
Menos de seis horas após anunciar o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal voltou atrás e revogou parte das medidas. A reversão ocorreu após críticas do mercado financeiro e uma reunião de emergência no Palácio do Planalto.
A medida, que previa um aumento de 3,5% no IOF sobre investimentos brasileiros no exterior, gerou preocupações sobre a possibilidade de retorno ao controle de capitais e contradizia esforços recentes para integrar a economia brasileira aos mercados globais.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu que a decisão foi tomada sem coordenação adequada e afirmou que a reversão visa evitar especulações sobre os objetivos do governo.
Apesar do recuo, outras alterações no IOF permanecem, como o aumento para 3,95% em empréstimos corporativos e 3,5% em transações internacionais com cartões. A estimativa inicial era de arrecadar R$ 61 bilhões em dois anos, mas a reversão pode reduzir essa previsão em até R$ 6 bilhões até 2026.
A oposição e especialistas apontam que a falta de clareza na comunicação do governo contribui para desgastes e ruídos, especialmente em um cenário político polarizado.