sábado, 20 de abril de 2024
08/07/2023 12:31

Com cerca de 100 mil empregos gerados, setor náutico mostra sua força em feira náutica

Marina Itajaí Boat Show começou nessa quinta-feira (6) com grandes nomes da náutica, o que reafirma a força de Itajaí, no litoral norte catarinense, como polo náutico brasileiro. 70% das embarcações fabricadas no Brasil são procedentes de Santa Catarina.

O setor náutico segue aquecido no Brasil com faturamento de 2,5 bilhões no último ano, 4,1 mil barcos produzidos no país e a geração de cerca de 100 mil empregos em toda a cadeia produtiva que move o setor, segundo dados da Acobar - Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos. Considerado o maior polo náutico do país, sede de grandes estaleiros nacionais e internacionais, Santa Catarina detém mais de 70% das embarcações fabricadas no Brasil. Além disso, o município de Itajaí (SC) concentra cerca de 30 estaleiros produtores de barcos de lazer, entre eles, os maiores fabricantes do mundo, além de tecnologias únicas na América Latina para manutenção de iates de grande porte. A cidade se volta cada vez mais para a economia das águas e já se tornou também vitrine para geração de negócios náuticos. A força industrial náutica do município movimenta em torno de R$ 600 milhões ao ano e pode ser observada no Marina Itajaí Boat Show, a maior feira do gênero do Sul do país, realizada em um dos principais complexos náuticos do Brasil, a Marina Itajaí.

Estas foram algumas das informações de autoridades nessa quinta-feira durante a cerimônia de abertura e que marcou a chegada do primeiro Boat Show ao Sul do país, o Marina Itajaí Boat Show, que segue até domingo (9) com inúmeras atrações entre embarcações de vários tamanhos e modelos, além de produtos e serviços ligados ao estilo de vida náutico. Ao todo, são 60 embarcações em exposição, com modelos a partir de R$ 89 mil até megaiates de mais de R$55 milhões.

"Santa Catarina é sinônimo de indústria náutica. As empresas vieram e a região se tornou o maior polo produtor de lanchas do Brasil. Sempre existirão outros Boat Shows para aproximação com os clientes de outros estados brasileiros, porém aqui teremos cada vez mais condições de receber pessoas em Itajaí que podem, inclusive, visitar as fábricas. Isso tudo em uma cidade portuária, com ótimos hotéis, além de estar ao lado de Balneário Camboriú, a Dubai brasileira”, afirma o presidente do Boat Show Eventos Ernani Paciornik.

“A náutica de Itajaí é muito diferenciada. A união do poder público com empresas incentivando a economia, o empenho das pessoas ao investirem na náutica a trazer atrações para a região, nos motivou a realizar uma edição anual do Boat Show aqui, que é hoje a maior feira náutica da América Latina realizada anualmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foram cinco edições do Salão Náutico Marina Itajaí até a parceria com o Boat Show se concretizar. As negociações com o Grupo Náutica iniciaram há dois anos e resultaram na feira apresentada este ano. Agora também passa a ser realizada em Itajaí no mês de julho”, complementa Paciornik.

“É na cidade de Itajaí que estão concentrados o maior número de estaleiros do Brasil e isso só vem aumentando graças a visão do governo em proporcionar um ambiente agradável e propício para o investidor. Assim, o estado começa a ganhar. Prova disso é que estaleiros de outros lugares procuram Santa Catarina para se instalar”, afirmou o secretário de turismo de Santa Catarina Evandro Neiva em entrevista.

A conquista de trazer o único “Boat Show” para o Sul do Brasil foi graças à visão inovadora do empreendedor Carlos Gayoso de Oliveira, que idealizou há 5 anos o Salão Náutico Marina Itajaí. “A ideia inicial era promover um encontro de alta qualidade envolvendo fabricantes e empresas da náutica e de luxo para interagir com o público. Temos um potencial imenso no mercado da navegação, porém, não era muito explorado. Queríamos apresentar uma ação para chamar a atenção das pessoas para o lazer náutico e, claro, gerar negócios também para a Marina”, conta o diretor da Marina Itajaí Carlos Gayoso de Oliveira que idealizou o evento.

“Ao pensarmos no primeiro Salão Náutico, não havia intenção de lucratividade com o evento em si, mas em trazer o público para conhecer mais da náutica e impulsionar a ocupação das vagas e a visitação à marina. Não imaginávamos que o Salão iria tomar a proporção que tomou. O ano passado, por exemplo, a geração de negócios ultrapassou R$ 60 milhões. O público em geral foi muito receptivo também ao visitar a marina, os restaurantes e todo esse belo ambiente, o estilo de vida náutico”, explica o diretor.




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