dos destaques, conforme a própria divulgação palaciana, seria uma homenagem, com a concessão de medalha póstuma, ao falecido ex-reitor da UFSC. O que ocorreu foi uma longa e tediosa solenidade onde as honrarias foram distribuídas como se fosse um atacadão, com o agraciamento de 262 pessoas, incluindo Janja, Alexandre de Moraes, Gil do Vigor, Felipe Neto, entre outros.

Fábrica de RR$ 1 bilhão

O anúncio da nova unidade da multinacional WEG foi feito na última semana, com promessa de mil empregos diretos e até três mil indiretos. A cidade de Guaramirim, fundada em 1943 com hoje 51 mil habitantes. O território de 267,5 mil quilômetros quadrados no Norte de SC se chamava Bananal no início dos anos 1900. Tornou-se a cidade de Guaramirim, como até hoje é chamada, a partir de um decreto estadual em 1943. Ao longo das décadas, o município foi se fortalecendo econômica e culturalmente, ao ponto de, em 2025, receber investimento de quase R$ 1 bilhão de uma das maiores empresas do mundo na sua área de atuação, a WEG. Guaramirim foi, incialmente, um distrito de Joinville (Colônia Dona Francisca). A história da cidade se funde com a de municípios próximos. Em entrevista em 2024, o historiador do Arquivo Histórico Pastor Wilhelm Lange, explicou que o povoamento da região ocorreu em contexto semelhante ao de colônias como Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul.

Fatores estratégicos

A multinacional catarinense WEG revelou que Guaramirim será sede de novo parque fabril de grandes máquinas, um investimento de R$ 900 milhões. A nova fábrica terá 35 mil metros quadrados e vai gerar mil empregos diretos, além de dois a três mil indiretos. A planta fabril será baseada no bairro Poço Grande, a 3,5 quilômetros da WEG Tintas, próximo da BR-280 e da futura Rodovia Via Mar. A nova unidade será focada na produção de compensadores, turbogeradores e motores de indução de alta rotação. Além disso, a estrutura permitirá a fabricação de novos produtos essenciais, como motores, geradores e turbinas hidráulicas. A previsão é que as operações comecem em 2028. O investimento representa um novo momento para a cidade e para a WEG. Neste parque, serão fabricados produtos tecnológicos de grande porte que serão enviados para o mundo inteiro.

Balneário Camboriú e Camboriú

Balneário Camboriú e Camboriú são dois dos principais polos de desenvolvimento econômico e turístico do Litoral Norte de Santa Catarina. Enquanto Balneário se prepara para o maior Natal da história, com investimento que pode ultrapassar R$ 10 milhões, Camboriú reforça o equilíbrio entre o urbano e o rural, com expansão econômica e avanços sociais. Em conjunto, as duas cidades formam um eixo estratégico na região da Foz do Rio Itajaí-Açu, impulsionado pela cooperação regional promovida pela Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI). A entidade, com mais de cinco décadas de atuação, tem papel central na integração de políticas públicas e no fortalecimento do turismo e da infraestrutura local. 

Novo trevo

O viaduto oeste do novo trevo da rodovia Antônio Heil (SC-486), em Itajaí, foi inaugurado recentemente. A obra chega à reta final e promete desafogar de vez o trânsito intenso no principal acesso de Brusque a Itajaí e à BR-101. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até o final do ano. O corte da faixa foi feito pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade do estado. Ele destacou a importância da obra para melhoria do fluxo do trânsito na BR-101 e na Antônio Heil. Quatro alças já foram liberadas e este é o primeiro de dois viadutos. Chegamos no final do ano e podemos trazer mais mobilidade para o estado de SC. Sabemos do trânsito intenso que há na região, destaca o secretário. A abertura do viaduto oeste deve melhorar o fluxo para quem sai de Itajaí e acessa a BR-101. Além disso, deve facilitar o tráfego para quem sai da BR-101 e deseja acessar Itajaí.

Urbanização descuidada

Revelação feita no 9º Congresso Catarinense de Direito Administrativo, em Florianópolis, quando se discutiu os impactos da urbanização, os desafios enfrentados pelos municípios e o papel das instituições de controle na indução de políticas públicas: auditoria operacional feita pelo Tribunal de Contas do Estado nos planos diretores municipais, em setembro do ano passado, constatou que dos 295 municípios do Estado em 163 deles havia irregularidades e em 123 ele estava desatualizado. Outra auditoria, agora, constatou que o número de cidades sem plano diretor já tinha caído para 22, e aquelas com planos desatualizados eram 86. Por isso que algumas cidades de SC, mesmo as mais pequenas, já tem enormes problemas de urbanismo e mobilidade, dentre outros.

Civismo

Como se sabe, por votação recente na Assembleia Legislativa, foi para as calendas o polêmico projeto que propunha mudar, ou “atualizar” como queriam alguns, o Hino de SC. Se for levado em conta o que se viu e ouviu recentemente no estádio Heriberto Hulse, quando o Criciúma carimbou seu passaporte para a elite do futebol brasileiro em 2026, com todos os torcedores cantando de forma entusiasmada os versos de Horário Nunes Pires (Quebram-se férreas cadeias ...) em louvor à sua terra, a decisão se confirma como mais que acertada.

Acordo com credores

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) publicou os editais de convocação para o acordo de precatórios devidos pelo município de Brusque. O valor total destinado aos acordos passa de R$ 3 milhões. Os interessados devem apresentar a proposta de acordo direto com deságio de pagamento mediante preenchimento de requerimento específico via sistema, até 27 de novembro de 2025. Para as negociações em Brusque, estão disponíveis inicialmente R$ 3.018.907,50 com deságio de 10% a 40%. As propostas habilitadas permanecerão válidas até um ano após a publicação do edital ou até a contemplação de todos os habilitados, o que ocorrer primeiro.

COP 30

O senador Jorge Seif (SC) foi a tribuna criticar a condução da conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima (COP30). Disse que o evento se transformou em palco de discursos distantes da realidade do Brasil e que o país “se ajoelha a uma agenda ideológica imposta por potências estrangeiras”.

Gramado sintético

A possibilidade de a Chapecoense (através da Arena Condá) e o Atlético (Arena da Baixada, em Curitiba), integrarem a Séria A do futebol brasileiro em 2026, aumenta o número de estádios com gramado sintético. Os que já usam são o Allianz Parque, do Palmeiras; Nilton Santos, do Botafogo e Arena MRV, do Atlético-MG. O Flamengo lidera um grupo de clubes que é contrário à tecnologia e quer seu fim. Diz que compromete o desempenho dos atletas e as finanças do clube.

Bruxas

Projeto de lei na Assembleia Legislativa, proíbe festas de Halloween nas escolas de SC. Alega que nessas ocasiões são frequentes alunos com imitações de armas brancas, e que essas manifestações não contribuem com o ambiente escolar.

Alerta de golpe

A Polícia Civil de Brusque alerta a população sobre um novo tipo de golpe e furto de valores de contas bancárias, praticado por criminosos que utilizam aplicativos de mensagens. O crime é chamado de golpe do falso advogado. Eles se passam por advogados das vítimas, enviando fotos, documentos falsificados e até números de processos aparentemente legítimos. Os golpistas ligam para a vítima dizendo que o processo dela foi encerrado a seu favor e que, para receber o valor, basta participar de uma reunião virtual (vídeo-chamada) com um suposto diretor ou chefe do fórum para orientações e para conferir algumas informações. Nesse novo golpe, durante o contato, os criminosos não pedem transferência direta de dinheiro. Em vez disso, induzem a vítima a seguir um falso “procedimento de proteção de dados” durante a vídeochamada. Com o procedimento, o reconhecimento facial da vítima é capturado e usado pelos criminosos para acessar a conta bancária e realizar saques de valores expressivos.

Escolas cívico-militares

A Prefeitura de Brusque enviou à Câmara de Vereadores projeto que aumenta de dez agentes cívicos para até 40 assessores dedicados ao programa de escolas cívico-militares. O texto propõe alterações na lei que regulamenta o programa, com o propósito de adequar suas disposições aos parâmetros de constitucionalidade e viabilizar a ampliação do Programa Municipal de Escolas Cívico-Militares na cidade. A prefeitura argumenta que a ampliação é medida necessária para garantir o pleno funcionamento do programa em todas as unidades educacionais contempladas, assegurando suporte adequado às ações pedagógicas, formativas e de acompanhamento aos estudantes. Atualmente, o programa funciona em quatro unidades. A proposta extingue o cargo de agente cívico, que é objeto de discussão de Ação Direta de Inconstitucionalidade, já que a contratação por tempo determinado somente é autorizada para atender situações não ordinárias da atividade administrativa. Em 2026, o programa será ampliado para duas novas unidades e em 2027, para mais duas, totalizando oito escolas.

Testagem de medula óssea

Desde 2022, o número de pessoas que precisam de um transplante de medula óssea cresceu 25,8% no Brasil. De acordo com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome, naquele ano eram 1.637 pacientes na fila, aguardando um doador compatível, enquanto em 2024, o número passava de 2 mil. Esses dados revelam a relevância do procedimento, essencial para o tratamento de doenças graves do sangue e do sistema imunológico, como leucemias, linfomas, aplasia de medula, síndrome de imunodeficiência e mielomas múltiplos. No transplante, a medula óssea doente ou deficitária é substituída por uma saudável, o que pode, de fato, salvar a vida do paciente.

 

 

 

Pesquisa de novembro da Abrasel aponta recuperação no setor após crise de confiança com os casos de bebidas adulteradas com metanol

O setor de alimentação fora do lar apresentou desempenho mais positivo em outubro, segundo a Pesquisa de Conjuntura Econômica da Abrasel de novembro. Após setembro registrar 27% de empresas operando no prejuízo (pior resultado desde fevereiro deste ano, quando o número foi de 30%), o cenário mostrou recuperação: em outubro, esse percentual caiu para 20%. Outros 40% dos estabelecimentos tiveram lucro, sete pontos percentuais acima do mês anterior (33%).
 
Os dados também reforçam o movimento observado pelo Índice Abrasel-Stone, que registrou aumento de 1,6% nas vendas do setor em outubro na comparação com setembro.
 
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, a melhora na situação financeira das empresas do setor está diretamente ligada à recomposição da confiança no consumo após a crise das bebidas adulteradas com metanol. “Outubro confirmou um ambiente mais positivo, com queda no percentual de prejuízo e mais empresas operando no azul. Essa melhora é reflexo do avanço na superação da crise de confiança desencadeada pela contaminação por metanol, que havia retraído o consumo no mês anterior”, afirma.
 
Outro fator que contribuiu para a melhora do cenário financeiro das empresas é o repasse da inflação para os cardápios. Segundo os dados mais recentes do IPCA, o setor de alimentação fora do lar registrou alta de 0,46% — acima do índice geral, que subiu 0,09% no mesmo período. Isso indica que o setor conseguiu repassar uma parte da inflação, o que ajudou a recompor margens de lucro, ainda que de maneira limitada.
 
Entretanto, a pesquisa indicou que 39% das empresas não conseguiram realizar reajustes nos cardápios nos últimos 12 meses; 35% apenas acompanharam a inflação; 18% ficaram abaixo do índice; e 8% aplicaram aumentos superiores. Ou seja, mesmo com um cenário mais favorável, muitos estabelecimentos seguem operando com margens apertadas por receio de perder consumidores.
 
Quanto ao endividamento, 35% das empresas possuem pagamentos em atraso (uma queda de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número era de 41%). Dentre os tipos de débitos estão: impostos federais (72%), tributos estaduais (49%), empréstimos bancários (38%) e encargos trabalhistas e previdenciários (30%).

 

Imposto de Renda: Receita abre consulta ao lote da malha fina de fevereiro

A Receita Federal abriu nesta sexta-feira (21) a consulta ao lote de malha fina referente a fevereiro, que também contempla restituições residuais de anos anteriores. Segundo o órgão, cerca de 249 mil contribuintes resolveram pendências com o Fisco e terão valores liberados.

De acordo com a Receita, 214.310 contribuintes receberão um total de R$ 494,09 milhões em restituições. Desse montante, R$ 296,95 milhões serão destinados ao grupo prioritário.

Entre os prioritários estão 138.164 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram pelo recebimento via Pix. Também têm prioridade idosos entre 60 e 79 anos, pessoas cuja principal fonte de renda seja o magistério e contribuintes com deficiência física ou mental grave. Além disso, 30.867 contribuintes sem prioridade receberão os valores após regularizarem suas pendências e deixarem a malha fina.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, na área Meu Imposto de Renda, na opção Consultar a Restituição. O procedimento também está disponível pelo aplicativo da Receita para tablets e smartphones.

O pagamento está programado para 28 de novembro, diretamente na conta bancária ou na chave Pix (CPF) indicada na declaração. Caso o crédito não seja efetivado — por exemplo, devido a conta desativada — o valor ficará disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Produtos brasileiros ganham alívio nos EUA; entenda quais foram liberados e quais seguirão enfrentando tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (20) uma ordem executiva que revoga a tarifa adicional de 40% aplicada recentemente a diversos produtos brasileiros. A decisão ocorre após avanços nas negociações entre Washington e Brasília e foi celebrada pelo governo brasileiro e por setores exportadores diretamente afetados.

A medida remove a sobretaxa sobre itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne bovina, café, açaí e frutas tropicais, e representa um alívio significativo para produtores e empresas que já vinham enfrentando custos maiores para acessar o mercado norte-americano.

Entenda o histórico das taxas impostas pelos EUA
As tarifas adicionais faziam parte de uma promessa de campanha de Trump, que vinha defendendo medidas protecionistas como forma de pressionar concorrentes globais — especialmente a China.

Fevereiro: início dos anúncios de tarifas focadas em produtos chineses.
Abril: Trump estende a medida a “dezenas de países”, criando a chamada taxa de reciprocidade, fixada em 10% para o Brasil.
Julho: o governo norte-americano intensifica a pressão e aplica a sobretaxa de 40%, elevando a tarifa total a 50% para vários produtos brasileiros, embora com uma lista de exceções.

Com o início do diálogo técnico entre os dois países, os EUA deram os primeiros sinais de recuo em 14 de novembro, ao suspender a tarifa de reciprocidade de 10% para cerca de 200 mercadorias. Agora, com a revogação do adicional de 40%, o comércio bilateral ganha novo fôlego.

Quando a revogação vale?
A retirada da tarifa extra de 40% vale para produtos brasileiros que entraram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. Segundo Trump, a decisão é resultado direto dos “avanços sólidos” nas negociações comerciais com o Brasil.

Lula celebra decisão, mas negociações continuam
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a derrubada da tarifa e afirmou que seguirá dialogando com Washington para tentar eliminar a taxa adicional ainda vigente em outras categorias de produtos.

“É um passo importante, mas seguimos trabalhando para garantir que todas as exportações brasileiras tenham tratamento justo”, declarou Lula.

Como ficam as tarifas após a nova decisão
Mesmo com a retirada do tarifaço de 40%, ainda há produtos sujeitos a diferentes níveis de taxação nos EUA. As mercadorias brasileiras passam agora a se dividir em três faixas:

Produtos com tarifas zeradas
Carne bovina
Café
Açaí
Cacau
Frutas tropicais
Fertilizantes
Raízes e tubérculos
Especiarias
Sucos e polpas de frutas

Produtos com tarifa de 10%
Castanhas
Manteiga
Tapioca
Desinfetantes
Livros, jornais e revistas impressos
Insulina
Hormônios esteroides
Minérios

Produtos com tarifa total de 50%
Pescados
Mel
Motores
Calçados

Governador Jorginho Mello participa da inauguração da expansão de cervejaria em Lages
Foto: Jonatã Rocha / SECOM
 
O governador Jorginho Mello participou, na manhã deste sábado, 22, da cerimônia de inauguração da nova linha de produção de cervejas Corona na unidade da Cervejaria da Serra, da Ambev, em Lages. Com a expansão, a Ambev estima a criação de 50 novos empregos diretos e cerca de 1.700 postos indiretos, o que deverá impulsionar a economia regional e beneficiar cadeias locais de fornecedores e logística. 
 
“Para a cidade de Lages e para a nossa Serra catarinense é muito importante ter a Ambev expandido suas operações. Isso nos enche de orgulho. Por isso fiz questão de vir hoje a Lages, no aniversário da cidade, participar deste momento especial. Estamos investindo na rede trifásica para melhorar a qualidade da energia elétrica nas cidades do interior. Com energia segura, o empresário consegue melhorar o seu negócio e todo mundo ganha com isso. Estamos transformando Santa Catarina em todas as áreas”, disse o governador no seu discurso.
 
A solenidade ocorreu nas instalações da fábrica local. Autoridades estaduais e líderes da Ambev celebraram o investimento, que fortalece a presença da empresa no estado e amplia sua capacidade produtiva.
 
Para a Ambev, a nova linha de cervejas Corona reforça o portfólio da fábrica de Lages, ao mesmo tempo que otimiza sua capacidade de entrega para mercados nas regiões Sul e Sudeste.
Mercado de trabalho: Santa Catarina é destaque em escolaridade e participação da indústria

Dados do IBGE mostram que indústria catarinense lidera participação no mercado de trabalho no Brasil – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Santa Catarina é líder nacional em participação da indústria no mercado de trabalho. No estado, o setor industrial representa 22,4% do total de empregos, o maior percentual do país e bem à frente da média nacional de 12,9%. O desempenho reflete à grande industrialização da economia catarinense, que se destaca pela produção de diversos produtos nos ramos alimentício, maquinário, madeira, energia, bem como equipamentos elétricos, entre outros.

A participação de 22,4% da indústria no mercado de trabalho coloca Santa Catarina como líder isolado no ranking nacional. Em seguida estão os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul (ambos com 16,2%). Na sequência aparecem São Paulo (15,6%) e Minas Gerais (14,3%). Os dados fazem parte da PNAD Contínua do IBGE – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2024, publicados nesta quarta-feira, 19.


“A indústria é um pilar fundamental da economia catarinense porque gera exportação, incentiva o desenvolvimento de tecnologias e movimenta as cadeias do comércio e serviços. Ter uma indústria forte garante solidez para o crescimento econômico de Santa Catarina e é um dos motivos que faz o estado ser diferenciado. Além disso, o setor industrial gera empregos qualificados e com renda acima da média, o que beneficia toda a sociedade”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Além da indústria (22,4%), a distribuição do mercado de trabalho catarinense também conta com forte participação do comércio (19,5%) e administração pública (14,2%). Em seguida estão serviços de informação, comunicação e atividades financeiras e profissionais (12,3%), construção civil (7,4%), agricultura (5,9%) e transporte (5,8%), entre outros setores.

Santa Catarina destaque em escolaridade dos trabalhadores
A pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho também indicou o nível de formação dos trabalhadores brasileiros. O resultado mostrou que os trabalhadores catarinenses possuem escolaridade acima da média nacional, sendo que 25% do total têm ensino superior completo. O percentual brasileiro é um pouco menor, de 23,4%.

O ranking nacional de trabalhadores com ensino superior é liderado pelo Distrito Federal (40%). Na sequência aparecem Rio de Janeiro (29,9%) e São Paulo (28,7%). Santa Catarina (25%) é o quarto colocado, à frente dos vizinhos Paraná (24,7%) e Rio Grande do Sul (22,6%).


“Santa Catarina tem investido muito sobretudo na educação superior e profissionalizante. O governador Jorginho Mello criou o Universidade Gratuita e o Programa CaTec, que estão acelerando a formação e qualificação dos catarinenses. Isso é um diferencial para o mercado como um todo, porque a mão de obra qualificada atrai investimentos, estimula a produtividade e garante mais oportunidade em todo o estado”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Enquanto 25% dos trabalhadores catarinenses têm ensino superior, 42,8% têm ensino médio completo e superior incompleto; 16,3% têm fundamental completo e médio incompleto; e 15,9% têm fundamental incompleto.

Governador Jorginho Mello apresenta avanços da economia catarinense durante prêmio Acats 2025

Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou nesta quarta-feira, 19, do Prêmio Acats 2025, na cidade de Camboriú. O evento, promovido pela Associação Catarinense de Supermercados, reconhece empresas e profissionais que se destacam em questões como inovação, qualidade e boas práticas no varejo. Este ano, 33 categorias receberam a premiação.

“É sempre necessário prestigiar quem produz e gera empregos em Santa Catarina. Nosso governo busca ajudar e tirar da frente dos empresários qualquer obstáculo ao desenvolvimento. A Acats e todos os premiados estão de parabéns e merecem o reconhecimento da sociedade catarinense e eu estou aqui nesta noite para aplaudi-los”, disse o governador Jorginho Mello, que na solenidade apresentou os principais indicadores da economia de Santa Catarina, com destaque para o crescimento da economia catarinense em 2024, com percentual acima de parâmetros de países que estão entre os mais desenvolvidos do mundo.

O Prêmio ACATS 2025 é um dos principais eventos do setor supermercadista em Santa Catarina e agrega fornecedores renomados no mercado. Os finalistas são indicados pelos próprios supermercadistas, usando critérios como logística, inovação, atendimento e políticas comerciais. As categorias são distribuídas em Produtos para Revenda, Operações e Infraestrutura, Serviços e Categorias Especiais.

Durante seu discurso, o presidente da Acats, Alexandre Simioni, lembrou da atenção especial que o governo dá ao setor.

“Governador Jorginho Mello, que honra tê-lo aqui conosco nessa noite. Sua presença é uma demonstração de respeito ao nosso setor. Ao longo da sua gestão temos percebido a importância que o estado dá ao nosso segmento, que é um dos mais importantes geradores de empregos da economia catarinense, além de um dos principais contribuintes de ICMS. O relacionamento próximo e construtivo que temos com a secretaria da Fazenda e outras secretarias têm sido um diferencial. Sempre fomos muito bem recebidos e esperamos que o senhor e sua equipe estejam se sentindo muito acolhidos aqui”, disse o presidente da Acats, presidente Executivo ACATS, Alexandre Simioni, durante seu discurso.

Brasin entrega o Mário Lago e celebra brasilidade

A Brasin Empreendimentos ressignifica a arquitetura e exalta a brasilidade com a entrega de seu terceiro empreendimento: o Mário Lago Residencial, em Porto Belo, nesta sexta-feira (21). Fiel ao tripé arquitetura, arte e engenharia, o projeto traz uma releitura contemporânea do modernismo brasileiro. O uso de colunas cilíndricas, cobogós, painéis de ladrilhos e paisagismo integrado confere nova roupagem ao movimento que marcou a estética do país e celebra as múltiplas facetas de um dos nomes mais icônicos da nossa cultura.

No empreendimento, o multifacetado Mário Lago — advogado, poeta, radialista, compositor, escritor, ator e autor de sambas eternizados na música brasileira — é homenageado pela composição de texturas e volumes assimétricos, que geram impacto visual e rompem com a monotonia das fachadas convencionais. São 20 pavimentos que somam mais de 10 mil m² de área construída, com 39 apartamentos de duas e três suítes, além de três coberturas com pé direito estendido, distribuídos entre o oitavo e o vigésimo andar.

São três unidades por pavimento: um apartamento de três suítes, com 112 m², e dois de duas suítes, de 92 m². Todos contam com livings integrados, churrasqueira a carvão em amplas sacadas tipo balcão — conectando o ambiente interno à natureza —, ausência de corredores na área íntima, floreiras, duas vagas de garagem e hobby box, além de infraestrutura completa para aquecimento de água e ar-condicionado.. O Mário Lago Residencial é o primeiro empreendimento entregue na nova Avenida Santino Ludovino Voltolini, em meio à outros grandes empreendimentos ícones, a natureza preservada de Balneário Perequê e a poucos metros do mar.

A área de lazer, com 550 m², ocupa o sétimo pavimento e reúne amplo deck externo com piscinas, espaço grill, salão de festas, área gourmet, espaço criança, ambiente fitness, e brinquedoteca.

“A brasilidade está no DNA da construtora e incorporadora, que ingressou no mercado regional com os residenciais Jobim, em 2017, e Águas de Março, em 2019, fortalecendo essa marca a cada empreendimento entregue”, destaca o diretor comercial da Brasin, Fernando Vargas.

A sócia-proprietária e diretora criativa, Larissa Silveira, reforça que os projetos da Brasin são desenvolvidos para traduzir  os melhores aspectos da cultura brasileira. “Somos movidos pela arquitetura, pela poesia e por inspirações artísticas. Esses diferenciais consolidam a Brasin no mercado imobiliário do litoral centro-norte de Santa Catarina”, afirma.

Nova Meca da construção civil

Porto Belo vive atualmente um dos períodos mais dinâmicos de sua história. O crescimento populacional acelerado, a valorização imobiliária e a transformação urbana consolidam o município como o novo epicentro da Costa Esmeralda. Com localização estratégica, natureza preservada e infraestrutura em expansão, o destino atrai moradores em busca de qualidade de vida e investidores atentos ao potencial do litoral.

Nos últimos 12 anos, a população local cresceu mais de 70%, passando de 16 mil para 27 mil habitantes. O avanço reflete a força do mercado, que já ultrapassa R$ 10 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) na região.

Balneário Perequê, coração do desenvolvimento urbano de Porto Belo, concentra os principais lançamentos e abriga um ambicioso Masterplan que redesenha o futuro da cidade com foco em mobilidade, turismo e sustentabilidade. Projetos como a urbanização da orla, o engordamento da faixa de areia e a construção dos molhes do Rio Perequê reforçam um crescimento planejado, integrado e sustentável.

Programa Estrada Boa Rural ganha ritmo e já conta com 42 solicitações de municípios catarinenses

Foto: Roberto Zacarias / Secom GOVSC

Quatro cidades têm pedidos aprovados e iniciam etapa de licitação; iniciativa deve investir R$ 2,5 bilhões na melhoria das estradas rurais

O Programa Estrada Boa Rural, lançado em julho deste ano pelo governador Jorginho Mello, e regulamentado pelo Decreto 1.160, de 9 de setembro de 2025, começa a ganhar tração em todo o território catarinense e já se consolida como uma das mais robustas iniciativas voltadas ao desenvolvimento rural.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), o programa soma, com pouco mais de dois meses da publicação do decreto, 42 solicitações formais de municípios, que buscam aderir ao modelo inovador de parceria Estado e municípios para qualificação das vias rurais.

Desses pedidos, quatro municípios já tiveram suas solicitações aprovadas pela SIE. A primeira portaria publicada foi a de Cocal do Sul, que agora está oficialmente apto a dar início ao processo de licitação das obras. No último sábado, 15 de novembro, o governador foi até Cocal do Sul para o ato de assinatura do convênio com a prefeitura do município.

Também já foi publicada uma nova portaria habilitando Iraceminha, Águas Frias e Urussanga, ampliando o grupo de cidades autorizadas a avançar para a fase de contratação.

Investimento robusto

Ao longo dos próximos anos, o Estrada Boa Rural deve movimentar R$ 2,5 bilhões em investimentos, numa parceria entre o Governo estadual e os municípios. Nesse modelo, os valores são repassados pelo Estado, enquanto a contrapartida municipal pode ser financiada com juros subsidiados pelo Estado. A estrutura do programa foi concebida para aliviar a carga financeira das prefeituras, acelerar a execução das obras e garantir, de forma sustentável, a modernização das estradas rurais catarinenses.

O secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, destaca que o programa está em plena aceleração.

“O Estrada Boa Rural começou a engrenar e já está movimentando o Estado. Essa é uma iniciativa que nasce da sensibilidade do governador Jorginho Mello com o interior, com quem produz. Com os juros subsidiados e a parceria com os municípios, estamos criando condições reais para transformar a infraestrutura rural de Santa Catarina. Isso significa mais agilidade, mais conforto, mais segurança e mais competitividade para o nosso produtor rural”, afirma.

As obras previstas no âmbito do programa visam melhorar a infraestrutura viária, incluindo a pavimentação, drenagem, sinalização e eventuais alargamentos e reforços estruturais de estradas vicinais essenciais para o escoamento da produção agrícola — um dos pilares da economia catarinense. Melhores vias rurais também impactam diretamente o transporte escolar, o acesso a serviços essenciais e a qualidade de vida das comunidades do interior.

 Com novas solicitações chegando diariamente, o Estrada Boa Rural segue ampliando seu alcance e começa a transformar em realidade uma demanda histórica dos municípios: a infraestrutura necessária para que Santa Catarina continue sendo referência em produtividade, eficiência logística e desenvolvimento no campo.

Em reunião com representantes da apicultura catarinense, governador encaminha demandas para valorização da cadeia produtiva do mel

Foto: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello recebeu, na tarde desta terça-feira, 18, representantes da Federação das Associações dos Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (FAASC), para uma reunião no gabinete do Centro Administrativo, em Florianópolis. O encontro tratou de pautas estratégicas para o fortalecimento da cadeia produtiva do mel no estado.

Santa Catarina é referência nacional na produção de mel, com destaque para a região Sul, que concentra o maior número de apicultores. Apesar da qualidade reconhecida e da vocação exportadora, o setor enfrenta desafios significativos. Produtores catarinenses vêm sendo impactados pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações brasileiras. Além disso, questões climáticas recentes provocaram quebra de safra em diversas regiões do estado, afetando diretamente a renda das famílias produtoras.

Diante desse cenário, os representantes da FAASC solicitaram ao governador a criação de uma linha de crédito específica para apicultores, como forma de garantir capital de giro e apoio na recuperação produtiva. A entidade também propôs a ampliação da compra pública de mel para inclusão na merenda escolar da rede estadual de ensino, medida que contribuiria para fortalecer o mercado interno e valorizar os pequenos produtores catarinenses.

O governador Jorginho Mello afirmou que vai encaminhar as duas demandas. Segundo ele, apoiar a apicultura é estratégico tanto para a economia do estado quanto para a manutenção da atividade em pequenas propriedades rurais. “Santa Catarina tem um dos méis mais saborosos e premiados do país. Vamos trabalhar para proteger e incentivar quem produz, garantindo renda aos agricultores e alimentação saudável aos nossos estudantes”, destacou o governador.

o Presidente da FAASC destacou que a reunião com o governador foi extremamente positiva. “Apresentamos demandas prioritárias da apicultura e meliponicultura catarinense. O governador prontamente encaminhou ações, articulando com a Secretaria da Educação para ampliar a compra de mel, acionando a Badesc para criar uma linha de crédito aos criadores de abelhas. Saímos muito satisfeitos e confiantes nos resultados que estão por vir e somos gratos ao governador pela atenção conosco”, reforçou o Presidente da FAASC, Agenor Sartori Castagna.

Governo de SC envia para Alesc programa para impulsionar investimentos em até R$ 26 bilhões e gerar 40 mil vagas de emprego no campo

Foto: Aires Mariga

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), enviou para Assembleia Legislativa (Alesc) o Programa Coopera Agro SC, uma iniciativa  destinada a impulsionar o desenvolvimento do agronegócio catarinense por meio da ampliação do acesso ao crédito e do fortalecimento das cooperativas e agroindústrias do Estado. O programa prevê a criação de até 10 linhas de crédito, totalizando R$ 1 bilhão.

O Coopera Agro SC oferecerá linhas de crédito com condições diferenciadas, voltadas aos agricultores vinculados a cooperativas e integradoras. Os financiamentos terão taxa de juros reduzida, próxima a 9% ao ano, com prazo total de 10 anos, incluindo dois anos de carência. 

A operação financeira será viabilizada em parceria entre o Governo do Estado e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. O programa prevê a criação de até 10 linhas de crédito, totalizando R$ 1 bilhão, sendo R$ 200 milhões aportados pelo Estado e R$ 800 milhões pelo setor privado. Como estímulo adicional à participação das cooperativas e agroindústrias, o Governo poderá liberar créditos acumulados de ICMS, limitados a até 50% do valor investido.

Ao todo, o Coopera Agro SC tem potencial para gerar R$ 26 bilhões em impacto econômico, 40 mil empregos diretos e indiretos e alcançar mais de 120 mil produtores rurais em todas as regiões do Estado. “Santa Catarina sempre se destacou pela força do campo, e o Coopera Agro SC reforça esse compromisso. Isso significa mais renda, mais empregos e mais oportunidades para os produtores rurais que fazem a agricultura catarinense ser uma potência no país”, afirma o governador Jorginho Mello.

A iniciativa responde a desafios estruturais do setor, como o elevado custo do crédito rural, a demanda crescente por investimentos produtivos e a necessidade de ampliar a competitividade catarinense frente a outros estados que já utilizam modelos financeiros semelhantes. “O Coopera Agro SC cria condições reais para que os agricultores, cooperativas e agroindústrias ampliem o acesso a financiamentos e possam investir com segurança. O impacto econômico estimado em R$ 26 bilhões mostra que estamos diante de um programa transformador para todas as regiões do Estado”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

O programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).

Elabora Social, programa da FIESC, aprova R$ 9 milhões em projetos sociais

O Elabora Social, programa de responsabilidade social da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), encerrou as temporadas de 2024 e 2025 com R$ 9 milhões em projetos sociais aprovados.

A iniciativa passou por 10 cidades de todas as regiões do estado, conectando 57 indústrias e 119 organizações sociais, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (18).

O Elabora Social ajuda organizações sociais a estruturar projetos e conecta-as a empresas interessadas em destinar parte do Imposto de Renda às iniciativas.

🤖 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Entre as principais inovações da temporada 2025 está o uso de inteligência artificial. Um agente de projetos foi treinado para apoiar as organizações na escrita dos projetos, com base em políticas públicas municipais, editais de leis de incentivo e diretrizes de inovação social.

Para as organizações, a ferramenta trouxe mais agilidade, apoio técnico e alinhamento estratégico na elaboração dos projetos.

Para as empresas, garantiu acesso a propostas mais maduras, inovadoras e alinhadas às suas diretrizes de investimento social.

ℹ️ INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS

Outra novidade foi o fornecimento de informações estratégicas às indústrias, como perfil das organizações, maturidade dos projetos sociais, cidades com maior potencial de conexão e leis de incentivo mais aderentes.

🎯 BANDEIRA

A FIESC defende o aporte em projetos relacionados à cultura, esporte, infância, idosos, oncologia, pessoas com deficiência e reciclagem por entender que o recurso gera impacto social e movimenta a economia local.

💡SAIBA MAIS

As empresas podem direcionar até 10% do IRPJ sem impactar o valor devido nem aumentar o risco de fiscalização. O aporte é legal, seguro e representa uma oportunidade concreta de apoiar o desenvolvimento das cidades onde atuam.

Em Santa Catarina, se todas as empresas que pagam imposto por lucro real fizessem a destinação, R$ 900 milhões poderiam ser investidos em projetos sociais. Mas só 10% deste montante costumam ser direcionados.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional

Com R$ 2 bilhões em investimentos, iniciativa privada acelera modernização de Porto Belo até 2032

Com obras estruturantes em andamento e previsão de novos equipamentos turísticos, o Masterplan Perequê consolida Porto Belo, em Santa Catarina, como uma das cidades mais promissoras do setor imobiliário no litoral brasileiro. O plano, dividido em cinco eixos de transformação urbana, prevê desde o alargamento da faixa de areia e criação de marinas até a implantação de empreendimentos com certificações internacionais, que devem posicionar o município catarinense entre os destinos de maior potencial de valorização e qualidade de vida do país nos próximos anos.

A cidade de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, que já detém empreendimentos com valorização superior a 20% ao ano, deve avançar no setor imobiliário  com a modernização urbana prevista no Masterplan Perequê (2022–2032). A proposta engloba R$ 2 bilhões em investimentos confirmados com foco em turismo, mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida. O plano foi estruturado em cinco eixos de transformação: Ocupação e Conexões; Design e Edificações; Arquitetura Urbana; Economia e Experiências; e Posicionamento e Identidade, que já definem o desenvolvimento da cidade e ao longo dos próximos 7 anos. O projeto é de iniciativa da Associação dos Construtores e Incorporadoras de Porto Belo (ACIP), fundada pela Phacz Empreendimentos em parceria com outras construtoras locais.

“O Masterplan é a base de um novo ciclo econômico para Porto Belo que transformará a cidade em um destino de primeiro mundo. É uma estratégia organizada, com diretrizes que respeitam o meio ambiente e garantem mais previsibilidade para o setor imobiliário”, afirma Ari Cesar Zanon, presidente da ACIP e fundador da Phacz.

O primeiro eixo, ‘Ocupação e Conexões’ inclui a reurbanização da orla do Perequê, o alargamento da faixa de areia, em estudos, e a criação dos molhes dos rios Perequê e Perequezinho, estes dois últimos com a 1ª fase entregue no ano passado, além de avenidas-jardim, ciclovias e novas ligações viárias, no bairro de maior valorização local. Outro destaque é o Riverfront do Rio Perequê, que prevê marinas, canais navegáveis e uma nova ponte, que vão transformar o local em referência para o turismo náutico.

O segundo eixo, Design e Edificações, propõe a criação de uma identidade arquitetônica sofisticada, com edificações sustentáveis, fachadas 360º e integração visual com a cidade. Exemplo é o Namar Phacz Home, projeto de empreendimento frente ao mar assinado pela Architects Office, do arquiteto Greg Bousquet, que recebeu dupla pré-certificação LEED e WELL, unindo eficiência energética, conforto e qualidade do ar. 

“Com a implementação dessas obras, Porto Belo viverá uma fase de escassez natural de terrenos e de imóveis de alto padrão, o que tende a valorizar de forma significativa os empreendimentos existentes e futuros. O mercado imobiliário local passa a operar sob uma lógica de exclusividade, com produtos assinados por arquitetos de renome e padrões internacionais de sustentabilidade”, explica Esdras Constantino, diretor comercial e de marketing da Phacz Empreendimentos.

O terceiro eixo, ‘Arquitetura Urbana’, inclui projetos de arte pública, eventos culturais e intervenções que conectam o visitante com a identidade local.

Já o quarto eixo, ‘Economia e Experiências’, busca tornar Porto Belo um destino para se aproveitar durante os 365 dias do ano, com oferta permanente de lazer em terra e mar, eventos gastronômicos e turismo de negócios. O plano prevê ainda a criação de uma comunidade com princípios de “Zonas Azuis”, regiões do mundo conhecidas por promoverem longevidade e bem-estar e inclui ruas arborizadas, comércio ativo, calçadas amplas e praças integradas, estimulando o convívio entre gerações.

Os empreendimentos também seguirão essa filosofia, com diversas tipologias de plantas e áreas compartilhadas que favorecem famílias em diferentes fases da vida em um mesmo ambiente urbano saudável e acolhedor. O empreendimento Hera Phacz Home, em construção, teve o projeto premiado internacionalmente no A’Design Award, uma das mais prestigiadas premiações de arquitetura do mundo. O edifício ‘quebra-cabeça’ é o primeiro do país com o conceito “puzzle living”, que alterna seis plantas diferentes ao longo da torre para ampliar luz natural, ventilação cruzada e privacidade entre unidades.

“A PHACZ tem o privilégio e a responsabilidade de contribuir com essa transformação ao lado de grandes parceiros, atuando de forma integrada para desenvolver uma cidade mais vibrante, sustentável e admirada, e cada empreendimento representa um avanço coletivo rumo à Porto Belo 2030”, destaca Ana Clara Zanon, diretora da PHACZ Empreendimentos.

Por fim, o quinto eixo, ‘Posicionamento e Identidade’, estabelece a criação da marca Porto Belo, com campanhas nacionais e internacionais para promover o destino e atrair investimentos. A cidade passará a ter um sistema de mensuração de resultados e pesquisas periódicas de percepção turística.

Sobre a PHACZ

Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais dos filhos do fundador: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar a pré-certificação LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.

https://www.phacz.com.br/  

Secretário da Aquicultura e Pesca será um dos palestrantes do fórum internacional sobre recursos marinhos e aquicultura em Florianópolis

Foto: Divulgação/Epagri

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ) estará presente na XIII edição do Fórum Ibero-Americano de Recursos Marinhos e Aquicultura (FIRMA), que será realizado de 17 a 21 de novembro, em Florianópolis. O encontro, um dos mais importantes da área no âmbito ibero-americano, reunirá pesquisadores, técnicos, autoridades e representantes do setor produtivo.

Pela primeira vez, o FIRMA ocorrerá em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual. As atividades presenciais serão realizadas no Hotel Intercity, na SC-401. A abertura oficial está marcada para segunda-feira, às 9h.

O secretário executivo da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, será o palestrante de destaque na abertura do evento. A conferência magistral está prevista para o dia 17 de novembro, às 14h, com o tema “Aquicultura e Pesca: pilares da economia azul de Santa Catarina”. A apresentação irá abordar a importância estratégica do setor para o desenvolvimento e para a geração de emprego e renda no estado.

Durante todo o fórum, a SAQ contará com um estande próprio, onde será apresentado o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da secretaria, em áreas como inovação produtiva, sustentabilidade, apoio ao setor pesqueiro e expansão da aquicultura catarinense.

O FIRMA é reconhecido por promover o intercâmbio de conhecimento entre países ibero-americanos, fortalecendo redes de pesquisa e impulsionando estratégias para o crescimento do setor. A presença da SAQ reforça o protagonismo de Santa Catarina como referência nacional na produção aquícola e pesqueira. O fórum tem o apoio do Governo do Estado.

Aeroporto Internacional de Navegantes recebe mais um F-39 Gripen

O Aeroporto Internacional de Navegantes voltou a ser o ponto de chegada do mais avançado caça da Força Aérea Brasileira. Nesta sexta-feira (14/11), o F-39 Gripen de matrícula FAB 4111 desembarcou no Brasil após uma jornada de mais de dez mil quilômetros entre a Suécia e Santa Catarina, consolidando o terminal como local decisivo para o recebimento dessas aeronaves.


O jato é fabricado em Linköping, no sul da Suécia, e chega ao país por via marítima, embarcado em Norrköping e transportado durante aproximadamente 20 dias até o litoral catarinense. Em Navegantes, ocorre a operação mais delicada do processo: o transbordo do caça do navio para o solo brasileiro.


Após o desembarque, o caça percorreu cerca de três quilômetros pelas vias do município até o aeroporto, em um deslocamento que exigiu planejamento cuidadoso para garantir segurança e fluidez na operação. Durante o trajeto, moradores puderam ver de perto o novo equipamento da defesa aérea brasileira.


Para Wilson Rocha, gerente do Aeroporto Internacional de Navegantes, a participação do terminal reafirma sua relevância operacional: “Mais uma vez participamos com nossas equipes numa ação colaborativa no apoio da missão de transbordo da aeronave Gripen conduzida pela FAB, reafirmando nossa posição logística e estratégica na região”.


Nos próximos dias, técnicos da SAAB realizarão no aeroporto as etapas finais antes do primeiro voo em solo brasileiro, incluindo instalação de sistemas de segurança, abastecimento e preparação de acionamento. Concluída essa fase, o FAB 4111 seguirá para a Base Aérea de Anápolis (GO), onde integrará o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) o Esquadrão Jaguar.


Com mais esta chegada, Navegantes se confirma como um ponto essencial para operações de grande complexidade, oferecendo infraestrutura e equipes preparadas para apoiar etapas decisivas de projetos estratégicos do Brasil.
 
Acesse e baixe imagens da Operação Navegantes em: https://we.tl/t-t2j0Odjuzu
  
Sobre o Aeroporto de Navegantes: Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os negócios da região Sul do Brasil. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.
Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3. 

Foto: Tenente Kelly/CECOMSAER
 

 

Redução de tarifas recíprocas expõe urgência de avançar na negociação, avalia CNI

A decisão dos Estados Unidos de retirar tarifas recíprocas (10%) para produtos agrícolas expõe a urgência de o Brasil avançar na negociação para remover a taxa extra de 40% aplicada aos produtos brasileiros. “Países que não enfrentam essa sobretaxa terão mais vantagens que o Brasil para vender aos americanos. É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores no principal destino das exportações industriais brasileiras”, afirma Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A medida do governo americano de retirar as tarifas recíprocas de 10% para 238 produtos agrícolas se aplica a 80 itens exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, mostra análise preliminar da CNI. Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA desses produtos totalizaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total. 

No entanto, apenas 4 produtos – três tipos de suco de laranja e castanha do pará – ficam isentos de taxas. Os outros 76, que incluem carne bovina e café não torrado, setores em que o Brasil se destacava como fornecedor, tiveram a taxação total reduzida, mas ainda enfrentarão 40% de tarifa para entrar no mercado americano.

Confira detalhes da análise da CNI sobre a medida do governo Trump
•  A lista de produtos isentos da tarifa adicional de 10% inclui 238 produtos como carne, café, hortaliças, cera de carnaúba, frutas cítricas, castanha-do-Pará, suco de laranja, fertilizantes e produtos químicos agrícolas. Desses, o Brasil exportou 80 produtos no último ano.

•  Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA desses 80 produtos totalizaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total. Destacam-se café não torrado, suco de laranja, carne bovina e frutas.

•  Quatro produtos passam a ser isentos de tarifas adicionais, três tipos de suco de laranja e castanha-do-Pará. Os outros 76, antes taxados em 50%, permanecem com os 40% específicos ao Brasil, com destaque para café não torrado, cortes de carne bovina e cera de carnaúba.

•   A nova medida americana não faz referência à Ordem Executiva 14.323, que institui os 40% adicionais ao Brasil. 

•  O documento também atualiza o anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners, de 5 de setembro, que define a estrutura para futuros acordos recíprocos, com códigos elegíveis a isenção da tarifa adicional.

Confiança da indústria melhora, mas empresários seguem pessimistas há quase 1 ano

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,1 ponto em novembro, chegando aos 48,3 pontos, revela levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (13). Trata-se da terceira alta consecutiva do indicador, ajudando a recuperar parte das perdas registradas ao longo do ano. Confira a pesquisa na íntegra:

ICEI - Novembro 2025.pdf(500,5 KB): https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/e6/12/e6121920-255b-47a7-820a-59a129684971/icei_-_novembro_2025.pdf


Segundo Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, ainda é cedo para projetar a retomada da confiança empresarial. “Isso passa pela resolução ou diminuição de vários problemas relatados pelos empresários, como a alta carga tributária, os juros elevados, a demanda interna insuficiente e a falta de mão de obra qualificada”, avalia. 

Apesar do recorte recente positivo, o ICEI completou 11 meses consecutivos abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários estão pessimistas desde janeiro.


Todos os componentes do ICEI aumentaram em novembro
A falta de confiança perdeu força em novembro devido à avaliação menos negativa dos empresários sobre as condições correntes e à mudança de humor quanto às expectativas para os próximos meses. 

O índice de condições atuais subiu 1,1 ponto, passando de 43,2 pontos em outubro para 44,3 pontos em novembro. Como está abaixo dos 50 pontos, indica que, para os empresários, o momento da economia e das empresas é pior do que há seis meses. Contudo, a percepção negativa diminuiu. 

Perspectivas voltam a mostrar otimismo após 4 meses
Já o índice de expectativas cresceu 1,3 ponto, de 49,1 pontos para 50,4 pontos. O indicador estava abaixo dos 50 pontos desde julho. Ao cruzar a linha, o indicador aponta que os industriais passaram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança em relação às perspectivas para os próximos seis meses. Enquanto as expectativas para as empresas se tornaram menos negativas, as projeções para os próprios negócios ficaram mais positivas. 

Sobre o ICEI
O ICEI é uma pesquisa mensal da CNI que mede a confiança dos empresários da indústria. Para esta edição, foram consultadas 1.151 empresas: 459 de pequeno porte; 415 de médio porte; e 277 de grande porte, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2025.

De Roupas a Eletrônicos: Comércio Varejista Freia Crescimento

As vendas do comércio varejista registraram recuo de 0,3% em setembro em comparação a agosto, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o setor havia apresentado alta de 0,1%.

No terceiro trimestre, o comércio varejista apresentou queda de 0,1% frente ao trimestre anterior. Apesar disso, o volume de vendas cresceu 0,8% em relação a setembro de 2024, marcando a sexta taxa positiva consecutiva no comparativo anual. No acumulado do ano, o setor registrou alta de 1,5%, enquanto em 12 meses o crescimento foi de 2,1%.

Seis dos oito segmentos do varejo registraram queda em setembro: livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%); tecidos, vestuário e calçados (-1,2%); combustíveis e lubrificantes (-0,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,9%); móveis e eletrodomésticos (-0,5%); e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). Os dois segmentos que tiveram alta foram outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,3%).

O comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo — teve alta de 0,2% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal. No terceiro trimestre, o varejo ampliado cresceu 1,0% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com setembro de 2024, o setor subiu 1,1%, enquanto no acumulado do ano registrou queda de 0,3%. Em 12 meses, o crescimento foi de 0,7%.

Segundo o IBGE, os dados indicam que, embora haja sinais de recuperação em algumas áreas, o comércio ainda enfrenta dificuldades em diversos segmentos, especialmente aqueles ligados a produtos de consumo durável e vestuário.

Inflação desacelera em outubro, diz IBGE

A inflação no Brasil avançou 0,09% em outubro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,73%, enquanto nos últimos doze meses a inflação chega a 4,68%.

Entre os setores que registraram maiores variações positivas, destacam-se Vestuário (0,51%) e Alimentos e Bebidas (0,01%). Por outro lado, os segmentos com maior deflação foram Artigos de Residência (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%).

No setor de Habitação, o destaque ficou para a queda nos preços da energia elétrica residencial, que registrou variação negativa de 2,39%. A redução foi influenciada pela mudança da bandeira tarifária de setembro, da vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1 em outubro.

Ainda nesta terça-feira, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que reforçou que mantém convicção de que a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano por período prolongado será suficiente para levar a inflação à meta de 3%.

Economistas avaliam que a estabilidade dos preços e o controle da Selic são fundamentais para conter pressões inflacionárias e proporcionar previsibilidade para consumidores e investidores.

Produção industrial de SC cresce 3,1% no ano até setembro

 A produção industrial de Santa Catarina avançou 3,1% no ano até setembro. No mesmo período, a produção industrial brasileira cresceu 1%. Dados compilados pelo Observatório FIESC apontam que o resultado catarinense foi puxado pelo incremento de 16,7% na fabricação de produtos de metal, de 6,4% na fabricação de máquinas e equipamentos e o aumento de 5,3% na fabricação de produtos alimentícios.

Por outro lado, a fabricação de produtos de madeira recuou 2,4% no mesmo período, e a de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 1,1%.

Já na comparação com setembro do ano anterior, a produção industrial catarinense registrou aumento de 3,6%, acima do resultado brasileiro, que foi de incremento de 2%. Nesse período, destacam-se positivamente a fabricação de produtos alimentícios, com alta de 15,7%; de produtos químicos, com aumento de 9,2%; e de papel e celulose, com crescimento de 7,6%.

Do lado das quedas, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias recuou 15%, enquanto a de móveis recuou 12% e a de produtos de madeira caiu 8,5% no nono mês do ano frente a setembro de 2024.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Programa “Mulheres do Nosso Bairro” está com inscrições abertas

A Portonave é uma das empresas apoiadoras do programa Parcerias do Bem — da ENGIE Brasil – que acaba de lançar a 6ª edição do programa Mulheres do Nosso Bairro. Com o tema “Investindo em quem faz a economia girar”, a iniciativa busca fortalecer o empreendedorismo feminino em Navegantes. Nesta edição, dois projetos locais serão selecionados e receberão, cada um, um aporte de R$ 10 mil.

Todas as mulheres, cisgêneros e transgêneros, que empreendem pequenos negócios em Navegantes — seja como pessoa física ou jurídica — podem participar. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 14 de novembro, às 18h, pelo site www.engie.com.br/mulheres-do-nosso-bairro. O resultado será divulgado no dia 11 de dezembro na mesma página. Caso as datas do programa sejam prorrogadas, as atualizações também serão publicadas no site.

Além do apoio financeiro, os vencedores participarão de uma formação online em gestão de negócios, conduzida por especialistas do Consulado da Mulher. Na edição de 2024, os empreendimentos contemplados em Navegantes foram Curso de Danças de Salão e Gaúchas, de Aline Maria Hey; Mulheres que Renascem, de Gleice Oliveira; Bendiz, de Letícia Pecharka; e Força Mulher, de Munique Neuwirth Ramos.

Este é o terceiro ano consecutivo que a Portonave apoia o Programa Mulheres do Nosso Bairro. Até hoje, oito empreendedoras receberam o apoio e foram capacitadas para desenvolverem seus próprios negócios pela iniciativa. Ainda pelo Parcerias do Bem, além deste programa, o Terminal Portuário também é parceiro do Edital Educação, que premia projetos da comunidade escolar de Navegantes.

Critérios de seleção “Mulheres do Nosso Bairro” 🔍

A avaliação dos empreendimentos inscritos será feita com base nos seguintes tópicos:

🫱🏿‍🫲🏽 Geração de renda: o projeto contribui para o aumento da renda das pessoas envolvidas? Há novas oportunidades de trabalho associadas ao negócio?

💵 Viabilidade econômica: o empreendimento apresenta potencial de continuidade após o investimento? Existe demanda atual ou futura pelos produtos ou serviços oferecidos?

🌱 Sustentabilidade e impacto ambiental: a proposta promove melhorias ambientais ou está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)?

🫂 Contribuição à comunidade: o negócio gera benefícios adicionais à comunidade onde atua, além da geração de renda?

👩🏽 Perfil de liderança: o projeto é liderado por mulheres cisgênero ou transgênero?

📌 Localização: o empreendimento está estabelecido ou atua nos municípios listados no Anexo do edital?

Mais detalhes sobre o processo seletivo estão disponíveis no regulamento completo. 

Sobre o programa 
Instituído em outubro de 2020, o Mulheres do Nosso Bairro atua em âmbito nacional. Desde o lançamento, cerca de R$ 5 milhões foram investidos, beneficiando mais de 50 mil mulheres e apoiando diretamente 360 empreendimentos liderados por mulheres em diversas regiões do Brasil.

Além do edital, o programa oferece cursos gratuitos de capacitação, informações sobre redes de apoio, ações de conscientização sobre violência doméstica e iniciativas voltadas à saúde física e mental.

Como parte de sua estratégia de responsabilidade social, a ENGIE conduz o Mulheres do Nosso Bairro com foco na transformação de vidas. “São mulheres que transformam desafios em oportunidades e, com o apoio do programa, conseguem redefinir suas trajetórias e as de suas famílias. É mais do que investimento: é transformação social com rosto, nome e propósito”, afirma Thais Soares, Diretora de Sustentabilidade da ENGIE Brasil.

Neste ano, o programa conta com o apoio da Portonave e de outras organizações, como: Aliança Energia, CESTE, Consulado da Mulher, Goedert, Grupo Habitasul, Jirau, Koerich, Instituto Malwee, Nauterra, Oiapoque Energia, Porto Itapoá, Portobello, Renault, TAG, Técnica Geração, Vibra, Voltalia e WEG.

Sobre a Portonave🚢
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Instituto Amazônia+21 anuncia aporte de R$ 2 milhões do Sebrae na Facility de Investimentos

O Instituto Amazônia+21 anunciou, nesta segunda-feira (10), o aporte de R$ 2 milhões realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na Facility de Investimentos -- iniciativa foi criada para atrair capital e fomentar negócios sustentáveis na região amazônica. O anúncio ocorreu no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Blue Zone da COP30, em Belém (PA).

Criado pelo Instituto Amazônia+21, o mecanismo conecta empreendedores amazônicos a investidores nacionais e internacionais interessados em negócios de impacto socioambiental. A Facility busca mobilizar capital privado para iniciativas sustentáveis, ampliando o acesso a crédito e fortalecendo a bioeconomia, a inovação e a industrialização regional.

A parceria reforça a integração entre o Sebrae, a CNI e as federações estaduais da indústria na promoção de um modelo de desenvolvimento que una conservação ambiental e geração de renda. Para o presidente do Instituto Amazônia+21 e da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, o apoio do Sebrae amplia uma colaboração que vem se consolidando desde 2022.

“Em 2022, começamos essa jornada com o Sebrae, e agora o Sebrae Nacional amplia o escopo dessa atuação. Por meio da Facility de Investimentos, será possível apoiar pequenos negócios na Amazônia, fortalecendo a industrialização de produtos locais”, afirmou.

Ao anunciar o aporte, o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, destacou que o investimento está alinhado à estratégia da instituição de ampliar o apoio aos pequenos negócios industriais e às startups inovadoras.

“O Sebrae está convencido de que precisamos estar cada vez mais próximos do ecossistema industrial, junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), ao Serviço Social da Indústria (SESI) e ao Instituto Euvaldo Lodi (IEL), para apoiar a pequena indústria brasileira. Na Amazônia, onde mais de 90% da floresta é considerada improdutiva, é essencial encontrar caminhos para criar valor local. E isso se faz pela industrialização. A parceria com o Instituto Amazônia+21 vai permitir também que startups da região tenham acesso a investimento e capacitação para transformar boas ideias em negócios sustentáveis”, explicou.

Presente no anúncio, o presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou o papel da Facility como instrumento de governança e transparência capaz de transformar potencial em desenvolvimento real.

“Não se faz nada apenas com ideias, mas também com ações que geram resultados. A Facility representa uma estrutura transparente, de governança sólida, que permitirá transformar potencial em desenvolvimento real”, disse.

Patrocinadores
A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE). A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.

SENAI/SC oferecerá mais de 25 cursos técnicos em 43 cidades em 2026

O SENAI/SC anunciou nesta segunda (10) que oferecerá mais de 25 cursos técnicos em 43 cidades em 2026. As formações são voltadas a quem deseja começar, crescer ou se reinventar na carreira.

Entre as opções estarão Automação Industrial, Eletromecânica, Eletrotécnica, Desenvolvimento de Sistemas, Mecânica, Química, Design de Moda, Plásticos, Vestuário, Refrigeração e Climatização, entre outras áreas alinhadas às demandas da indústria catarinense.

🌐 Acesse a página do SENAI/SC e saiba mais sobre cursos técnicos: https://cursos.sesisenai.org.br/cursos-tecnicos

Os cursos atendem jovens, profissionais da indústria, adultos em requalificação e o público 40+, que buscam dar o próximo passo por meio da educação técnica.

As formações têm duração de até dois anos e se destacam pelo alto índice de empregabilidade.

SOBRE

O SENAI/SC está presente em todas as regiões do estado. Além de cursos técnicos, oferece cursos profissionais e de aprendizagem industrial, que combinam aulas no SENAI e prática profissional nas empresas. Somente no ano passado, foram 258,6 mil matrículas em todo o estado.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional 

Na semana da COP 30, SENAI lança jornada para acelerar descarbonização na indústria

 

Na mesma semana em que líderes mundiais se reúnem na COP 30 para debater metas de neutralidade de carbono, o SENAI lança em Santa Catarina a Jornada de Descarbonização da Indústria. A metodologia, desenvolvida integralmente pela rede Instituto SENAI, combina consultoria técnica, inovação e tecnologia, com foco em reduzir emissões de gases de efeito estufa e ampliar a eficiência energética.

O modelo atua em quatro frentes — diagnóstico, estratégia, mitigação e compensação — e reúne a expertise de três institutos de tecnologia do SENAI: ambiental, cerâmica e mobilidade elétrica. “Essa abordagem permite mensurar resultados, planejar investimentos sustentáveis e posicionar as empresas catarinenses, de todos os portes, na vanguarda da competitividade verde”, explica o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira.

Para o líder do Hub de Descarbonização da FIESC, Charles Leber, é possível crescer e, ao mesmo tempo, reduzir impactos. “A COP 30 reforça a urgência desse movimento e Santa Catarina já vem mostrando que a indústria é parte essencial da solução. O SENAI está ajudando as empresas a transformar esse desafio em oportunidade”, frisa. Indústrias interessadas em se integrar à jornada de descarbonização, devem procurar os Institutos SENAI.   

Seminário debate descarbonização e eficiência energética
Nesta quarta-feira, dia 12, um seminário promovido pela FIESC em parceria com o SENAI reúne em Blumenau pesquisadores, empresários e lideranças internacionais para discutir soluções de descarbonização, eficiência energética e competitividade industrial. A programação completa e as inscrições podem ser feitas aqui.   

Entre os destaques da programação estão palestras da pesquisadora portuguesa Maria João Rodrigues, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e do engenheiro suíço Pirmin Aregger, cofundador da empresa Recoal, especializada em tecnologias de captura e reaproveitamento de carbono.

O encontro terá ainda painéis conduzidos pelos Institutos SENAI de Tecnologia Ambiental, Cerâmica e Mobilidade Elétrica, com exemplos de como o uso de energias renováveis, consultorias técnicas e planejamento integrado destas ações, vem gerando resultados positivos para o parque industrial catarinense.

O seminário é uma realização do SENAI e da FIESC, por meio do Hub de Descarbonização. Durante o encontro, empresas catarinenses apresentarão seus cases de redução de emissões como a NIDEC e a SCGÁS apresentando suas perspectivas em relação ao uso de combustíveis renováveis em SC, resultando em práticas sustentáveis em suas operações e cadeias produtivas.

Indústria é protagonista deste processo
Em Brusque, a ZEN, indústria de autopeças, incorporou a agenda climática ao seu planejamento estratégico e vem avançando com resultados expressivos em eficiência energética e redução de emissões. Desde 2021, a empresa realiza o inventário de gases de efeito estufa e já reduziu em 42% a intensidade de emissões (kgCO₂e/h trabalhadas), passando de 2,282 para 1,328 entre 2021 e 2024. 

“O plano de mitigação reflete o esforço coletivo do nosso time em integrar  performance, excelência e sustentabilidade. Estamos preparando a ZEN para o  futuro. Um futuro no qual a competitividade também se mede pela capacidade  de gerar valor com menor impacto ambiental”, destaca o CEO da ZEN, Wilson Bricio.

O resultado reflete um ciclo de investimentos de R$ 150 milhões em modernização industrial e tecnologias mais limpas, incluindo um centro de transformação mecânica preparado para o uso de hidrogênio verde. 

A IPEL, de Indaial, implantou uma tecnologia inédita de aeração por ar difuso — também conhecida como bolha fina — em sua Estação de Tratamento Biológico (ETB). A inovação, pioneira no setor papeleiro brasileiro, substitui sistemas tradicionais de aeração por difusores instalados no fundo do tanque, que liberam bolhas ultrafinas e garantem maior eficiência na transferência de oxigênio para os microrganismos que tratam os efluentes. O novo sistema elevou a taxa de transferência para cerca de 4,7 kgO₂/kWh, frente aos 3,5 kgO₂/kWh dos métodos convencionais, resultando em ganhos energéticos entre 20% e 40%, conforme as condições operacionais.

Além da eficiência energética, a tecnologia traz estabilidade ao processo, menor emissão de ruídos e aerossóis e uma operação mais limpa e segura para os colaboradores. “Essa tecnologia coloca a IPEL em um novo patamar de inovação no tratamento biológico, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca Xalise Canani, gerente industrial da empresa.

A unidade da Nidec em Joinville, onde são fabricados os produtos Embraco, foi a primeira da empresa no mundo a alcançar neutralidade de carbono, operando 100% com energia renovável e zero envio de resíduos a aterros. A planta é responsável pela produção de soluções de refrigeração da marca Embraco, reconhecidas globalmente por sua alta eficiência energética e contribuição direta para a redução de emissões de carbono.

Sobre a COP 30
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30) será realizada no Brasil, em Belém do Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro. Delegações de 140 países se reúnem no maior evento global das Nações Unidas para discussão e negociações sobre mudança climática. Participam líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais, representantes da sociedade civil, de governos, do setor privado, e de organizações internacionais.

Entre as indústria que marcam presença no evento está a JJG Carbon, uma holding familiar fundada e liderada pelo empresário Waldemar Schmitz, de Pinhalzinho, dedicada exclusivamente a projetos de crédito de carbono. Uma das iniciativas é a Fazenda Santana, dedicada à preservação de 3,6 mil hectares de floresta amazônica e à promoção do desenvolvimento sustentável por meio do mercado voluntário de créditos de carbono. 

Com base na metodologia LCS003 e certificação independente da LUXCS, o projeto adota um sistema rigoroso de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV), apoiado por dados do INPE (PRODES), garantindo transparência e credibilidade. Cada crédito é registrado na blockchain Polygon, assegurando rastreabilidade e autenticidade, e comercializado na B4.capital, a primeira bolsa de ação climática do país. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 13 e 15) da ONU, o projeto reforça o papel do Brasil na proteção da Amazônia e no combate às mudanças climáticas globais.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Com vacância abaixo de 3%, galpões físicos em SC entregam mais de 24% ao ano e superam FIIs
Em razão da forte demanda por infraestrutura de distribuição, a alocação de capital no segmento logístico se tornou concorrida entre investidores. Na hora de escolher entre ativo físico vs. Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) – o especialista em investimentos logísticos Douglas Curi, da Sort Investimentos, analisa com base em fatores como localização, modelo do galpão e tipo de aquisição. Apesar de reforçar a importância da diversificação, a tese do executivo aponta que o investimento direto em ativos Triple A, especialmente no dinâmico litoral norte catarinense, pode entregar um retorno anual superior a 24%, acima do mercado financeiro.
 
Escassez e demanda no eixo Itajaí-Garuva
A valorização no segmento de galpões tem surpreendido em Santa Catarina, importante polo portuário nacional, especialmente entre as cidades de Itajaí/Navegantes, Araquari, Garuva e Itapoá, na divisa com o Paraná. Ela está diretamente ligada ao crescimento do e-commerce e à necessidade de grandes players de logística e varejo de otimizar a distribuição, já que rapidez e entrega no prazo estão entre os principais diferenciais competitivos. 
 
Essa área se desenvolveu muito como um dos grandes eixos logísticos do Brasil, impulsionada pelos portos. A demanda é tão intensa que a taxa de vacância média já supera São Paulo que está em torno de 6/7%.  "Nessa região de Santa Catarina está abaixo de 3%," explica o executivo.
 
"A baixíssima vacância de SC garante a estabilidade do aluguel, mas projeta uma aceleração de preços sem precedentes. Estimamos que o mercado do Litoral Catarinense tem potencial para superar 100% de valorização nos próximos 5 anos," afirma Curi, que enfatiza a força do ativo físico em um mercado de oferta restrita.
 
O fator liquidez
Embora os FIIs ofereçam liquidez diária, a fluidez na revenda do galpão físico de alta qualidade é aprimorada por modelos de negócio que mitigam o risco.
 
"A liquidez de um ativo físico é dada pela sua qualidade e pelo risco de vacância. É por isso que focamos no modelo chave na mão (turnkey): entregamos galpões Triple A, já alugados para grandes locatários, com contratos de longo prazo. Isso transforma o galpão em um ativo premium com liquidez aprimorada, muito atraente para fundos de pensão e investidores institucionais no momento da revenda," detalha Curi.
 
Retorno total: estabilidade descolada do mercado
A superioridade do investimento direto reside na captura integral do retorno total: a soma da rentabilidade do aluguel com a valorização do imóvel.
 
Curi reforça que a volatilidade da cota do FII pode ser um risco a considerar e que o proprietário do ativo físico não absorve. No ativo físico, além de segurança patrimonial o ganho de capital é direto e sustentado pela escassez regional.
 
O cálculo do especialista  é baseado na valorização acelerada, e ele considera os números registrados no litoral de SC:
Valorização anual (15% a 20% a.a.): Em um cenário conservador de 15%, o executivo aponta representação de 1,25% ao mês de ganho de capital.
Soma ao aluguel (0,8% a 1%a.m.): O retorno total se potencializa para cerca de 2% ao mês ou mais, e atinge  24% ao ano.
 
"O ativo físico permite que o investidor se beneficie diretamente da pressão do e-commerce por espaço, sem a interferência da volatilidade diária do mercado financeiro. No Litoral Catarinense, a escassez do ativo, os longos contratos e a demanda reprimida garantem a segurança da posse e a apreciação exponencial do capital," conclui.
 
Sobre o Grupo Sort
O Grupo Sort é comandado por Renato Monteiro e reúne empresas dos segmentos imobiliário, tecnologia, indústria e varejo, entre elas a Fast Sale, a PipeImob Tecnologia, a Sort Empreendimentos e a Sort Investimentos. Com mais de R$ 8 bilhões em ativos sob assessoria, o grupo se destaca pela seleção e gestão de imóveis voltados a investidores de diferentes perfis, com forte atuação no mercado de galpões logísticos. Atualmente, administra mais de R$ 3 bilhões em ativos nesse segmento, com taxa de vacância inferior a 3% e crescimento expressivo em negociações de terrenos e empreendimentos logísticos em todo o país.
 
https://sortinvestimentos.com.br/
https://fastsaleimoveis.com.br/home
Mais de 361 mil catarinenses podem negociar dívidas por até R$ 100 no Feirão Serasa Limpa Nome

Em meio ao alto cenário de inadimplência e endividamento no Brasil, 12 milhões de consumidores podem negociar suas dívidas no principal mutirão de negociação de dívidas do país por até R$100. Apenas em Santa Catarina, 361 mil pessoas contam com essa oportunidade. Com condições especiais até 30 de novembro, o Feirão Serasa Limpa Nome reúne mais de 56 milhões de ofertas, resultando em uma média de 4 ofertas por pessoa por até esse valor. 

“Grande parte dos consumidores evita consultar suas dívidas por receio do que vai encontrar, mas, na prática, muitos se surpreendem ao descobrir que podem quitá-las por valores baixos — em alguns casos, por menos de R$ 100, com possibilidade de parcelamento. O desconto médio dessas dívidas é de 70% e as ofertas nesse Feirão podem chegar até 99%”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

Desde o dia 03 de novembro, em que se iniciou a 34ª edição do Feirão Limpa Nome da Serasa, até o dia 07, mais de 1,2 milhões de dívidas já foram negociadas no país, sendo 514 mil até R$100. Para conferir as ofertas especiais de até R$100 e as demais oportunidades com as mais de 1,6 empresas parceiras, o consumidor pode consultar pelo site (serasa.com.br), aplicativo ou agências dos Correios de todo o Brasil.

Como aproveitar o Feirão e sair das dívidas?

Para ajudar quem quer aproveitar o Feirão e começar 2026 com as contas em dia, o embaixador da Serasa e PhD em Economia, Gil do Vigor, preparou três orientações práticas para quem deseja se planejar financeiramente e negociar com segurança:

  1. Analise seu orçamento: faça uma lista de todas as dívidas que possui e anote o credor, tipo da dívida, valor da parcela mensal, valor total devido e a taxa de juros anual. Além disso, registre todas as receitas mensais líquidas, os seus gastos fixos e variáveis. Após isso, subtraia o valor total das despesas fixas e variáveis da receita mensal para saber o saldo disponível para quitar as dívidas.
  2. Entenda como funciona o pós pagamento: Depois de pagar um acordo de negociação de dívidas pelo Serasa Limpa Nome, a empresa responsável pela dívida tem até cinco dias úteis para solicitar a retirada do CPF do consumidor do cadastro de inadimplentes da Serasa. Vale lembrar que se ainda houver outra dívida não quitada no nome do devedor, ele continuará negativado.
  3. Organize-se financeiramente para não voltar a negativação: sair das dívidas é uma grande vitória, mas manter-se livre delas exige mudança de hábitos, disciplina e visão de longo prazo. Neste ponto, a educação financeira será é a maior aliada, pois o que importa não é apenas a sua renda, mas especialmente como você administra o dinheiro. As boas práticas para evitar novas dívidas incluem criar uma reserva para emergências, estabelecer metas financeiras e usar o crédito de forma segura.

“Falar sobre endividamento ainda pode causar calafrios em muitos brasileiros e, por isso, precisamos incentivar a educação financeira dentro e fora de casa”, comenta Gil. “Com um bom planejamento, é possível tirar o nome do vermelho e voltar a fazer planos a longo prazo. O primeiro passo para realizar sonhos é a negociação de dívidas e este é o melhor momento para recomeçar”.

Para conferir outras dicas, acesse o Guia de Renegociação de Dívidas, assinado por Gil do Vigor: https://www.serasa.com.br/guias/guia-de-renegociacao-de-dividas/

Sobre a Serasa  

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.   

 Mais informações em www.serasa.com.br e pelas redes sociais no @serasa.  

Juros em 15% travam setores estratégicos do país e freiam investimentos no Brasil

A taxa Selic mantida em níveis elevados — chegando a 15%, o maior patamar em duas décadas — está afetando diretamente áreas essenciais da economia brasileira, especialmente construção civil, comércio e indústria. Com crédito mais caro, o consumo desacelera, empresas freiam investimentos e o peso financeiro das dívidas se torna ainda maior.

Quando o custo do dinheiro sobe, bancos passam a liberar crédito com mais cautela, dificultando o acesso ao financiamento — principalmente para negócios com alta alavancagem e compromissos financeiros de curto prazo. O efeito em cascata se espalha para o consumo, a produção e a geração de empregos.

Impacto direto no sonho da casa própria

Dados da Abrainc mostram que, nos últimos cinco anos, o avanço das taxas de juros tirou aproximadamente 800 mil famílias do mercado imobiliário, reduzindo pela metade o público que consegue financiar imóveis de até R$ 500 mil. Cada ponto percentual nas taxas elimina, em média, 160 mil famílias do acesso ao financiamento habitacional.

A CBIC também alerta que a alta dos juros derrubou a captação de poupança — principal fonte para crédito imobiliário — e isso contribuiu para a retração de financiamentos. Até setembro deste ano, o volume de imóveis financiados pelo SBPE caiu mais de 20% frente ao período anterior.

Indústria travada

Na indústria, o cenário não é diferente. Empresas estão encontrando mais barreiras para financiar capital de giro e apostar em expansão. Um levantamento da CNI mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo para crédito de curto prazo.

Segundo economistas do setor, isso atinge especialmente segmentos que dependem do consumo direto das famílias, como automotivo, eletroeletrônicos e construção.

Haddad nega que fiscal vá “explodir” em 2027

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao portal UOL que o desempenho fiscal do país não irá “explodir” em 2027 e garantiu que o Orçamento do próximo ano, a ser encaminhado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional, prevê superávit nas contas públicas.

“O fiscal não vai explodir em 2027, como não explodiu, por exemplo, quando fizemos a PEC da Transição”, disse Haddad.

O ministro comparou a condução da política fiscal a uma corrida, destacando cautela e planejamento:
“É como se as pessoas dissessem: ‘Olha, se continuar fazendo essa trajetória vai bater no muro’. Mas não é assim. Tem um piloto ali. Estamos numa pista de Fórmula 1, vamos fazendo as curvas, tangenciando”, acrescentou.

Haddad explicou ainda que a equipe econômica está finalizando o Orçamento de 2026, que seguirá a meta de superávit prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Faturamento da indústria cai 1,3% em setembro, aponta CNI

A situação do faturamento da indústria se agravou em setembro, com queda de 1,3%. Em agosto, o indicador já havia encolhido 5,2%. É o que mostram os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (7). Confira a pesquisa na íntegra:

Indicadores Industriais - Setembro - 2025.pdf(521,8 KB): https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/79/1a/791a9fd6-1e2a-4147-89f7-e4c55efef050/indicadores_industriais_-_setembro_-_2025.pdf


Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, diz que a indústria de transformação vem perdendo dinamismo em 2025, movimento acentuado nos primeiros meses do segundo semestre, com reflexos no faturamento do setor. 

“A demanda doméstica por bens industriais cresceu ao longo de 2024, mas perdeu força este ano. Isso se deve tanto aos efeitos dos juros sobre o crédito, que ficou mais caro e de mais difícil acesso aos consumidores, como também à penetração de produtos importados, que têm capturado parte relevante do mercado da indústria nacional”, analisa. 

Apesar da sequência negativa, o faturamento do setor nos nove primeiros meses de 2025 acumula alta de 2,1% em relação ao mesmo recorte do ano passado.


Emprego, massa salarial e UCI também diminuem
O emprego recuou 0,2% em setembro, interrompendo uma sequência de estabilidade entre maio e agosto. Até abril deste ano, o indicador acumulava 18 meses consecutivos sem queda. Ainda assim, o emprego cresceu 2% nos nove primeiros meses de 2025, frente ao mesmo período de 2024. “O emprego acompanha a queda de desempenho da indústria de transformação”, comenta Nocko. 

Já a massa salarial caiu 0,5% entre agosto e setembro. O resultado acumulado do ano (janeiro a setembro) representa um recuo de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024. O mês também foi negativo quanto à Utilização da Capacidade Instalada (UCI) do setor, que recuou de 78,3%, em agosto, para 77,9% em setembro. O patamar atual da UCI está 2,1 pontos percentuais abaixo do registrado em setembro do ano passado. 

Horas trabalhadas na produção e rendimento médio não mudam
O número de horas trabalhadas permaneceu estável, após ligeira alta de 0,1% entre agosto e setembro. Entre janeiro e setembro de 2025, o indicador acumula alta de 1,3%. O rendimento médio real dos trabalhadores também não mudou. No entanto, o índice caiu 4,4% nos nove primeiros meses do ano, frente ao mesmo recorte de 2024.

Itajaí dá início ao Foz Tech Summit 2025 com foco em inovação e desenvolvimento regional
O Foz Tech Summit 2025 em Itajaí reuniu, nesta quarta-feira (5), representantes do setor produtivo, poder público e academia para discutir o futuro da inovação e da tecnologia na região da Foz do Rio Itajaí-Açu. O evento acontece no Elume Centro Regional de Inovação e segue até quinta-feira (6), com palestras, painéis, competições e atividades de networking voltadas à transformação digital e ao empreendedorismo.
 
Com o tema “Cidades Inteligentes e Empreendedoras”, o encontro busca fortalecer o ecossistema de inovação e aproximar empresas, startups e investidores. A programação inclui trilhas temáticas, batalhas de negócios e momentos de integração entre profissionais de diferentes áreas. Na batalha entre as startups, a ARQUIMED ganhou na categoria Pré Encubação e a Dynamis na categoria Consolidadas.
 
“É o momento de conexão de todos os atores do ecossistema de inovação e de tecnologia de Itajaí e de toda a região. Mas não é só da gente, é de todo mundo. Toda a comunidade está convidada para estar aqui conosco”, destacou o Diretor Presidente da Invest Itajaí, Nikolas Reis.
 
O Foz Tech Summit é uma realização do Núcleo de Tecnologia e Inovação da Associação Empresarial de Itajaí (NUTI) e da ACATE – Polo Foz do Itajaí, com correalização do Elume. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de entidades que integram o ambiente de inovação local.
 
“Esse evento é importante para a nossa região, onde a gente leva tecnologia e inovação para os nossos associados e também para a comunidade. É um grande momento para discutir como a tecnologia e a inovação podem mudar as cidades”, ressaltou o coordenador do Polo ACATE, Eder Souza.
 
Taísa Corrêa, presidente da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), reforçou a importância da atualização e da integração entre os setores: “A gente tem que estar sempre atualizado do que acontece para realmente poder impulsionar as empresas, gerar negócios e desenvolver Itajaí. E é isso que acontece hoje: essa condensação tão grande entre todos esses players e empresas para transformar a Foz do Rio Itajaí nesse polo de inovação tão importante para a nossa região”.
 
Com entrada gratuita, o Foz Tech Summit 2025 reafirma o papel de Itajaí como referência em inovação no litoral catarinense e promove conexões que impulsionam o desenvolvimento tecnológico e econômico regional.
Juros altos travam o Brasil ao frear investimentos e encarecer o consumo

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostra o impacto direto dos juros elevados sobre a economia brasileira. Caso a taxa básica de juros caísse de forma mais expressiva, 77% das empresas industriais do país aumentariam seus investimentos nos próximos dois anos.

O índice é idêntico entre pequenas, médias e grandes empresas, indicando que a redução dos juros impulsionaria o investimento e, consequentemente, o crescimento econômico em todos os segmentos. O levantamento ouviu 1.000 executivos industriais, com margem de erro de 3 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

“A decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano é mais um duro golpe na economia e na competitividade da indústria brasileira”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

Segundo ele, não há justificativa técnica para manter a Selic em um patamar tão elevado. Com expectativas de inflação nos próximos 12 meses (IPCA/IBGE) em 4,06%, o juro real chega a 10,5% ao ano, nível que inibe o investimento produtivo, afeta o consumo das famílias e penaliza especialmente as camadas de menor renda.

O estudo da CNI também revela a preocupação dos empresários com o Custo Brasil, conjunto de fatores que limitam a competitividade da economia frente a outros países. A taxa básica de juros é um dos principais componentes desse custo. Para 60% dos executivos industriais, reduzir o Custo Brasil deveria ser a principal prioridade do país — outros 18% colocam como segunda prioridade.

Ainda segundo a pesquisa, 81% dos industriais afirmam que o Custo Brasil eleva os preços finais ao consumidor. Desses, 55% acreditam que o aumento é muito significativo; 22%, razoável; e apenas 4% veem impacto pequeno.

“É esse o preço que toda a sociedade paga por uma política de juros equivocada”, reforça Alban. “Com os preços controlados e o investimento em queda, manter a Selic em 15% ao ano impede o Brasil de crescer. Não se trata apenas de prejudicar as empresas, mas de afetar milhões de brasileiros — sobretudo os de menor renda — que ficam sem acesso ao crédito e, portanto, sem capacidade de consumo.”

Campanha Custo Brasil
A CNI traz a Campanha Custo Brasil para mostrar como os vilões desse impacto financeiro atuam para encarecer tudo, travar a competitividade industrial e frear o desenvolvimento econômico e sustentável do país.

Anualmente, o Custo Brasil desperdiça R$ 1,7 trilhão no país, que representa 20% do PIB. O termo descreve o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, econômicas e de infraestrutura que encarecem e dificultam a produção, os negócios e a competitividade no país, tanto para o mercado interno quanto para o internacional.

A campanha é estrelada por seis personagens:

Jurássio: ele é alta taxa de juros;
Infradonha: ela é custo das obras paradas e as consequências da ausência de ampliação e diversificação da matriz logística;
Burocratus: ele é morosidade da burocracia;
Custo Circuito: ele é valor da energia para lares e empresas;
Tributácio: ele reúne todos os tributos pagos;
Baiacusto: ele é todos os monstros em um, representando as perdas do Custo Brasil.

Economia & Negócios: Esperança: fim do tarifaço

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Montanha russa

Acabou de sair um levantamento dos parques temáticos que mais atraíram multidões no planeta. Em primeiro está o Magic Kingdom Park, no Walt Disney World Resort, em Orlando (Flórida), com impressionantes 17,83 milhões de visitantes em 2024. Considerando apenas a Amárica Latina e o Caribe, está lá, orgulhosamente, na liderança, o catarinense Beto Carrero World, com 2,5 milhões.

Para o mundo

Em Concórdia, onde nasceu em 1944, a Sadia é uma multinacional em expansão contínua. A MBRF, resultante da recente união dos frigoríficos Marfrig e BRF, anunciou a criação da Sadia Halal, negócio que envolve as operações, como centros de distribuição a unidade de abate, na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Omã. Estão incluídas também as exportações diretas para os clientes do norte da África. O negócio envolve US$ 2,07 bilhões.

Nepotismo normalizado

Mais uma espantosa decisão “suprema”: formou maioria para manter o entendimento que autoriza a nomeação de parentes para cargos políticos na administração pública. Essa maioria diz que “não há nepotismo quando o parente indicado possui qualificação técnica para exercer o cargo”. Parece cômico, mas é trágico.

Privação de liberdade

O Congresso Nacional está prestes a votar projeto que endurece a privação de liberdade de líderes de organizações criminosas armadas e de adolescentes infratores. Pelo texto, líderes de facções criminosas ou milícias cumprirão pena em presídio de segurança máxima, sem chance de se beneficiar com o regime aberto ou semiaberto. Parece muito bom, não é? Sim, desde que deputados e senadores se entendam com alguns ministros do “alto” Judiciário: só em 2024, o STJ (aquele que está sendo acusado de vender sentenças) concedeu 9.166 habeas corpus a traficantes. No STF foram 577 e o tráfico de drogas foi o crime mais beneficiado. O levantamento vem causando muita repercussão.

Esperança

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) tem subsidiado o Ministério e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) com informações estudos sobre os setores afetados pelo tarifaço e participado como uma ativa interlocutora, junto com a CNI, com o setor privado norte-americano e também o Departamento do Comércio. Além disso esteve na missão à Washington organizada pela CNI e tem participado de reuniões com o MDIC em diversas ocasiões. As tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre exportações de produtos brasileiros já afetam significativamente as vendas de SC para o mercado ianque. Dados da balança comercial compilados pelo Observatório Fiesc mostram que em setembro as exportações para lá caíram 55%, em relação a igual período do ano anterior.

Geração Empreendedora

Visando despertar, estimular e orientar o desenvolvimento do espírito empreendedor e da cultura associativista, o projeto Geração Empreendedora, da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), formou mais uma turma de jovens em Brusque. Realizada através da Associação Empresarial local, a iniciativa contemplou alunos da 2ª série do Ensino Médio, do Instituto Federal Catarinense Campus Brusque. O projeto é realizado há mais de 10 anos pela Facisc e na região está sendo aplicado, através do Núcleo de Jovens Empreendedores, Mulheres Empresárias e Núcleo de Tecnologia e Inovação da Associação Empresarial.

Na Bolsa

Os catarinenses tinham em outubro, R$ 22,3 bilhões investidos na B3, quantia que representa 3,7% de todo capital aplicado no país. Eram 293,3 mil contas vinculadas ao Estado na bolsa brasileira, o sexto maior resultado em números absolutos entre as unidades da federação. Segundo a empresa de consultoria Garoa Wealth Management, observa que o número de investidores cresceu 89,8% em relação a 2021 quando eram 154,5 mil. O valor total investido aumento 32,5% nesse período.

Bala na agulha

A Lua Luá anunciou um aporte de R$ 80 milhões para a expansão do parque fabril. O investimento tem meta de dobrar a capacidade produtiva e gerar 270 novas vagas até o fim de 2026. Esse movimento é uma necessidade natural diante da crescente demanda do mercado e do consequente aumento na produção, destaca a sócia-proprietária da marca.

Epidemia incontrolável

A proibição dos jogos de azar no Brasil não conteve a onda das bets e não é nenhum exagero dizer que os cassinos estão, sim, liberados no país. No momento em que qualquer pessoa com um celular e acesso à internet pode perder dinheiro em jogos virtuais, o veto à jogatina presencial, no caso, se torna um mero detalhe, uma formalidade obsoleta que não resiste ao clique. A legalização das apostas on-line, embalada por promessas de arrecadação e modernidade, escancarou um vício que se disfarça de entretenimento, infiltrando-se nas rotinas familiares. O Brasil precisa equilibrar a atividade das bets, reconhecendo que o jogo on-line, por estar disponível a qualquer hora no celular, apresenta riscos.

Arroz Combina

O arroz é um alimento considerado essencial no Brasil e faz dupla bicolor com o também essencial: o feijão. Apesar de serem alimentos saudáveis, estão sendo substituídos até por itens ultrapassados e enfrentando preços em queda. Dados do IPCA, inflação oficial do país, mostram que de janeiro a setembro deste ano o arroz ficou 20,85% mais barato e o feijão, 31,26%. Para incentivar o consumo, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) lançou a campanha nacional “Arroz Combina”. O foco é mostrar que é um produto que combina com dezenas de pratos e é saudável. O presidente da Abiarroz observa que a campanha tem como objetivo fortalecer a conexão cultural e afetiva da população com o arroz. SC é o segundo produtor nacional do arroz, atrás do RS.

Rombo fiscal

Um novo estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a situação fiscal das prefeituras atingiu o pior cenário da história. Dados parciais referente ao encerramento de exercício mostram que 54% delas estão no vermelho, com um déficit que chega a R$ 33 bilhões. Em SC, das 266 que fizeram parte da amostra, 42% tem déficit. O recorde está no Amapá, todas 100% não se sustentam. Entre os fatores que contribuíram para esse quadro estão a crescente necessidade de pessoal para a prestação de serviços. Também contam para o déficit as contratações de prestadores de serviços, despesas de custeio e com funcionalismo, locação de mão de obra e investimentos em obras e instalações.

Decreto imposto

As 200 Apaes existentes em SC que, com serviços reconhecidamente extraordinários, tem sido um modelo para o país ao longo dos anos, estão sendo atingidas por um terremoto. É um decreto federal, recente, sem ouvir as bases, estabelece a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. Por ela, o atual atendimento educacional especializado, propiciado pelas Apaes, deverá ser feito no contraturno das escolas de ensino regular. A Assembleia Legislativa deverá aprovar uma moção de repúdio, para quem a medida representa retrocessos e desrespeito às entidades que atuam, há décadas, com a política de educação especial.

Ameaça às Apaes

Há uma forte reação política no Congresso Nacional para suspender os efeitos do arrogante decreto 12.686, do governo federal, que de uma hora para outra e imposto de cima, desmonta o modelo educacional que garante atendimento individualizado a estudantes com deficiência intelectual e múltipla, com o explícito risco quase de propósito intencional, de eliminar, na prática, o apoio técnico e financeiro às escolas especiais, como as Apaes, que 200 em SC.

Negócios com a China

Empresários de Brusque e outras cidades, como Gaspar, Ilhota e Rio dos Cedros, participaram de um encontro com representantes de grupos empresariais chineses, voltado à apresentação de ideias e potenciais parcerias comerciais entre os dois países. O evento foi realizado no Hotel Monthez e contou com um almoço para os convidados. A maioria dos empresários locais presentes atua no setor têxtil, tradicional na região e de grande interesse para o mercado chinês. Entre os dias 26 de novembro e 2 de dezembro, Florianópolis receberá uma comitiva de empresários chineses de diversos setores, incluindo alguns dos maiores compradores de carne bovina e de frango da China. A expectativa é que, em 2026, entre quatro e cinco grupos empresariais chineses visitem diferentes cidades catarinenses, incluindo Brusque.

Via Mar

É uma miragem, ainda, mas a rodovia paralela à BR-101 no trecho norte de SC, que o governo estadual quer bancar a partir do próximo ano, já tem um belo nome escolhido: Via Mar. No pré-projeto a nova rodovia é apresentada com pistas triplas nos dois sentidos, desde o Distrito Industrial de Joinville até a ligação com o Contorno Viário recentemente inaugurado na Grande Florianópolis. Ninguém mais discute a necessidade dessa obra. Nos 245 quilômetros do trecho da 101, que representa apenas 6% de toda a extensão da BR-101 no país, ocorrem 25% do total de acidentes, com 23% dos feridos em toda a estrada e 16% do total de óbitos. Em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, debateu-se a situação crítica da BR-101 entre Itajaí e Navegantes, onde se estima em R$ 1,2 bilhão por ano as perdas causadas pela lentidão no tráfego e pelo aumento no consumo de combustíveis. Uma estatística oficial recente aponta que de janeiro a junho deste ano 20 pessoas morreram em acidentes em apenas 40 quilômetros da rodovia.

No mundo dos negócios

É crescente a participação de mulheres no empreendedorismo empresarial e no trabalho em Santa Catarina. Mas ter êxito à frente de empresa própria ou chegar ao topo da direção de uma grande empresa como executivas são postos que requerem muito trabalho, formação técnica e coragem para enfrentar desafios. Com o propósito de impulsionar esses movimentos, o Sebrae/SC realizou o Delas Summit, no Centrosul, em Florianópolis. A coordenadora do encontro destacou o público de 7,5 mil participantes, 67% mais que na edição de 2024, o que coloca o evento como o maior do Brasil no segmento. Foram 250 palestras e uma feira com 300 empresas de todo o país lideradas por mulheres. Com economia em pleno emprego, SC se destaca no empreendedorismo feminino.

Referência em estamparia

A sustentabilidade que move a Ynovacor Estamparia Digital, de Brusque, ultrapassou os limites do parque fabril e chegou à passarela mais prestigiada da moda brasileira. A empresa foi convidada pela marca Normando para produzir as estampas da nova coleção apresentada no São Paulo Fashion Week, o maior evento do setor da América Latina, realizado recentemente. Reconhecida nacionalmente por unir tecnologia, qualidade e responsabilidade ambiental, a Ynovacor chamou a atenção da marca justamente pelo compromisso com processos sustentáveis.

Bam-bam-bam

Juliano Custódio, CEO da EQI Investimentos e o time de marketing e eventos da corretora catarinense foram homenageados na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú pela 11ª Money Weeks, que ocorreu em agosto. Pelo menos 4,5 mil pessoas passaram pelo evento, promovendo a cidade como centro de inovação financeira.

Contra pichadores

A Polícia Civil de Brusque realizou uma operação contra pichadores de espaços públicos. A Divisão de Investigação Criminal (DIC) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. A ação contou com apoio da Prefeitura de Brusque e demais unidades da Polícia Civil de Brusque, Botuverá e Guabiruba. Os mandados foram cumpridos nos bairros Rio Branco, São Pedro, Aymoré e Dom Joaquim. Durante a operação foram apreendidas diversas latas de spray, anotações e cadernos contendo os mesmos traços vistos nas pichações dos espaços públicos, maconha, balança e materiais para a separação e preparo de entorpecentes para venda.

Etnias indígenas

O Brasil tem 391 etnias declaradas como indígenas, apontam dados de Censo Demográfico 2022 divulgado pelo IBGE. O estado de São Paulo apresenta a maior diversidade étnica do país, com a presença de 271 das etnias, à frente de Amazonas (259) e Bahia (233). Surpreendentemente, SC tem 147, ante 127 do Rio Grande do Sul e 161 do Paraná.

Embaixador

O High Tower, projeto da Aliança Empreendimentos com valor geral de vendas estimado em R$ 300 milhões, em Itapema, tem um embaixador. É Diego Ribas, ex capitão do Flamengo, comprador de uma das 48 unidades do espigão, que custam em média R$ 4 milhões. Com 165 metros de altura e 52 pavimentos, o edifício ficará entre os quatro mais altos da cidade.

Rede europeia de inovação

Brusque tornou-se a primeira administração municipal do Brasil a integrar a European Network of Research and Innovation Centres and Hubs (ENRICH), rede que conecta centros de inovação da Europa, América Latina e Caribe. A adesão, articulada pelo Conselho Municipal de Inovação, garante ao município e seus parceiros acesso a programas internacionais de capacitação, mentorias, eventos e investimentos. A iniciativa visa aproximar empresas, universidades e startups de Brusque de oportunidades de cooperação tecnológica e sustentável com instituições europeias, fortalecendo o ecossistema local de inovação e ampliando as possibilidades de captação de recursos e parcerias internacionais.

Palestra

O Secretário de defesa Civil de Blumenau, Carlos Menestrina, deu palestra no Smart Cities Park, que aconteceu em Nova Petrópolis (RS). Falou sobre o uso de dados e de inteligência que ajudam o poder público a tomar decisões mais assertivas em situações climáticas adversas. Com histórico de enchentes e enxurradas, Blumenau acabou se tornando referência nacional na área.

 

Nível baixo

Santa Catarina tem uma das melhores estruturas escolares do país, mas ainda enfrenta desafios quando o assunto é aprendizado. Segundo um levantamento da ONG Todos Pela Educação, a maioria dos estudantes catarinenses não alcança níveis adequados de conhecimento em Português e Matemática. O estudo mostra que, a cada 100 alunos, 93 concluem os anos iniciais do ensino fundamental até os 12 anos, mas apenas 52,3% atingem a aprendizagem considerada adequada nas duas disciplinas. Nos anos finais, o número cai para 22,9% e, no ensino médio, apenas 9,2% dos jovens chegam ao nível esperado.

Tecnologia, Prática e Humanização

Em seis anos de funcionamento, o curso de Medicina do Centro Universitário de Brusque (Unifebe) se consolidou entre as graduações mais estruturadas de SC. Com duas turmas formadas, totalizando 79 médicos, e mais 674 estudantes, o curso se destaca pela combinação entre infraestrutura metodologia voltada à prática e foco na formação humanizada. A reitora da Unifebe afirma que o objetivo da instituição é oferecer à comunidade uma formação médica de qualidade, apoiada em investimentos na estrutura e na capacitação dos profissionais que atuam no ensino. Um dos diferenciais do curso é o uso das metodologias ativas que colocam o aluno como protagonista do próprio aprendizado. Logo no início do curso, o acadêmico é inserido em ambientes de prática profissional. Ele vivencia o sistema de saúde brasileiro desde o início da sua formação, o que o prepara para atuar de forma ética, crítica e humanizada. A prática escalonada é essencial para o aprendizado.

Koerich: 70 anos

Em 2025, o Koerich completa 70 anos de história, consolidando-se como uma das marcas mais reconhecidas de SC. Fundada em 1955 por Eugênio Raulino Koerich, na cidade de São José, a empresa nasceu como um armazém de secos e molhados e evoluiu para se tornar referência no varejo de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis. Com mais de 130 lojas espalhadas por 67 cidades catarinenses e um time de 1.800 colaboradores, o Koerich mantém sua essência familiar, agora com gestão multigeracional e profissionalizada. Atualmente, três gerações da família Koerich atuam juntas, garantindo continuidade e visão de futuro.

Esperança: fim do tarifaço

A reunião entre os presidentes do Brasil e EUA foi amigável e abriu espaço para negociações de equipes técnicas dos dois governos para encaminharem o fim do tarifaço de 50% dos EUA a produtos brasileiros. As conversas já iniciaram e trouxe novas esperanças para o setor industrial catarinense, que tem nos Estados Unidos o maior mercado de exportações. A Federação das Indústrias de SC avaliou que a reunião mostrou disposição efetiva dos dois países para chegar a um acordo. O avanço das negociações reforça o compromisso de ambos os governos com a construção de soluções equilibradas para o comércio entre Brasil e EUA. A expectativa da indústria é de negociações com base em argumentos econômicos, setoriais e técnicos.

Artigo - Cobrança indevida de ITBI: decisão do STJ pode garantir economia e ressarcimento para quem comprou imóvel

O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) historicamente gerou controvérsias quanto à sua base de cálculo. Muitos Municípios fixavam valores de referência próprios, usualmente superiores ao efetivamente praticado no mercado, impondo ao contribuinte uma cobrança incompatível com a realidade da operação.

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Tema 1.113, consolidou o entendimento de que a base de cálculo do ITBI corresponde ao valor da transação, afastando a possibilidade de imposição arbitrária por parte da Fazenda Municipal.

O precedente tem aplicação direta e imediata: contribuintes que adquiriram imóveis nos últimos cinco anos e que suportaram a cobrança sobre valores superiores ao real podem pleitear a restituição do indébito tributário, devidamente corrigido.

A situação é ainda mais clara nos casos de arrematação em leilão, nos quais a base de cálculo deve obrigatoriamente refletir o valor efetivo da arrematação, e não estimativas unilaterais do Município. Essa interpretação reforça a segurança jurídica e a atratividade dos leilões como forma legítima e vantajosa de aquisição imobiliária.

Trata-se, portanto, de um marco importante tanto para investidores quanto para adquirentes em geral. Mais do que garantir justiça fiscal em futuras transações, a decisão do STJ abre a oportunidade de reaver valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, desde que respeitado o prazo prescricional.

O momento exige atenção redobrada: a busca de orientação jurídica especializada é fundamental para identificar eventuais distorções e acionar os meios adequados para resguardar direitos frente ao Fisco Municipal.

 

Carlos Campi, advogado especializado em leilões e regularização de imóveis

Endividamento do Brasil Sobe 0,6 p.p. em Setembro e Chega a 78,1% do PIB, Diz BC

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, registrando alta de 0,6 ponto percentual em relação a agosto, de acordo com o relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31).

O endividamento inclui governo federal, INSS e governos estaduais e municipais e, em valores absolutos, soma R$ 9,7 trilhões. Desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando a relação dívida-PIB era de 71,7%, houve um aumento acumulado de 6,4 pontos percentuais.

Motivos da alta da dívida
O crescimento da dívida em setembro foi influenciado principalmente por:

Juros nominais apropriados: +0,8 ponto percentual

Emissões líquidas de dívida: +0,3 ponto percentual

Efeito da valorização cambial: -0,1 ponto percentual

Variação do PIB nominal: -0,4 ponto percentual

No acumulado de 2025, a dívida bruta subiu 1,6 ponto percentual, puxada por: juros nominais (+6,6 p.p.), emissões líquidas de dívida (+0,1 p.p.), reconhecimento de dívidas (+0,2 p.p.), enquanto o crescimento do PIB nominal (-4,5 p.p.) e a valorização cambial (-0,6 p.p.) exerceram efeito contracionista.

Resultado fiscal do setor público
O relatório também revelou que o setor público consolidado — formado por União, estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 17,5 bilhões em setembro. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 33,2 bilhões.

Ao considerar os gastos com juros da dívida, o déficit nominal de setembro foi de R$ 102,2 bilhões, totalizando R$ 1,018 trilhão em 12 meses até setembro.

Novas regras do saque-aniversário do FGTS já estão em vigor

Desde sábado (1º), passaram a valer as novas regras para o saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que agora terá limite de operações, prazos e valores de antecipação. As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS no início de outubro e têm como objetivo garantir a sustentabilidade da modalidade e reduzir riscos ao trabalhador.

Segundo o Conselho, as alterações visam evitar que os trabalhadores comprometam todo o saldo do fundo, já que, ao optar pelo saque-aniversário, não é possível sacar o valor total em caso de demissão, apenas a multa rescisória de 40%.

O que muda a partir de agora
As novas regras impõem três principais restrições:

Prazo para primeira operação: quem aderir ao saque-aniversário deverá aguardar 90 dias para realizar a primeira antecipação. Antes, não havia prazo mínimo.

Limite de operações simultâneas: será permitida apenas uma operação por ano, com um máximo de cinco antecipações em um período de 12 meses. Após esse prazo, será possível realizar até três novas operações a cada três anos.

Valor de antecipação: o limite agora passa a ser de R$ 100,00 a R$ 500,00 por saque-aniversário, permitindo que o trabalhador antecipe até cinco parcelas, totalizando R$ 2.500,00.

Antes da mudança, os valores e prazos eram definidos pelos bancos, e havia contratos com antecipações previstas até 2056. A média era de oito antecipações por contrato.

O que é o saque-aniversário
O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, todos os anos, uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão é opcional, mas implica a perda do direito de sacar o valor integral em caso de demissão sem justa causa.

Quem optar pela modalidade ainda pode financiar imóveis com recursos do FGTS, já que a quantia reservada ao saque-aniversário fica separada da conta destinada ao crédito habitacional.

Saldo retido e liberação excepcional
Neste ano, o governo federal liberou temporariamente o saldo retido do FGTS para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025. A medida, aprovada por Medida Provisória, beneficiou 12,2 milhões de trabalhadores, totalizando R$ 12 bilhões liberados.

É possível desistir da modalidade?
O trabalhador pode desistir do saque-aniversário, desde que não tenha feito nenhuma antecipação. Nesse caso, será necessário aguardar dois anos para voltar a ter acesso ao saque integral em caso de demissão sem justa causa.

Correção do saldo
Quem optar por deixar o dinheiro no fundo continuará recebendo rendimento de 3% ao ano, acrescido da Taxa Referencial (TR) e da distribuição de lucros do FGTS.

Fim de ano chegando: confira estratégias para evitar sobrecarga mental no trabalho

O final do ano costuma ser um período de pressão no trabalho: prazos de projetos, metas a cumprir, balanço de resultados e compromissos se acumulam, podendo elevar a ansiedade e a sobrecarga mental.

A sensação de estar constantemente “correndo atrás” pode afetar o bem-estar físico e emocional e a produtividade.

Rogério Babler, especialista em neuroliderança, afirma que pequenas ações de empatia e organização podem transformar o ambiente de trabalho nesta reta final do ano. De acordo com ele, líderes têm papel essencial neste processo.

“Líderes não têm um botão para fazer alguém se sentir bem ou mal, mas podem influenciar o ambiente. Na confiança, as pessoas se vinculam e colaboram.”

Abaixo, estratégias usadas por executivos, em diferentes contextos, que podem ajudar a atravessar o fim do ano com mais leveza e eficiência:

1. Priorize o que é mais fácil (Princípio de Pareto)
A ideia, formulada pelo economista Vilfredo Pareto, é concentrar energia nas tarefas que geram 80% dos resultados com 20% do esforço. Resolver o que é rápido e visível logo no início cria sensação de avanço e reduz a sobrecarga mental.

2. Divida tarefas em blocos curtos de concentração (Técnica Pomodoro)
Criada por Francesco Cirillo, esta técnica propõe períodos de 25 a 50 minutos de foco total, com pausas curtas entre eles. O método ajuda a evitar fadiga, melhora o foco e mantém o ritmo até o final das tarefas.

3. Agrupe tarefas semelhantes (Agrupamento de tarefas)
Reunir atividades do mesmo tipo, como responder e-mails ou revisar relatórios, diminui a dispersão e economiza tempo. Esta prática é indicada por especialistas em produtividade como Cal Newport e Tim Ferriss.

4.  Reserve horários fixos às tarefas mais relevantes (Blocos de tempo)
Criar espaços definidos na agenda para o que exige mais concentração protege o tempo de distrações e permite entregas com mais qualidade. O método é usado por executivos como Bill Gates e Elon Musk.

5.  Faça pequenas revisões diárias
Ao final do expediente, reserve alguns minutos para revisar pendências e definir prioridades para o dia seguinte. Esta rotina, inspirada no método de David Allen, reduz a ansiedade e evita esquecimentos.

6. Estabeleça micro-metas
Transformar grandes objetivos em pequenos passos mensuráveis ajuda a visualizar o progresso e mantém a motivação até a conclusão das metas.

7. Elimine tarefas de baixo impacto
Revise a lista de afazeres e retire o que consome tempo sem gerar resultado significativo. Direcionar foco e energia ao que realmente importa é essencial para fechar o ciclo com equilíbrio.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional

Editora Bittencourt