
O ano de 2025 marcou um dos períodos mais transformadores da história do Porto de São Francisco do Sul. Com investimentos milionários, obras estratégicas, crescimento na movimentação de cargas e reconhecimento nacional e internacional, o terminal consolidou seu papel como um dos principais polos logísticos do Brasil.
Ao longo do ano, foram R$ 43 milhões aplicados em infraestrutura, tecnologia, segurança, acessos terrestres e capacitação de equipes. O grande destaque foi o início da maior dragagem de aprofundamento já realizada na Baía da Babitonga, um projeto de R$ 333 milhões que vai ampliar o calado de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios de até 366 metros — algo inédito no país. A obra, feita em parceria entre o porto público de São Francisco e o terminal privado de Itapoá, também entrou para a história ao destinar sedimentos para o engordamento da Praia de Itapoá.
Outra intervenção aguardada há décadas também saiu do papel: a derrocagem de uma rocha submersa próxima aos berços de atracação, eliminando manobras extras, reduzindo custos operacionais e aumentando a segurança das operações. O trabalho utiliza métodos mecânicos de alta precisão, sem uso de explosivos, com impacto ambiental reduzido.
Na área ambiental, o porto alcançou um marco inédito no Brasil com a aprovação, pelo Ibama, do Plano de Monitoramento Ambiental Integrado, reunindo quatro terminais da Baía da Babitonga em ações conjuntas para proteção da fauna, flora, qualidade da água e do ar. O modelo passa a servir de referência para outros portos do país.
Os resultados também apareceram na operação. O tempo de espera para navios de fertilizantes caiu 60%, tornando o Porto de São Francisco um dos mais eficientes do país nesse tipo de carga. Até novembro, o terminal respondeu por 7% de todo o fertilizante importado pelo Brasil, essencial para o agronegócio nacional.
A movimentação de cargas acompanhou esse avanço. De janeiro a novembro, foram 16,5 milhões de toneladas, crescimento de cerca de 4% em relação a 2024, com projeção de novo recorde histórico até o fechamento do ano. Milho, soja, fertilizantes e aço lideraram as operações.
O desempenho rendeu prêmios e certificações importantes, como o reconhecimento entre os três melhores portos públicos do Brasil em gestão, destaque nacional em responsabilidade socioambiental, segundo lugar em desempenho ESG e a manutenção das certificações ISO 9001 e ISO 14001 — um selo restrito a apenas três portos públicos brasileiros.
Na segurança, o porto voltou a cumprir integralmente o Código Internacional ISPS, após investimentos de R$ 25 milhões, com modernização de monitoramento, controle de acesso por biometria e integração com sistemas da Receita Federal.
Por fim, melhorias no acesso viário ao porto também avançaram, com obras na BR-280 para ampliar pistas e otimizar o fluxo de caminhões, reforçando a eficiência logística do complexo.