quarta, 24 de julho de 2024
11/07/2023 18:18

Primeiro Fórum Catarinense do Setor Portuário expõe desafios e oportunidades para o comércio exterior de Santa Catarina


Mais de 150 pessoas acompanharam as discussões da primeira edição do Fórum Catarinense do Setor Portuário. O Porto de Imbituba foi o anfitrião do evento, nos dias 6 e 7 de julho. Representantes dos cinco maiores portos do Estado - Portonave, Porto Itapoá, Porto de São Francisco do Sul, Porto de Imbituba e Porto de Itajaí - compartilharam boas práticas de gestão e discutiram sobre as demandas e os gargalos existentes que impactam no crescimento do setor portuário de Santa Catarina. O coordenador do Fórum, professor Ademar Dutra, ressaltou o resultado do evento. “O evento atingiu seus objetivos com a discussão do sistema portuário catarinense, sempre buscando a integração dos portos”. 

O Secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, destacou o pioneirismo do Estado, que é o único do Brasil a ter uma secretaria que compreende três modais: aéreo, ferroviário e marítimo. O secretário falou sobre o crescimento dos portos catarinenses - que fecharam o primeiro semestre de 2023 com aumento de 4,6% na movimentação de cargas. Martins destacou que os portos e terminais do Estado precisam se preparar para o futuro e citou três obras prioritárias para o Estado: a ampliação do Canal de Acesso à Baía da Babitonga, a ampliação da Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes e a obra do Molhe de Abrigo do Porto de Imbituba. Segundo o Secretário, o governo do Estado já pediu ao governo federal que estes projetos sejam incluídos no novo PAC da União. 

Mais de 90% do comércio internacional passa pelos portos brasileiros, segundo dados do governo federal apresentados pelo Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Fabrizio  Pierdomenico. Ele deu uma palestra online aos participantes do Fórum e frisou que “a  agenda da desestatização não pertence a este governo. Queremos valorizar o porto público.” Conforme Pierdomenico, há prioridades na agenda da União, como o aumento da infraestrutura portuária no país e a modernização da gestão portuária. 

Inovação e sustentabilidade foram as palavras mais citadas nas apresentações dos maiores terminais e portos catarinenses. Os dirigentes de Imbituba, São Francisco do Sul, Portonave e Itapoá apresentaram o desempenho em 2023, falaram de futuros investimentos e também das reivindicações do setor. 

Ainda dentro das demandas dos portos, Marcelo Salles, presidente do Conselho de Administração da SCPar, alertou que 67% das novas encomendas dos estaleiros são navios de 10 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e hoje nenhum porto de Santa Catarina poderia atender esses navios. “Temos restrições de tamanho e calado em todos os portos do Estado. Precisamos criar estrutura para depois ter demanda”, comentou Salles.

ESTRATÉGIAS ESG

O Fórum dedicou um painel específico para falar da agenda social, ambiental e de governança - ESG, com foco nos desafios da aplicabilidade nos portos. O professor pesquisador José Baltazar Guerra enfatizou que ESG não é uma moda. “Temos uma situação de emergência climática e precisamos preparar infra estruturas e ambientes para nos adaptarmos às mudanças climáticas e promover a mitigação dos gases de efeito estufa.” 
Na área de pesquisa e desenvolvimento, o presidente da FAPESC - Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina, Fábio Wagner Pinto, falou da relação dos portos com as universidades e como as instituições podem ajudar no dia a dia dos terminais. “A gente vai se aproximar para promover empreendedorismo e oportunidades para a pesquisa aplicada dentro dos portos”, comentou Fábio. 

Esta edição teve a organização da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - campus Florianópolis e Joinville - e Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). 




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