terça, 08 de setembro de 2026
08/09/2026 15:32

Exportações de Santa Catarina crescem 17,3% em agosto

Agroindústria e retomada de mercados asiáticos compensam a pressão das tarifas dos Estados Unidos

As exportações catarinenses registraram crescimento de 17,3% em agosto de 2026 e atingiram US$ 1,15 bilhão, ante US$ 976,9 milhões no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a agosto, o Estado somou US$ 8,41 bilhões, alta de 5,8% na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) analisados pela FIESC, o desempenho foi impulsionado principalmente pela agroindústria, com destaque para carnes de aves, suínos e soja. O resultado reforça o peso do setor na pauta externa catarinense.

As vendas externas de carne de aves cresceram 15,9% no mês e chegaram a US$ 189,2 milhões. O principal avanço veio da China, que elevou as compras de frango catarinense de US$ 399 em agosto de 2025 para US$ 29,7 milhões neste ano, após a superação das restrições sanitárias da gripe aviária.

No segmento de carne suína, a receita subiu 9% e totalizou US$ 144,5 milhões. O Japão teve o maior salto, quase dobrando as importações ao passar de US$ 29 milhões para US$ 56,5 milhões. A soja também apresentou crescimento, com alta de 11,6% e faturamento de US$ 91 milhões.

No primeiro mês de vigência das novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos em julho de 2026, as vendas de Santa Catarina para o mercado americano recuaram 5% e somaram US$ 113,6 milhões. A queda atingiu principalmente motores, geradores elétricos e madeira, segmentos tradicionais da indústria do Estado.

Mesmo com esse recuo, alguns itens ajudaram a reduzir o impacto negativo, como partes para motores, que avançaram 135,2%, e madeira perfilada. A FIESC avalia que a força da agroindústria foi decisiva para sustentar o desempenho geral das exportações em agosto.

As importações de Santa Catarina chegaram a US$ 3,17 bilhões em agosto, o que representa alta de 15,1% ante o mesmo mês de 2025. Em volume, houve recuo de 16%, mas o valor cresceu com a demanda por modernização e insumos de produção.

Máquinas e equipamentos subiram 24,4%, somando US$ 428 milhões. No setor automotivo, autopeças e acessórios avançaram 19,2%, para US$ 92,4 milhões, e pneus novos cresceram 23,4%, alcançando US$ 71,9 milhões. Já os fertilizantes tiveram queda de 56%, afetados por gargalos logísticos no Estreito de Ormuz, que reduziram a oferta global do insumo.




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