
Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para baixo, pela nona semana seguida, a projeção de inflação para 2025. Conforme divulgado na manhã desta segunda-feira (11) no Relatório Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 5,05%, levemente abaixo dos 5,07% previstos na semana anterior.
Apesar da redução, a inflação projetada ultrapassa o teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, entre 1,5% e 4,5%. Assim, o mercado financeiro indica que a inflação em 2025 deve ficar acima do teto permitido.
Para 2026, a expectativa de inflação também sofreu ajuste para baixo, passando de 4,43% para 4,41%. Já para 2027, a projeção permaneceu estável em 4%.
No acumulado dos últimos 12 meses até julho, o índice oficial de preços registrou alta de 5,30%, confirmando o estouro da meta neste ano. Os preços dos bens e serviços avançaram 0,33% em julho, um crescimento menor que o registrado em junho (0,40%).
PIB e crescimento econômico
O Relatório Focus ainda projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2,21% para 2025, uma leve queda em relação à expectativa da semana passada (2,23%). Para 2026, a previsão foi reduzida de 1,88% para 1,87% e, para 2027, de 1,95% para 1,93%. Em 2024, o PIB cresceu 3,4%, segundo dados do IBGE.
Taxa Selic permanece elevada
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a projeção para o fim de 2025 foi mantida em 15% ao ano, após o ciclo de alta ser encerrado na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para 2026, a expectativa é de queda para 12,5% e, para 2027, nova redução para 10,5% ao ano.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de setembro.
Dólar e balanço comercial
O mercado manteve a projeção para a cotação do dólar em R$ 5,60 no final de 2025 e em R$ 5,70 para os anos seguintes (2026 e 2027).
Quanto à balança comercial, a estimativa de superávit em 2025 caiu de US$ 65,3 bilhões para US$ 65 bilhões. Para 2026, a previsão recuou de US$ 70,8 bilhões para US$ 69 bilhões.
Investimento estrangeiro
A previsão de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil se manteve estável em US$ 70 bilhões tanto para 2025 quanto para 2026.