
O maior impacto veio do grupo Transportes (1,72%), responsável por 0,35 ponto percentual do índice, impulsionado principalmente pelas passagens aéreas, que subiram 11,64%, e pelos combustíveis, com destaque para o etanol (2,51%), a gasolina (1,30%) e o óleo diesel (0,44%). O transporte público urbano também registrou aumento de 7,52% em seis das 11 áreas pesquisadas, enquanto o metrô teve variação de 2,22%.
Já o grupo Educação apresentou a maior variação do mês (5,20%), com impacto de 0,32 ponto percentual no índice, devido aos reajustes das mensalidades escolares e cursos no início do ano letivo.
Outros grupos registraram oscilações variadas: Saúde e cuidados pessoais subiu 0,67%, com destaque para artigos de higiene (0,91%) e planos de saúde (0,49%), enquanto Alimentação e bebidas avançou 0,20%. Entre os alimentos, o tomate disparou 10,09% e as carnes 0,76%, mas arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%) registraram quedas. A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,46%, com refeições subindo 0,62% e lanches 0,28%.
O grupo Habitação apresentou leve alta de 0,06% em fevereiro, após recuo de 0,26% em janeiro. A taxa de água e esgoto aumentou 1,97%, e o aluguel residencial subiu 0,32%, enquanto a energia elétrica residencial caiu 1,37%, contribuindo para reduzir o impacto do grupo.
O resultado reforça a pressão de custos educacionais e de transportes no início do ano, embora itens essenciais como energia e alimentação no domicílio tenham apresentado variações mais moderadas.