
Na mesma sessão, também serão ouvidos o banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios da instituição financeira, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A decisão de Toffoli foi tomada após o Banco Central apresentar recurso questionando a presença do diretor no procedimento.
Ao analisar o pedido, o ministro esclareceu que nem o Banco Central nem o diretor são alvos da investigação. Ainda assim, destacou que a participação de Ailton de Aquino é considerada de grande relevância para o esclarecimento dos fatos apurados, especialmente por envolver operações entre instituições financeiras que estão sob supervisão da autoridade monetária.
Segundo Toffoli, a atuação do órgão regulador é fundamental para dar transparência às apurações, uma vez que o foco da investigação está nas negociações de títulos entre bancos, realizadas dentro do sistema financeiro nacional.
A investigação tramita no STF desde o início do mês, após a citação de um deputado federal no inquérito, o que levou ao deslocamento do caso da Justiça Federal de Brasília para a Suprema Corte, em razão do foro privilegiado.
Em novembro, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que apura a liberação de créditos considerados irregulares pelo Banco Master e a tentativa de venda da instituição ao BRB, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. As suspeitas apontam que o prejuízo potencial pode chegar a R$ 17 bilhões.
Além de Vorcaro, também são investigados ex-diretores e antigos sócios da instituição. A defesa do banqueiro nega qualquer tentativa de fuga e afirma que ele sempre colaborou com as investigações.