quinta, 15 de abril de 2021
04/02/2021

Indústria de SC lidera geração de empregos em 2020


Em 2020, a indústria de Santa Catarina liderou a geração de empregos no país, com saldo positivo de 27,5 mil vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Observatório FIESC. “A notícia vem corroborar com o que vínhamos falando ao longo do ano, que Santa Catarina teria um saldo de empregos positivo. E a indústria de transformação catarinense registrou o maior saldo do Brasil. A razão disso é que somos um estado industrializado, com um setor forte, que está empregando, investindo e se desenvolvendo”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, durante reunião de diretoria da entidade, nesta sexta-feira, dia 29. 

Clique aqui e confira os dados completos

Entre os setores que se destacaram na abertura de vagas estão alimentos e bebidas (10.943 vagas), produtos químicos e plásticos (5.094 vagas), madeira e móveis (5.026 vagas), máquinas e equipamentos (3 mil vagas), equipamentos elétricos (2.053 vagas), metalmecânica e metalurgia (2.049 vagas), cerâmica (1.299 vagas) e automotiva (878 vagas).

Ainda na reunião, o consultor econômico da Federação, Pablo Bittencourt, apresentou um panorama das perspectivas da economia brasileira para o ano e destacou que o PIB deve crescer no terceiro e no quarto trimestre. Mas o desempenho econômico será mais positivo quanto melhor for a eficácia do plano de vacinação. Ele observou ainda que a segunda onda do coronavírus adicionou um forte componente de incerteza à economia mundial e chamou a atenção para o crescimento da dívida pública brasileira, que é a segunda maior entre os países emergentes. 

“O Brasil tem uma enorme dívida bruta e isso vai impactar na nossa capacidade de financiamento para o futuro. Temos uma dívida alta, com um déficit primário corrente projetado, pelo menos, para mais cinco anos. É uma situação ruim”, explicou Pablo, ressaltando que diante desse cenário, a taxa de juros deve aumentar nos próximos meses. 



Blog

Pequenos negócios empregaram mais de 22 mil pessoas em Santa Catarina no mês de fevereiro

Um levantamento feito pelo Sebrae/SC, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia, demonstra que os pequenos negócios foram responsáveis por quase 70% dos empregos gerados no país no mês de fevereiro, ou seja, 275.083 empregos em regime CLT. Mesmo diante da pandemia, o resultado positivo ocorreu pelo oitavo mês consecutivo e o acumulado doano é superior ao do ano passado.

Desse número total, o saldo de empregos gerados em Santa Catarina por Micro e Pequenas Empresas foi de 22.322 mil. Em fevereiro, as Micro e Pequenas Empresas lideram a geração de empregos nos setores de serviços (8.208), indústria (7.766) e construção civil (2.680). O Estado também está entre as três Unidades da Federação que mais contrataram proporcionalmente, atrás apenas de Mato Grosso e Goiás.

Somando os meses de janeiro e fevereiro, considerando os 66.688 empregos já gerados em 2021 em todos os portes, as micro e pequenas empresas (MPE) lideram a geração de empregos no ano, correspondendo a 42.779 empregos, ou seja, 64% do saldo anual.

Esses números consolidam a recuperação expressiva, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cenário da pandemia, nos dois primeiros meses do ano, já se gerou 60% a mais de empregos do que todo o ano de 2020, são 42.779 em 2021 contra 26.720 empregos em 2020.

“Reforço o trabalho contínuo do Sebrae/SC em apoio às micro e pequenas empresasdo Estado, e a importância de que o segmento continue sendo amparado cominiciativas e políticas públicas. Assim, estaremos contribuindo com a geração de empregos e para a retomada da economia no país. Não há dúvidas de que as micro e pequenas empresas têm colaborado para a economia do país e do Estado em um momento de tantas incertezas e dificuldades, e os números confirmam isto”, afirma o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Segmento

O segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi o que mais gerounovos empregos em Santa Catarina no acumulado do ano, com 7.697 empregos gerados até fevereiro/2021.

 
Regiões

Quando comparados os resultados do mês de fevereiro de 2021 ao mesmo período do ano anterior, percebe-se que as MPE das regiões do Grande Oeste foram as que tiveram predominantemente resultados inferiores ao ano anterior.

No entanto, em todas as demais regiões os resultados foram melhores que no ano passado, com destaque para as regiões do Vale do Itajaí (+149,09%) e Grande Florianópolis (+118,07%).  Na média geral do Estado, o aumento foi de 78,22%.

Entre as cidades, no acumulado de empregados em 2021 até o mês de fevereiro, Joinville se destaca como a cidade em que as MPE mais geraram empregos, com 3.191 postos de trabalho. Contudo, considerando todos os portes, em que entram as médias e grandes empresas, Blumenau é a cidade que mais gerou empregos em Santa Catarina.

Outro avanço neste ano é de que já são 16 as cidades no Estado que geraram mais de mil empregos em 2021, marca que não foi superada em 2020, mesmo após 12 meses, o número ficou restrito a 14 municípios.

OCDE, sustentabilidade e economia digital em debate sobre comércio exterior de serviços

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) realizará o 12º Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (Enaserv 2021) no próximo dia 28 de abril, no formato virtual, abordando temas como os seguintes: Os serviços na expansão do comércio exterior brasileiro e na adesão à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); A nova era dos serviços globais; Exportação de serviços gera economia sustentável e empregos qualificados; A internacionalização do estilo Brasil para exportar; Servicificação, comércio e economia digital, entre outros.

O tema central do Enaserv desse ano é Tecnologia no comércio exterior de serviços. A programação contará com 10 painéis e 17 palestrantes - figuras renomadas do governo, iniciativa privada e entidades representativas do comércio exterior de serviços. O programa segue abaixo do release e também pode ser acessado pelo site  http://enaserv.com.br.

“O Enaserv 2021 vai trazer evidências e boas práticas do comércio exterior de serviços de várias partes do mundo e discutir propostas aqui para o país, respeitando as condições e a vocação brasileira. A força do setor de serviços na nossa economia pode ajudar o Brasil a finalmente entrar na OCDE? Quais vão ser os impactos da pandemia do coronavírus no ambiente de negócios doméstico e global?  Teremos os melhores especialistas para debater esses temas”, atesta José Augusto de Castro, presidente executivo da AEB.

Para evitar a transmissão da Covid-19, o evento será inteiramente online. Gratuito, o Enaserv exige apenas inscrição prévia pelo site http://enaserv.com.br.

Sobre o Enaserv

Há 12 anos e sempre no mês de abril, a AEB reúne empresários, executivos, acadêmicos e autoridades do comércio internacional de serviços para discutir os temas mais atuais e antecipar tendências do mercado global. Um dos principais eventos de comércio exterior do país, o Enaserv tem entre seus objetivos inserir as demandas do segmento na agenda governamental, enquanto paralelamente, estimula seu desenvolvimento na iniciativa privada. A grande missão é valorizar e tornar cada vez mais competitivo o comércio internacional de serviços.

Sobre a AEB

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) é uma entidade privada sem fins lucrativos que congrega as empresas exportadoras e importadoras de bens e serviços, bem como as de atividades de apoio ao comércio exterior. Há mais de meio século atua em assuntos relevantes para a promoção de diversos segmentos da cadeia de negócios com o mercado externo, sempre atenta a conciliar as demandas dos associados ao interesse público. A AEB apresenta ao governo federal demandas e sugestões de políticas e medidas para incentivar as exportações e estruturar encontros que tracem diretrizes e estreitem diálogos entre empresários do setor e entidades governamentais.

ENASERV 2021

12º Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços

28 de abril de 2021

Formato online

Inscrições obrigatórias: http://enaserv.com.br

       PROGRAMA DO 12º ENASERV

 

 Horário

Atividade

 

8h-9h

 

Credenciamento

 

9h-10h

 

Solenidade de Abertura

 

- José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB);

 

- José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC);

 

- Carlos Melles, diretor presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae);

 

- Rubens Medrano, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP) e presidente da Associquim/Sincoquim;

 

- Roberto Fendt Junior, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, que proferirá palestra sobre A importância dos serviços na expansão do comércio exterior brasileiro e na adesão à OCDE.

 

10h -10h30

 

Painel 1: Exportação de serviços gera economia sustentável e empregos qualificados

 

Palestrante: Júlio César Talon, presidente da GE CELMA.

 

10h30 -11h 

 

Painel 2:  Apex-Brasil e a tecnologia no contexto das exportações de serviço

 

Palestrante: Sérgio Ricardo Segovia Barbosa, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).  

 

11h -

11h30

 

Painel 3: Servicificação, comércio e economia digital

 

Palestrante: Jorge Arbache, vice-presidente do Setor Privado no Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), em Lima, Peru.

 

11h30 -

12h

 

Painel 4:

 

Palestrante 1: Constanza Negri Biasutti, gerente de Diplomacia Empresarial e Competitividade do Comércio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Servicificação e Regimes de Processamento para Exportação: Propostas para o Brasil

 

Palestrante 2: Renato Agostinho da Silva - subsecretário de Operações de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

 

Servicificação e Regimes de Processamento para Exportação: Evidências Internacionais.

 

12h - 14h

 

Intervalo para almoço

 

Horário

Atividade

 

14h – 14h30

 

Painel 5: As pequenas empresas e a exportação de serviços

 

Palestrante: Gustavo Reis Melo, analista de Competitividade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

 

14h30 – 15h

 

Painel 6: Como a FINEP apoia a Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil

 

Palestrante: Maurício Alves Syrio, superintendente da Área de Inovação 2 da FINEP.

 

15h - 15h30 

 

Painel 7: A nova era dos serviços globais.

 

Palestrante: Javier Peña Capobianco, secretário Geral da Associação Latinoamericana de Exportadores de Serviços (ALES), Montevidéo, Uruguai.

 

15h30 - 16h 

 

Painel 8:  

 

Palestrante 1: Hérlon Brandão, subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

 

Estatísticas sobre o comércio exterior de serviços brasileiro: nova metodologia baseada em recomendações internacionais.

 

Palestrante 2: Paulo Guerrero, coordenador de Acesso a Mercados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

 

Acordos comerciais envolvendo serviços: situação atual e impactos sobre o ambiente nacional de negócios.

                   16h – 16h30

 

Painel 9: A cooperação internacional da Embrapa.

 

Palestrante: Celso Moretti, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

16h - 17h 

 

Painel 10: Softpower: a internacionalização do estilo Brasil para exportar bens e serviços.

 

Palestrante: Daniel Neves, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais e Audio (Anafima).

 

17h – 17h15

 

Encerramento

 

Rubens Medrano, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP) e presidente da Associquim/Sincoquim.

 

José Augusto de Castro, presidente executivo da AEB.

 

 

Indústria de Santa Catarina puxa dois novos recordes de consumo de Gás Natural

No mês de março, o consumo de Gás Natural registrou recorde de média diária de vendas, com 2.150.686 m³/dia e recorde de volume mensal comercializado, que foi de 66.671.254 m³.  O resultado de vendas diárias é 0,16% superior ao mês anterior, fevereiro, quando já havia sido registrado o último recorde. Além disso, o volume médio do mês é 8,58% superior do que o comercializado no mesmo período em 2020.

 

Entre os setores que utilizam Gás Natural, o destaque no consumo foi da indústria. O setor consumiu 26,81% a mais quando comparado a março de 2020, 12,05% acima de março de 2019 e 0,8% acima do mês anterior, fevereiro último. As indústrias são responsáveis atualmente por mais de 80% de todo o Gás Natural comercializado em Santa Catarina.

 

Com essa sequência de recordes, a SCGÁS se aproxima de 12 bilhões de m³ de Gás Natural distribuídos desde o início de sua operação, no ano 2000. Até 2025, a Companhia projeta comercializar cerca de 25% a mais do que os últimos períodos, uma média de 2.513.547 m³ por dia de Gás Natural.

  

Entre os usuários de GNV (Gás Natural Veicular) o resultado do mês de março também foi positivo. As vendas registradas ficaram 20,62% acima do mesmo mês no ano passado. As unidades residenciais, que somam quase 16 mil clientes, consumiram 10,67% a mais do insumo quando comparado a março de 2020. O valor é ainda mais expressivo quando comparado a março de 2019, com aumento de 27,87% no consumo.

VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA: ITAJAÍ NO TOPO DO RANKING NACIONAL

Em março, o mercado imobiliário residencial em Itajaí teve a maior valorização do País, conforme divulgado em abril pelo Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades brasileiras. A variação foi de +1,56%, fechando o mês com preço médio do metro quadrado residencial em R$ 6.632,00. No acumulado do ano, ou seja, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2021, Itajaí ocupa a segunda posição no ranking nacional, com variação positiva de 3,78% e atrás apenas da capital alagoana, Maceió, que fechou o trimestre com variação positiva de 4,75%. Desenvolvido em parceria pela Fipe e pelo Grupo ZAP, o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados acompanha o preço médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras com base em anúncios da Internet.


Para o Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, os números revelam o aquecimento do mercado imobiliário e sua importância econômica, principalmente neste momento de pandemia em que tantos setores produtivos têm sido afetados. O presidente do Sinduscon, engenheiro civil e empresário Bruno Pereira, comenta os números da pesquisa divulgada. “Conforme os relatórios do Índice FipeZap, temos vindo num crescente de valorização mensal nos últimos três meses, e este crescimento gera um círculo virtuoso de negócios, com mais movimentação econômica e geração de emprego e renda”, afirma.


Na avaliação do presidente, Itajaí tem uma construção civil forte, sustentada na qualidade de seus empreendimentos, nos investimentos constantes em qualificação de mão de obra e em projetos arrojados. “Além disso, a localização estratégica de Itajaí, aliada à qualidade de vida que oferece, torna o investimento imobiliário na cidade um excelente negócio”, finaliza.

FG Empreendimentos concluiu nesta semana a fundação do Grand Place Tower

Reconhecida por projetos imponentes e que cada vez mais contribuem para o crescimento de Balneário Camboriú, a FG Empreendimentos concluiu esta semana a fundação do Grand Place Tower, seu novo pré-lançamento.

A fundação e os blocos do empreendimento correspondem a um prédio de nove andares. Para concretagem das estacas e blocos foram utilizados 286 toneladas de aço e 4334 m³ de concreto - o que corresponde a quase 542 caminhões betoneiras.

Sergio Leite é eleito presidente do Conselho de Administração da ABM

A chapa Resiliência foi eleita para o Conselho de Administração da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – ABM, gestão 2021/2023. Na votação realizada entre os dias 5 e 8 de abril, a chapa recebeu 99% dos votos.
Liderado por Sergio Leite de Andrade, CEO da Usiminas, os novos membros do Conselho de Administração tomarão posse no dia 28 de abril, em cerimônia 100% online.

“É com muita honra e com um grande senso de responsabilidade que recebo a incumbência de presidir o Conselho de Administração da ABM. Tenho a satisfação de integrar esta Entidade desde a década de 70, ainda estudante de Engenharia Metalúrgica, seguindo os passos de meu pai, que se associou nos anos 40”, relembrou Sergio Leite.

Destacando a contribuição que a Associação vem dando, há mais de sete décadas, à indústria e à academia, o novo presidente do Conselho disse que “as ações promoveram o desenvolvimento de profissionais e das empresas brasileiras e tem um imenso potencial para contribuir com intensidade com o país”.

“O Brasil tem desafios muito complexos pela frente. Questões urgentes como as Reformas Tributária e Administrativa, entre tantas outras, se somam às emergências dos impactos da pandemia para toda a população, exigindo ainda mais mobilização por parte das empresas, das entidades e da sociedade em geral. Na ABM vamos prosseguir atuando com muita energia para continuar escrevendo nossa história de superação e desenvolvimento do Brasil.”, conclui Sergio Leite.

Veja abaixo a formação completa do novo Conselho de Administração:

Presidente: Sergio Leite de Andrade                  
Vice-presidente: Marcos Eduardo Faraco Wahrhaftig

Representantes das Empresas Mantenedoras:
Américo Ferreira Neto – USIMINAS
Augusto Cesar Ferreira Lara – VILLARES METALS
Celso Freitas – RHI MAGNESITA
Erick Torres Bispo dos Santos – ARCELORMITTAL TUBARÃO
Frederico Ayres Lima – APERAM
Lucas Vieira Penna – ARCELORMITTAL SUL FLUMINENSE
Mauricio Metz – GERDAU
Paulo de Tarso Rossi Haddad – CBMM
Paulo Roberto Bandeira – VALE
Rodrigo Alvarenga Vilela – SAMARCO
Titus Friedrich Schaar – TERNIUM

Representantes dos Associados Pessoas Físicas, atuantes em instituições de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia:
Antônio Cezar Faria Vilela – UFRGS
Fernando Cosme Rizzo Assunção – PUC-Rio
Fernando José Gomes Landgraf – USP
Ieda Maria Vieira Caminha – INT
José Carlos D’Abreu – PUC-Rio
Mauricio Covcevich Bagatini – UFMG
Paulo Santos Assis – UFOP
Ricardo Henriques Leal – UFF
         
Representantes de Associados Pessoas Físicas:
Ayrton Filleti
Carlos Sadao Shiratsu
José Herbert Dolabela da Silveira
Vânia Lúcia de Lima Andrade

Sobre a ABM

A ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração é uma associação civil sem fins lucrativos, cujo objetivo é congregar pessoas físicas e jurídicas visando ações coletivas que promovam o desenvolvimento das pessoas, a evolução técnico-científica e a inovação em processos, produtos e gestão nas suas áreas de atuação.

Desde que foi fundada, em 1944, desenvolve inúmeras ações para assegurar e fortalecer a competitividade das empresas, fomentando a difusão do conhecimento técnico-científico.

Visando, principalmente, a qualificação dos recursos humanos como fator preponderante para que as organizações possam implementar inovações, a ABM disponibiliza um amplo acervo documental e editorial, um calendário anual de eventos (congressos, seminários, simpósios e workshops), premiações e cursos de capacitação.

Essas atividades geram centenas de contribuições técnicas, além de promover o intercâmbio de informações e o inter-relacionamento dos profissionais da indústria, professores, pesquisadores e estudantes.

Seu corpo associativo é composto por empresas, instituições, universidade e pessoas físicas ligadas aos setores de metalurgia, materiais e mineração.

Acibalc promove bate-papo para compartilhar vivências do empreendedorismo jovem

A Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), por meio do Núcleo Jovem Empreendedor, realiza na próxima quinta-feira, 15 de abril, um bate-papo com o empresário Caique Jorge, focado em experiências do empreendedorismo jovem. A iniciativa é gratuita e acontece a partir das 19h15, via Google Meet: https://meet.google.com/fro-mzzj-xvf.
Durante o encontro, o proprietário do Yor Burger, Caique Jorge, irá compartilhar sua trajetória no empreendedorismo, seus maiores desafios, oportunidades, dar dicas para empresários iniciantes e relatar suas experiências como um jovem empreendedor.
De acordo com o Coordenador do Núcleo Jovem, Euclides Balbinot Junior, o encontro tem o intuito de fazer com que os participantes saiam inspirados em fazer o diferente. “Esse tipo de ação reforça nosso propósito de gerar conexões entre jovens empreendedores, fomentar novos conhecimentos baseados em vivências e apresentar novas perspectivas de negócios através do associativismo”, destaca.

 

Mais de 70% das indústrias enfrentam dificuldades em obter insumos e matérias-primas, aponta CNI

As indústrias brasileiras continuam com dificuldade em obter insumos e matérias-primas nacionais e importadas e de atender seus clientes. De acordo com o levantamento mais recente realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 73% das empresas da indústria geral (extrativa e de transformação) e 72% das empresas da indústria da construção encontram dificuldades em obter os insumos e matérias-primas produzidos no Brasil. A sondagem foi feita com 1.782 empresas ao longo de fevereiro. Os percentuais permanecem próximos dos registrados em novembro de 2020, quando 75% e 72%, respectivamente, observaram esse problema. 
 
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, explica que, diante disso, as expectativas de normalização das cadeias das produtivas nacionais, inicialmente previstas para este semestre, foram frustradas. Assim, 37% das empresas esperam que a situação se normalize nos próximos três meses, 42% preveem melhora apenas para o segundo semestre e 14% só veem um cenário mais positivo em 2022.
 
De acordo com a pesquisa, 65% das empresas da indústria geral que utilizam insumos importados, estão com dificuldades para conseguir insumos, mesmo pagando mais caro. Esse percentual sobe para 79% das empresas no setor de construção que precisam importar insumos ou matérias-primas.
 
“Essa desestruturação das cadeias produtivas ainda é resultado das enormes incertezas que a economia atravessou na primeira onda. A compra de insumos pelas empresas foi cancelada e os estoques foram reduzidos, um movimento que atingiu praticamente todas as empresas das cadeias de produção A rápida retomada da economia no segundo semestre de 2020 não pode ser acompanhada no mesmo ritmo por todas as empresas o que gerou dificuldades nos diversos elos da cadeia”, explica Robson Andrade.
 
Segundo ele, adicionalmente, a desvalorização do real tornou as exportações mais atrativas e redirecionou parte do fornecimento de matérias-primas, insumos e produtos finais ao mercado internacional e aumentou o custo dos insumos e matérias-primas importados para as indústrias brasileiras. “O resultado foi um aumento ainda mais acentuado de preços e uma dificuldade ainda maior de obter os insumos e matérias-primas”, afirma o presidente da CNI.
 
13 setores industriais têm mais da metade das empresas com dificuldades para atender clientes 
 
Como consequência, em fevereiro de 2021, 45% das empresas da indústria geral (transformação e extrativa) afirmaram ter dificuldade em atender parte da demanda. O percentual é menor que os 54% observados em novembro de 2020 e próximo aos 44% observados em outubro. Na indústria da construção, 30% das empresas relatam dificuldade em atender a demanda, percentual similar aos 31% observados em novembro e maior que os 19% observados em outubro de 2020.
 
Entre os 26 setores de atividade da indústria de transformação considerados na pesquisa, em 13 pelo menos 50% das empresas tiveram dificuldades para atender para atender sua demanda em fevereiro de 2021.
 
No setor Informática, eletrônicos e óticos, por exemplo, a falta de insumo atingiu 69% das indústrias em fevereiro deste ano. Em novembro do ano passado, afetava 42% das empresas do setor. Além desse setor, entre os setores com mais dificuldade para atender sua demanda estão: Metalurgia, Veículos automotores, Máquinas e equipamentos, Móveis, Têxteis, Celulose e papel, Madeira, Máquinas e materiais elétricos, Produtos de metal, Material Plástico, outros equipamentos de transporte e produtos diversos.

 

Ferrovias: necessidade e desafio do Centro-Oeste

Frederico Bussinger

Em NOV/17 reuniram-se em Nova Mutum, coração geográfico do Mato Grosso, dirigentes dos governos estadual e federal, parlamentares e técnicos a convite de gestores e lideranças dos 18 municípios da região: 500 mil habitantes; R$ 75,8 mil de renda per capita (algo como o dobro da brasileira).
Em pauta as limitações que começavam a ser sentidas para prosseguimento de expansões das safras de grãos e algodão, já então de 17 Mt/ano; além de 60% da produção de suínos do Estado. 
Os programas de “PPP-Caipira” tinham viabilizado extensa rede de estradas vicinais, mas “eixos troncais de alta capacidade”, base para uma “logística mais eficiente e compatível com o potencial produtivo da região”, tornavam-se imprescindíveis. Esse diagnóstico-síntese fundamentava a principal reivindicação da “Carta de Nova Mutum”, aprovada ao final do evento: um acesso ferroviário; fosse pela extensão da Rumo (que acabara de chegar a Rondonópolis - 700 km distante), pela Fico/Fiol, pela Ferrovia Paraense (então em projeto), ou pela Ferrogrão que, “se implantadas, muito contribuirão para dar uma nova espinha dorsal ao arranjo logístico hoje existente”.
Incidentalmente a FGV-Transportes vem de promover webinar para discussão de tema similar; só que agora em escala ampliada: o Centro-Oeste, este responsável por 48% da produção nacional de grãos (123,9 Mt na última safra; 127,9 Mt projetadas para a de 21/22, segundo Boletim da CONAB divulgado ontem). Só para MT (60 % do Centro-Oeste e 29 % do Brasil) o “Outlook-2030” do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária – IMEA projeta quase a duplicação dessa produção (75,6 para 125,6 Mt/a) entre 2020-30; além de 7,23 Mt/a de algodão e proteína animal. E há, ainda, que se considerar a mineração.
Ou seja, esse o tamanho do desafio: prover, em 10 anos, logística para viabilizar a produção e escoamento de quase 60 Mt/ano do MT, possivelmente 90-100 Mt/a do Centro-Oeste (supondo expansão similar nos demais estados - hipótese bem plausível). A título de comparação, algo como o dobro da exportação de soja (grãos e farelo) e milho pelo Porto de Santos ano passado: 42,2 Mt. Dito de outra forma: é implantar-se uma capacidade logística 1,5 vezes a atual; sem o que as expansões previstas podem não se concretizar. Nada, pois, pode ser desconsiderado: rodovia, ferrovia, hidrovia e aéreo. 
Os 3 projetos ferroviários seguem na mesa: extensão da Rumo, Fico/Fiol e Ferrogrão. Há algum sombreamento, mas cada qual foca uma região produtora: respectivamente, centro-sul (região das chapadas; cerrado); nordeste (Vale do Araguaia) e noroeste (Eixo do Tapajós); centenas de km entre si. 
Seus projetos e modelagens estão em estágios distintos, e cada uma tem suas questões específicas a serem superadas para se tornar realidade; como debatido no webinar. i) No caso da Ferrogrão, processo sustado até decisão final do STF, foi proposto um realinhamento estratégico, inclusive em função de outro projeto do próprio Governo Federal; a concessão da BR-163: a implantação da ferrovia seria postergada, e a rodovia teria projeto requalificado e prazo de concessão ampliado. ii) No da Rumo há controvérsias sobre a possibilidade de celebração de aditivo estendendo a malha concessionada por mais 600 km. iii) E no da Fico, projeto concebido com investimentos cruzados de renovação antecipada, e com obras anunciadas, estuda-se reconfigurá-la para se tornar um corredor articulado com a Fiol. 
De comum aos 3 projetos ferroviários, todavia, as dificuldades para licenciamento ambiental, estruturação financeira e, principalmente, acesso aos portos; essencial pela vocação exportadora do Centro-Oeste: respectivamente Porto de Santos, terminais (ETCs) de Miritituba/Santarem-PA, São Luis/Alcântara-MA e, ainda, em perspectiva, Barcarena-PA e Ilheus-BA.
Problemas? Muitos! Mas bons problemas ... a nos desafiar e nos animar enquanto cidadãos e nação.

SCGÁS se manifesta sobre o aumento do Gás Natural anunciado pela Petrobras

A distribuidora de Gás Natural em Santa Catarina, cuja supridora atual é a Petrobras, informa aos usuários que os efeitos do aumento médio na aquisição do insumo a partir de maio, anunciado recentemente pelo supridor, refletirá nas tarifas praticadas aos segmentos a partir de julho desse ano. Conforme mecanismo regulatório de precificação estabelecido no Estado (Conta Gráfica), o repasse das variações dos custos de aquisição do gás para as tarifas ocorre ordinariamente em julho e em janeiro.  
 
Além disso, a distribuidora ressalta que os efeitos na tarifa são regulamentados pela ARESC (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina) a quem cabe a devida homologação das tabelas tarifárias, que serão divulgadas no final do mês de junho do atual exercício.
 
A SCGÁS destaca também que encaminha mensalmente para a Agência Reguladora todas as informações relativas ao custo de aquisição do gás natural e, após verificação, as informações são publicadas no site da Agência e da SCGÁS. 
 
A SCGÁS entende os desafios socioeconômicos impostos pela pandemia e reforça a nota pública divulgada pela Abegás, ressaltando que os aumentos praticados pelo agente supridor não geram benefícios ao setor de distribuição. Ao contrário, afetam a vantagem econômica do Gás Natural, importante instrumento para a competitividade de diversos ramos da indústria consumidora do insumo. 
 
Por fim, o aumento no custo do gás para as distribuidoras segue a fórmula estabelecida em contrato, prevendo a correção de acordo com as variações na cotação do dólar e do petróleo do tipo Brent. Essas variações afetam também outros combustíveis, como a gasolina e o diesel, e insumos e matérias primas, como os plásticos.

 

Fraudes bilionárias são aplicadas utilizando indevidamente nomes de marcas famosas no Brasil

O mercado está passando por uma grande reviravolta. Além das crises sanitária e econômica, diversas fraudes estão sendo identificadas e envolvem o uso indevido de marcas famosas. Os dados fazem parte de um estudo inédito realizado pelo Empresômetro, empresa de bussiness intelligence, spin-off do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), e mostram que desde o início da pandemia os golpes aplicados já ultrapassam a marca dos R$ 2 bilhões.

O estudo apontou três tipos de golpes, que são o do uso indevido de marca famosa, o do e-commerce e golpe nos IPOs da Bolsa de Valores. Essas situações acontecem a partir das falhas no sistema de monitoramento e da falta de análise mais criteriosa pelos agentes de mercado das operações envolvidas nas transações de produtos, mercadorias e serviços. “A pandemia potencializou a existência de crimes cibernéticos, corrupção, peculato, contrabando e estelionatos, permitindo o enriquecimento ilícito, de vários atores do mercado. No total estes três tipos de golpes totalizaram mais de 530 situações analisadas”, ressaltou o head de estudos do Empresômetro, Dr. Gilberto Luiz do Amaral.

Golpe de Uso Indevido de Marca Famosa

Neste tipo de golpe é criada uma empresa no exterior, especialmente em um paraíso fiscal, utilizando o nome de uma marca famosa. No Brasil, os estelionatários abrem em uma das Juntas Comerciais uma empresa brasileira com sócio estrangeiro e colocam no meio da razão social o nome da marca famosa seguida da expressão “do Brasil Ltda”.

O levantamento detectou que, desde o início da pandemia, já foram constituídas mais de 2.400 empresas estrangeiras no Brasil. Dentre estas, 18 foram identificadas utilizando indevidamente o nome de marca famosa. “Essa é uma forma de confundir o mercado. Quando essas empresas estão com todos os documentos alugam um imóvel no mesmo prédio em que está sediado o grupo proprietário da marca famosa utilizada na razão social. Além disso, criam várias filiais em diferentes estados e emitem nota fiscal eletrônica para muitas empresas e órgãos públicos que não possuem inscrição estadual, e não ficam sabendo deste faturamento fraudulento. Com o estratagema, os golpistas obtêm crédito junto a instituições financeiras, fazem compras a prazo de mercadorias, insumos, produtos eletrônicos, veículos, máquinas e equipamentos. Como resultado, não pagam as dívidas, vendem os bens adquiridos e ainda fraudam as apólices de seguro para receber indenizações”, afirmou Amaral. 

Golpe do e-commerce

Para a artimanha são utilizadas as técnicas do Golpe do Uso Indevido da Marca Famosa ou a criação de uma empresa com documentos extraviados ou vazados pelos bancos de dados de grandes instituições e até mesmo do governo. Desta forma cadastram-se nas plataformas de marketplaces e passam a anunciar e vender a suposta mercadoria. No início tudo parece normal como qualquer outra loja virtual, vendendo e entregando as mercadorias no prazo, com o intuito de adquirirem uma classificação positiva por parte dos consumidores e ludibriar os sistemas de monitoramento dos marketplaces. Com isso adquirem suposta credibilidade para anunciar produtos de maior valor, atraindo muitos mais interessados. Após certo tempo, param de entregar os produtos vendidos, causando prejuízo a milhares de consumidores que pagaram antecipadamente pelas compras.

Golpe nos IPOs da Bolsa de Valores

Uma das formas de aumentar o valor de mercado de uma companhia que pretende fazer o IPO (Oferta Pública Inicial, em português) é a aquisição de empresas menores que supostamente agreguem vantagens à operação da ofertante. Os golpistas se aproveitam disso e preparam pequenas empresas com existência e regularidade de muitos anos, registrando marcas e patentes em seu nome, ou providenciando o registro nas agências reguladoras.

Assim, os golpistas oferecem para a companhia que abrirá o capital a transferência das quotas sociais por um determinado valor, mas com um laudo de avaliação bem maior do que o acordado. A companhia que irá realizar o IPO registra contabilmente a operação de aquisição pelo valor extraordinário do laudo, gerando ágio e, consequentemente, elevando o seu patrimônio. Isso gera maior atratividade e valor perante os fundos internacionais e demais interessados na compra inicial de ações. Porém, após a abertura do capital, há a desmobilização paulatina do investimento, com prejuízo. Com o passar do tempo, as ações vão se ajustando ao seu real valor, causando perdas para os primeiros investidores.

Como prevenir os golpes

O head de estudos do Empresômetro explica alguns pontos que auxiliam na prevenção dos golpes. “É necessário fazer um acompanhamento permanente das razões sociais e nomes fantasia das empresas ativas no Brasil, também é recomendável que os titulares requeiram junto ao INPI o reconhecimento de Marca de Alto Renome, para inibir que terceiros façam o uso indevido. Além disso, para atenuar o risco de perda em concessão de crédito é indispensável o rastreamento das notas fiscais eletrônicas e cruzamento com os conhecimentos de transporte eletrônico das mercadorias, como também o levantamento amostral dos documentos fiscais das compras de insumos e mercadorias. Essas práticas também devem ser adotadas pelos marketplaces”, ressaltou.

Amaral também reforça que é importante a exigência da emissão de nota fiscal de baixa de estoque ou imobilizado com o código de perda ou roubo pelo beneficiário da indenização. “Já no caso dos IPOs, é indispensável que os analistas de mercado também conheçam as práticas da emissão e registro de documentos fiscais e façam o levantamento fiscal e comercial do histórico dos CNPJs que estão sendo incorporados”, finalizou.

Metodologia do estudo

Os resultados foram obtidos por meio da análise do histórico fiscal de 13.104 CNPJs, consultas à base de dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sobre o registro de 783 marcas famosas e seus proprietários, análise de Notas Fiscais Eletrônicas (NFEs) e Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CTEs) de 4.102 empresas, demonstrações financeiras, relatórios, comunicados e ofertas públicas de ações de 41 companhias que anunciaram o IPO entre janeiro de 2018 e março de 2021, 28 inquéritos policiais sobre golpes sofisticados praticados contra consumidores e empresas, 31.843 reclamações junto aos Procons Estaduais e no Serviço público monitorado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), 222 reclamações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à B3, e pesquisa de 2.428 empresas no site do Reclame Aqui.

Sobre o Empresômetro
                                                                                           
Fundado em janeiro de 2017, o Empresômetro oferece soluções de mercado B2B utilizando a mais alta tecnologia da informação, garantindo segurança na tomada de decisão dos gestores de grandes empresas, que almejam crescer com inteligência. 

Resultado de um projeto sociotecnológico do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o Empresômetro oferece soluções de inteligência de mercado que possibilitam análise de Market Size e Market Share, monitoramento de preços médios (pricing) e prospecção qualificada de clientes. 

Maior incentivo à cabotagem

                                                                                              Adelto Gonçalves (*)

A partir do governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956/1961), houve um incentivo muito grande à indústria automobilística, que começou no mandato  do general  Eurico Gaspar Dutra (1946/1951), período em que houve investimento na abertura e ampliação de estradas de rodagem, com o aumento da importação de veículos de carga e de passeio. Foi a chamada época de ouro, que, a rigor, teve início ao final da Segunda Guerra Mundial (1939/1945), da qual o Brasil saiu com boas reservas decorrentes de exportações, principalmente de alimentos e vestuário.
Com isso, o País passou a importar mais veículos, eletrodomésticos e bens de consumo mais sofisticados, procurando imitar o american way of life. Na sequência, o governo passou a incentivar a montagem de fábricas e, para tanto, tratou de conceder incentivos não só de ordem fiscal como isenção total do imposto de importação e do imposto sobre produtos industrializados (IPI), além de ter cedido também áreas para a implantação de indústrias.
Desde então, o foco dos governos voltou-se quase exclusivamente para as rodovias, ficando os demais modais abandonados, principalmente o ferroviário, que, inclusive, contava com uma infraestrutura razoável, principalmente na ligação entre as grandes cidades. Sem investimento e manutenção, o que provocou a desativação de vários trechos com menor movimento, este modal, em poucos anos, ficou relegado a um plano secundário, o que acabou por provocar o sucateamento de equipamentos e estações.
Outro modal igualmente importante, mas que nunca teve por parte dos governos a atenção merecida, é a cabotagem, embora a costa brasileira tenha mais de 9 mil quilômetros de extensão e 99 portos e terminais marítimos. Sem contar que 70% da população vivem no Litoral. Ou seja: num país com essas dimensões e características, a multimodalidade no transporte constitui fator fundamental, pois de grande relevância estratégica e econômica, mas, infelizmente, durante os últimos 50 anos, praticamente, nada se fez para incentivar ou mesmo viabilizar a cabotagem. 
            Na verdade, hoje esse modal está nas mãos de três empresas, duas das quais estrangeiras, que operam nas condições comerciais que mais lhes convêm e sem compromisso maior com o seu desenvolvimento. De positivo, o que se pode lembrar é que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, anunciou que o Congresso Nacional deverá conjugar o projeto que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem (BR do Mar), do governo federal, com a proposta de lei nº 3.129/2020, da senadora Kátia Abreu (PP/T), que propõe maior abertura à cabotagem para que o modal venha a s e desenvolver com menor custo. Aliás, uma das propostas se refere à redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o bunker, o óleo combustível destinado ao abastecimento de navios de grande porte. 
            É de se lembrar que o projeto de lei 4.199/2020, do poder executivo, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado e, agora, aguarda votação no Senado Federal. Seja como for, é imprescindível que essa nova legislação seja aprovada, pois constitui passo estratégico para o desenvolvimento do País, considerando-se que a redução de custos de transporte é fator importantíssimo para a economia de modo geral e pode representar a viabilidade ou não da venda de um determinado produto, principalmente de produtos primários, que representam o segmento q ue mais se movimenta no País, tanto das lavouras para os silos e armazéns como para a distribuição e exportação.
Portanto, não há mais como admitir que o Brasil continue dependendo tanto do modal rodoviário, que movimenta 65% dos bens, com custo estimado em 6% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo responsável por 64% dos custos logísticos, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Trata-se, evidentemente, de um equívoco da política pública de transporte que precisa ser imediatamente revisto. 

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(*) Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

Economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho em 2020

O setor da economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho na comparação do último trimestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior. Os dados divulgados pelo Observatório Itaú Cultural indicam uma retração de 6,4% nos empregos especializados na área da cultura.

O levantamento leva em consideração funções em diversas áreas que dependem da criatividade para serem desempenhadas, não sendo uniformizadas ou passíveis de serem substituídas por máquinas. Eram 7,1 milhão de pessoas trabalhando nesse tipo de função nos últimos três meses de 2019. Número que foi reduzido para 6,6 milhões no quarto trimestre de 2020.

As áreas mais afetadas foram atividades artesanais, artes cênicas e visuais, cinema, música, fotografia, rádio e TV e museus e patrimônio. Nesses segmentos, a retração chegou a 18%. Eram 773, 9 mil pessoas com postos de trabalho nessa área no final de 2019, número que caiu para 634,2 mil nos últimos três meses de 2020.

Nas áreas de apoio às atividades criativas houve uma queda de 15% nos postos de trabalho, passando de 2,5 milhões em 2019 para 2,1 milhões em 2020.

Novos postos

Por outro lado, houve um aumento de 115 mil postos de trabalho na área da Tecnologia da Informação, o que representa uma alta de 24% no período. O segmento editorial também abriu novos postos de trabalho, um crescimento de 25%, com 23,7 mil novos empregos.

A redução de postos de trabalho afetou mais os trabalhadores informais, sem carteira assinada ou cadastro como pessoa jurídica. Nesse grupo, houve uma queda de 11% , passando de 2,8 milhões para 2,5 milhões no número de postos de trabalho.

Nos postos de trabalho formalizados, a retração ficou em 3,4%, chegando a 4,1 milhão de pessoas no final de 2020.

“Uma das razões para a retração ter sido menor é a criação de políticas de proteção ao emprego implementadas durante a pandemia, que permitiram a diminuição de carga horária e a suspensão temporária de contratos de trabalho, protegendo os trabalhadores celetistas de possível desligamento”, aponta o levantamento.

Fontes

O estudo foi feito a partir de diversas fontes oficiais como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua; a Pesquisa Anual de Serviços; a Pesquisa Industrial Anual, todas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Também foram aproveitados dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério da Economia e do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro.

Venda de veículos cresce 15,78% em março

Em março, o emplacamento de veículos – considerando-se a venda de automóveis e veículos comerciais leves (como picapes e furgões), ônibus e caminhões – cresceu 15,78% em comparação ao ano passado. A informação foi foi divulgada hoje (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com fevereiro, houve crescimento de 13,16%, com o emplacamento de 189.405 veículos.

Quando se considera o emplacamento de todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), porém, o crescimento fica em 8,26% em relação ao resultado de março do ano passado, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. Em março último, foram vendidas 269.944 unidades, com aumento de 11,52% em relação a fevereiro.

No acumulado do ano, de janeiro a março, houve queda de 6,55% na venda de todos os segmentos na comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Fenabrave, todos os segmentos automotivos continuam sofrendo com problemas de abastecimento de produtos pela indústria, afetada pela falta de peças e componentes, e pela paralisação da produção, em algumas unidades fabris.

“Os concessionários de veículos estão passando por um período muito difícil. Em 2020, quando ocorreu a primeira onda da pandemia da covid-19, tínhamos estoques, e a indústria trabalhava sem problemas de abastecimento. Hoje os estoques praticamente não existem, tanto nas concessionárias como nos pátios das montadoras. A falta generalizada de peças e componentes vem provocando a paralisação das linhas de montagem de várias montadoras, prejudicando a oferta de veículos”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo Alarico Júnior, o mês de março foi mais positivo porque as vendas ocorreram em meses anteriores. “Muitas dessas vendas já tinham sido realizadas nos meses anteriores, e os clientes estavam aguardando a entrega dos veículos, pelos fabricantes, o que ocorreu em março. Isso justifica o bom desempenho do mês, mesmo com o fechamento do comércio em estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse ele, em nota.

Automóveis e comerciais leves

As vendas no segmento de automóveis e veículos comerciais leves subiu 13,69% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 177.109 unidades comercializadas. Em relação a fevereiro de 2021, houve alta de 11,93%.

4 franqueadoras concedem parcelamento, desconto na taxa de franquia e/ou isenção de royalties para facilitar investimento em novas unidades em Santa Catarina

As franqueadoras brasileiras estão mostrando que é possível crescer mesmo com a pandemia e a crise – e com consistência. Após atravessarem um ano de incertezas e períodos conturbados, marcas de segmentos distintos tomaram medidas para sustentar as unidades franqueadas existentes e voltar a expandir com novas franquias.
Em relação à expansão, com a falta de crédito bancário facilitado, as franqueadoras estão financiando por conta própria o que conseguem, com a finalidade de tornar o acesso dos novos franqueados ao negócio um pouco mais fácil. “Apesar de termos convênio com vários bancos, o acesso ao financiamento não é simples e o desconto na taxa de isenção de royalties nos primeiros meses de operação ajudam o franqueado que está começando”, comenta Roberto Kalaes, sócio-franqueador da Dr. Shape, maior franqueadora de suplementos e artigos esportivos da América Latina, com mais de 60 lojas pelo Brasil.
Para Thaís Kurita, sócia da banca Nova Prado Advogados, especializada em Franchising e Varejo, o novo franqueado deve ficar atento à estrutura da franqueadora, ao suporte oferecido e aos documentos entregues, que devem seguir a lei 13.966/19, que rege o sistema de franquias no Brasil. “Além de uma boa oferta e do financiamento que, claro, ajudam o novo franqueado a começar e são muito bem-vindos, a franqueadora precisa demonstrar ter know-how para passar ao franqueado. Se ela tem sobrevivido bem à pandemia, já é um sinal de que aprendeu várias coisas importantes – mas, é importante verificar sua saúde financeira e como está a operação das unidades franqueadas existentes antes de investir”, pondera a especialista.
Assim como a Dr. Shape, outras redes estão facilitando o acesso do franqueado ao negócio. De segmentos variados e com faixas de investimentos distintos – inclusive duas microfranquias –, elas criaram condições especiais para novas unidades em Santa Catarina, com opções para diversas cidades do estado. Conheça a proposta de cada uma delas:

Dr. Shape – A maior rede varejista de suplementos alimentares e artigos esportivos da América Latinas, com mais de 60 lojas pelo Brasil, concederá um desconto de R$ 5 mil na taxa de franquia e isenção de royalties nos três primeiros meses de operação da franquia. O valor da taxa de franquia da marca é de R$ 52 mil e, numa loja, investem-se cerca de R$ 350 mil. A Dr. Shape acaba de lançar um novo formato de franquia, com uma clínica de emagrecimento anexada à loja. A novidade já está sendo pilotada na franquia de Dourados (MS) com sucesso e, em breve, também será implantada em lojas da rede que já estão em funcionamento. A Dr. Shape tem interesse em abrir franquias em todo o Brasil.

IP School – Inglês Particular – A rede de ensino de inglês particular - que utiliza a programação neurolinguística como método para o aprendizado, dispensa material didático e personaliza as aulas particulares conforme o perfil e necessidades de seus alunos – tem dez escolas em São Paulo (capital e região metropolitana). A franqueadora parcela a taxa de franquia, de R$ 30 mil, em três vezes aos novos franqueados, tanto para as microfranquias, cujo investimento é de R$ 33 mil, quanto para as unidades físicas, com investimento de R$ 149 mil. No período de pandemia, a IP School – Inglês Particular dobrou o tamanho de sua rede: a marca iniciou 2020 com cinco unidades e, atualmente, é composta por dez, entre próprias e franqueadas.

MicroPro – A MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, que tem 35 escolas profissionalizantes no Estado de São Paulo, parcela a taxa de franquia em três vezes para novos candidatos interessados em abrir uma microfranquia ou franquia de sua marca. Numa microfranquia (escola física para cidades de 70 mil habitantes), investem-se R$ 89 mil, com taxa de franquia de R$ 10 mil. Numa franquia, investem-se R$ 120 mil, com taxa de franquia de R$ 30 mil. Em 2020, a MicroPro tomou a decisão de não abrir nenhuma franquia. A ideia da marca foi a de dedicar-se integralmente às escolas existentes, de forma a apoiá-las no enfrentamento da crise e da pandemia. Assim, aprimorou seu sistema híbrido de aulas presenciais e online; apoiou os franqueados que decidiram reformar as escolas ou mudá-las de ponto e conseguiu atravessar o período com excelentes resultados. A MicroPro foi eleita, em pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) a franquia do segmento de Educação com melhor índice de satisfação de franqueados na última pesquisa da entidade e, agora, é hora de voltar a crescer.

Pinta Mundi Tintas – O segmento da Construção Civil nunca esteve tão bem: a própria Pinta Mundi Tintas afirma que 2020 foi o melhor ano em faturamento de todos os 30 anos de sua existência. Com números expressivos – a rede bateu metas de 120% em alguns meses – , não é difícil entender como saiu de 20 para 50 lojas em plena pandemia. Para incentivar ainda mais o crescimento, a marca concede um desconto na taxa de franquia de 20%, para pagamento à vista e, caso o franqueado compre duas unidades franqueadas, o desconto sobe para 30%. O valor da taxa de franquia, já com o desconto de 20%, é de R$ 50 mil. Além disso, os novos franqueados recebem um enxoval de produtos extra para iniciar a operação com melhor aporte no capital de giro. O investimento numa loja compacta da Pinta Mundi Tintas inicia-se em R$ 189 mil.

Prazo para Declaração Anual de Capitais no Exterior termina hoje

Termina hoje (5), às 18h, o prazo final para a entrega da Declaração Anual de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), relativa ao ano de 2020. O Banco Central (BC) recebe as declarações, todos os anos, de 15 de fevereiro a 5 de abril.

A declaração é obrigatória para pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no país, que detinham, no exterior, ativos de valor igual ou superior a US$ 1 milhão, em 31 de dezembro de 2020. Até o ano passado, o patrimônio a ser declarado era a partir de US$ 100 mil, mas o limite foi alterado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O preenchimento da CBE Anual é realizado por meio do sistema eletrônico disponível na página do Banco Central na internet. Entre os capitais a serem declarados estão, por exemplo, bens, direitos, instrumentos financeiros, disponibilidades em moedas estrangeiras, depósitos, imóveis, participações em empresas, ações, títulos e créditos comerciais.

Segundo o BC, o CBE contribui para avaliar o grau de internacionalização da economia brasileira. Em 2019, os ativos de empresas e pessoas físicas brasileiras no exterior chegaram a US$ 529,221 bilhões.

Quem não fizer a declaração, atrasar a entrega ou prestar informações falsas ou incorretas fica sujeito a multa aplicada pelo BC, que varia de R$ 2,5 mil a R$ 250 mil, podendo ser aumentada em 50% em alguns casos.

Para quem possui ativos externos a partir de R$ 100 milhões também deve declarar esse patrimônio a cada três meses, preenchendo a CBE Trimestral, referente a 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro de cada ano-base.

Mais informações e auxílio sobre o preenchimento da declaração de CBE estão disponíveis no Manual do Declarante.

Menos de um terço dos contribuintes enviou declaração do IR

A menos de um mês para o fim do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, pouco menos de um terço dos contribuintes acertou as contas com o Leão. Nas cinco primeiras semanas de envio, 10.580.505 contribuintes entregaram o documento. Isso equivale a 32,4% do previsto para este ano.

O balanço foi divulgado no início desta tarde pela Receita Federal, com dados apurados até as 11h de hoje (5).

O prazo de entrega começou em 1º de março e irá até as 23h50min59s de 30 de abril. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que propõe adiar a data limite para 31 de julho, por causa do agravamento da pandemia de covid-19. O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelo Senado.

Neste ano, o Fisco espera receber entre até 32.619.749 declarações. No ano passado, foram enviadas 31.980.146 declarações.

O programa para computador está disponível na página da Receita Federal na internet. Quem perder o prazo de envio terá de pagar multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

A entrega é obrigatória para quem recebeu acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2020. Isso equivale a um salário acima de R$ 1.903,98, incluído o décimo terceiro.

Também deverá entregar a declaração quem tenha recebido rendimentos isentos acima de R$ 40 mil em 2020, quem tenha obtido ganho de capital na venda de bens ou realizou operações de qualquer tipo na Bolsa de Valores, quem tenha patrimônio acima de R$ 300 mil até 31 de dezembro do ano passado e quem optou pela isenção de imposto de venda de um imóvel residencial para a compra de um outro imóvel em até 180 dias.

Restituição

Pelas estimativas da Receita Federal, 60% das declarações terão restituição de imposto, 21% não terão imposto a pagar nem a restituir e 19% terão imposto a pagar.

Assim como no ano passado, serão pagos cinco lotes de restituição. Os reembolsos serão distribuídos nas seguintes datas: 31 de maio (primeiro lote), 30 de junho (segundo lote), 30 de julho (terceiro lote), 31 de agosto (quarto lote) e 30 de setembro (quinto lote).

Novidades

As regras para a entrega da declaração do Imposto de Renda foram divulgadas na semana passada pela Receita. Entre as principais novidades, está a obrigatoriedade de declarar o auxílio emergencial de quem recebeu mais de R$ 22.847,76 em outros rendimentos tributáveis e a criação de três campos na ficha “Bens e direitos” para o contribuinte informar criptomoedas e outros ativos eletrônicos.

O prazo para as empresas, os bancos e as demais instituições financeiras e os planos de saúde fornecerem os comprovantes de rendimentos acabou em 26 de fevereiro. O contribuinte também deve juntar recibos, no caso de aluguéis, de pensões, de prestações de serviços, e notas fiscais, usadas para comprovar deduções.

Mercado diminui projeção para crescimento da economia em 2021

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 3,18% para 3,17%. Esta é a quinta semana seguida de redução da projeção do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A estimativa está no boletim Focus de hoje (5), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para PIB é de crescimento de 2,33%. Em 2023 e 2024, o mercado continua projetando expansão da economia em 2,50%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, as instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para este ano, de 5% ao ano. Atualmente, a Selic está estabelecida em 2,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2022, a estimativa do mercado é que a taxa básica suba para 6% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6,50% ao ano e 6,25% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Para 2021, a expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) é de 4,81%, o mesmo da semana passada.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,52%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

A estimativa para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

No caso do dólar, a expectativa do mercado é que cotação ao fim deste ano seja de R$ 5,35. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,25.

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