
O ano de 2025 foi de tensão e incertezas para a economia brasileira, impactada por decisões internas e movimentos internacionais. Mudanças no comando do Banco Central, a escalada da taxa básica de juros, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e debates envolvendo o Pix estiveram entre os principais temas que afetaram o bolso dos brasileiros e o desempenho do país.
Logo no início do ano, Gabriel Galípolo assumiu a presidência do Banco Central, herdando o desafio de controlar a inflação em um cenário econômico instável. Apesar da expectativa por cortes na taxa básica, a Selic avançou até 15% ao ano, atingindo o maior patamar em duas décadas. O governo federal avaliou que a decisão seguiu um caminho já traçado pela gestão anterior, diante do ambiente econômico adverso.
No cenário internacional, a economia brasileira sentiu fortemente os efeitos do tarifaço adotado pelo governo Donald Trump. A política protecionista impôs tarifas mínimas de 10% e chegou a sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros, afetando diretamente as exportações para os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do Brasil. Setores como café, carnes, frutas e pescados sofreram perdas significativas, com reflexos no emprego e na renda. Estimativas da indústria apontaram milhares de postos de trabalho ameaçados e prejuízos bilionários. Apenas no fim do ano houve alívio, com a retirada de parte das tarifas após negociação entre os dois países.
Outro tema que movimentou a economia em 2025 foi o Pix. Uma norma da Receita Federal que previa maior monitoramento de transferências acabou revogada poucos dias após o anúncio, em meio a uma onda de desinformação. Boatos sobre suposta taxação do sistema de pagamentos instantâneos geraram apreensão na população, forçando o governo a esclarecer que não haveria cobrança de impostos sobre as transações.
Entre juros elevados, pressões externas e debates fiscais, 2025 entrou para a história como um ano de fortes desafios econômicos, exigindo cautela de empresas, consumidores e do poder público.